quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sete Orações de Fátima.


As Sete Orações de Fátima
Durante o processo das aparições de Fátima, as três crianças videntes foram ensinadas cinco orações únicas e poderosas, duas pelo Anjo da Paz e três pela Mãe de Deus. Mais tarde, aparecendo à Irmã Lúcia em Rianjo, Espanha, Nosso Senhor Jesus Cristo ditou mais duas orações. Para milhões de pessoas, estas orações são hoje uma personificação viva da mensagem de esperança e de paz que Nossa Senhora deu ao mundo em Fátima. Nos últimos anos, através dos esforços do Apostolado de Nossa Senhora, tem desenrolado a práctica piedosa de recitar uma (ou mais) destas orações em uma base diária. O seguinte horário de orações é apenas uma sugestão; tome a liberdade de as recitar em qualquer ordem que lhe pareça cómoda ou apropriada.
Segunda-feira
Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
Terça-feira
(quando fazendo um sacrifício dize)
O Jesus! E por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.
Quarta-feira
Ó meu Jesus! Perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todos para o Céu, principalmente as que mais precisarem.
Quinta-feira
Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro... Meu Deus, meu Deus, eu Vos adoro no Santíssimo Sacramento.
Sexta-feira
Doce Coração de Maria, sêde a salvação da Rússia, de Espanha, de Portugal e de todo o mundo.
Sábado
En nome de Vossa Concepção Imaculada e pura, Maria, alcança-me a conversão da Rússia, de Espanha, de Portugal, e de todo o mundo.
Domingo
“Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.”

15 Promessas do Rosário.


As Quinze Promessas de Nossa Senhora Aos Cristãos Que Recitam O Rosário

1. Quem me servir fielmente através da recitação do Rosário receberá sinais de graça divina.
2. Prometo a minha proteção especial e as graças mais grandes àqueles que recitarem o Rosário.
3. O Rosário será uma arma poderosa contra o inferno, destruirá o vício, diminuirá o pecado, e derrotará a heresia.
4. Causará que a virtude e os bons trabalhos floresçam; obterá a mercê abundante de Deus para as almas; retirará os corações do homem do amor ao mundo e às suas vanidades para os erguer ao desejo de coisas mais eternas. Oxalá que as almas se santifiquem assim.
5. A alma que se encomenda a mim através da recitação do Rosário não perecerá.
6. Quem recitar devotamente o Rosário, aplicando-se à consideração de seus mistérios sagrados, nunca será conquistado pelo infortúnio. Deus não o repreenderá em sua justícia, e não perecerá por uma morte desprovida; se fôr justo permanecerá na graça de Deus e tornar-se-á digno da vida eterna.
7. Quem tiver devoção vedadeira ao Rosário não morrerá sem os sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que são fieis em recitar o Rosário terão na sua vida e na sua morte a luz de Deus e a plenitude de sua graça divina.
9. Livrarei do purgatório aqueles que foram devotos ao Rosário.
10. As crianças fieis do Rosário serão dignas de um alto nível de glória no Céu.
11. Tereis tudo o que pedires de mim com a recitação do Rosário.
12. Todos os que propagarem o sagrado Rosário serão ajudados por mim nas suas necessidades.
13. Consegui do Meu Filho Divino que todos os defensores do Rosário terão por intercessores toda a côrte celestial durante a sua vida e na hora da morte.
14. Todos os que recitam o Rosário são Meus filhos, e irmã os do meu único filho Jesus Cristo.
15. A devoção ao Rosário é um grande sinal de predestinação.

Medalha Milagrosa.


No decorrer do século XIX, uma circunstância à qual os historiadores não tenham dado a atenção que merece, contribuiu muito para o desenvolvimento desta devoção: a missão confiada pela Virgem Maria em 1830 a uma noviça das Filhas da Caridade da rua "du Bac", em Paris, a futura Santa Catarina Labouré. " Fazei, disse-lhe Maria durante uma aparição, cunhar uma Medalha conforme este modelo. As pessoas que a trouxerem ao pescoço, receberão muitas graças". O modelo, era a Virgem Maria, com as mãos estendidas emitindo raios de luz, com a inscrição: " Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
Como é natural, foi preciso a Catarina Labouré um certo tempo para persuadir seu confessor, para falar sobre isso, com o Arcebispo de Paris, Monsenhor de Quelém. Finalmente, as primeiras medalhas foram cunhadas em 1832, logo distribuídas e solicitadas por toda a França e, em breve, por toda a Europa, acompanhadas de uma tal profusão de curas e conversões que então só se falava na Medalha Milagrosa.
Com a precisão e severidade do historiador, Renato Lautentin examinou atentamente os arquivos e fez os cálculos. Chegou à surpreendente conclusão de que no decorrer dos dez anos que vão de 1832 a 1842, foram cunhadas e distribuídas mais de cem milhões de Medalhas Milagrosas! Sobre tantos milhões de lábios havia pois ressoado, através de toda a Europa, a invocação: " Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Laurentin não hesita em ver aí " um dos mais vastos fenômenos de comunicação social que tenha existido antes da invenção das telecomunicações".
A Medalha é a expressão da maneira de agir de Deus, quando vem no meio de nós, quando quer se revelar a nós. É sempre com meios pobres e inesperados: uma gruta, um burrinho sobre o qual monta, uma cruz, a dos escravos... Para compreender todo o alcance da mensagem da Medalha, precisamos despir-nos de nosso orgulho para nos revestirmos do espírito de humildade.
Numa linguagem simples e universal, a Medalha dirige-se, principalmente, a todos os que têm um coração de pobre.
Comunicando a Medalha ao mundo, Maria espera que ela seja, não apenas um sinal de Amor, mas também um convite à fé absoluta neste Amor: " As graças serão abundantes para as pessoas que a trouxerem com inteira confiança". Maria procura despertar nossa confiança em Deus. Quer fazer de nós associados seus e não apenas assistidos pela graça.
A Medalha só atinge seu verdadeiro objetivo quando suscita esta confiança no coração de cada um.
Na rua "du Bac", não há prodígios, nem segredos. Maria entrega um simples mas indelével sinal, com o qual tente familiarizar-nos: a Medalha.
Pela face anterior da medalha, Maria nos fala de sua presença ativa em nossa história. Como Deus havia anunciado a Adão e Eva, Maria é a mulher que vem esmagar a cabeça da serpente, do tentador. Suas mãos abertas, estendidas sobre a terra, traduzem sua benevolência, acolhimento, sua atenção à vida dos homens. Maria está sempre a serviço de seus filhos.
A inscrição até desconhecida: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós", revela-nos a identidade profunda de Maria: ela é a Imaculada Conceição. Escolhida para ser a Mãe de Jesus, Maria é cumulada de graças e preservada de todo pecado. Além disso, Maria nossa Mãe, nos diz que pede a Deus e intercede a favor de cada um de nós, como o fez em Caná.
O anverso da Medalha revela o Amor. Maria Imaculada, com as mãos abertas, cheias de luz, é a mensageira de um Deus que nos ama e que não cessa de vir ao nosso encontro. Em Maria, tudo fala de amor. Ela é o sorriso de Deus para os homens.
Pelo reverso da Medalha, o projeto de amor de Deus pelos homens, nos é lembrado. Maria nos indica o lugar que ocupa no mistério de Cristo: seu coração é transpassado por uma espada perto do de seu Filho coroado de espinhos, seu monograma é encimado pela Cruz. Maria está no centro do mistério da Igreja: as doze estrelas evocam os doze Apóstolos escolhidos por Cristo.
O reverso da Medalha descreve as exigências do Amor. " O M encimado por uma Cruz e os dois corações dizem bastante", diz Catarina. Eles simbolizam a estreita colaboração de Maria na missão de Jesus até o sofrimento, na paixão e na morte. Jesus e Maria nos mostram o caminho do amor verdadeiro e fiel. Para amar de verdade, é preciso estar pronto a doar sua vida até o fim, para fazer viver os outros. É uma ilusão pensar que é fácil amar.
Usar a Medalha é aprender com Maria a rezar, a meditar com o coração. A oração Mariana na rua "du Bac", após a proclamação da escolha particular de Deus: "Ó Maria concebida sem pecado", toma a forma de um apelo, de uma invocação: "rogai por nós". Mas além do apelo, Maria convida-nos a pôr o nosso coração na invocação: " que recorremos a vós".
Esta curta oração Mariana não deve ser repetição mecânica, mas invocação nascida do coração. Maria quer educar-nos no esforço de estarmos presentes de coração.

Nossa Senhora Das Três Ave-Marias
Lírio Imaculado da Santíssima Trindade
rogai por nós.
Um dos meios de salvação mais eficaz e um dos sinais mais seguros de predestinação é, indubitavelmente, a devoção à Santíssima Virgem. Todos os Santos Doutores da Igreja são unânimes em dizer com Santo Afonso Maria de Ligório: “Um servo devoto de Maria nunca perecerá.”
O mais importante é perseverar fielmente nesta devoção até à morte.
Haverá prática mais fácil ou mais adaptável a todos que a recitação diária das três Ave-Marias, em honra dos privilégios outorgados à Santíssima Virgem pela Trindade Adorável?
Um dos primeiros a rezar as três Ave-Marias e a recomendá-las aos outros foi o ilustre Santo António de Lisboa. O Seu objectivo especial nesta prática foi honrar a Virgindade sem mácula de Maria e guardar uma pureza perfeita da mente, do coração, e do corpo no meio dos perigos do mundo. Muitos, como ele, têm sentido os seus efeitos salutares.
Mais tarde, o célebre missionário São Leonardo de Port-Maurice rezava as três Ave-Marias, de manhã e à noite, em honra de Maria Imaculada, para obter a graça de evitar todos os pecados mortais durante o dia, ou durante a noite. Além disso, prometeu de um modo especial a salvação eterna a todos aqueles que permanecessem fiéis a esta prática.
Depois do exemplo daqueles dois grandes Santos Franciscanos, Santo Afonso Maria de Ligório adoptou esta prática piedosa e deu-lhe o seu apoio entusiástico e poderoso. Não só a aconselhava, como a impunha em penitência àqueles que não tivessem adoptado este bom costume.
O Santo Doutor exorta, em particular, os padres e confessores a velarem cuidadosamente para que as crianças sejam fiéis em rezar diariamente as suas três Ave-Marias, de manhã e à noite. E, melhor ainda, São Leonardo de Port-Maurice recomendava a todos esta santa prática: “aos piedosos e aos pecadores, aos jovens e aos velhos”.
Até as pessoas consagradas a Deus obterão desta prática muitos frutos preciosos e salutares. Exemplos numerosos demonstram que agradáveis são à Mã e de Deus as três Ave-Marias e que graças especiais obtêm, durante a vida e à hora da morte, para aqueles que nunca as omitem todos os dias, sem excepção.
Esta prática foi revelada a Santa Melchtilde (Século XIII) com a promessa de uma boa morte se fosse fiel a ela todos os dias.
Está escrito também nas revelações de Santa Gertrudes: “Enquanto esta Santa cantava a Ave-Maria nos cantos matinais da Anunciação, viu subitamente três chamas brilhantes brotar do Coração do Pai, do Filho e do Espírito Santo, as quais penetraram o Coração da Santíssima Virgem”. E logo escutou as seguintes palavras: “Depois do Poder do Pai, da Sabedoria do Filho e da Ternura misericordiosa do Espírito Santo, nada se aproxima do Poder, da Sabedoria e da Ternura misericordiosa de Maria”.
Sua Santidade Bento XV elevou a Confraria das Três Ave-Marias a uma Arquiconfraria, outorgando-lhe indulgências preciosas com o poder de unir, assim, todas as Confrarias do mesmo tipo, e comunicar-lhes as suas próprias indulgências.
Prática: Reze, de manhã e à noite, três Ave-Marias em honra dos três grandes privilégios de Nossa Senhora, seguidas desta invocaçã o: de manhã - “Ó minha Mã e, livrai-me do pecado mortal durante este dia,”; à noite - “Ó minha Mã e, livrai-me do pecado mortal durante esta noite”. (Indulgências de 200 dias outorgadas por Leão XIII, 300 dias para os membros da Arquiconfraria das Três Ave-Marias, por Bento XV, e a Bênção Apostólica por São Pio X.)

Escapulário Verde.


Origem do Escapulário Verde
A 28 de janeiro de 1840, na Casa-Mãe da Caridade, em Paris, uma Irmã de nome Justina Bisqueyburu foi favorecida com uma visão celeste.
Como se estivesse em oração durante um retiro, apareceu-lhe a SS.Virgem, trajando longo vestido branco que quase lhe cobria os pés imaculados. Por sobre o vestido trazia um manto azul claro, estava sem véu, os cabelos lhe caiam sobre os ombros. Segurava nas mãos um coração de onde saíam pela parte de cima chamas abundantes. No porte, se reunia à majestade, um esplendor de formosura toda celestial. Esta visão, que se renovou várias vezes no correr do ano, parecia, a princípio, ter como fim exclusivo aumentar a devoção de Justina ao Coração Imaculado de Maria, porém, outra aparição veio mostrar que Nossa Senhora tinha em mira favores de maior alcance.
A 8 de setembro de 1840, estando a Irmã em oração, apareceu-lhe Maria Santíssima, trazendo na mão direita o seu coração encimado de chamas e segurando, na mão esquerda, um escapulário, ou antes, metade de escapulário, pois neste havia um só pedaço de pano verde, ao qual se prendia, pelas duas extremidades, um cordão da mesma cor. Em um lado deste medalhão de pano verde se achava a imagem de Maria Santíssima, tal como se mostrara nas apariões anteriores e no outro lado, "um coração que despendia raios mais brilhantes que o sol e transparentes como cristal". Ao redor deste coração transpassado de uma espada, estava uma inscrição de forma oval, encimada de uma cruz dourada, com as palavras: "Coração Imaculado de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte"!
E ao mesmo tempo que Nossa Senhora apresentava o escapulário à Irmã, fez-lhe entender que devia confecciona-lo, o quanto antes distribui-lo, com toda a confiança, aos pecadores para converte-los e, assim, obter-lhes uma santa morte.
Como se deve usar este Escapulário
Não sendo este escapulário como os outros bentinhos, hábito próprio de uma confraria, não se emprega fórmula especial para benzê-lo, nem dele se faz imposição, propriamente dita. Basta que, depois de bento por um Padre( e todos os padres podem dar esta benção), seja usado pela pessoa que desejamos submeter à sua feliz inflûencia.
Receando-se alguma relutância por parte desta pessoa, o Escapulário pode ser colocado, sem que o saiba, por entre suas vestes, no leito ou no quarto. Quanto às orações, há uma que se deve rezar cada dia, a que se acha escrita sobre o Escapulário "Coração Imaculado de Maria, rogai por nós agora e na hora de nossa morte!". Se a pessoa interessada não a dissesse, outra a recitaria em seu nome.
Aprovação Eclesiástica
Por intermédio do Procurador Geral da Missão junto à Santa Sé, as Filhas da Caridade pediram ao Santo Padre Pio IX a licença de confeccionar e distribuir este Escapulário. O Santo Padre, depois de contemplá-lo atentamente, respondeu: "Sim, dou toda a licença para isto. Escrevei a essas boas Irmãs que as que autorizo a confecciona-lo e distribuí-lo".

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo.




HISTÓRIA DO ESCAPULÁRIO: SURGIMENTO DO ESCAPULÁRIO

Foi na madrugada do dia 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora apareceu ao santo carmelita inglês, São Simão Stock, e entregou-lhe o miraculoso Escapulário do Carmo.

São Simão Stock era, naqueles tempos, Superior Geral da Ordem dos Carmelitas. Ele se encontrava numa situação aflitiva, pois sua Ordem passava por dificuldades muito sérias, sendo desprezadas, perseguida e até ameaçada de extinção.

Homem de uma fé viva, São Simão não cessava de implorar socorro à Santíssima Virgem, e pedia também um sinal sensível de que seria atendido.

Comovida pelas súplicas angustiantes deste seu fervoroso filho, Nossa Senhora lhe trouxe do Céu o santo Escapulário e dirigiu-lhe estas palavras:

"Recebe, filho diletíssimo, o Escapulário de tua Ordem, sinal de minha confraternidade, privilégio para ti e para todos os Carmelitas".

"Todos os que morrerem revestidos deste Escapulário não padecerão o fogo do inferno. É um sinal de salvação, refúgio nos perigos, aliança de paz e pacto para sempre".

A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem carmelita refloresceu em todo o mundo! E o Escapulário passou a percorrer sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com os Carmelitas e com toda a humanidade.

Setenta anos mais tarde, Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII e lhe fez nova promessa, considerada como complemento da primeira:

"Eu, como tema Mãe dos Carmelitas, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois de sua morte e os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna."

Essa segunda promessa de Nossa Senhora deu origem à célebre Bula Sabatina do Papa João XXII, publicada em 03 de março de 1322, confirmada posteriormente por vários Sumos Pontífices como Alexandre V, Clemente VII e Paulo III.

De início, o Escapulário era de usa exclusivo dos religiosos Carmelitas. Mais tarde, a Igreja, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais desse uso a todos os católicos, simplificou seu tamanho e autorizou que sua recepção ficasse ao alcance de todos.

PRIVILÉGIOS DO ESCAPULÁRIO

"Não, não basta dizer que o Escapulário é um sinal de salvação. Eu sustento que não há outro que faça nossa predestinação tão certa..."

(São Cláudio de la Colombière, S.J.)

1. É um sinal de aliança com Nossa Senhora. Por seu uso, exprimimos nossa consagração a Ela;

2. É um sinal de salvação. Quem morrer com ele não padecerá o fogo do inferno;

3. A Santíssima Virgem livrará do purgatório, no primeiro sábado depois da morte, todos os que o portarem;

4. É um sinal de proteção em todos os perigos.

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

O Escapulário do Carmo, enquanto dádiva da Santíssima Virgem, é símbolo de uma consagração.

Foi a própria Mãe de Deus que aludiu a essa consagração, quando disse a São Simão Stock, na gloriosa madrugada de 16 de julho de 1251:

"...é um pacto de paz e amizade que faço contigo e todos os carmelitas...".

É como se dissesse: quero que este pacto que faço convosco, fundamentado em eterna amizade,seja expresso pelo meu Escapulário, como símbolo da consagração que fazeis a mim ao recebê-lo.

A VOZ DA IGREJA

Destacam-se entre os Papas devotos do Escapulário Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII, que com bulas apostólicas aprovaram os seus privilégios, e cumularam de favores as Confrarias do Carmo.

As declarações dos Papas, são expressões as mais autorizadas do autêntico pensar da Igreja. Eles não têm apenas dado o exemplo, usando o hábito do Carmo. Eles estimularam e aconselharam a usá-lo e premiaram esta devoção.

Podemos citar entre os nomes dos santos que usaram o Escapulário, os de S. Afonso, S. Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Salles, S. João Vianney, B. Batista Mantovano, S. Pompilio Pirrotti, S. João Bosco, Sta. Teresa, Sta. Terezinha, S. João da Cruz, Sta. Maria de Jesus, Edith Stein...

IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO

O Escapulário do Carmo compõe-se de duas peças, entre si.

Somente o primeiro Escapulário precisa ser bento e imposto por um sacerdote.

Tanto essa bênção como a imposição valem para todos os outros Escapulários que substituírem o primeiro.

Uma vez tendo-o recebido, devemos usá-lo sempre e continuamente.

Imposição - O sacerdote benze o Escapulário e o impõe, dizendo:

Pode encontrar abaixo o ritual do escapular para os padres, com as orações de investimento:
Padre: - Mostrai-nos, Senhor, a Vossa piedade.
Respondente: - E dai-nos a nossa salvação.
P - Senhor, ouvide a minha oração.
R - E deixai chegar a Vós a minha súplica.
P - O Senhor esteja convosco.
R - E com o Seu Espírito.
P - Senhor Jesus Cristo, Salvador da raça humana, santificai por vosso poder estes escapulares, que os vossos serventes vestirão devotamente por amor a Vós e por amor a Nossa Senhora de Monte Carmelo, para que através da intercessão da Mesma Virgem Maria, Mã e de Deus, e protejido contra o Espírito Mau, preserverem até à morte em vossa graça. Vós que viveis e reinais no mundo eternamente. Amen.
O padre faz as aspersões e investe a pessoa (ou pessoas) dizendo:
Receba este escapular abençoado e pede à Santíssima Virgem que por Seu mérito seja vestido sem mancha de pecado, o (a) proteja de todo o mal e lhe traga a vida eterna.
ou
"Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna."
Amen.
Depois de investir, o padre continua com as orações:
Eu, por o poder investido em mim, o (a) admito a participar nos benefícios espirituais obtidos na piedade de Jesus Cristo pela ordem religiosa do Monte Carmelo. Em nome do Pai(+) e do Filho(+) e do Espírito Santo(+), Amen. Deus Todo Poderoso, Criador da terra e do Céu o (a) abençoe, Ele que se dignou a que se juntasse à cofraternidade da Santa Virgem do Monte Carmelo; Rogamos que esmague a cabeça da serpente para que possa entrar em posse de sua eterna herança.
R - Amen.

"Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna."

SÃO SIMÃO STOCK(1165 - 1265)

"O Amado de Maria"

1. Sua Vida

São Simão Stock é uma das personagens centrais da história da Ordem do Carmo, por dois títulos, sobretudo: a ele deve-se a mudança estrutural da Ordem, que abandona o eremitismo originário e começa a formar parte das ordens mendicantes ou apostólicas. A tradição nos legou que são Simão recebera das mãos de Maria o Santo Escapulário do Carmo, tão difundido desde o século XVI entre o povo cristão.

Teria nascido em Aylesford, Kent, Inglaterra, em 1165. A primeira notícia de São Simão Stock nos vem do dominicano Gerardo de Frascheto, contemporâneo do Santo (+1271). Não está claro que o "irmão Simão, Prior da mesma Ordem (Carmelita), homem religioso e veraz", seja São Simão Stock.

A segunda referência em ordem cronológica é um antigo Catálogo de Santos da Ordem do qual se conservam três redações do século XIV. A mais breve, e por isto mesmo, mais antiga, diz dele: "O nono foi São Simão da Inglaterra, sexto Geral da Ordem, o qual suplicava todos os dias à gloriosíssima Mãe de Deus que dera mostra de sua proteção à Ordem dos Carmelitas, que gozavam do singular título da Virgem, dizendo com todo o fervor de sua alma estas palavras: 'Flor do Carmelo'...", que veremos no item seguinte.

Outra redação mais extensa deste Santoral acrescenta novos e interessantes dados sobre ele; seu sobrenome "Stock" que parece dever-se a que ele vivia no tronco de uma árvore. Seu ingresso entre os carmelitas recém-chegados à Inglaterra procedentes do Monte Carmelo; sua eleição como prior Geral e a aprovação da Ordem pelo Papa Inocêncio IV. Seu dom celestial, realizar retumbantes milagres. Foi autor de várias composições, entre elas o Flos Carmeli e a Ave Stela Matutina.

Parece que enquanto visitava a Província de Vascônia, morreu em Bordeaux, França, no dia 16 de maio de 1265, com quase cem anos.

Atribui-se culto desde 1435.

Sua festa é celebrada no dia 16 de maio.

2. Sua espiritualidade

Já a apontamos no item precedente sobre sua vida.

A personalidade desse grande Superior Geral, "O Santo Escapulário", como o chamou o papa João Paulo II, no dia 24 de setembro de 1983 - deixa-se ver em várias que apenas enunciamos aqui:

a) A ele deve-se por direito a Aparição e Promessa do Santo Escapulário do Carmo, com os enormes benefícios que proporcionaram a toda a humanidade através deste Sacramental Mariano durante estes mais de sete séculos que conta sua vida. Diz o Santoral que citamos: Rezava assim São Simão Stock diariamente, pedindo por sua Ordem:

"Flor do Carmelo
Vinha florida, esplendor do céu;
Virgem fecunda e singular;
ó doce Mãe,
de varão não conhecida;
aos carmelitas
proteja seu nome,
estrela do mar.

Apareceu-lhe a Virgem, cercada de anjos, segundo a tradição, no dia 16 de julho de 1251 - e mostrou-lhe o Santo Escapulário da Ordem, dizendo-lhe:

"Este será o privilégio para ti e todos os carmelitas; quem morrer com ele não padecerá com o fogo eterno, quer dizer, quem com ele morrer, se salvará".

Amou tanto Maria, que é conhecido com o título "o Amado de Maria".

b) Outra característica de sua espiritualidade seria seu profundo amor pela Ordem do Carmo, pela qual orou, lutou e trabalhou com denodo admirável durante toda a vida. A ele deve-se a transformação da Ordem de eremita em cenobita e mendicante. A ele devem-se, também modificação e aprovação da Regra Albertina e a expansão do Carmelo na Europa.

3. Sua mensagem

que amemos e soframos por nossa Ordem.

que intercedamos a Maria em todas nossas necessidades.

que mereçamos ser chamados os "amados" de Maria

que pratiquemos as virtudes que simboliza o ESCAPULÁRIO.

Sua oração:

"Senhor, nosso Deus, que chamaste São Simão Stock a servir-te na família dos Irmãos da Santa Virgem do Carmelo, concede-nos, por sua intercessão, viver como ele, entregues sempre a teu serviço e cooperar com a salvação dos homens. Amém.”

CURIOSIDADE

O que significa a palavra ESCAPULÁRIO

Do Latim: * SCAPULARIU < scapulla, espádua.

Tira de pano, pendente do pescoço, usado por certos religiosos e religiosas que o trazem por cima do hábito.

Eis alguns exemplos do apreço dos Santos ao Escapulário do Carmo:
- São Simão Stock, que teve a dita de receber o Escapulário das mãos da Rainha do Céu, no mesmo dia o tocou no corpo de um moribundo impenitente, obtendo o primeiro milagre do Escapulário com a imediata conversão do doente.

- São João da Cruz, ao perguntar muitas vezes ao frade que o assistia em sua última doença, que dia da semana era, explicou: “Pergunto porque me veio agora à memória quão grande benefício é o que faz Nossa Senhora aos religiosos de sua Ordem que portaram seu hábito e fizeram o que esse privilégio pede”. Realmente faleceu na alvorada de um sábado, 14 de dezembro de 1591.

- Santa Teresa de Jesus com freqüência se gloriava de portar o escapulário “como indigna Carmelita”. E zelava para que suas religiosas não deixassem de dormir com ele posto. Dirigindo-se a elas, escrevia: “Só posso confiar na misericórdia do Senhor... e nos merecimentos de Seu Filho e da Virgem Maria Santíssima, Sua Mãe, cujo hábito indignamente trago e vós trazeis”.

- Santo Afonso Maria de Ligório não só usava o Escapulário, mas o recomendava insistentemente aos fiéis. O Escapulário com o qual foi enterrado permaneceu incorrupto no sepulcro, e é hoje venerado num relicário em Marianella, sua cidade natal.

- São João Bosco recebeu-o na infância e o difundiu durante toda a vida. Enterrado em 1888 com o Escapulário, em 1929 foi encontrado o mesmo em perfeito estado de conservação, sob as vestes apodrecidas e os mortais mumificados desse grande apóstolo e incomparável educador da juventude.

Indulgências
Indulgências plenárias:
1. O dia que se impõe o escapulário.
2. Nestas festas:
a) Virgem do Carmo (16 de Julho ou quando se celebre);
b) São Simão Stock (16 de maio);
c) Santo Elias Profeta (20 de Julho);
d) Santa Teresa de Jesus (15 de Outubro),
e) Santa Teresa do Menino Jesus (1 de outubro);
f) São João da Cruz (14 de Dezembro);
g) Todos os Santos Carmelitas (14 de Novembro).

Indulgência parcial:
Ganha-se a indulgência parcial por usar piedosamente o santo escapulário ou a medalha-escapulário. Pode-se ganhar não só por beijá-lo, mas também por qualquer outro ato de efeito e devoção.

domingo, 18 de julho de 2010

Igreja Doméstica: Sacralize Seu Lar!


O que é uma Igreja Doméstica?


Todo lar católico deve ser considerado uma pequena Igreja. O Pai e a Mãe (ambos com a mesma dignidade diante de Deus e sempre tratando-se igualmente na caridade) e os filhos aprendendo como conhecer, amar e servir a Deus. A cabeça do verdadeiro lar católico é Jesus, da mesma maneira que Ele é o chefe da Igreja mas nomeou o Vigário do Sumo Pontífice, o Santo Padre. A consciência constante da realeza de Cristo, com a semana centrada na Missa e o dia centrado na oração, é fundamental para a família.


No mínimo, além de serem incentivados a rezar em suas próprias palavras, as orações que cada criança católica deve saber são:


- Orações do Rosário: Sinal da Cruz; Credo, Pai-Nosso, Ave Maria, Glória, oração de Fátima e Salve Rainha;
- Bênção antes das refeições;
- Bênção após as refeições;
- Oração ao Anjo da Guarda;
- Ato de Contrição;
- A Oração pelos defuntos.


A oração pode ser incentivada colocando fontes de água benta perto da porta de entrada da casa e no quarto das crianças. Cada quarto também deveria ter um crucifixo pendurado sobre a cama benzido por um padre.


O ideal seria que cada família consagrasse a sua casa ao Sagrado Coração de Jesus, declarando abertamente a sua intenção de fazer de Cristo o Rei do lar. Também devemos pedir a um bom Padre que benza a nossa casa nova e a Igreja recomenda a benção anual durante o tempo de Páscoa.*


Em contraste com a típica casa do mundo secular que possui um aparelho de televisão como peça central, o ponto central de um lar católico deve ser o altar da família - um lugar onde a família possa se reunir para oferecer suas orações à Santíssima Trindade e pedir ao Santos para interceder por eles. Assim como as orações da manhã, Rosários em família, novenas famíliares, Lectio Divina, Liturgia das Horas etc...


Os altares familiares, assim como o resto da casa, podem ser decorados de acordo com o tempo litúrgico, mudando as cores das toalhas, imagens sacras e flores de acordo com as celebrações da Igreja. Uma dica seria ter um ou dois mini porta-retratos e ter santinhos de acordo com a devoção de cada família e trocar somente a foto do Santo no dia da celebração ao invés de ter inúmeras imagens no altar (é bom lembrar – e ensinar aos nossos filhos a beleza da simplicidade – quanto menos melhor). Claro que Crucifixo, imagem de nossa Senhora e São José devem permanecer no altar (e o padoreiro da família).


- Sobre a criação de altares, presépios, etc: a decoração deve ser organizada de um modo que Cristo seja a perspectiva mais importante. Assim como nas igrejas. Do lado esquerdo da Igreja, de nossa perspectiva é o Evangelho e Maria, enquanto o lado direito da nossa perspectiva é a Epístola e São José. Isto porque a partir da perspectiva de Cristo, o crucifixo fica acima e no centro, o Evangelho e Maria estão a sua direita. Seguindo este princípio, quando a criação de uma creche ou altar, por exemplo, Maria deve estar à direita de Cristo (mas a nossa esquerda).


Também em sintonia com os tempos litúrgicos e festas, ícones e estátuas podem ser cobertas com pano roxo durante as duas últimas semanas da Quaresma, coroa de espinhos podem ser usados para decoração durante a quaresma, a estátua de Maria pode ser coroada com rosas em maio; lírios podem ser colocados na festa de São José; coroas de Advento no primeiro domingo do Advento etc.


É muito importante que os pais façam o ano litúrgico ser vivido pelos seus filhos, para torná-los parte do ritmo de vida dos filhos. Isso irá ajudá-los a prestar mais atenção na missa durante o Evangelho e os sermões e ajuda as crianças psicológicamente, pois sentem-se "fundamentadas" em uma família estável, tradicional e como parte de algo "maior do que eles são" em termos da Igreja. Os ciclos do ano litúrgico tem sido compartilhados por católicos durante milênios. Estas "pequenas coisas" conectam os seus filhos para si, para a sua família e para a Igreja - Cristo.


Os costumes de celebrações variam de famílias e países. Mas toda criança católica deve aprender sobre os nossos Santos virtuoso! Dê-heróis à seus filhos, inspire a sua imaginação e alimente a vontade de fazer o bem. Eles podem ser ensinados sobre os santos através dos seus dias de festa. A família deve adotar um padroeiro para a sua casa, assim como cada Igreja particular tem o seu próprio padroeiro (São José, padroeiro das famílias, é natural para esta causa!). Algumas famílias escolhem um padroeiro diferente a cada ano na festa da Epifania. Não importa qual seja, a Igreja Triunfante deve ser vivenciada como sendo tão real para os seus filhos como a Igreja Militante!


... E a realidade do sofrimento da Igreja devem ser claros e relevantes para eles, também. Embora todos nós temos a esperança de que nossos familiares mortos já estejam no Céu, é possível que eles estejam no purgatório por um tempo. Estes entes queridos nunca devem ser esquecidos e rezar por eles deve ser uma parte da vida de seus filhos.


Os pais também devem ensinar os filhos a pedir benção a eles, um costume antigo que infelizmente não se vê hoje em dia. Na verdade este hábito singelo, demonstra respeito e confiança que os filhos possuem em relação aos pais.
Você pode não ser rico, você pode ser incapaz de dar grandes posses para o seu filho, mas uma coisa que você pode lhe dar é a sua bênção. E é melhor ser abençoado do que ser rico.(São Ambrósio)
Seria bom se uma pequena biblioteca pudesse ser construída com livros para alimentar a fé: Catecismo da Igreja para crianças e adultos, Documentos da Igreja, Autobiografia de Santos e livro de meditações diárias escrita por Santos.


Casas Católicas devem ser preenchidas com livros católicos, arte sacra, música sacra, etc. Deve haver uma abundância para alimentar a mente e o coração e para envolver o corpo. Uma criança bem treinada, raramente fala de "tédio" ou o usa como uma desculpa para se envolver em encrencas ou se lamentar. A criança deve aprender a se divertir com as coisas simples do dia a dia, imaginar novos jogos e aprender sobre o mundo ao seu redor. As crianças nunca odeiam ler e aprender! Isso vem depois, quando os professores (e os pais) ignoram a importância da leitura e quando a televisão rouba-lhes a imaginação e os ensina a aprender passivamente. Como pais cristãos, que prometemos no dia em que nos casamos a ensinar nossos filhos a amar e servir à Deus, seria bom nos perguntamos se a televisão contribui para essa promessa....Dê glória a Deus em tudo que faça...não seria melhor manter nossos filhos longe de TV? Ou pelo menos de grandes doses da mesma (e certamente, longe de programação que agride a moral cristã). Pode ser que um bom filme não machuque ninguém, mas incessante imagens, trilhas sonoras barulhentas, comerciais, etc... especialmente em doses elevadas, são assassinos da alma.


Se você não gosta de: ler, desenhar, pintar, tocar um instrumento musical, bordar, tricotar, cozinhar, aprender línguas estrangeiras, empinar pipas, praticar esportes, etc - eu acho que você entendeu o meu ponto - desligue a TV e comece alguma coisa agora mesmo. Se você perdeu tudo isso quando criança chegou a hora de reconquistar! Se puder, prepare um espaço onde seus filhos possam ser criança e junte se a eles!


Sagrada Família Ora pro nobis!
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A Bênção Anual de Casas da Família

152. A bênção anual das casas de famílias acontece geralmente durante a Páscoa - ou em outras épocas do ano. Esta prática pastoral é altamente recomendado aos párocos... uma vez que oferece uma ocasião preciosa para lembrar a presença constante de Deus entre as famílias cristãs. É também uma oportunidade para convidar os fiéis a viver segundo o Evangelho e para exortar os pais e as crianças a preservar e promover o mistério do ser "Igreja doméstica" (156). Fonte: Diretório sobre Piedade Popular - Vaticano
http://familia-igreja-domestica.blogspot.com/

Abstinência Sexual.


Abstinência: funciona sempre
Focus on the Family

Novas pesquisas indicam que os pais têm muito mais influência sobre as decisões que seus filhos tomam na vida sexual do que o que se pensava antes e que os adolescentes são surpreendentemente dispostos a aceitar a mensagem da castidade.

Quando se trata de sexo na adolescência, adivinhe quem é notícia na prevenção da gravidez? Nada mais nada menos que Mãe e Pai.

Nova pesquisa indica que os pais têm muito mais influência sobre as decisões que seus filhos tomam na vida sexual do que o que se pensava antes. [1] Aparentemente, o que os pais dizem, tem importância quando se trata de impedir a gravidez adolescente.

Duas décadas de estudo confirmam que as famílias – especialmente os pais – são uma influência importante na questão da atividade sexual adolescente. Estudos revelam que a proximidade pais/filho está associada a uma redução do risco da gravidez adolescente. [2] Quanto mais perto de seus pais os adolescentes são, mais provável que permaneçam sexualmente abstinentes. [3]

Então se você estiver pensando em dar um preservativo ao seu filho adolescente, não faça isso. É melhor você lhes dar suas opiniões, as suas expectativas, os seus valores, o seu amor incondicional.

“Mas que esperem um minuto”, alguns de vocês dizem, “Eu fico embaraçado em falar sobre essas coisas e, além disso, o meu garoto pensa que já sabe tudo”. Talvez não. Um estudo sobre a juventude americana feita pela National Campaign to Prevent Teen Pregnancy [Campanha Nacional Para Evitar Gravidez Adolescente] revelou que os adolescentes hoje querem que seus pais falem com eles sobre questões relativas à sexualidade. [4]

Se os pais não fazem isso, existem outros que estão todos muito satisfeitos em preencher as mentes jovens com as suas próprias idéias sobre a sexualidade adolescente (“Não tenha relações sexuais até estar pronto. E quando estiver pronto, use preservativo.”). E as chances são de que eles fiquem sem saber a opinião de vocês sobre isso.

Não se iludam. É vital para os pais estejam por dentro do que acontece nos programas de educação sexual executados na sala de aula. Se eles não estiverem, os funcionários vão continuar a dar informações e preservativos para os garotos que então vão entender que se espera que eles devam utilizá-los. Afinal de contas, eles são filhos de quem?

Por que a família faz a diferença

A ligação entre o envolvimento parental e a redução da gravidez adolescente não é apenas um ligeiro desvio na amostragem do radar cultural. Um recente estudo sobre a saúde do adolescente publicado no Journal of the American Medical Association concluiu que os adolescentes que se sentiam “ligados” a seus pais eram muito menos propensos a iniciar a vida sexual em tenra idade. [5] O adolescente que você educa muito bem hoje pode ser o jovem que resiste à pressão dos colegas e à pressão hormonal amanhã.

Um sistema de crença dos pais também desempenha um papel importante no comportamento sexual adolescente. Conclusões comprovam que a noção que se os pais têm opiniões firmes sobre o valor da abstinência e os riscos do envolvimento sexual na adolescência, seus filhos correm menos riscos de passar pela gravidez adolescente. [6] Quer dizer que disfarçado sob aquelas roupas folgadas e aqueles brincos existe um adolescente que ouve a mãe e pai? Aparentemente sim.

Mas o e sobre os adolescentes que decidiram não esperar? Não deveriam ser ensinados sobre o uso adequado do preservativo? Isso parece notável na teoria, mas a taxa mais alta de consistência de uso do preservativo nos EUA é de apenas 50% – e isso entre adultos e casais com um indivíduo portador do HIV positivo. [7]

Não deixe passar a importância disso. Quem deveria ser mais motivado a utilizar de preservativos do que casais com um parceiro infectado pelo HIV? No entanto, metade de todos esses casais não utiliza preservativos sempre. Quais são as chances de que os adolescentes vão fazer melhor? De acordo com uma pesquisa escolar realizada em Nova Escócia, por exemplo, apenas 32% de 12 estudantes que eram sexualmente ativos sempre usavam preservativos, embora 40 por cento desses tenham indicado que tiveram dois ou mais parceiros no ano passado. [8]

Sexo protegido realmente não é

As estatísticas da vida real mostram que o uso de preservativos não são uma garantia contra a gravidez ou contra doenças transmitidas sexualmente. E o látex oferece uma nada confiável proteção contra herpes genital, clamídia, e, pior de tudo, papilomavírus humano (HPV), que causa verrugas genitais e a maioria dos cânceres cervicais, e matam quase a mesma quantidade de mulheres que a AIDS. [9], [10].

Jovens adolescentes a quem dizem que esse pequeno dispositivo de látex é seguro e confiável pode não saber que estão se arriscando a enfermidades, infertilidade e até mesmo a morte. Por que estamos estabelecendo redução de riscos quando podemos eliminar os riscos?

E nenhuma camisinha na terra pode proteger um adolescente da dor de um coração partido.

Eles alegam proteção. Nós garantimos isto.

Focus on the Family [Foco na Família] acredita que nossas crianças merecem algo melhor. Abstendo-se de intercurso até o casamento, e então mantendo-se fiel a um parceiro não infectado, pode desfrutar do sexo sem conseqüências negativas para a saúde. Esta é o único verdadeiro “sexo seguro”.

Embora uma vez difamada como culturalmente irrelevante e impraticável na adolescência, a abstinência funciona.

Um estudo de Washington, D. C. , do programa Best Friends é um bom exemplo. Apenas 1% dos participantes deste programa engravidou, e 90% permaneceram sexualmente abstinentes. [11] Em um estudo de 1996, os pesquisadores sobre sexualidade adolescente apontaram uma diminuição de 54 por cento da atividade sexual recente um ano após a entre os adolescentes terem sido ensinados sobre a abstinência. [12] Os dados parecem mostrar com evidência que quando você dá uma inequívoca mensagem e limites para seu comportamento, os adolescentes dizem não à sexo pré-marital.

O verdadeiro amor pode esperar

De fato, desde 1994, quando a campanha “O Verdadeiro Amor Espera” foi lançada nos EUA, mais de 2,4 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos se comprometeram a manter-se sexualmente abstinentes até o casamento. [13] Quando a mesma campanha foi realizada no Canadá, 10.000 adolescentes fizeram promessas semelhantes em apenas um ano. [14] Quando os adolescentes relatam que fizeram uma promessa de se guardar para o sexo até casamento, eles são mais susceptíveis de retardar intercurso. [15]

Descobertas como estas são difíceis de ignorar, e mesmo o governo está levando em consideração a chamada para acordar. Recentemente em Ontario um novo currículo para a primeira a oitava série, jogou fora seu antigo programa de contracepção e, em vez disso, enalteceu a importância da abstinência. [16] Isto aconteceu depois de anos em que estavam à frente de alguns dos mais controversos programas da nação sobre sexo seguro – com tristes resultados.

Você não precisa abrir mão da batalha pela saúde sexual dos seus filhos para os seus pares, a cultura popular e a mídia. Você tem mais influência junto dos seus adolescentes do que imagina. Use isso. Conte a eles sobre a abstinência.

A maioria dos sexualizados ignora o mais importante órgão sexual: O cérebro

A idéia por detrás da abstinência é um tanto radical: garotos estão dando crédito pelo uso de suas mentes não de seus corpos. E o que tem ajudado em tais programas é o respeito e o relacionamento – construindo competências. Como fazer o adolescente responder? Com entusiasmo. Eles afirmam que desejam resistir à pressão sexual.

Na pesquisa da Emory University de 1.000 sexualmente experientes meninas de 16 anos e mais jovens, quase 85% disseram que gostariam de aprender “a dizer não sem prejudicar os sentimentos da outra pessoa”. [17] Com achados como este, não seria nenhuma surpresa que 62% das meninas colegiais que já tiveram relações sexuais tenham indicado que “deveriam ter esperado”, segundo um estudo de 1994 da Roper-Starch. [18]

Após duas décadas de existência tendo sido ensinadas que o “sim” era a resposta esperada, parece evidente que hoje os adolescentes querem ter a autoridade de dizer “não”. Pais, nós estamos ouvindo estes jovens?

Os nossos garotos merecem uma garantia – a verdade que abstinência até casamento é a única forma 100%bem sucedida para evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis.

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O Único Sexo Que Não é Perigoso Para a Sua Saúde

Aquilo que muitos cônjuges têm suspeitado, os pesquisadores têm agora verificado: Casais casados têm o melhor e o mais satisfatório sexo. [25] não apenas a intimidade física é mais gratificante no casamento, mas o prazer é maior se a expressão sexual é partilhada com apenas um parceiro durante a vida. [26] Assim, mãe e pai, fiquem atentos. Fiquem envolvidos com seus adolescentes. Não pensem que eles são perdidos, teimosos ou inacessíveis. Eles querem dialogar com você sobre amor, sexo e valores. E eles são muito mais abertos a mensagem da abstinência do que você pensa. Se você concordam com Focus on the Family que a abstinência é melhor, espalhe este anúncio. Leve-o à próxima reunião da escola. E por todos os meios, compartilhe com os seus filhos adolescentes. E seja o tipo de pai que dá ao seu adolescente o que eles realmente necessitam: você mesmo.
http://rosamulher.wordpress.com/

sábado, 17 de julho de 2010

Concílio Vaticano II mudou a Igreja (para pior, claro!).

O juízo de Monsenhor Brunero Gherardini sobre o debate teológico entre Tradição e o Concílio Vaticano II.
com 4 comentários

DICI – Na edição de maio de 2010 de Courrier de Rome (n°333), Professor Paolo Pasqualucci oferece um comentário esclarecedor sobre o estudo de Monsenhor Brunero Gherardini publicado na revista teológica Divinitas sob o título Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa (Quod et tradidi vobis. A tradição, vida e juventude da Igreja), um estudo que também foi republicado em um volume por Casa Mariana Editrice.

Monsenhor Gherardini, autor de Vaticano II: Un discorso da fare, publicado em francês no início desse ano, apresenta em Quod et tradidi vobis uma análise muito pertinente do debate teológico entre a Tradição e o Concílio Vaticano II. Aqui está o amplo extrato que pode ser encontrado em Courrier de Rome, oferecendo uma lista de 9 dificuldades; a esta lista nós acrescentamos os três parágrafos que seguem, onde Monsenhor Gherardini não hesita em transmitir um julgamento pessoalmente muito explícito.

“Em meu esforço em estabelecer uma síntese de posições defendidas por Dom Lefebvre em favor da Tradição, e sem pretender tratar exaustivamente do assunto, parece-me que o conflito se estabelece da seguinte maneira:


Monsenhor Brunero Gherardini, cônego da Basílica de São Pedro e postulante da causa de canonização do Beato Pio IX, também questinou a aceitação da validade do cânon de Adai e Mari, que omite as palavras da consagração, pela Congregação para a Doutrina da Fé.
Uma formação sacerdotal que encontrou seus princípios na Tradição eclesiástica e nos valores sobrenaturais da Revelação divina, frente a uma formação sacerdotal aberta ao horizonte flutuante de uma cultura em perpétuo estado de devir.

Uma liturgia que certamente tem um ponto forte na Missa dita tradicional, frente a uma liturgia antropocêntrica e sociológica [a do Novus Ordo da missa], na qual o coletivo prevalece sobre o valor do individual, a oração ignora o aspecto latrêutico, a assembléia torna-se o ator principal e Deus dá lugar ao homem.
Uma liberdade que faz sua “libertação” depender do Decálogo, dos mandamentos da Igreja, das obrigações do dever de estado e do dever de conhecer, amar e servir a Deus, frente a uma liberdade que coloca todas as formas de culto em pé de igualdade, silencia a respeito da lei de Deus, desobriga os indivíduos e a sociedade sobre domínios éticos e religiosos e deixa a solução de todos os problemas exclusivamente à consciência.
Uma teologia que reúne seu conteúodo de fontes específicas (Revelação, Magistério, Patrística, Liturgia), frente a uma teologia que abre bem os seus braços, dia após dia, às emergências culturais do momento, mesmo àquelas que claramente contradizem as fontes recém mencionadas.
Uma soteriologia (nota do editor: estudo da obra da salvação) estreitamente unida à pessoa e à obra redentora do Verbo Encarnado, à ação do Espírito Santo, intimamente ligada à aplicação dos méritos do Redentor, à intervenção sacramental da Igreja e à cooperação dos fiéis batizados, frente a uma soteriologia que considera a unidade do gênero humano como consequência da encarnação do Verbo, em quem (cf GS 22) cada homem encontra sua própria identificação.
Uma eclesiologia que identifica a Igreja com o Corpo Místico de Cristo e reconhece em Sua presença sacramental o segredo vital do ser e do agir eclesial, frente a uma eclesiologia que considera a Igreja Católica como um componente, entre outros, da Igreja de Cristo, e que, nessa fantasmagórica Igreja de Cristo, adormece o espírito missionário, dialoga mas não evangeliza, e acima de tudo, renuncia o proselitismo como se fosse um pecado mortal.
Um Sacrifício expiatório da Missa, que celebra os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo, representando sacramentalmente a redenção satisfatória, frente a uma Missa na qual o padre é apenas um presidente e todos tomam uma parte “ativa” no sacramento, graças ao fato de que a fé não é encontrada em Deus que Se revela, mas numa resposta existencial feita a Deus que nos interpela.
Um Magistério consciente de ter o múnus de guardar o sagrado depósito da Revelação divina com o dever de interpretá-lo e transmiti-lo às gerações futuras, frente a um Magistério Papal que, longe de se sentir a voz da Igreja docente, sujeita a própria Igreja ao colégio dos bispos, dotado dos mesmos direitos e deveres do Romano Pontífice.
Uma religiosidade que compreende a vocação comum ao serviço de Deus e, por amor a Ele, o serviço aos irmãos na humanidade, frente a uma religiosidade que inverte essa ordem natural, faz do homem seu centro e, se não em teoria, ao menos na prática, coloca-o em lugar de Deus.
“Do que acaba de ser dito, pode-se facilmente deduzir como a Fraternidade São Pio X compreende a Tradição. Realmente, a Tradição é exatamente o que a Fraternidade não nega ou se opõe. Diretamente ou nas entrelinhas, a Fraternidade rejeita as inogações dos documentos do Concílio e suas aplicações pós-conciliares, e permanece em oposição ao uso selvagem que tão casualmente foi feito deles.

“É verdade que nos escritos da Fraternidade São Pio X o conceito de Tradição não é freqüentemente explicado, e nós não o encontramos desenvolvido sistematicamente. Mas o que se compreende, assim como o que se conjetura, nunca permanece em sombras. Como fundamento de tudo está “a fé de sempre” para cuja salvaguarda nasceu a Fraternidade”. “Salvaguarda” indica uma oposição a algo presente ou possível, em favor de seu contrário ou de sua substituição. A “fé de sempre” é o valor que Monsenhor Lefebvre quis salvaguardar, um valor que está sendo substituído por todas as atenuações, reinterpretações, reduções e negações do período conciliar e pós-conciliar. A “fé de sempre” é o eco alto e claro do ensinamento agostiniano resumido pelas palavras de São Vicente de Lérins: “Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est”[1]. A própria ereção da Fraternidade, com seu objetivo primeiro que é a formação sacerdotal, obedece a este grande ideal e ao comprometimento de salvaguardá-lo. Salvaguardar a fé e combater o erro.

“Não entrarei em detalhes sobre as relações e dificuldades entre a Santa Sé a Fraternidade São Pio X. Atenho-me ao tema comum da Tradição e observo que “salvaguardar a fé e combater o erro” deveria ser o ideal e o comprometimento tanto da Igreja como de seus filhos. À essa luz, é difícil, para mim, compreender como a acusação de uma “incompleta e contraditória Tradição” formulada por João Paulo II em 1988 [2] poderia ter alguma base verdadeira. O que compreendo é que ela não tem nada a ver com o “espírito de Assis”. [3] (Traduzido do Italiano — DICI n°218, July 10, 2010)

Courrier de Rome – B.P. 10156 – 78001 Versailles Cedex or courrierderome@wanadoo.fr – Assinatura: 20 euros (Exterior: 24 euros)

Msgr. Brunero Gherardini, Ecumenical Council Vatican II: And Open Discussion – disponível em Courrier de Rome: 15 euros + 3 euros frete

http://fratresinunum.com/2010/07/15/o-juizo-de-monsenhor-brunero-gherardini-sobre-o-debate-teologico-entre-tradicao-e-o-concilio-vaticano-ii/
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[1] St. Vincent de Lérins, Commonitorium, c. 23.

[2] Motu Proprio Ecclesia Dei, July 2, 1988.

[3] Msgr. Gherardini, Quod et tradidi vobis – La tradizione vita e giovinezza della Chiesa, Ed. Casa Mariana Editrice, pp. 241-244.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pandemia das Drogas: Origem, Meio e Fim. Drogas = guerrilha social.


Red Cocaine - The Drugging of America
por Henrique Dmyterko em 11 de março de 2009 Análise - Resenhas
http://www.midiaamais.com.br/resenhas/52-red-cocaine-the-drugging-of-america#yvComment52
Red Cocaine: livro impactante, que aborda o uso das drogas na guerra ideológicaDr. Joseph D. Douglass, Jr é consultor de assuntos de segurança, com 43 anos de experiência em políticas de defesa, tecnologia e de inteligência. Ele trabalhou para o governo americano como vice-diretor do Escritório de Tecnologia Tática da Agência de Projetos Avançados e também com vários prestadores de serviços de defesa baseados em Washington, DC. Serviu em vários conselhos de ciência e estudos de defesa e até 1990, foi consultor e assessor de várias agências governamentais americanas e de institutos sem fins lucrativos.
Recebeu seu bacharelado, mestrado e doutorado da Universidade Cornell. Lá ele lecionou e também na Escola de Pós-Graduação Naval e na escola de Relações Internacionais Johns Hopkins. Foi autor ou co-autor de vários livros e relatórios, alguns secretos. Dentre os acessíveis ao público estão: Soviet Strategy for Nuclear War (Hoover Institute), America, the Vulnerable: The Threat of Chemical and Biological Warfare (Lexington Books) e Communist Decision Making: An Inside View (Pergamon-Brassey’s).
Introdução
O leitor que se debruçar sobre Red Cocaine deverá se preparar de duas maneiras: redobrar a atenção para nomes e datas e certificar-se de que possui um estômago capaz de digerir um detalhadíssimo relatório sobre algumas das mais pérfidas e prolongadas ações perpetradas por regimes e indivíduos em toda a história. O estilo seco, quase monocórdio, de um autor acostumado a análises técnicas minuciosas, não consegue abafar a revolta que se revela através das repetidas menções aos objetivos dos agressores (os traficantes estatais comunistas) tanto quanto através da semi-perplexidade diante da inação e inépcia das autoridades americanas e ocidentais em geral. Red Cocaine traça o quadro geral, dá os antecedentes históricos, apresenta a evolução do planejamento estratégico de longo prazo chinês e soviético quanto ao uso das drogas como arma política e química contra os soldados e oficiais americanos, mas principalmente, contra a juventude americana a médio e longo prazos.

Ao contrário de tantos livros sobre teorias conspiratórias, Joseph D. Douglass, Jr. não apresenta teoria nenhuma, mas sim provas, documentos oficiais de vários países envolvidos, testemunhos de desertores e depoimentos de traficantes em processo de julgamento.
Douglass começa por alertar quanto a um modo de pensar já bastante enraizado, ou seja, de que de um lado haveria apenas os traficantes das Máfias “locais”, organizações inescrupulosas por natureza, e do outro, os usuários de drogas, sem levar em consideração outra possibilidade: a epidemia, ou pandemia das drogas ilegais, como resultado de estratégias de guerra política orquestradas por vários países comunistas contra o Ocidente em geral e contra os Estados Unidos em particular, em combinação com as organizações criminosas locais, com ou sem o conhecimento destas, especialmente quanto aos objetivos estratégicos de longo prazo.
Em seguida, a guisa de introdução mais abrangente, o autor dá uma visão panorâmica dos acontecimentos então recentes, ou seja, as ações cubanas na América Latina, especialmente na Colômbia dos cartéis, já citando a atuação das FARC em conjunto com a política cubana de exportação de cocaína e de outras drogas para os EUA e com isso, o financiamento de ações de movimentos terroristas e revolucionários. O ano era 1989 e George H. W. Bush acabava de assumir a presidência quando decidiu por um plano de ajuda à Colômbia no combate ao tráfico de drogas. Ainda não era o Plano Colômbia, urdido por Bill Clinton e que só beneficiou as FARC em detrimento dos cartéis, como o de Medellín, p.ex.. Mas a Colômbia já estava tão infiltrada e corrompida, que os esforços de Bush pai tiveram resultado quase nulo. Foi necessária a ascensão de Alvaro Uribe para que o quadro mudasse, mas isso está além do escopo temporal do livro. De todo modo, a coordenação cubana do tráfico de drogas na América Latina e desta para os EUA, já é um quarto estágio, ou degrau, na estratégia comunista de guerra política via drogas. Vamos às origens.
As Origens da Estratégia Comunista de Guerra Política Via Drogas
Foi a China comunista que primeiro percebeu o potencial da disseminação de drogas derivadas do ópio (morfina e heroína) como armas tão ou mais eficazes que fuzis ou morteiros. No início dos anos 1950, Mao Tse-tung e Chou En-lai se encarregaram pessoalmente de planejar o que viria a ser um grande esquema de tráfico de drogas, vendidas a preço baixo para os soldados americanos na Coréia, no Japão e em Okinawa. O Partido Comunista Japonês teve participação, tanto na coleta de informações repassadas aos comunistas chineses, como financeira, na forma de pagamento pelos “serviços”. Comentários sobre as operações ou a simples menção dos planos chineses era motivo para execução sumária, mesmo de generais, tamanho o grau de segredo que os comunistas chineses deram à execução de seus intentos. Os objetivos chineses eram basicamente os seguintes:
1. Com o dinheiro do tráfico, financiar atividades subversivas no exterior;
2. Corromper e enfraquecer o moral dos povos do mundo livre;
3. Destruir o moral das tropas americanas que lutavam na Coréia (e depois, no Vietnã).
Outro detalhe importante do esquema chinês era a cooperação, ou coordenação de outros países sob sua esfera de influência. Isso trazia várias vantagens, sendo uma delas o fato de que isso desviava o foco de atenção da China para a Coréia do Norte ou para o Vietnã do Norte; outra vantagem era a ampliação dos campos de produção de ópio, ainda que os principais e melhores ficassem em território chinês. Tudo isso teria o efeito de confundir os serviços de inteligência americanos e de outros países do Ocidente. Houve também muito trabalho e cuidado no desenvolvimento de heroína da melhor qualidade, i.e., com maior poder de adicção. A droga era passada aos soldados americanos através dos conhecidos traficantes locais e de prostitutas aliciadas ou chantageadas. Prisioneiros de guerra americanos e sul-coreanos foram usados como cobaias para experimentos de drogas mais refinadas e potentes, além de testes de resistência física, quando se verificou que eram justamente os bem jovens os mais propensos às overdoses.
No caso da Indochina, os chineses tiveram como primeiro alvo as tropas francesas, e obtiveram grandes êxitos: o número de soldados franceses que abandonaram seus postos ou pediram baixa já como farrapos humanos, foi estarrecedor. Oficiais franceses, quando começaram a receber ajuda material americana, repassaram a seus colegas as informações que tinham sobre as drogas e o envolvimento chinês. Os oficiais americanos, ainda em pequeno número, repassaram relatórios alarmantes aos serviços de inteligência, mas nenhuma política efetiva de contenção ou enfrentamento jamais foi tomada.
Mas já antes do envolvimento americano na Indochina, outros já estavam muitíssimo bem informados das atividades chinesas, pelas quais demonstravam grande interesse e entusiasmo: as lideranças do PCUS – Partido Comunista da União Soviética. Após a morte de Stalin em 1953, foi possível uma reaproximação da URSS com a China, pois os interesses comuns e a afinidade ideológica eram absolutamente óbvios. Os soviéticos, especialmente Nikita Khruschev, estavam fascinados com as possibilidades da guerra política através das drogas. Numa reunião do Partido, questionado sobre a moralidade do uso de drogas como arma, Khruschev respondeu que qualquer coisa que causasse dano aos capitalistas e avançasse a revolução era moralmente justificado.
Mas os soviéticos ainda precisavam aprender algumas coisas com os chineses, que se mostraram relutantes em cooperar plenamente. Sem maior cerimônia, os russos cooptaram agentes chineses ligados ao tráfico e passaram, a partir dali, a desenvolver seus próprios métodos, muito mais amplos e sofisticados. Todavia, é importante ressaltar que a estratégia soviética de guerra revolucionária é uma estratégia global, que envolvia desinformação, engodo e propaganda. A estratégia de narcotráfico soviética é um sub-componente dessa estratégia e é mais bem compreendida nesse contexto.
Tanto quanto a China fez uso de outros países, a URSS optou pela Tchecoslováquia para dar início ao seu plano de ampliação da guerra via drogas. Mais tarde, outros satélites soviéticos participariam das operações, especialmente a Bulgária, mas em meados dos anos 1950, a Tchecoslováquia era a mais bem equipada tecnicamente, além de ter a grande vantagem de manter boas relações comerciais e diplomáticas com vários países ocidentais, o que facilitaria a coleta de dados e o estabelecimento de redes de agente e colaboradores locais.
Para tornar a Tchecoslováquia um subordinado eficaz na guerra política via narcotráfico, os soviéticos transferiram a membros selecionados dos serviços de inteligência e do Partido tchecoslovaco, planos de cursos que instruíam sobre:
1. Natureza do comércio de drogas, tipos e qualidades;
2. Meios de produção;
3. Organização da produção;
4. Mercados e consumidores;
5. Segurança;
6. Infiltração nas redes de produção existentes;
7. Uso da experiência das redes de inteligência;
8. Comunicação no interior das organizações de tráfico;
9. Como transmitir informação;
10. Como recrutar fontes de inteligência.
O primeiro nível estratégico da guerra contra o Ocidente envolvia o engodo, a desinformação e a propaganda. O segundo nível pretendia a destruição do capitalismo com seu próprio dinheiro gasto em drogas. Quando do sucesso das duas primeiras etapas, viria então a terceira: o rolar dos tanques soviéticos sobre a Europa.

À medida que cresciam as operações de tráfico do bloco soviético, a organização tornou-se mais complexa, mas com o mesmo grau de segredo e compartimentalização (“saiba somente o que é necessário saber”) Muitos estavam envolvidos, mas poucos sabiam do propósito da operação ou nem mesmo da participação e coordenação soviética.
Praticamente todos os dados apresentados no livro de Douglass acerca da guerra política dos soviéticos provêm da extraordinária memória de um homem: Jan Sejna, que desertou da Tchecoslováquia para os Estados Unidos em 1968. Mas o General Jan Sejna não era um desertor comum e muito menos uma fonte comum. Ele foi membro do Comitê Central do PC Tchecoslovaco, da Assembléia Nacional e do Presidium. Foi também membro da Administração Política Principal e membro do Departamento de Órgãos Administrativos e primeiro secretário do partido no Ministério da Defesa, onde também foi chefe do estado-maior. Sua posição mais importante foi a de secretário do poderoso Conselho de Defesa, que era o mais alto corpo decisório em questões de defesa, inteligência, política externa e economia. Sejna era um oficial e funcionário do mais alto escalão, com acesso a informações sobre planos e operações ultra-secretos. Ele se encontrava regularmente com os mais altos funcionários da União Soviética e de outros países comunistas. Mas Sejna parece não ter tido muita sorte na escolha do momento para desertar, pois foi muito mal recebido nos EUA, que já no primeiro mandato de Richard Nixon, não parecia quere ouvir nada que atrapalhasse a pretendida détente (distensão) com os países do Leste Europeu e com a China. Henry Kissinger veio a ter papel importante na negação das evidências e indícios coletados pela inteligência americana ou por aliados e corroborados por Sejna.
De qualquer maneira, muitos analistas e agentes de órgãos da inteligência americana o ouviram e lhe deram crédito. Se nenhuma ação eficaz foi empreendida no sentido de combater a política soviética e chinesa, é assunto que será analisado mais à frente.
Segundo Sejna, um dos objetivos de longo prazo do plano estratégico comunista era a destruição das religiões tradicionais: Cristianismo, Islã, Judaísmo e Budismo. Porém, nas etapas iniciais e intermediárias do plano, e especialmente na América Latina, os padres católicos deveriam ser cortejados e cooptados para a revolução. De acordo com o General Sejna, as projeções soviéticas indicavam que 80% dos padres latino-americanos eram antiamericanos (dados de 1967), 60% tinham tendências políticas de esquerda e 65% (especialmente os padres mais jovens), usavam algum tipo de droga. Os soviéticos acreditavam que esses padres jovens teriam grande influência nos vinte anos seguintes e havia três razões para trabalhar com eles: para ajudar a avançar a revolução, para usar a Igreja Católica na distribuição de drogas e para usá-los na obtenção de informações adicionais acerca das redes de tráfico já existentes.
Cuba e o Narcoterrorismo na América Latina
A porção tchecoslovaca da operação soviética começou em 1960, em duas frentes: Ásia (Indonésia, Índia e Burma [Mianmar]) e América Latina (Cuba). Cuba tinha e tem especial relevância para o crescimento do fluxo de drogas ilegais para os Estados Unidos.
Entre agosto e setembro de 1960, apenas um ano e meio após Fidel Castro ter tomado o poder, seu irmão Raúl Castro visitou a Tchecoslováquia em busca de assistência militar. Naquela época, Fidel e os soviéticos nutriam desconfiança mútua e foi este o motivo da aproximação via Tchecoslováquia. Sejna foi o responsável por receber a delegação cubana e atuar como anfitrião. Mas uma de suas primeiras ações foi arranjar um encontro com Khruschev. Logo após a visita, os soviéticos instruíram os tchecoslovacos a trabalhar com os cubanos, mas sem que estes soubessem do papel soviético. Muitos agentes da KGB se fizeram passar por assessores militares ou técnicos da Tchecoslováquia. O objetivo era duplo: não deixar que Fidel soubesse da infiltração e não levantar suspeitas entre os americanos.
Cuba e Tchecoslováquia logo fizeram um acordo de cooperação e assistência militar (treinamento e equipamento) e ajuda na organização dos serviços de inteligência e contra-inteligência cubanos. Mais da metade dos instrutores “tchecoslovacos” eram, na verdade, soviéticos.
Uma das principais tarefas era aumentar o potencial cubano na produção e distribuição de drogas para os Estados Unidos, especialmente via México e Canadá. No México, a Tchecoslováquia já tinha desenvolvida uma excelente rede de agentes. Ao longo dos anos, o México se tornou a principal rota de entrada de narcóticos nos EUA, com a cumplicidade de autoridades locais corrompidas com o dinheiro das drogas, num círculo literalmente vicioso. Com o passar do tempo, cerca de trinta por cento de toda a droga que entrava nos EUA passou a ser através do México. O estabelecimento de redes de agentes no México e no restante da América Latina seguiu um mesmo padrão no mundo todo: corrupção por dinheiro, chantagem, dependência das drogas ou afinidade ideológica, ressalvando-se que a URSS nunca aparecia, mas apenas seus subordinados, o que tornou Cuba uma peça chave na operação estratégica junto aos EUA.
A DGI (Dirección General de Inteligencia) cubana acabou completamente subordinada à KGB entre o final de 1968 e o início de 1969, segundo o general Sejna. O entusiasmo de Fidel Castro pelo plano de narcotização da juventude americana era tão grande que os russos tiveram que refreá-lo, temendo uma exposição de seu próprio papel. Mais controlada, Cuba passou a ser, então, responsável pela coordenação do tráfico de drogas para os EUA, além de coordenar o apoio a grupos terroristas da América Latina. Fidel e Raúl Castro estão diretamente envolvidos nessa dupla coordenação. Além de Sejna, várias fontes (agentes do DGI que desertaram nos anos 1980, traficantes que receberam imunidade para testemunhar, etc.), confirmam o papel de Cuba, de Fidel e de Raúl Castro. Entre os países citados como componentes do esquema de produção ou de redes de agentes, estão: México, El Salvador, República Dominicana, Nicarágua, Panamá, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Brasil, Chile, Argentina, Peru, etc. A destruição dos filhos da “burguesia” através da drogas, especialmente os estudantes nas universidades e o financiamento e coordenação de movimentos antiamericanos ou revolucionários, era o objetivo principal, além da arrecadação de vultosos fundos para realimentar as ações de subversão. No Chile do início dos anos 1960, o então senador Salvador Allende era um entusiasta do plano cubano-soviético.
Nos EUA, especialmente durante a Guerra do Vietnã, parte do imenso volume do dinheiro das drogas foi utilizada no apoio a movimentos pacifistas, anti-guerra nuclear, etc., seguindo o mesmo padrão de infiltração e manipulação nos campi universitários, mas também na imprensa e TV. Foram as drogas, em oferta maciça, que alimentaram o clima de desencanto e a busca por mais drogas, e não a guerra. A mídia americana em geral, quer por ignorância, arrogância ou colaboracionismo, encarregou-se de disseminar justamente a versão mais conveniente aos planos comunistas. Além disso, qualquer pessoa que possua os mais elementares conhecimentos de economia sabe que é a oferta que cria a demanda, e não o contrário. Em outras palavras: já havia o consumo de drogas nos países alvo antes do início das operações soviéticas ou chinesas, mas estas ofertaram uma quantidade de drogas tão grande e a preços relativamente baixos, que o resultado não poderia ser outro que não a explosão do consumo e do número de dependentes, multiplicando os ganhos políticos e financeiros da guerra política via drogas
A Colômbia, México, Panamá, Bolívia e Peru merecem destaque, cada um por oferecer uma vantagem específica. Dentre estes, Colômbia, México e Panamá viriam a desempenhar papéis-chave. Por sua enorme fronteira seca com os EUA, pela fragilidade do sistema político, que por sua vez tornava as autoridades judiciais e policiais alvos fáceis de chantagem ou de corrupção, o México tornou-se rota livre para as drogas e quase todas as ações de repressão ao tráfico, ou eram boicotadas e reveladas com antecedência, ou eram simplesmente de fachada. A Colômbia é outro capítulo especial, em função dos infames cartéis da droga (Medellín, Cali) e de nomes como Pablo Escobar. É importante notar que o plano cubano-soviético não fazia distinção quanto aos parceiros úteis: os cartéis não tinham nenhuma afinidade ideológica com os movimentos revolucionários ou com o comunismo, mas o lucrativo negócio das drogas exigia que fizessem política de boa vizinhança com os terroristas, (M-19 e depois as FARC), fornecendo-lhes armas em troca de proteção e informações, estas repassadas pelos soviéticos, via DGI. O mesmo pode ser dito da Máfia, na Europa ou nos EUA. Para os cartéis e para as máfias, era apenas uma forma de incrementar os negócios e para isso não precisavam nem queriam saber quem poderia estar fornecendo a inteligência de várias operações internacionais. Para os soviéticos, tal desinteresse era mais do que apenas conveniente.
Os primeiros passos da ajuda americana para a Colômbia foram dados em 1989, pelo presidente George H. W. Bush (Bush pai), com o envio de dinheiro e ajuda militar para o combate aos cartéis. Ainda não era o Plano Colômbia de Bill Clinton (que também só visava combater os cartéis e não os narcoterroristas). Mas isto escapa à análise contida na 1ª edição do livro, que pára em 1989.
O papel do Panamá é entendido melhor quando o autor, Joseph Douglass, Jr., analisa a passividade e a incompetência do governo americano no combate à estratégia soviética.
A Inação Americana
Já nos anos 1950, Harry Anslinger, Comissário do Governo dos Estados Unidos para Narcóticos trabalhava duro para convencer seus superiores de que a China comunista, e não a Máfia, era a força principal no tráfico de drogas: “O maior traficante é Pequim, e não a Máfia”. Anslinger forneceu ampla base de dados ao Congresso americano e também à ONU. Mas em 1962, o governo americano parou de dar atenção e publicidade ao assunto. Havia pessoas interessadas em cultivar boas relações com a China comunista. Portanto, talvez não seja coincidência que em 1961, ano em que Anslinger se aposentou, o pessoal pró-China bandeou-se para o Departamento de Estado (que é a burocracia que de fato executa a política externa americana).
O autor de Red Cocaine fez uso extremamente hábil de um exemplo célebre para ilustrar tanto as inexplicáveis ações da burocracia americana como para demonstrar a validade das avaliações apresentadas pelo General Sejna, que havia desertado em 1968.
Em 1969, o presidente Richard Nixon declarou guerra às drogas. Uma das primeiras ações foi a de identificar as fontes do problema. Num desses esforços, analistas da CIA começaram a examinar o tráfico que emanava do Sudeste da Ásia. A partir de uma enorme quantidade de detalhes coletados de variadas fontes, foi desenhado o mapa da região denominada “Golden Triangle”, considerada a principal fonte de drogas. O triângulo incluía partes da Tailândia, Burma (Mianmar), Laos, e especialmente a província de Yunan, na China comunista. O triângulo está apresentado em linha cheia na figura mais adiante. Essa avaliação é idêntica àquela apresentada por Sejna, esta baseada em estudos da inteligência tchecoslovaca e soviética.

Triângulo das drogas na fronteira chinesa: exemplo de manipulação para evitar um conflito com os comunistasEm 1970, o mapa foi repassado para o Bureau de Narcóticos e Drogas Perigosas, antecessor da DEA (Drug Enforcement Agency). Meses depois, uma nova versão do mapa emergiu da Casa Branca. O “novo” triângulo agora era aquele representado pela linha descontínua. De uma penada, a China comunista saiu do Golden Triangle. À época, o funcionário encarregado de presidir o Comitê de Narcóticos era Henry Kissinger, mas este raramente aparecia nas reuniões e demonstrava pouquíssimo interesse pelo assunto. O General Alexander Haig normalmente presidia as reuniões e se esforçava para abafar os esforços daqueles que tentavam combater o comércio de heroína.
Quando o Departamento de Defesa começou a usar aviões de reconhecimento para identificar campos de plantação de papoula na região, Kissinger determinou a interrupção dos vôos, para que estes não ameaçassem a política de détente (distensão) com a China.
Segundo o autor, análises independentes indicam que, apesar da boa vontade de vários presidentes americanos, a começar por Nixon, o combate ao tráfico de drogas foi minado desde dentro, pela burocracia e por funcionários do alto escalão. O problema das drogas foi usado para erguer um império de poder e influência dentro da administração, provocar uma avalanche de manchetes manipuladas na mídia e fornecer as justificativas para a organização de uma política nacional antidrogas orientada a partir da Casa Branca, que na verdade, seria usada para objetivos políticos internos. Houve ordens expressas para que cessassem todas as manifestações e relatórios que mencionassem a China comunista como envolvida no tráfico de drogas. Além disso, segundo Douglass, funcionários de alto escalão já tinham um histórico de fazer uso do problema das drogas para ganhos políticos pessoais.
Um outro exemplo de clamorosa estupidez, dificuldade de comunicação ou de escandalosa má-fé fornecido pelo autor de Red Cocaine é o episódio da deserção do coronel da inteligência búlgara, Stefan Sverdlev, em 1970, quando ele trouxe documentos do governo búlgaro que comprovavam o envolvimento deste no tráfico internacional de drogas. A CIA confirmou a Bulgária como novo centro de distribuição de drogas e armas. E, no entanto, um outro departamento do governo americano mandou funcionários a Sofia, capital da Bulgária, para estabelecer cooperação aduaneira no combate ao tráfico de drogas! Somente em 1981 os americanos chegaram à conclusão de que a cooperação búlgara não era lá muito eficaz. Mas pior do que isso é que o treinamento americano em técnicas de identificação de narcóticos se estendeu à China e também a países do Leste Europeu.
Os Bancos, Lavagem de Dinheiro e Outros Interesses Escusos
Durante o breve escândalo búlgaro, a revista Forbes publicou matéria revelando que a lavagem do dinheiro do tráfico da Bulgária era facilitada pelos bancos suíços Credit Suisse e UBS. Absolutamente nenhuma medida de ordem prática foi tomada contra esses bancos. E é neste ponto que o livro parece revelar outro tom, sem perder a linha analítica: é o tom da indignação mal disfarçada, da frustração e do desalento diante do avanço literalmente incontido das drogas nos Estados Unidos e no Ocidente em geral. Douglass deixa claro que não havia como ignorar a imensidão de dados levantados pelas próprias agências do governo, especialmente pela NSA e por alguns setores da CIA e da DEA. Ele faz questão de frisar que havia gente trabalhando sério no combate ao tráfico, ao ponto de serem torturados e assassinados - tal como o agente da DEA, Enrique “Kiki” Camarena, assassinado no México por policiais corruptos, sem que ninguém fosse punido –, mas que dentro dessas mesmas agências e nos Departamento de Estado e do Tesouro havia um muro de resistência a qualquer investigação ou ação mais direta quanto à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos financeiros que saíam ou entravam nos EUA. E os valores são altíssimos: no início dos anos 1980, estimava-se que cidadãos americanos gastavam entre US$80 bilhões e US$110 bilhões por ano com drogas ilegais. No final da década, esses valores chegavam a US$300 bilhões, enquanto os gastos mundiais chegavam a US$500 bilhões. Algumas estimativas apontavam o valor de US$ 1 trilhão. O autor ressalta que há uma lei americana que ‘obriga’ os bancos a relatar saques e depósitos superiores a dez mil dólares. Muitas instituições financeiras foram investigadas e acusadas de operações de lavagem de dinheiro. Um banco foi acusado de cometer dezessete mil violações da lei federal de transações em espécie. Mas houve pouquíssimos indiciamentos ou aplicações de multas pesadas. Tampouco foi dada muita publicidade ao assunto. Mas o autor, ironicamente, ressalta: não há negócio no mundo que gire US$ 500 bilhões ao ano e que não tenha a ativa e bem informada assistência de bancos e instituições financeiras.
Ramon Milian Rodriguez, um dos responsáveis pela lavagem e investimentos dos recursos do Cartel de Medellín, foi preso nos EUA em maio de 1983. Em 1988, diante de uma Comissão do Congresso, relatou aos senadores John Kerry (Democrata) e Alphonse D’Amato (Republicano) de que forma, com a assistência das Forças de Defesa do Panamá, ele transferiu enormes quantias através dos bancos do Panamá, já então um paraíso fiscal criado com o beneplácito do governo e dos bancos americanos, e como era cortejado pelos bancos de Nova York. Segundo Rodriguez, “os bancos de Nova York não são bobos... o tempo todo sabiam com quem estavam lidando”. Os bancos apontados por Rodriguez compunham uma espécie de who’s who das altas finanças dos Estados Unidos: Citibank, Bank of America e First National Bank of Boston. Já a rede de TV ABC identificou o Citibank, o Marine Midland (de propriedade de banqueiros chineses de Hong Kong), o Chase Manhattan (dos Rockefeller) e o Irving Trust, além da maioria dos 250 bancos e sucursais de bancos estrangeiros em Miami como envolvidos na lavagem de dinheiro das drogas.
Além da lavagem de dinheiro, esses bancos americanos, acrescidos de instituições financeiras do Japão, Grã-Bretanha, Alemanha Ocidental, Itália, França e Suíça fizeram vultosos empréstimos a países do Terceiro Mundo produtores de ópio ou coca e também a países do bloco soviético, que por sua vez, coordenavam o tráfico. Encorajar exatamente esse tipo de transações comerciais e financeiras foi um dos principais objetivos políticos sob Lenin, Stalin, Khruschev, Brezhnev e, é claro, Gorbachev. Mas encorajar tal atividade tem sido também um dos maiores objetivos da política externa americana desde 1969. O que o livro não consegue esclarecer é se os bancos e grandes empresas é que encorajam essa política do Departamento de Estado ou é este que incentiva a aqueles.
Outro padrão verificado por Douglass é o do péssimo tratamento dispensado a desertores de alto-escalão do bloco soviético por parte de setores da CIA, Departamento de Estado e imprensa. O que aconteceu com o General Sejna, que foi desprezado, achincalhado, humilhado e caluniado, não foi muito diferente daquilo que aconteceu ao estrategista e analista da KGB, Anatoliy Golitsyn e ao general romeno Ian Pacepa. Além de desacreditá-los sem razão aparente, veiculando aquilo que os soviéticos mesmos diziam a respeito desses “vilões desertores”, grande parte dos serviços de inteligência dos EUA parecia não ter a menor idéia da importância das informações estratégicas que tais homens lhes forneciam.
O autor coloca em dúvida a possibilidade de que tanta hostilidade a quem trazia informações vitais para a segurança e o futuro dos EUA, somada às estranhas políticas de inteligência e de relações exteriores americanas, seja mera coincidência. Um relatório do Departamento de Estado, de setembro de 1988, declarava: “Acreditamos que nossa estratégia internacional... esteja funcionado”. Douglass ironiza: “Se está funcionado, é forçoso perguntar: para quem?”. Mais enfático ainda foi o Dr. Jeffrey Eisenach, da Heritage Foundation: “[No futuro] a política americana quanto às drogas permanecerá o que é hoje: uma gigantesca negação de responsabilidade”.
O Crack e as “Designer Drugs”: Violência Urbana, Drogas Sintéticas de Alta Potência e o Futuro
O autor faz um breve relato sobre aparecimento do crack nos EUA no início dos anos 1980 e de sua rápida disseminação pelo mundo, incluindo o Brasil [o crack é um potente derivado de uma forma de pasta de coca, chamada de base livre, liberada quando fumada]. Seu poder de “adicção” [do inglês addiction], ou viciador, é multiplicado e há casos de dependentes a partir da primeira vez que fizeram uso da droga.
Ao contrário da cocaína, o crack é uma droga barata, vendida em regiões pobres dos grandes centros urbanos. Nos EUA, imigrantes jamaicanos, haitianos e negros americanos, dominam ou disputam o controle da venda, mas também do consumo. Nas palavras do especialista americano M.M. Kirsch, o marketing do crack “é direcionado aos jovens e ignorantes”. Além disso, o crack está associado a comportamento violento. O grande número de assassinatos em disputas de traficantes, ou de viciados, em função de pequenas dívidas com os traficantes é dado comum aos EUA e ao Brasil, p.ex. O que o autor parece querer deixar claro é que a estratégia de longo prazo das drogas, do ponto de vista comunista, não se restringe aos danos às classes médias e altas, às “elites”, mas procura destruir o tecido social inteiro dos países alvo. Nos EUA, uma grande conflagração social e étnica via guerra de gangues já é vista em capítulos diários. No Brasil, a situação não envolve origens étnicas, mas a violência resultante do tráfico do crack é igual ou maior. Para aqueles que apreciam algum grafismo na linguagem, a estratégia comunista é destruir a pirâmide social dos países alvo minando a base e corroendo o topo.
Já nos caso das drogas sintéticas modernas, isto é, pós anos 1960, os objetivos eram de obter drogas de altíssima potência e de dificílima detecção, quer em buscas ou em exames toxicológicos. Um resultado secundário dessa alta potência é a multiplicação dos lucros. Em números aproximados, um “investimento” de US$2 mil em heroína pura renderia algo próximo a US$ 1 milhão nas ruas. O mesmo investimento de US$2 mil em produtos químicos e equipamentos renderiam um quilo de 3-metil fentanil [3 mil vezes mais forte do que a morfina] aproximadamente US$1 bilhão nas ruas.
Também notável, segundo Douglass, é a facilidade que os traficantes têm na obtenção de produtos químicos produzidos por grandes empresas; produtos que poderiam ser facilmente controlados pelas agências americanas, européias e japonesas. A pergunta que ele faz é simples: por que não o são?
Quanto ao futuro, o autor demonstra um misto de desalento, considerando a total ineficácia e pura politicagem da maioria das ações governamentais americanas no combate às drogas, e esperança. Esta última vem de algumas relativamente recentes iniciativas de divulgação das origens do problema através da mídia. O que ele pensa ser imprescindível é tirar a população da letargia, ou seja, que essa deixe de acreditar nas declarações perfunctórias acerca da “guerra às drogas” e comece a cobrar resultados. Mas para isso é preciso informação, é preciso saber quais são os inimigos de verdade. Não é possível lutar contra fantasmas.
Nesse sentido, Red Cocaine presta um enorme serviço: informa, prova, esclarece e indica caminhos. Mas se um relatório técnico, minucioso ao ponto de fazer referências cruzadas entre capítulos, detalhista e riquíssimo em citações e fontes de referência, pode ser também um poderoso grito de alerta, então seu nome é Red Cocaine.

Red Cocaine: The Drugging of America* [Cocaína Vermelha: A Narcotização da América]**
Autor: Joseph D. Douglass, Jr.
Editora: (1ª edição), Clarion House, Atlanta, 1990. 280 páginas
(2ª edição), Edward Harle, 1999.
* O título da segunda edição é: Red Cocaine: The Drugging of America and the West
** O título em português é meramente ilustrativo. Não há edição brasileira.

Inimigos da Civilização Ocidental.


Inimigos da Cultura Ocidental.
3 Pilares da Cultura Ocidental: filosofia grega – moral judaico-cristã – direito romano.
Inimigos da Cultura Ocidental (eles se inter-relacionam e se permeiam com pontos comuns):
1. Comunismo internacional.
Marxismo cultural lecionado em escolas e universidades: social-democracia, Estado de Bem-Estar Social, “ciências sociais” cheias de pregação ideológica (sociologia, direito, história, política, etc.).
Incutir a doutrina do ódio via lutas de classes / raças / minorias , etc.
Rebeldia e insubordinação às autoridades legítimas (pais, governantes, policiais, magistrados, professores, chefes, patrões, etc.).
Criação da “geração revolucionária” (idiotas inúteis) como instrumento de subversão ideológica (=lavagem cerebral) a partir da doutrinação nas escolas e pela mídia.
Mídia como agente de desinformação e de alienação das massas: TV, rádio, jornais,revistas fúteis, etc.
Patrulhamento ideológico = perseguição aos opositores (taxados de preconceituosos).
Diaprax hegeliana (dialética e prática hegeliana).
Totalitarismo estatal kelseniano, estatolatria (= mentalidade de “o governo deveria...”), passividade da população deixando suas responsabilidades nas garras do Estado (onde falta responsabilidade pessoal e individual, sobram iniciativas de “responsabilidade social”).
Fórum Social, Foro de S. Paulo. Provocar crises / revolução / golpe.
2. Liberalismo ateu.
Destruição da família e relativismo moral. Distanciamento entre pais e filhos (cursos, atividades, carreiras profissionais exaustivas; incitação ao comportamento rebelde juvenil via maus exemplos divulgados pela mídia; terceirização da educação dos filhos por escolas, babás, “especialistas”, psicólogos, “escolinhas” , creches, etc.). Falta de limites, de disciplina e de regras claras. Falta de diálogo e de contato pessoal. Apostasia, abandono doméstico do ensino religioso católico e de práticas católicas.
Rebelião juvenil, defesa do aborto, feminismo, homossexualismo, multiculturalismo, pluralismo religioso, etc.
Promoção das sub-culturas inferiores faveladas, pagãs, primitivas (tribais), etc.
Subversão ideológica: alienação e irracionalidade. Subversão das artes e da sensibilidade quanto ao belo e verdadeiro para distorcer a percepção da realidade (ninguém saberá a diferença entre o belo e o verdadeiro x feio e falso).
Leis pró “politicamente correto” (falsa igualdade pró-minorias): patrulhamento ideológico (perseguição aos opositores).
Ataques à religião e à moral cristã via livros, filmes, música, mídia (agentes de desinformação), novelas, “organizações globalistas”, desonestidade intelectual histórica (=reescrever versões falsas e fraudulentas da história e que se impõem como verdadeiras), etc. Apostasia, abandono do ensino religioso católico e de práticas católicas. Ecumenismo, evangelização com Bíblia sem Catecismo (=protestantismo).
Relativismo moral e filosófico.
Desmoralização do ocidente perante o resto do mundo. “Humanismo” antropocêntrico (Deus deixa de ser o centro do mundo e o homem toma Seu lugar).
Pandemia das drogas, aumento da violência e da criminalidade sem repressão (“direitos humanos”, “liberdades”, “pacifismo contra penas ‘desumanas’”, desarmamento da população civil pacífica, etc.). Abandono do direito romano e adoção do direito maçônico liberal e iluminista pós-revolução francesa (construção artificial dos “filósofos iluministas” a partir das monarquias absolutas, sem base e sem consistência para estabilizar uma sociedade).
Controle populacional e da natalidade com ameaças neomalthusianas.
Mudanças constantes e falta de estabilidade sócio-político-econômico-moral.
Capitalismo imoral e sem controle (usura, especulação, exploração de mão-de-obra, etc.).
Governar para o dinheiro e para as grandes empresas,e não para o bem espiritual e moral da nação.Imoralidade jurídica e política.
Caos social, insegurança, crise institucional, revolução e golpe = ditadura tirânica.
3. Terrorismo islâmico.
Incutir a destruição do ocidente como o “Satã” e mostrar sua desmoralização social previamente calculada (itens 1 e 2).
Afundar os Estados ocidentais com despesas de guerras e policiamento contra o terrorismo islâmico. Tolerância à imigração islâmica maciça e a suas imposições sociais e religiosas (quem não gostar é taxado de “preconceituoso”).
Campanhas contra os cristãos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Pérolas" da Maçonaria, a Eterna Inimiga da Igreja.

Dom Vital e a Maçonaria

Nenhum lutador mais impetuoso, mais tenaz e mais capaz que D. Vital, bispo de Olinda, e a impressão que este me deixou foi extraordinária"
Machado de Assis

"Peçam-nos o sacrifício de nossos cômodos; peçam-nos o sacrifício de nossas faculdades, peçam-nos o sacrifício de nossa saúde; peçam-nos o sangue de nossas veias... Mas pelo santo amor de Deus não nos peçam o sacrifício de nossa consciência, porque nunca o faremos. Sic nos Deus adjuvet. Nunca!"
D. Vital, bispo de Olinda


A infiltração maçônica no Brasil e suas atividades contra a Igreja sempre deram aos observadores a impressão de que os maçons daqui seriam menos rancorosos que os da Europa. De fato, os maçons do Brasil são, como os brasileiros em geral, menos enérgicos, mas não menos rancorosos que os da França. Nem por isso deixam de odiar a Igreja e trabalhar contra ela. O episódio de D. Vital é prova disso.

D. Vital parece ter sido realmente um homem de valor e é uma beleza contemplar o olha que mostra o retrato de capa do livro abaixo referido em que colhemos os dados aqui apresentados. Seus olhos mostram uma tal mansidão e uma tal força, que ninguém pode deixar de se impressionar.

D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira nasceu em Pernambuco, num engenho de açúcar, a 27 de novembro de 1844. Seu nome civil foi Antônio Júnior. Estudou no Seminário de Olinda, primeiro, e depois em S. Sulpice em Paris, onde resolveu ser capuchinho (ramo franciscano) sendo recebido no Seminário de Versalhes onde os seus superiores, procurando prová-lo, trataram-no com tal aspereza e tanta falta de atenção que ele pegou uma doença de garganta de que nunca mais se pode curar completamente e da qual provavelmente morreu. No dia em que os religiosos da comunidade franciscana decidiram aceitar (contra a oposição do Pe. Mestre) a sua profissão definitiva, este Padre Mestre disse-lhe: "Você nunca prestará para coisa alguma. Não poderá ser sacerdote e terá muito que sofrer". Tirando a última parte, que se mostrou verdadeira (mas parece que para o bem de D. Vital), no mais não apenas falhou na sua "profecia" como mostrou uma dureza de coração incrível contra um pobre seminarista franciscano que nunca teve nenhuma rebeldia, nenhuma má vontade, nenhuma queixa. Àquela palavra dura do seu Padre Mestre, ele respondeu: "Não pedi a entrada em religião para me tornar notável em trabalhos além dos que Deus me destina. Nem mesmo a glória do sacerdócio procurei. Vim para glória de Deus e salvação de minha alma. Se não puder ser bom padre, pedirei para ficar como simples leigo e que Nosso Senhor tenha pena de mim até o fim". Apesar de tudo, quando a comunidade indagou o Pe. Mestre qual o conceito que fazia do candidato à profissão definitiva, ele declarou que o comportamento de D. Vital tinha sido sempre irrepreensível.

D. Vital foi depois para o convento franciscano de Perpignan e mais tarde para o Seminário de Toulouse onde foi ordenado em 2 de Agosto de 1868. No fim deste mesmo ano de 1868 voltou para o Brasil onde foi mandado para ensinar no Convento dos franciscanos em São Paulo. Em março de 1872 foi sagrado bispo por indicação do Governo do Império do Brasil (que então tinha tais privilégios) e aceitação do Papa Pio IX que hesitou muito porque D. Vital tinha apenas 26 anos! Mas como, em face da demora de Roma em aprovar seu nome, D. Vital, a conselho do Núncio, escrevera a Pio IX pedindo para ser dispensado do cargo (o que realmente desejava para manter-se como um simples religioso), o Papa percebeu todo o seu desprendimento e resolveu nomeá-lo. Foi nomeado bispo de Olinda e Recife e tomou posse de seu cargo em 24 de Maio de 1872.

A luta entre a Igreja e a Maçonaria no Brasil tornou-se acesa pouco depois, em virtude de um incidente ocorrido no Rio de Janeiro. Naquela época e apesar das diversas condenações da maçonaria pelos Papas, havia muitos padres que pertenciam a lojas maçônicas. Também muitos homens notáveis da época eram maçons, alguns por simples ignorância, outros, embora tendo seus nomes ligados à história do Brasil, por convicções maçônicas e mau espírito contra a Igreja. Em março de 1872, pouco antes de D. Vital ser eleito bispo, houve uma festa da maçonaria que comemorava a Lei do Ventre Livre, obtida pelo então principal Ministro do Imperador, Presidente do Conselho (chefe de governo), o Visconde de Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco, homem realmente capaz, de notável inteligência e também grau 33 da loja maçônica da Rua do Lavradio. Um dos oradores da festa foi um padre, chamado Almeida Martins. O bispo do Rio, D. Pedro Maria de Lacerda, escandalizado, chamou o Padre Martins em particular para ponderar-lhe que ele não podia ser padre e maçom ao mesmo tempo. O Padre recusou atender a qualquer ponderação. O Bispo suspendeu-o de ordens. A maçonaria considerou-se atingida e fez uma grande assembléia que foi presidida pelo Chefe do governo, o Visconde do Rio Branco. Decidiram então iniciar uma grande campanha contra a Igreja e a essa campanha uniram-se os maçons de uma ala dissidente. Coletaram fundos e começaram os ataques. Fundaram inúmeros jornais para a campanha: no Rio, o jornal "A Família"; em São Paulo, o "Correio Paulistano"; em Porto Alegre, "O Maçom"; no Pará, o "Pelicano"; no Ceará, "A Fraternidade"; no Rio Grande do Norte, "A Luz"; em Alagoas, "O Labarum" e em Recife, dois, "A Família Universal" e "A Verdade".

Assim, quando D. Vital chegou ao Recife, já encontrou em atividade os jornais maçons que todos os dias procuravam atingi-lo com sarcasmos e injúrias. O bispo não respondia, é claro. A 27 de Julho começaram a provocá-lo. Primeiro anunciaram que iria haver uma missa em ação de graças numa loja. Diante da proibição sigilosa do bispo, nenhum padre ousou celebrá-la. Depois, pediram missas por maçons falecidos sem arrependimento e, é claro, nenhum padre aceitou. Finalmente, diante do silêncio do bispo que não respondia as provocações, nos dias 22,23,24,25 e 26 de Outubro, o jornal "A Verdade" publicou uma série de artigos contra a Santíssima Eucaristia, a Virgindade e a Maternidade divina de Nossa Senhora e a Imaculada Conceição. E para atingir melhor o alvo, uma Irmandade religiosa (várias estavam infiltradas de maçons) elegeu o autor daqueles artigos como seu presidente. Finalmente, a 21 de Novembro, o bispo D. Vital publica um protesto contra os ataques aos nossos dogmas exortando a população a protestar também. Mais tarde fez um sermão público na catedral, repetindo o protesto e acusando a maçonaria. O jornal, para zombar dele, publica uma lista de padres e cônegos filiados à maçonaria local. O bispo chama-os um por um, em particular, e obtém de todos que se retratem publicamente e se desliguem das lojas, exceto dois. O jornal publica então os nomes de presidentes, secretários e tesoureiros de irmandades que também pertenciam às lojas. O bispo faz o mesmo, mas aqui esbarra na obstinação de várias irmandades que se recusam a acatá-lo. Só duas aceitaram e as demais ou recusaram ou nem foram à entrevista. D. Vital procurou obter com amigos comuns que elas, as Irmandades, se submetessem à sua autoridade. Não conseguiu nada. Resolveu então mandar um primeiro aviso canônico aos vigários assistentes das irmandades para que exortassem os irmãos maçons a renunciarem à maçonaria ou se demitirem. As irmandades recusaram aceitar isso. Mais dois avisos se seguem e são recusados. O bispo lança então um interdito sobre as irmandades Santo Antônio e Espírito Santo, impedindo a realização de missas ou quaisquer religiosos nas suas capelas. Os maçons começaram a promover tumultos de rua. Primeiro fecharam capelas e igrejas, roubando chaves de sacrários ou de arquivos. D. Vital publica uma "Carta Pastoral contra as ciladas da Maçonaria". Nela, além de historiar as atividades perniciosas da organização, assinala que não há diferença entre a maçonaria no Brasil e na Europa, que todas obedecem aos mesmos planos. Proíbe a leitura do jornal "A Verdade" e excomunga os maçons que não abjurarem.

Enquanto isso, também o bispo de Belém do Pará, D. Antônio Macedo Costa, combate a maçonaria. As notícias a respeito, chegando ao Rio, provocaram enorme abalo. O Governo reuniu-se, ao saber que irmandades haviam sido interditadas e também por causa da Carta Pastoral. O próprio Governo, isto é, certamente o seu Chefe, Visconde do Rio Branco, e seus ajudantes maçons, mandaram dizer às irmandades que deviam apelar para o Governo Central com um, então vigente, "recurso à Coroa", apesar de a lei brasileira de então dizer que em causas estritamente religiosas os bispos estavam submetidos ao Papa e só ao Papa podiam ser apresentados recursos contra sua decisões. Não obstante, uma das irmandades interditadas apresentou o recurso ao governo. O próprio Imperador D. Pedro II, cuja mentalidade era liberal, não gostou da atitude do bispo que, em carta a um Conselheiro de Estado, apontou a ilegalidade do recurso à Coroa e declarou com simplicidade que havia cumprido seu dever de bispo e só estava submetido ao Papa em matéria religiosa. Os historiadores acham que, sem apoio do Imperador, o Visconde do Rio Branco teria recuado. mas, com esse apoio, foi em frente. Antes de publicar sua Carta Pastoral, Dom Vital havia escrito ao Papa indagando o que devia fazer diante da situação que descrevia. O Papa respondeu-lhe com um "Breve" datado de 29 de maio, aprovando os atos de D. Vital e dando-lhe amplas faculdades para enfrentar a situação. Diante do "recurso à Coroa" da Irmandade, o Governo mandou a D. Vital um aviso com ordem de levantar o interdito sob pena de ser processado. O bispo responde com toda a calma e, depois de apresentar sua homenagens ao Imperador e seu respeito pelo Governo, acrescenta que se deve obedecer antes a Deus que aos homens e que recebia, no mesmo dia, do Governo, o aviso para suspender o interdito, e, do Papa, seu Breve aprovando seus atos. Assim, como bispo, não podia atender ao aviso. Isso, explicou, não era desobediência, mas dever de consciência. Em seguida o bispo suspendeu de ordens o Deão do cabido da diocese que era maçom e se recusava a deixar a maçonaria. Os maçons então fizeram uma manifestação pública de apoio ao Deão. Depois saíram para invadir, depredar e saquear a capela do Colégio dos Jesuítas, que estava cheia de fiéis que comemoravam o mês de Maio. Quebraram o púlpito, os confessionários, os quadros, imagens, espancando os fiéis, roubando objetos de valor. Empastelaram em seguida os jornais católicos, "O Católico" e "A União" agredindo os empregados. Agrediram os jesuítas, alguns dos quais foram apunhalados e um dos quais morreu mais tarde. Depois arrombaram o Colégio Santa Dorotéia e em seguida foram para o palácio do Bispo. O Bispo, avisado, mandou iluminar todo o palácio e se apresentou diante da quadrilha que estava no portão. Eles não ousaram invadir o palácio e acabaram se retirando. Só então chegou a polícia. D. Vital publicou um Breve, "Quamquam dolores" comunicando aos demais bispos do Brasil o que ocorria e recebendo deles todos integral apoio, sobretudo do bispo do Rio de janeiro e do bispo de Belém do Pará. O Governo manda um aviso à Irmandade que havia feito seu recurso e declara ele, o Governo, levantado o interdito, o que é evidentemente ridículo, já que nenhum padre aceitaria isso. O Governou suspendeu o pagamento dos ordenados dos padres, que, naquele tempo, eram sustentados com recursos públicos e também dos padres professores do Seminário. Finalmente o Governo mandou processar D. Vital por desobediência e desacato. Veio a ordem de prender o bispo e mandá-lo para o Rio de Janeiro para ser julgado pelo Supremo Tribunal. Foram prendê-lo no palácio, em Recife, um Juiz, o Chefe de Polícia e um Coronel da polícia. Quando o Juiz entrou no palácio e bateu na porta do quarto do bispo, este saiu totalmente paramentado, com mitra e báculo, e assim foi preso. Mas quando chegaram à rua, os policiais viram que a multidão engrossava dando vivas ao bispo e ficaram com medo. Meteram-se num carro e levaram-no para o Arsenal de Marinha onde ficou preso à espera do navio que devia levá-lo ao Rio. Em Salvador, trocaram-no de navio para que chegasse ao Rio sem ser esperado. E no Rio foi logo encarcerado no Arsenal, embora com todo o respeito e conforto. Deve-se dizer que, em toda parte, no Recife, em Salvador, no Rio, multiplicavam-se as demonstrações de apreço, homenagem e protestos de outros bispos, do clero, do povo. Aí o Governo encarregou o embaixador do Brasil em Londres, Marquês de Penedo, de tentar obter do Papa um pronunciamento contra o bispo. O embaixador, hábil e insinuante, contou à sua maneira os fatos e conseguiu que o Secretário de Estado, Cardeal Antonelli (cujo comportamento futuro iria mostrar-se muito estranho) escrevesse com autorização do Papa uma carta a Dom Vital, "Gesta tua non laudantur", em que, embora louvando o bispo, censura-o como tendo pressa em executar, com excesso de zelo, o que o Papa havia escrito antes, e manda que ele levante o interdito para "depois" procurar eliminar os maçons das irmandades. O Barão e o Governo ficaram satisfeitíssimos com o resultado da missão e logo noticiaram o fato, mas D. Vital, perplexo, guardou a carta no bolso e escreveu ao Papa pedindo explicações, apresentando os fatos e mostrando os inconvenientes do que lhe estava ordenado, especialmente mandando dizer ao Papa (que até então não sabia) que ele, D. Vital, estava preso. E, de fato, logo veio a resposta do Papa mandando destruir a carta do Cardeal Antonelli. Enquanto isso, o Governo frustrou-se porque queria que D. Vital publicasse a carta recebida antes e este, que não era bobo, guardou-a, é claro. Afinal, veio o processo. Intimado a se defender em oito dias, o bispo respondeu apenas com esta frase: "'Jesus autem tacebat'. Assinado em minha prisão no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Frei Vital." Foi julgado em sessão solene do Supremo Tribunal, cheias as galerias. Dois Senadores católicos o defenderam, Zacarias de Goes e Candido Mendes de Almeida (bisavô desta triste figura de mesmo nome). Mas toda a defesa foi inútil, já que a maçonaria governava. D. Vital foi condenado a 4 anos de prisão com trabalhos forçados. Há uma nota interessante: com base naquela lei que falava em "recurso à Coroa", D. Vital foi a 163a. pessoa processada, um dos dois únicos condenados e o único que cumpriu pena. Também o bispo de Belém foi condenado à pena de prisão. O bispo foi levado à Fortaleza de S. João (na Urca) onde entrou em 21 de Março de 1874 para cumprir a pena que, antes de começar, já o Imperador havia convertido em prisão simples, sem os trabalhos forçados, por instâncias da Princesa Isabel, que admirava Dom Vital. D. Macedo Costa, por sua vez, foi encarcerado na Ilha das Cobras. Enquanto cumpriam suas penas, o Governo perseguia os dirigentes católicos do Recife, encarcerando vários outros e expulsando de Pernambuco os Jesuítas. Mesmo preso, D. Vital escreveu e mandou publicar uma carta, "A Maçonaria e os Jesuítas", com 139 páginas, em que defendia a estes e atacava aquela. Na fortaleza, sucediam-se as visitas de multidões de fiéis e clero, inclusive bispos estrangeiros. Inúmeras petições ao Imperador, com milhares de assinaturas, pedindo a libertação dos bispos. A própria Princesa Isabel vai à fortaleza visitá-lo e, com a ajuda dela, D. Vital pôde chamar à fortaleza os seminaristas de Recife que já estavam prontos para ordená-los ali mesmo. O Papa começou a protestar e escreveu ao Imperador do Brasil pedindo que libertasse os bispos, sem deixar de afirmar que eles se conduziram como deviam fazê-lo. O Imperador parece que não ligou muita importância à carta do Papa, mas o Duque de Caxias propôs ao Imperador uma anistia. O Imperador hesitava. Por razões políticas, caiu o gabinete do Visconde do Rio Branco e o Duque de Caxias foi chamado para sucedê-lo. Ele aceitou com a condição de conceder anistia aos bispos. Finalmente, o Imperador teve que aceitar e, em 17 de Setembro de 1875, decreta a anistia que liberta D. Vital e os demais presos. Logo em Outubro D. Vital vai a Roma onde é recebido paternalmente e com alegria por Pio IX (o Papa, comovido, só o chamava de "Mio Caro Olinda", "Mio Caro Olinda") mas, ao visitar o Cardeal Antonelli, em seguida, foi recebido com as seguintes palavras: "Eu não havia escrito a V. Excia. mandando levantar o interdito e publicar minha carta?..." D. Macedo Soares, aliás, dá notícia de que a presença de D. Vital em Roma causara sinais de contrariedade em "certas rodas". D. Vital respondeu pedindo as instruções precisas e Antonelli as deu. No novo encontro do dia seguinte com Pio IX, D. Vital mostrou ao Papa o que o Cardeal Antonelli lhe havia dado e o assombro do Papa foi enorme. Pio IX pede um relatório a D. Vital e este lho entrega dias depois, mostrando que a carta de D. Antonelli representava desdizer os Breves anteriores. Pio IX reúne uma comissão de Cardeais e teólogos aos quais D. Vital fez uma exposição escrita e outra oral. Pelo jeito, comparecera gente hostil. A impressão que nos fica é a de que o Cardeal Antonelli, se não era maçom, era pelo menos liberal e antipatizava com D. Vital. Finalmente o Papa beija Dom Vital, manifesta-lhe apoio e publica a Encíclica "Exortae" em que condenava mais uma vez a Maçonaria e apoiava os bispos brasileiros mas, ao mesmo tempo, o Cardeal Antonelli, autorizado pelo Papa, telegrafou ao Núncio no Brasil mandando suspender os interditos das Irmandades sem a exigência de prévia eliminação dos maçons. São dessas coisas... Em todo caso, houve a reiteração da condenação dos maçons. Bem... Há que se conviver com isso, pelo menos naquele tempo... Afinal, hoje seria pior.

D. Vital visita diversos lugares e amigos em França e na Itália. Volta a Recife, onde procura recompor as instituições fechadas, especialmente o Seminário e recuperar os recursos negados pelo Governo. Afinal, consegue os recursos e reabre o Seminário. Faz visitas pastorais, mas sua saúde, sempre precária, abate-o e ele tem de voltar à Europa para tratar-se, ajudado pela Princesa Isabel. Da França escreve ao Papa, pedindo que aceitasse sua renúncia. O Papa pede-lhe que espere e se trate. No Brasil subia ao Governo um dos mais rancorosos maçons, Saldanha Marinho. Pio IX morre em fevereiro de 1878 e pouco depois morre D. Vital, aos 33 anos de idade, em Paris. Seu corpo foi enterrado na cripta dos franciscanos em Versalhes, de onde, mais tarde, foi trasladado para o Recife. Está enterrado na Basílica de N. Sra. da Penha, em Recife.
Termina um pouco melancolicamente esta bela página de nossa história católica, mas não é culpa dele, D. Vital, e nem sequer dos católicos brasileiros, o que há de melancolia nela. Exceto num ponto: falta dizer que hoje, para infinita vergonha dos católicos brasileiros, mancha a diocese de Olinda e Recife um indivíduo (será ainda bispo?), Dom Helder Camara, exemplar bem representativo daqueles eclesiásticos brasileiros cujo vazio interior Gustavo Corção havia notado, conforme artigo que publicamos em nosso número 148-149. Estes eclesiásticos, como pretexto do que chamam "opção pelos pobres", não escondem e todos os dias, ao contrário, publicam suas afinidades e simpatias com o pior, mais grotesco e estúpido subproduto da maçonaria, que é o comunismo, intrinsecamente perverso, assim condenado explicitamente por Pio XI. Encontraram no comunismo, parece, uma terrível solução para o vazio espiritual em que viviam. Ali, na simpatia pelos agitadores e subversivos, no ativismo temporal que não tem tempo para os "moralismos" puderam, finalmente, achar sentido para suas vidas. E se isto que dizemos parece excessivo, lembro que são eles mesmos que no-lo dizem todos os dias.

(Permanência, Novembro/Dezembro de 1981)

http://www.permanencia.org.br/drupal/node/672
Nota: O livro do qual foram tirados os dados acima chama-se: D. Vital -- Um Grande Brasileiro. Seu autor é Frei Felix de Olivola O.F.M. -- Edição da Imprensa Universitária, Recife, 1967. Não é bem escrito, nem bem ordenado. Vale apenas pelos dados que tem.

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