sábado, 19 de fevereiro de 2011

Opus Dei ou Opus Judei? Mais uma infiltração de satanás para demolir a Igreja.




Artigo do Reverendo Padre Curzio Nitoglia.

Neste artigo: se a Opus Dei tem ligação com a Maçonaria e com a Liga Anti difamatória da B’nai B’rith; a história de Mons. Escrivá de Balaguer, sobre o ecumenismo da Opus Dei e sobre o poder político da "Obra".
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Por R.P. Curzio Nitoglia


Introdução



Já havia escrito sobre o tema da Opus Dei, quando por causalidade dei com um folheto de um porta-voz da “Obra” que me fez refletir. Em efeito, nele se lê: “Um dia ‘Caminho’ foi queimado publicamente em um colégio de religiosas em Barcelona, cidade na qual o governador havia dado ordem de prisão a Mons. Escrivá. O fundador havia sido igualmente denunciado ao Tribunal militar especial para a repressão da fanco-maçonaria ; suas detrações qualificavam a Opus Dei como ‘esse ramo judio da maçonaria’, ou ‘essa seita judia em relação com a maçonaria’”[1]. O tema me impactou e tratei de aprofundar o assunto. Recordo que a revista “30 Giorni” abordou o problema. No nº 5 de maio de 1990, encontrei um interessante artigo de Marina Ricci, no qual se lia: “Ao fim de agosto de 1939 a Opus Dei abriu um oratório... em Madri. Se dizia que estava decorando com símbolos cabalísticos e maçônicos”[2]. E também: “Em 1941 (...) Escrivá (foi) denunciado ao Tribunal especial para a repressão dos crimes da maçonaria e do comunismo (...) Escrivá (...) foi igualmente denunciado em 1941 às autoridades civis de Barcelona. A acusação sempre era a mesma: se afirmava que debaixo do nome Opus Dei se ocultava um ramo judeu da maçonaria (...) Em um convento de religiosas carmelitas foi queimada publicamente uma cópia do ‘Caminho’, o primeiro livro escrito por Escrivá”[3]. Esta coincidência me surpreendeu, nunca imaginei uma coisa parecida. Salvo que achei por causalidade uma série de outros artigos muito interessantes que acrescentavam outras informações a estes textos; Fabio Andriola entrevistou ao grande mestre do Grande Oriente da Itália, o advogado Virgílio Gaito, e lhe perguntou: “Quais são as relações entre vocês e a assim chamada ‘maçonaria católica’? Penso, respondeu Gaito, que a Opus Dei tem uma visão universal muito ampla... Este Mario Conde... que hoje tem a honra das crônicas é um célebre representante da Opus Dei, e está também no conselho de administração de uma certa sociedade que tem como chefe o grande mestre Di Bernardo”[4]. Ademais, o ministro Gaito revelou a “30 Giorni”: “Em Lucerna, Suíça, Di Bernardo criou a Fundação Dignity. A preside o professor Vittorio Mathieu que, me parece, pertence ao Opus Dei, e participa Giorgio Cavallo, ex reitor da Universidade de Turin, ex inscrito na Loja P-2 (...) Está (...) o financista ‘opusdeísta’ Mario Conde...”[5]. Porém isso não termina aqui. Em um livro muito documentado se lê: “Foi Giuliano Di Bernardo quem, em 1970, pediu a inscrição na loja P-2... Os meios financeiros e os fins da Fundação Dignity parecem pouco claros... Este organismo do qual é presidente DI Bernardo... e o banqueiro espanhol Mario Conde, um dos principais inspiradores.... Da Fundação dependem uma academia de filosofia e um instituto de tradições místicas. Este último prepara um congresso sobre ‘misticismo judio e cristão’... o financistas não seria outro que Mario Conde... próximo ao Opus Dei. Entre os possíveis mecenas da Fundação Dignity se encontra também Marc Rich... citado por Di Bernardo como dispensador de cursos de esoterismo judio...”[6]



Opus Dei ou Opus Judei



Porém o fato que mais me surpreendeu foi um livro que me enviaram da Colômbia, intitulado “Opus JUDEI”, escrito por José Maria Escriba (seguramente se trata de um pseudônimo), publicado em 1994 por Orion Editores em Bogotá (Colômbia). Este livro proporciona muitas informações que me resultavam completamente desconhecidas sobre a vida, a doutrina e a obra de Mons. Escrivá. Não tudo é para se tomar ao pé da letra, mas me parece que algumas afirmações estão documentadas e são sérias. As submeto ao leitor tal como o autor apresenta. Antes de tudo, o autor sustenta que muitas bibliografias elogiosas de Mons. Escrivá estão cheias de inexatitudes : se lhe atribuem uma série de estudos e títulos sem nenhuma justificação. “Por exemplo que era Superior do Seminário São Francisco de Paula de Zaragoza... que foi professo de Direito Econômico e de Direito Romano em Zaragoza e em Madri... que obteve a licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade de Zaragoza....”[7].



A Família de Mons. Escrivá



José Maria Escriba Albás foi o segundo de seis filhos. Nasceu em 9 de janeiro de 1902, em Barbasto, Huesca. Seu pai, José Maria Escriba Corzan se dedicou ao comércio de tecidos[8]. Francisco Umbral escreveu no diário “El País”: “Espanha não é um tabuleiro de oportunistas. O último foi Escrivá. Os Escrivá, uma família de comerciantes que fugiu de noite de Barbastro para evitar aos credores” [9]. Segundo Carndell, o ingresso de Mons. Escrivá no seminário havia sido ditado pelas dificuldades econômicas de sua família [10].



Seminário e Adolescência



O mesmo Escrivá afirmou: “Nunca pensei em fazer-me sacerdote, nem em entregar-me a Deus... Inclusive... me sentia anticlerical”[11]. Porém, qual era a predisposição de Escrivá quando tomou a decisão de começar os estudos eclesiásticos no seminário? O mesmo responde: “Não tinha nem uma só virtude nem um só centavo”[12]. O insuficiente conhecimento do latim pesou muito sobre a vida de Escrivá [13]. Permaneceu no seminário de Logroño desde outubro de 1918 até setembro de 1920, ano em que partiu para Zaragoza; segundo Carandell, Escrivá havia sido expulso do seminário [14].



Delírio de Grandeza?



O certificado de batismo, como disse o autor de “Opus Judei”, que se conserva no registro da catedral de Barbastro, reza: “Em Barbastro, em 13 de janeiro de 1902, o Padre Ángel Malo..., batizou solenemente a uma criança nascida às 22 horas de 9 de janeiro, filho legítimo de José ESCRIBA...” [15]. Para estar todavia mais seguro, me informei e pedi a ata de batismo da qual obtive uma fotocópia, esta mensiona exatamente o mesmo. Uma nota na margem, acrescentada em 1943, indica uma mudança de sobrenome por Escrivá [16]. Por que Mons. Escrivá, que nasceu “ESCRIBA”, evidentemente experimenta a necessidade de mudar de sobrenome, senão para ocultar suas origens? Quando o grande rabino de Roma, Israel Zolli se converteu sincera e realmente ao Cristianismo não mudou de sobrenome, nem tampouco o rabino Drach ou os irmãos Lémann; ao contrário, o que mudava de apelido era o marrano, que exteriormente se apresentava como cristão e interiormente e de maneira oculta judaizava [17]. Seu sobrenome, pois, todavia era Escriba entre 1915 e 1918, quando era estudante no Instituto secundário de Logroño, porém já nessa época ele assinava Escrivá. Em 16 de junho de 1940, nos informa o autor, apareceu um edito publicado na Gazeta Oficial do Estado, em virtude do qual os irmãos Carmem, José Maria e Santiago Escrivá e Albás “eram autorizados a mudar seu sobrenome por Escrivá de Balaguer”. Então, depois de 1918 e antes de 1940, Mons. Escrivá já havia mudado seu nome de Escribá por Escrivá, e em 1940 agregou o título de Balaguer. Em resumo, as mudanças foram:



· 1902) José María Escriba (com o B de Bologna; como se puede ler no certificado de batismo).

· 1915-1918) assina José María Escrivá (com V de Veneza, e acento no A ).

· 1940) José María Escrivá de Balaguer.

· 1960) Josemaría (em uma só palavra) Escrivá de Balaguer.

· 1968) Josemaría Escrivá de Balaguer y Albás, marqués de Peralta.

“A conceção do título que exibiu a partir de 1968, se encontrava manchada por numerosas anomalias e irregularidades: por exemplo, na Assembléia da Nobreza se oculta fraudulentamente, em 1968, a manipulação do apelido Escriba, circunstância que não aparece no sobrenome de reabilitação do título de marque de Peralta, pedida por Josemaría Escrivá de Balaguer e Albás”[18].



O título de marquês, como dignidade pessoal e intransferível, foi concedido pelo arquiduque Carlos de Áustria a dom Tomás de Peralta em 12 de fevereiro de 1718, e nunca nenhum filho nem herdeiro legítimo de dom Tomás reivindicou um título intransferível. “Se calcula que a compra do título... custou, na época, a soma de 250.000 pesetas”[19]. O periodista Carandell de pergunta com razão: Que razão podia justificar o fato de Mons. Escrivá, fundador de um Instituto que persegue a santificação de seus membros, haja pedido um título nobiliário?”[20] Outro periodista, Juan Gomis, escreveu na revista “El Ciervo” um artigo intitulado “Que é isso, Monsenhor?”, no qual se perguntava: “Como é possível que um sacerdote aspire a estas honras?” Por sua parte, o prêmio Nobel de Literatura Camilo José Cela escreveu: “Os religiosos não são nem marqueses nem condes (...) nada disso é cério, a gente se rirá muito desse marquesado”[21].



Coincidências Inquietantes



Quando morreu o primeiro ministro Israeli Rabin, Mons. Javier Echavarria, atual prelado da Opus Dei, enviou suas condolências ... à Liga Anti difamatória da B’nai B’rith, por meio da Sra. Lisa Palmieri Billig (que, oh! causalidade! Escreve em Studi Cattolici, a revista da Opus Dei). Agora bem, sabemos que a Sra. Billig é a representante da B’nani B’rith. Também sabemos que Rabi era franco maçom, como declarou Virgilio Gaito [22]. Como pode ser que o atual prelado da Opus Dei e sucessor de Mons. Escrivá de Balaguer e de Álvaro de Portillo envie condolências a Sra. Billig “como representante na Itália da A.D.L. da B’nai B’rith?”[23].



Ademais, quando morreu Álvaro de Portillo foi posto sobre um lenço branco sobre o piso, não sobre uma cama ou sobre uma mesa, como fazem os cristãos. Ritual estranho? Não, os judeus tem o costume de colocar seus mortos dessa forma, na terra, como podemos ler em Regole Ebraiche di Lutto [24]: “LOS DESPOJOS SE EXTIENDEN SOBRE EL SUELO”. Simples coincidência ou cripto judaísmo?



Anomalias Ascéticas e Pastorais da Opus



Para concluir, quisera retomar o discurso que havia começado em “Sodalitum”[25], a propósito da concepção do trabalho nos escritos de certos autores da Opus Dei. Le Tourneau, porta-voz da Opus, escreve: “Muito a pouco na vida do povo cristão o trabalho não é tomado como algo bom em si, senão como um meio ascético... Depois de São João Crisóstomo se tem a impressão que o cristão médio não está chamado a viver o Evangelho”[26]. E continua: “A aparição das ordens mendicantes (...) não comporta a afirmação do valor do trabalho profissional (...) Santo Tomás apresenta as ocupações seculares como um obstáculo para a contemplação (...) No curso dos século a atenção se desvia do trabalho”[27]. E finalmente, depois de quinze séculos de catalepsia veio Escrivá... “ET labor caro factum est”. Um pouco mais longe, o teólogo da Opus precisa: “Uma certa evolução positiva é esboçada pelo Renascimento com homens como... Erasmo”[28]. E sobre este ponto, o autor cita o mesmo Escrivá: “O caminho da vocação religiosa me parece.... necessário na Igreja, porém não é o meu, nem é o dos membros da Opus (...) Vindo a Opus... o fiz com a condição explícita de não mudar de estado”[29]. João Paulo I disse justamente que SE SÃO FRANCISCO DE SALES PROPÔS UMA ESPIRITUALIDADE PARA OS LEIGOS, ESCRIVÁ PROPÕE UMA ESPIRITUALIDADE LAICA[!] [30].



João Morales afirma, depois de haver estudado sete obras das edições Rialp (da Opus), que a Obra “é um verdadeiro cavalo de Tróia no seio da Igreja”[31]. O autor mostra com muitas citações que o espírito de Mons. Escrivá era não somente laico senão claramente anti clerical. Peter Berglar diz: “Escrivá estava contente de fazer ordenar seus três primeiros sacerdotes, porém também triste de que não permanecessem laicos”[32]. Salvador Bernal escreve a este respeito: “Para nós (Mons. Escrivá), o Sacerdócio é uma circunstância, um acidente, já que na Opus a vocação dos sacerdotes e dos seculares é a mesma”[33]. E um pouco mais longe: “As obras apostólicas organizadas pela Opus Dei (...) se governam com uma mentalidade laica (...) é por esse motivo que não são confessionais”[34]. Estas doutrinas que eram vistas com desconfiança na Espanha nos anos 40 (que expressam o culto do trabalho, do dinheiro, o laicismo, o anti clericalismo, que são a marca característica da judaico-maçonaria) foram logo ratificadas pelo Vaticano II, como disse Vázquez del Prada [35]: os membros da Opus Dei não possuem nenhuma dificuldade em admitir o espírito essencialmente inovador ainda que aparentemente conservador da Obra (uma das características mais enganosas da Opus). A este respeito, José Miguel Ceja afirma: “A novidade dos ensinos de Mons. Escrivá (...) as páginas de ‘Caminho’ representavam uma novidade quase, e inclusive sem ele quase, escandalosa”[36]. É significativo o fato que segundo Escrivá o homem foi criado por Deus não para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo, senão PARA TRABALHAR, e para provar essa afirmação Mons. Escrivá não hesita em desnaturalizar a significação da Escritura onde se diz que Deus “pôs o homem no jardim de delícias para cultivá-lo”[37]. O trabalho para o cristão não é um fim, senão somente um meio (inclusive de santificação). Para o calvinista e o talmudista, o trabalho pode ser um fim, porém não ara o católico![38]



O Pluralismo



Mons. Escrivá dizia que “O pluralismo não é mais temido senão amado como uma conseqüência legítima da liberdade pessoal”[39]. “Sua paixão pela liberdade levou a transformar as casas da Opus Dei em residências interconfessionais “[40]. Sobre isso, Berglar diz: “Quando... o fundador obteve finalmente... a permissão para admitir na Obra (...) a não católicos e não cristãos entre os ‘cooperadores’, a família espiritual da Opus Dei se completou”[41]. Que lástima que este espírito ECUMENISTA e PANCRISTÃO haja sido condenado por “Mortalium Animos” de São Pio X em 1928, como “separando-se completamente da Religião revelada”!



O Poder Político da Opus



Em 1957, o Generalíssimo Francisco Franco formou seu 6º governo. Entraram novos ministros, e muitos deles eram tecnocratas, alguns pertenciam a Opus. “A economia espanhola se encontrava em dificulades (...) o Caudilho buscava homens eficazes (...) sobre quatro tecnocratas, três são da Opus Dei (...) eles empreenderam as reformas e começaram o aggiornamento (...) Quanto mais aumenta a influência de ministros da Opus, mais diminui a da Falange (...) Grupos de altos financistas chagaram a Espenha (...) eles elaboraram um plano de estabilização e prometeram que sua aceitação aportaria todas as classes de vantagens: a peseta se estabilizaria, o governo americano e os bancos estadounidences (...) ajudariam. Sustentado pelos economistas da Opus, o plano foi aceitado oficialmente pelo governo em julho de 1959 (...) Estes tecnocratas obcecados pela produtividade, o êxito material a todo custo (...) sacrificando a parte alta, nobre ou espiritual do indivíduo para obter o êxito, logo chamaram aos financistas internacionais, os políticos mundialistas. A Espanha, preservada, ao menos oficialmente e por leis, da corrupção moral (...) abriu (graças a Opus Dei) suas fronteiras (...) para fazer entrar dinheiro (...) Em 1961... as hordas ocidentais trouxeram às praias espanholas mil milhões de dólares e os espetáculos imorais e o fermento da corrupção do liberalismo. Espanha sacou um verdadeiro proveito?”[42]. Distingo: enquanto ao trabalho (“opusdeísticamente” falando, como fim do homem), sim. Porém em relação ao Reino dos Céus (critãmente falando). Penso verdadeiramente que não.



Conclusão



Parece-me que o dilema ante o qual nos encontramos ao começo do artigo: OPUS DEI OU OPUS JUDEI, pode ser facilmente resolvido pelo leitor.



NOTAS (em epanhol)



* Tomado de “Sodalitium”, n°42, oct./nov. de 1996) (Traducido por el R. P. Romero)

* [1] D. Le Tourneau,"El Opus Dei”, P.U.D.F., París, 1984.

* [2] M. Ricci: Presto un’aureola per Escrivá, “30 Giorni”, 5/5/90, pág. 14.

* [3] ibidem, pág.15.

* [4] F. Andriola: La Loggia é una cara di vetro, en “L’Italia Settimanale”, 26/1/94, pág. 72.

* [5] G. Cubbeddu: Giuliano il teista, en “30 Giorni”, febrero de 1994, pág. 29

* [6] F. Andriola - M. Arcidiacono: “L’anno dei complotti”, Baldini y Castoldi, Milán, 1995, págs. 322-323.

* [7] J. M. Escriba: “Opus Judei”, ed. Orion, Bogotá, 1994, pág. 74.

* [8] S. Bernal: “Monseñor Josemaría Escrivá de Balaguer”, Rialp, Madrid, 1976, pág. 9

* [9] “El País”, 20/1/86

* [10] L. Carandell: “Vida y milagros de Monseñor Escrivá de Balaguer”, Editorial Laia, Barcelona, 1975, pág. 118

* [11] S. Bernal, op. cit., pág. 55

* [12] id., pág. 31)

* [13] L. Carandell, op. cit., págs. 142-143

* [14] id., pág. 147.

* [15] cfr. J. M. Escriba, “Opus Judei”, pág. 123.

* [16] L. Carandell, op. cit págs. 79-80.

* [17] cfr. “Sodalitium”, nº 39, págs. 18 J. M. Escriba, op. cit., pág. 126.

* [18] J. M. ESCRIBA, OP. CIT., P 129.

* [19] id., pág. 127; cfr. Jesús infante: “La prodigiosa aventura del Opus Dei”, op. cit., pág. 32

* [20] L. Carandell, op. cit. pág. 64

* [21] cit. en J. M. Escriba, op. cit., pág. 129

* [22] F. TORRIERO Ferma è la Massoneria L'Italia Settimanale 22/02/1996 p. 29.

* [23] Cf. Lettre del 6/11/1996.

* [24] Cf. Regole hebraiche di lutto, Carucci ed. Roma 1980, p. 17.

* [25] cfr. nº 40, págs. 69-71

* [26] D. Le Tourneau: “El Opus Dei”, pág. 2)

* [27] id., págs. 22-23

* [28] id. pág. 23

* [29] id., pág. 25

* [30] id., pág. 26

* [31] J. Morales: “El Opus Dei: su verdadera faz”, Madrid, 1991.

* [32] P. Berglar: “Opus Dei”, Rialp, Madrid, pág. 218.

* [33] S. Bernal: “Monseñor Escrivá de Balaguer”, Rialp, Madrid, pág. 153

* [34] id., pág. 30

* [35] Vázquez del Prada: “El fundador del Opus Dei”, Rialp, Madrid, pág 336

* [36] J. M. Ceja: “Estudios sobre «Camino»”, Rialp, Madrid, 1988, pág. 100

* [37] Génesis, II, 15

* [38] (cfr. “Sodalitium”, nº 40, pág. 70)

* [39] “Reportaje a Mons. Escrivá de Balaguer”, ed. Fayard, París, pág. 126

* [40] N. Dehan: Un extraño fenómeno pastoral, el Opus Dei, “Le sel de la terre”, nº 11, invierno 1994-1995, pág. 135.

* [41] P. Berglar “Opus Dei”, Rialp, pág. 244. Cfr. también Vázquez del Prada: “El Fundador del Opus Dei”, pág. 258

* [42] P. Berglar “Opus Dei”, Rialp, pág. 244. Cfr. también Vázquez del Prada: “El Fundador del Opus Dei”, pág. 258

http://www.istoecatolico.com.br/index.php/Artigos/Diversos/Opus-Dei-ou-Opus-JUDEI.html

Nota da Confraria: reparem, em itálicos, que o fundador da Opus Dei era ecumênico, inovador, nada conservador, indo contra a determinação do Papa Pio XII de evitar o ecumenismo e a mistura com outras religiões - mais um indício de prática judaizante e cripto-judaísmo, além de serem queridinhos de João Paulo II, judaizante-mor, avacalhador do Rosário, vendilhão do templo, antropocêntrico e (falso devoto mariano) sem fé.

O Opus Dei aparecer no WikiLeaks era uma questão de tempo; em um primeiro momento, soa engraçado o poder que nos atribuem.

Confesso que me divirto com os comentários que, de vez em quando, saem na imprensa sobre o Opus Dei e a sua suposta atuação política. Aparecer no WikiLeaks era uma questão de tempo...

Num primeiro momento, soa engraçado o poder que nos atribuem; depois, na autocrítica, a conclusão é séria: a nossa comunicação precisa melhorar. Não se trata de melhorar a imagem da Obra, mas, sim, de erradicar uma ideia falsa, transmitindo o que realmente somos.

As pessoas que participam das suas atividades sabem que o Opus Dei não faz política. A sua atuação tem outra dimensão: lembrar que todos, também os políticos, são chamados por Deus a serem santos; e que essa santidade pode e deve ser procurada nas atividades da vida diária, realizando-as por amor a Deus e ao próximo.

Ora, se a Obra tivesse posição política, trairia a sua finalidade, já que de alguma forma estaria privando dessa mensagem quem possuísse uma visão política diversa.
Em Roma, convivi com são Josemaria, fundador do Opus Dei, de 1969 a 1975. Nesse período, nunca o ouvi falar de política. Falava, sim, de conviver e dialogar com todos. Dizia que caridade, mais do que em dar, consiste em compreender.
São Josemaria era o oposto do que se poderia esperar de um conservador. Estava aberto às novidades, queria aprender, inovar.

Quando passou uma temporada no Brasil, entre maio e junho de 1974, dizia que tinha aprendido muito do povo brasileiro: da nossa cordialidade, da nossa alegria, dessa convivência aberta a todos. E estava, na época, com 72 anos!

Ao mesmo tempo, foi muito incisivo ao nos dizer que aqui havia muito trabalho a fazer, que era preciso melhorar a condição de vida de muitas pessoas. Ao visitar o Centro Social Morro Velho, e também numa conversa com dom Paulo Evaristo Arns, afirmava que não seria cristão permanecer indiferente a tanta desigualdade. Sob o seu impulso nasceram muitas iniciativas sociais, no Brasil e no mundo.

São Josemaria foi pioneiro no ecumenismo, rompendo, ainda nos anos 40, resistências na Santa Sé ao solicitar que, no Opus Dei, houvesse cooperadores de todas as religiões, também ateus. Hoje, é uma realidade em todos os países nos quais a Obra trabalha: cooperadores protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos... Mas e a relação do Opus Dei com o governo de Franco na Espanha? Faz anos que se esclarece esse tema, e talvez aqui tenhamos falhado ao comunicar. Em primeiro lugar, o Opus Dei não apoiou Franco. Segundo: houve muitos membros do Opus Dei que fizeram oposição a Franco; por isso, alguns tiveram que se exilar.

Por outro lado, alguns poucos membros do Opus Dei colaboraram com o governo de Franco. E por que o Opus Dei não fez nada? Simplesmente porque o Opus Dei não interfere nas atividades políticas dos seus membros, e cada um atua como lhe parece mais conveniente. A liberdade sempre implica riscos, e o Opus Dei prefere correr esses riscos. Agora, por outro ângulo: o que pode ter a ver com Franco uma dona de casa do Cazaquistão, um estudante universitário do Congo ou um taxista mexicano que sejam do Opus Dei?

Se alguém quiser saber qual é o projeto de poder do Opus Dei, está convidado a conhecer as suas atividades, para que possa ouvir pessoalmente o que ali se diz. Fala-se de caridade, de excelência nas virtudes, de vida de oração, de aceitar com alegria as contrariedades, de castidade, de trabalhar com competência etc.

Não poderia ser de outra forma: essa é a mensagem da Igreja Católica, e o Opus Dei nada mais é do que uma pequena parte da igreja, que não tem um projeto de poder, e sim um projeto de serviço.


MONSENHOR VICENTE ANCONA LOPEZ, 61, é vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil.


Fonte:

http://luciamotta.com/2011/03/13/o-opus-dei-e-a-politica/

Santo? Desconfie das predileçôes de João Paulo II, um demolidor da Igreja: Opus Judei: mais uma dos fariseus.



A CANONIZAÇÃO DE ESCRIVÁ DE BALAGUER


Em todos os processos de canonização sempre foi norma se proceder a uma cuidadosa pesquisa de todos os escritos do servo de Deus, além de ser imprescindível que ele tenha fama de santidade, uma vida edificante, heroicidade de virtudes e milagres.

Encontramos tais quesitos na vida de Josemaria Escrivá de Balaguer?

Primeiramente, fazendo menção aos seus escritos torna-se re­levante evocar que o livro “Caminhos”, da autoria de Escrivá, quan­do começou a circular em Campos foi condenado pelos nossos padres que mandavam, inclusive, que os fiéis o rasgassem. Bela recepção a obra de um santo!

Josemaria Escrivá jamais gozou de qualquer reputação que se assemelhasse à santidade e sua vida, que deveria ter sido exemplar, carece dos mais rudimentares princípios que uma sociedade religiosa exige. Era homem com um palavreado chulo enxertado de obscenidades. O jornalista Lenildo Tabosa, em sua coluna no “0 Estado de São Pau­lo”, logo após a beatificação ocorrida em 1992, não teve pejo em publicar expressões do beato empregando palavras de baixo calão que a moral católica não nos permite transcrever aqui.

Além de desbocado, era homem de temperamento forte, violento, e comportamento polêmico, conforme destacou o jornalista Tabosa, especialista em assuntos concernentes ao Vaticano no diário paulista.

Quanto às suas virtudes, é interessante recordar que sua ex ­secretária particular, Maria Del Carmen Tapia, que passou grande parte de sua vida na Opus Dei (organização fundada por Escrivá) na qual ela chegou a ocupar significativos cargos de direção, foi impedida de falar no processo de beatificação, acusada de “comportamento de­pravado”.

Qual o santo que teria por secretária uma libertina e ainda mais, a agraciaria com importantes cargos na instituição religiosa?

Isto por si só deveria constituir um ponto altamente negativo à sua santidade na instrução do processo.

Como já havíamos observado certa feita, não deixaram a ex-secretária Maria Del Carmen falar no processo de Escrivá porque ela certamente teria muita coisa a dizer que incomodaria, E MUITO, os que se apressaram a concluir o processo.

No entanto, sua beatificação foi a mais rápida da história da Igreja (ele morreu em 1975). Explica-se: – o Concilio Vaticano II necessitava de um “santo” para se consolidar e ninguém encarnava melhor o espírito do concílio do que Escrivá de Balaguer. Na sua instituição eram recebidas pessoas de todas as religiões. Tanto os Cristãos como não-Cristãos tinham lugar na Opus Dei, um movimento de leigos anterior ao Concílio Vaticano II que atende a um de seus principais objetivos: que a Igreja se tornasse menos hierárquica e mais popular. O novo santo costumava dizer que o PLURALISMO (tantas vezes condenado pela Igreja) era “querido e amado”. Ensinava, contraria­mente a N.S. Jesus Cristo, que os leigos não devem desprezar o mundo.

Eis o santo do Concilio Vaticano II!

E A INFALIBILIDADE, COMO FICA?

Alguém, com certa dose de razão, haverá de argüir: – com a canonização de Josemaria Escrivá, como fica a infalibilidade pontifícia?

Para responder esta indagação torna-se im­perioso recorrer aos tempos antigos a fim de me­lhor entender as canonizações. Durante o primei­ro milênio não eram os papas que declaravam bem-aventurados os que entregavam suas almas a Deus em odor de santida­de. Quem canonizava os santos era a piedade dos fiéis católicos, com uma certa assisténcia de seus bispos e a anuência do Soberano Pontífice. Como certamente ocorriam alguns abusos o papa determinou que as canonizações passassem a ser da sua exclusiva competência. Foi somente em 1170 que um papa (Alexandre III) emitiu o primeiro documento a esse respeito, conforme nos mostra o Revmo. Pe. Alvaro Calderón em excelente artigo sobre o assunto.

Já no período pós-conciliar o papa Paulo VI concedeu aos bispos e as conferências episcopais autoridade para formar processos de instrução para beatificações, antes privilégio exclusivo da Congregação Romana. As inovações de Paulo VI, como se lê no Osservatore Romano (12-4-69) citado pelo Pe. Calderón, “abrem indiscutivelmente uma nova época na história das canonizações e beatificaçóes”.

No Código de Direito Canônico João Paulo II publica que “as causas de canonização dos servos de Deus se regem por uma lei pontifícia peculiar” (Cânon 1403 § 1 – grifo nosso).

Em matéria de doutrina todos sabemos que o papa é infalível quando se pronuncia “ex-cathedra”. Como o Pontífice hoje concede aos bispos “o direito de introduzir as causas de canonizações e instruir os processos sem a necessidade de autorização da Congregação Romana”, co­mo pode se entender como um pronunciamento “ex-cathedra” uma canonização baseada na “na confiança, na prudência e honestidade dos procedi­mentos diocesanos” portanto de homens que podem cometer erros: e que nem sempre primam pela imparcialidade? Ou ainda de testemunhas nem sempre confiáveis?

Um fato que merece a nossa atenção conforme as estatísticas a­presentadas pelo Rev. Pe. Calderón é que de 1594 a 1958 foram canoni­zados 215 santos, enquanto as canonizações realizadas após esse período chegam ao espantoso número de 462 até o Pe. Pio. Ou seja, foram e­levados às honras dos altares nos últimos 44 anos mais de o dobro de santos na Santa Igreja em 364 anos. Quanto as beatificações ultrapas­sam a casa de 934 beatos.

As canonizações eram um acontecimento, uma festa, um fato extraordinário na Santa Igreja. Hoje tornou-se comum, corriqueiro, devi­do o número elevado de canonizaçóes e beatificações.

Assim, “as canonizações no magistério pontifício de hoje já não devem ser consideradas atos do magistério extraordinário do Romano Pontífice, mas sim atos próprios do seu Magistério ordinário” (Pe. Al­varo Calderón).

Finalizando, queremos crer que o único milagre de Josemaria Es­crivá de Balaguer foi mesmo a sua canonização.

Os católicos dos 10 primeiros séculos, responsáveis pelas cano­nizações sem, contudo, gozar de qualquer prerrogativa infalível, como é óbvio, haveriam de se sentir escandalizados com a canonização de Josemaria Escrivá de Balaguer.

E nós também !..

Fonte: O defensor da Tradição (Dezembro de 2002 – Janeiro de 2003)
http://www.santotomas.com.br/?p=372

rtigo do Reverendo Padre Curzio Nitoglia.

Neste artigo: se a Opus Dei tem ligação com a Maçonaria e com a Liga Anti difamatória da B’nai B’rith; a história de Mons. Escrivá de Balaguer, sobre o ecumenismo da Opus Dei e sobre o poder político da "Obra".
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Por R.P. Curzio Nitoglia

Introdução

Já havia escrito sobre o tema da Opus Dei, quando por causalidade dei com um folheto de um porta-voz da “Obra” que me fez refletir. Em efeito, nele se lê: “Um dia ‘Caminho’ foi queimado publicamente em um colégio de religiosas em Barcelona, cidade na qual o governador havia dado ordem de prisão a Mons. Escrivá. O fundador havia sido igualmente denunciado ao Tribunal militar especial para a repressão da fanco-maçonaria ; suas detrações qualificavam a Opus Dei como ‘esse ramo judio da maçonaria’, ou ‘essa seita judia em relação com a maçonaria’”[1]. O tema me impactou e tratei de aprofundar o assunto. Recordo que a revista “30 Giorni” abordou o problema. No nº 5 de maio de 1990, encontrei um interessante artigo de Marina Ricci, no qual se lia: “Ao fim de agosto de 1939 a Opus Dei abriu um oratório... em Madri. Se dizia que estava decorando com símbolos cabalísticos e maçônicos”[2]. E também: “Em 1941 (...) Escrivá (foi) denunciado ao Tribunal especial para a repressão dos crimes da maçonaria e do comunismo (...) Escrivá (...) foi igualmente denunciado em 1941 às autoridades civis de Barcelona. A acusação sempre era a mesma: se afirmava que debaixo do nome Opus Dei se ocultava um ramo judeu da maçonaria (...) Em um convento de religiosas carmelitas foi queimada publicamente uma cópia do ‘Caminho’, o primeiro livro escrito por Escrivá”[3]. Esta coincidência me surpreendeu, nunca imaginei uma coisa parecida. Salvo que achei por causalidade uma série de outros artigos muito interessantes que acrescentavam outras informações a estes textos; Fabio Andriola entrevistou ao grande mestre do Grande Oriente da Itália, o advogado Virgílio Gaito, e lhe perguntou: “Quais são as relações entre vocês e a assim chamada ‘maçonaria católica’? Penso, respondeu Gaito, que a Opus Dei tem uma visão universal muito ampla... Este Mario Conde... que hoje tem a honra das crônicas é um célebre representante da Opus Dei, e está também no conselho de administração de uma certa sociedade que tem como chefe o grande mestre Di Bernardo”[4]. Ademais, o ministro Gaito revelou a “30 Giorni”: “Em Lucerna, Suíça, Di Bernardo criou a Fundação Dignity. A preside o professor Vittorio Mathieu que, me parece, pertence ao Opus Dei, e participa Giorgio Cavallo, ex reitor da Universidade de Turin, ex inscrito na Loja P-2 (...) Está (...) o financista ‘opusdeísta’ Mario Conde...”[5]. Porém isso não termina aqui. Em um livro muito documentado se lê: “Foi Giuliano Di Bernardo quem, em 1970, pediu a inscrição na loja P-2... Os meios financeiros e os fins da Fundação Dignity parecem pouco claros... Este organismo do qual é presidente DI Bernardo... e o banqueiro espanhol Mario Conde, um dos principais inspiradores.... Da Fundação dependem uma academia de filosofia e um instituto de tradições místicas. Este último prepara um congresso sobre ‘misticismo judio e cristão’... o financistas não seria outro que Mario Conde... próximo ao Opus Dei. Entre os possíveis mecenas da Fundação Dignity se encontra também Marc Rich... citado por Di Bernardo como dispensador de cursos de esoterismo judio...”[6]

Opus Dei ou Opus Judei

Porém o fato que mais me surpreendeu foi um livro que me enviaram da Colômbia, intitulado “Opus JUDEI”, escrito por José Maria Escriba (seguramente se trata de um pseudônimo), publicado em 1994 por Orion Editores em Bogotá (Colômbia). Este livro proporciona muitas informações que me resultavam completamente desconhecidas sobre a vida, a doutrina e a obra de Mons. Escrivá. Não tudo é para se tomar ao pé da letra, mas me parece que algumas afirmações estão documentadas e são sérias. As submeto ao leitor tal como o autor apresenta. Antes de tudo, o autor sustenta que muitas bibliografias elogiosas de Mons. Escrivá estão cheias de inexatitudes : se lhe atribuem uma série de estudos e títulos sem nenhuma justificação. “Por exemplo que era Superior do Seminário São Francisco de Paula de Zaragoza... que foi professo de Direito Econômico e de Direito Romano em Zaragoza e em Madri... que obteve a licenciatura em Teologia na Pontifícia Universidade de Zaragoza....”[7].

A Família de Mons. Escrivá

José Maria Escriba Albás foi o segundo de seis filhos. Nasceu em 9 de janeiro de 1902, em Barbasto, Huesca. Seu pai, José Maria Escriba Corzan se dedicou ao comércio de tecidos[8]. Francisco Umbral escreveu no diário “El País”: “Espanha não é um tabuleiro de oportunistas. O último foi Escrivá. Os Escrivá, uma família de comerciantes que fugiu de noite de Barbastro para evitar aos credores” [9]. Segundo Carndell, o ingresso de Mons. Escrivá no seminário havia sido ditado pelas dificuldades econômicas de sua família [10].

Seminário e Adolescência

O mesmo Escrivá afirmou: “Nunca pensei em fazer-me sacerdote, nem em entregar-me a Deus... Inclusive... me sentia anticlerical”[11]. Porém, qual era a predisposição de Escrivá quando tomou a decisão de começar os estudos eclesiásticos no seminário? O mesmo responde: “Não tinha nem uma só virtude nem um só centavo”[12]. O insuficiente conhecimento do latim pesou muito sobre a vida de Escrivá [13]. Permaneceu no seminário de Logroño desde outubro de 1918 até setembro de 1920, ano em que partiu para Zaragoza; segundo Carandell, Escrivá havia sido expulso do seminário [14].

Delírio de Grandeza?

O certificado de batismo, como disse o autor de “Opus Judei”, que se conserva no registro da catedral de Barbastro, reza: “Em Barbastro, em 13 de janeiro de 1902, o Padre Ángel Malo..., batizou solenemente a uma criança nascida às 22 horas de 9 de janeiro, filho legítimo de José ESCRIBA...” [15]. Para estar todavia mais seguro, me informei e pedi a ata de batismo da qual obtive uma fotocópia, esta mensiona exatamente o mesmo. Uma nota na margem, acrescentada em 1943, indica uma mudança de sobrenome por Escrivá [16]. Por que Mons. Escrivá, que nasceu “ESCRIBA”, evidentemente experimenta a necessidade de mudar de sobrenome, senão para ocultar suas origens? Quando o grande rabino de Roma, Israel Zolli se converteu sincera e realmente ao Cristianismo não mudou de sobrenome, nem tampouco o rabino Drach ou os irmãos Lémann; ao contrário, o que mudava de apelido era o marrano, que exteriormente se apresentava como cristão e interiormente e de maneira oculta judaizava [17]. Seu sobrenome, pois, todavia era Escriba entre 1915 e 1918, quando era estudante no Instituto secundário de Logroño, porém já nessa época ele assinava Escrivá. Em 16 de junho de 1940, nos informa o autor, apareceu um edito publicado na Gazeta Oficial do Estado, em virtude do qual os irmãos Carmem, José Maria e Santiago Escrivá e Albás “eram autorizados a mudar seu sobrenome por Escrivá de Balaguer”. Então, depois de 1918 e antes de 1940, Mons. Escrivá já havia mudado seu nome de Escribá por Escrivá, e em 1940 agregou o título de Balaguer. Em resumo, as mudanças foram:


· 1902) José María Escriba (com o B de Bologna; como se pode ler no certificado de batismo).

· 1915-1918) assina José María Escrivá (com V de Veneza, e acento no A ).

· 1940) José María Escrivá de Balaguer.

· 1960) Josemaría (em uma só palavra) Escrivá de Balaguer.

· 1968) Josemaría Escrivá de Balaguer y Albás, marqués de Peralta.

“A conceção do título que exibiu a partir de 1968, se encontrava manchada por numerosas anomalias e irregularidades: por exemplo, na Assembléia da Nobreza se oculta fraudulentamente, em 1968, a manipulação do apelido Escriba, circunstância que não aparece no sobrenome de reabilitação do título de marque de Peralta, pedida por Josemaría Escrivá de Balaguer e Albás”[18].

O título de marquês, como dignidade pessoal e intransferível, foi concedido pelo arquiduque Carlos de Áustria a dom Tomás de Peralta em 12 de fevereiro de 1718, e nunca nenhum filho nem herdeiro legítimo de dom Tomás reivindicou um título intransferível. “Se calcula que a compra do título... custou, na época, a soma de 250.000 pesetas”[19]. O periodista Carandell de pergunta com razão: Que razão podia justificar o fato de Mons. Escrivá, fundador de um Instituto que persegue a santificação de seus membros, haja pedido um título nobiliário?”[20] Outro periodista, Juan Gomis, escreveu na revista “El Ciervo” um artigo intitulado “Que é isso, Monsenhor?”, no qual se perguntava: “Como é possível que um sacerdote aspire a estas honras?” Por sua parte, o prêmio Nobel de Literatura Camilo José Cela escreveu: “Os religiosos não são nem marqueses nem condes (...) nada disso é cério, a gente se rirá muito desse marquesado”[21].

Coincidências Inquietantes

Quando morreu o primeiro ministro Israeli Rabin, Mons. Javier Echavarria, atual prelado da Opus Dei, enviou suas condolências ... à Liga Anti difamatória da B’nai B’rith, por meio da Sra. Lisa Palmieri Billig (que, oh! causalidade! Escreve em Studi Cattolici, a revista da Opus Dei). Agora bem, sabemos que a Sra. Billig é a representante da B’nani B’rith. Também sabemos que Rabi era franco maçom, como declarou Virgilio Gaito [22]. Como pode ser que o atual prelado da Opus Dei e sucessor de Mons. Escrivá de Balaguer e de Álvaro de Portillo envie condolências a Sra. Billig “como representante na Itália da A.D.L. da B’nai B’rith?”[23].

Ademais, quando morreu Álvaro de Portillo foi posto sobre um lenço branco sobre o piso, não sobre uma cama ou sobre uma mesa, como fazem os cristãos. Ritual estranho? Não, os judeus tem o costume de colocar seus mortos dessa forma, na terra, como podemos ler em Regole Ebraiche di Lutto [24]: “LOS DESPOJOS SE EXTIENDEN SOBRE EL SUELO”. Simples coincidência ou cripto judaísmo?

Anomalias Ascéticas e Pastorais da Opus

Para concluir, quisera retomar o discurso que havia começado em “Sodalitum”[25], a propósito da concepção do trabalho nos escritos de certos autores da Opus Dei. Le Tourneau, porta-voz da Opus, escreve: “Muito a pouco na vida do povo cristão o trabalho não é tomado como algo bom em si, senão como um meio ascético... Depois de São João Crisóstomo se tem a impressão que o cristão médio não está chamado a viver o Evangelho”[26]. E continua: “A aparição das ordens mendicantes (...) não comporta a afirmação do valor do trabalho profissional (...) Santo Tomás apresenta as ocupações seculares como um obstáculo para a contemplação (...) No curso dos século a atenção se desvia do trabalho”[27]. E finalmente, depois de quinze séculos de catalepsia veio Escrivá... “ET labor caro factum est”. Um pouco mais longe, o teólogo da Opus precisa: “Uma certa evolução positiva é esboçada pelo Renascimento com homens como... Erasmo”[28]. E sobre este ponto, o autor cita o mesmo Escrivá: “O caminho da vocação religiosa me parece.... necessário na Igreja, porém não é o meu, nem é o dos membros da Opus (...) Vindo a Opus... o fiz com a condição explícita de não mudar de estado”[29]. João Paulo I disse justamente que SE SÃO FRANCISCO DE SALES PROPÔS UMA ESPIRITUALIDADE PARA OS LEIGOS, ESCRIVÁ PROPÕE UMA ESPIRITUALIDADE LAICA[!] [30].

João Morales afirma, depois de haver estudado sete obras das edições Rialp (da Opus), que a Obra “é um verdadeiro cavalo de Tróia no seio da Igreja”[31]. O autor mostra com muitas citações que o espírito de Mons. Escrivá era não somente laico senão claramente anti clerical. Peter Berglar diz: “Escrivá estava contente de fazer ordenar seus três primeiros sacerdotes, porém também triste de que não permanecessem laicos”[32]. Salvador Bernal escreve a este respeito: “Para nós (Mons. Escrivá), o Sacerdócio é uma circunstância, um acidente, já que na Opus a vocação dos sacerdotes e dos seculares é a mesma”[33]. E um pouco mais longe: “As obras apostólicas organizadas pela Opus Dei (...) se governam com uma mentalidade laica (...) é por esse motivo que não são confessionais”[34]. Estas doutrinas que eram vistas com desconfiança na Espanha nos anos 40 (que expressam o culto do trabalho, do dinheiro, o laicismo, o anti clericalismo, que são a marca característica da judaico-maçonaria) foram logo ratificadas pelo Vaticano II, como disse Vázquez del Prada [35]: os membros da Opus Dei não possuem nenhuma dificuldade em admitir o espírito essencialmente inovador ainda que aparentemente conservador da Obra (uma das características mais enganosas da Opus). A este respeito, José Miguel Ceja afirma: “A novidade dos ensinos de Mons. Escrivá (...) as páginas de ‘Caminho’ representavam uma novidade quase, e inclusive sem ele quase, escandalosa”[36]. É significativo o fato que segundo Escrivá o homem foi criado por Deus não para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo, senão PARA TRABALHAR, e para provar essa afirmação Mons. Escrivá não hesita em desnaturalizar a significação da Escritura onde se diz que Deus “pôs o homem no jardim de delícias para cultivá-lo”[37]. O trabalho para o cristão não é um fim, senão somente um meio (inclusive de santificação). Para o calvinista e o talmudista, o trabalho pode ser um fim, porém não ara o católico![38]

O Pluralismo

Mons. Escrivá dizia que “O pluralismo não é mais temido senão amado como uma conseqüência legítima da liberdade pessoal”[39]. “Sua paixão pela liberdade levou a transformar as casas da Opus Dei em residências interconfessionais “[40]. Sobre isso, Berglar diz: “Quando... o fundador obteve finalmente... a permissão para admitir na Obra (...) a não católicos e não cristãos entre os ‘cooperadores’, a família espiritual da Opus Dei se completou”[41]. Que lástima que este espírito ECUMENISTA e PANCRISTÃO haja sido condenado por “Mortalium Animos” de São Pio X em 1928, como “separando-se completamente da Religião revelada”!

O Poder Político da Opus

Em 1957, o Generalíssimo Francisco Franco formou seu 6º governo. Entraram novos ministros, e muitos deles eram tecnocratas, alguns pertenciam a Opus. “A economia espanhola se encontrava em dificulades (...) o Caudilho buscava homens eficazes (...) sobre quatro tecnocratas, três são da Opus Dei (...) eles empreenderam as reformas e começaram o aggiornamento (...) Quanto mais aumenta a influência de ministros da Opus, mais diminui a da Falange (...) Grupos de altos financistas chagaram a Espenha (...) eles elaboraram um plano de estabilização e prometeram que sua aceitação aportaria todas as classes de vantagens: a peseta se estabilizaria, o governo americano e os bancos estadounidences (...) ajudariam. Sustentado pelos economistas da Opus, o plano foi aceitado oficialmente pelo governo em julho de 1959 (...) Estes tecnocratas obcecados pela produtividade, o êxito material a todo custo (...) sacrificando a parte alta, nobre ou espiritual do indivíduo para obter o êxito, logo chamaram aos financistas internacionais, os políticos mundialistas. A Espanha, preservada, ao menos oficialmente e por leis, da corrupção moral (...) abriu (graças a Opus Dei) suas fronteiras (...) para fazer entrar dinheiro (...) Em 1961... as hordas ocidentais trouxeram às praias espanholas mil milhões de dólares e os espetáculos imorais e o fermento da corrupção do liberalismo. Espanha sacou um verdadeiro proveito?”[42]. Distingo: enquanto ao trabalho (“opusdeísticamente” falando, como fim do homem), sim. Porém em relação ao Reino dos Céus (critãmente falando). Penso verdadeiramente que não.

Conclusão

Parece-me que o dilema ante o qual nos encontramos ao começo do artigo: OPUS DEI OU OPUS JUDEI, pode ser facilmente resolvido pelo leitor.

NOTAS (em epanhol)

* Tomado de “Sodalitium”, n°42, oct./nov. de 1996) (Traducido por el R. P. Romero)

* [1] D. Le Tourneau,"El Opus Dei”, P.U.D.F., París, 1984.

* [2] M. Ricci: Presto un’aureola per Escrivá, “30 Giorni”, 5/5/90, pág. 14.

* [3] ibidem, pág.15.

* [4] F. Andriola: La Loggia é una cara di vetro, en “L’Italia Settimanale”, 26/1/94, pág. 72.

* [5] G. Cubbeddu: Giuliano il teista, en “30 Giorni”, febrero de 1994, pág. 29

* [6] F. Andriola - M. Arcidiacono: “L’anno dei complotti”, Baldini y Castoldi, Milán, 1995, págs. 322-323.

* [7] J. M. Escriba: “Opus Judei”, ed. Orion, Bogotá, 1994, pág. 74.

* [8] S. Bernal: “Monseñor Josemaría Escrivá de Balaguer”, Rialp, Madrid, 1976, pág. 9

* [9] “El País”, 20/1/86

* [10] L. Carandell: “Vida y milagros de Monseñor Escrivá de Balaguer”, Editorial Laia, Barcelona, 1975, pág. 118

* [11] S. Bernal, op. cit., pág. 55

* [12] id., pág. 31)

* [13] L. Carandell, op. cit., págs. 142-143

* [14] id., pág. 147.

* [15] cfr. J. M. Escriba, “Opus Judei”, pág. 123.

* [16] L. Carandell, op. cit págs. 79-80.

* [17] cfr. “Sodalitium”, nº 39, págs. 18 J. M. Escriba, op. cit., pág. 126.

* [18] J. M. ESCRIBA, OP. CIT., P 129.

* [19] id., pág. 127; cfr. Jesús infante: “La prodigiosa aventura del Opus Dei”, op. cit., pág. 32

* [20] L. Carandell, op. cit. pág. 64

* [21] cit. en J. M. Escriba, op. cit., pág. 129

* [22] F. TORRIERO Ferma è la Massoneria L'Italia Settimanale 22/02/1996 p. 29.

* [23] Cf. Lettre del 6/11/1996.

* [24] Cf. Regole hebraiche di lutto, Carucci ed. Roma 1980, p. 17.

* [25] cfr. nº 40, págs. 69-71

* [26] D. Le Tourneau: “El Opus Dei”, pág. 2)

* [27] id., págs. 22-23

* [28] id. pág. 23

* [29] id., pág. 25

* [30] id., pág. 26

* [31] J. Morales: “El Opus Dei: su verdadera faz”, Madrid, 1991.

* [32] P. Berglar: “Opus Dei”, Rialp, Madrid, pág. 218.

* [33] S. Bernal: “Monseñor Escrivá de Balaguer”, Rialp, Madrid, pág. 153

* [34] id., pág. 30

* [35] Vázquez del Prada: “El fundador del Opus Dei”, Rialp, Madrid, pág 336

* [36] J. M. Ceja: “Estudios sobre «Camino»”, Rialp, Madrid, 1988, pág. 100

* [37] Génesis, II, 15

* [38] (cfr. “Sodalitium”, nº 40, pág. 70)

* [39] “Reportaje a Mons. Escrivá de Balaguer”, ed. Fayard, París, pág. 126

* [40] N. Dehan: Un extraño fenómeno pastoral, el Opus Dei, “Le sel de la terre”, nº 11, invierno 1994-1995, pág. 135.

* [41] P. Berglar “Opus Dei”, Rialp, pág. 244. Cfr. también Vázquez del Prada: “El Fundador del Opus Dei”, pág. 258

* [42] P. Berglar “Opus Dei”, Rialp, pág. 244. Cfr. también Vázquez del Prada: “El Fundador del Opus Dei”, pág. 258

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