quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cruzadas: cai mais um mito.


Perito desmente mitos anti-católicos sobre as Cruzadas

O perito historiador Dr. Paul F. Crawford do Departamento de História e Ciências Políticas da Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), desmente quatro mitos anti-católicos sobre as Cruzadas, como por exemplo que os participantes teriam se fartado de riquezas quando na verdade aconteceu é que muitos terminaram na ruína financeira.

O investigador das Cruzadas assinala em um artigo publicado em abril deste ano que com frequência "as cruzada são mostradas como um episódio deploravelmente violento no qual libertinos ocidentais, que não tinham sido provocados, assassinavam e roubavam muçulmanos sofisticados e amantes da paz, deixando padrões de opressão escandalosa que se repetiriam na história subsequente".

"Em muitos lugares da civilização ocidental atual, esta perspectiva é muito comum e demasiado óbvia para ser rebatida", prossegue.

Entretanto, precisa o perito autor do livro "The Templar of Tyre", a "unanimidade não é garantia de precisão. O que todo mundo ‘sabe’ sobre as cruzadas poderia, de fato, não ser certo".

Seguidamente rebate, um por um, quatro mitos que terminam por mostrar algo que, em realidade, não foram as Cruzadas.

Primeiro mito: "as cruzadas representaram um ataque não provocado de cristãos ocidentais contra o mundo muçulmano"

Crawford assinala que "nada poderia estar mais longe da verdade, e inclusive uma revisão cronológica esclareceria isso. No ano 632, Egito, Palestina, Síria, Ásia Menor, o norte da África, Espanha, França, Itália e as ilhas da Sicilia, Sardenha e Córsega eram todos territórios cristãos. Dentro dos limites do Império Romano, que ainda era completamente funcional no Mediterrâneo oriental, o cristianismo ortodoxo era a religião oficial e claramente majoritária".

Por volta do ano 732, um século depois, os cristãos tinham perdido a maioria desses territórios e "as comunidades cristãs da Arábia foram destruídas completamente em ou pouco tempo depois do ano 633, quando os judeus e os cristãos de igual maneira foram expulsos da península. Aqueles na Pérsia estiveram sob severa pressão. Dois terços do território que tinha sido do mundo cristão eram agora regidos por muçulmanos".

O que aconteceu, explica o perito, a maioria das pessoas sabem mas só lembra quando "recebem um pouco de precisão": "A resposta é o avanço do Islã. Cada uma das regiões mencionadas foi tomada, no transcurso de cem anos, do controle cristão por meio da violência, através de campanhas militares deliberadamente desenhadas para expandir o território muçulmano a custa de seus vizinhos. Mas isto não deu por concluído o programa de conquistas do Islã".

Os ataques muçulmanos contra os cristãos seguiram já não só nessa região mas contra a Europa, especialmente Itália e França, durante os séculos IX, X e XI, o que fez que os bizantinos, os cristãos do Império Romano do Oriente, solicitassem ajuda aos Papas. Foi Urbano II quem enviou as primeiras cruzadas no século XI, depois de muitos anos de ter recebido o primeiro pedido.

Para o Dr. Crawford, "longe de não terem sido provocadas, então, as cruzadas realmente representam o primeiro grande contra-ataque do Ocidente cristão contra os ataques muçulmanos que se deram continuamente desde o início do Islã até o século XI, e que seguiram logo quase sem cessar".

Quanto a este primeiro mito, o perito faz uma singela afirmação para entender um pouco melhor o assunto: "basta perguntar-se quantas vezes forças cristãs atacaram Meca. A resposta é obvia: nunca".

Segundo mito: "os cristãos ocidentais foram às cruzadas porque sua avareza os motivou a saquear os muçulmanos para ficarem ricos"

"Novamente –explica– não é verdade". Alguns historiadores como Fred Cazel explicam que "poucos cruzados tinham suficiente dinheiro para pagar suas obrigações em casa e manter-se decentemente nas cruzadas".

Desde o começo mesmo, recorda o Dr. Paul F. Crawford, "as considerações financeiras foram importantes no planejamento da cruzada. Os primeiros cruzados venderam muitas de suas posses para financiar suas expedições que geraram uma estendida inflação".

"Embora os seguintes cruzados levaram esta consideração em conta e começaram a economizar muito antes de embarcar nesta empresa, o gasto seguia estando muito perto do proibitivo", acrescenta.

Depois de recordar que o que alguns estimavam que as Cruzadas iam custar era "uma meta impossível de ser alcançada", o historiador assinala que "muito po ucos se enriqueceram com as cruzadas, e seus números foram diminuídos sobremaneira pelos que empobreceram. Muitos na idade Média eram muito conscientes disso e não consideraram as cruzadas como uma maneira de melhorar sua situação financeira".

Terceiro mito: "os cruzados foram um bloco cínico que em realidade não acreditava nem em sua própria propaganda religiosa, senão que tinham outros motivos mais materiais"

Este, assinala o perito historiador em seu artigo, "foi um argumento muito popular, ao menos desde Voltaire. Parece acreditável e inclusive obrigatório para gente moderna, dominada pela perspectiva do mundo materialista".

Com uma taxa de mortes que chegava perto de 75 por cento dos que partiam, com uma expectativa de voltar financeiramente quebrado e não poder sobreviver, como foi que a predicação funcionou de tal forma que mais pessoas se unissem?, questiona o historiador.

Crawford responde explicando que "as cruzada eram apelantes precisamente porque era uma tarefa dura e conhecida, e porque empreender uma cruzada pelos motivos corretos era entendido como uma penitência aceitável pelo pecado. Longe de ser uma empresa materialista, a cruzada não era prática em termos mundanos, mas valiosa para a alma".

"A cruzada era o exemplo quase supremo desse sofrimento complicado, e por isso era uma penitência ideal e muito completa", acrescenta.

O historiador indica logo que "com o complicado que pode ser para que as pessoas na atualidade acreditem, a evidência sugere fortemente que a maioria dos cruzados estavam motivados pelo desejo de agradar a Deus, expiar seus pecados e colocar suas vidas ao serviço do ‘próximo’, entendido no sentido cristão".

Quarto mito: "os cruzados ensinaram aos muçulmanos a odiar e atacar a cristãos"

Outra vez, esclarece Paul Crawford, que nada está mais afastado da verdade. O historiador assinala que "até muito recentemente, os muçulmanos recordavam as cruzadas como uma instância na que tinham derrotado um insignificante ataque ocidental cristão".

A primeira história muçulmana sobre as cruzadas não apareceu senão até 1899. Por isso então, o mundo muçulmano estava redescobrindo as cruzadas, "mas o fazia com um giro aprendido dos ocidentais".

"Ao mesmo tempo, o nacionalismo começou a enraizar-se no mundo muçulmano. Os nacionalistas árabes tomaram emprestada a idéia de uma longa campanha européia contra eles da escola européia antiga de pensamento, sem considerar o fato de que constituía realmente uma má representação das cruzadas, e usando este entendimento distorcido como uma forma para gerar apoio para suas próprias agendas".

Então, precisa o Dr. Crawford, "não foram as cruzadas as que ensinaram o Islã a atacar e odiar os cristãos. Os fatos estão muito longe disso. Essas atividades tinham precedido as cruzadas por muito tempo, e nos conduzem até à origem do Islã. Em vez disso, foi Ocidente quem ensinou o Islã a odiar as Cruzadas. A ironia é grande".

terça-feira, 21 de junho de 2011

Como santificar-se.


Regulamento para uma pessoa se santificar no mundo (de manhã)



Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório




Pela Manhã:

I – Levantar-se a uma hora certa, como por exemplo, às 5 horas ou às 5:30, e nunca alterar a hora sem causa justa;

II – Oferecer, logo que acordar, o coração a Deus, fazer o sinal da cruz e vestir-se prontamente e com modéstia; depois rezar de joelhos três Ave-Marias em honra do Coração Imaculado da Santíssima Virgem Maria para obter uma grande pureza de coração, de corpo e espírito;

III – Fazer a oração e meditação da manhã durante meia hora, ou ao menos por espaço de um quarto de hora.

IV – Assistir à Santa Missa todas as vezes que puder.

Ao longo do dia:

V – Fazer pelo menos um quarto de hora de leitura espiritual;

VI – Recitar o terço meditando em seus mistérios, sendo possível reze-o em família;

VII – Fazer a visita ao Santíssimo Sacramento e à Santíssima Virgem, na Igreja caso possível;

Para estes três exercícios, se fixa a hora em que as ocupações de cada um permita:

VIII – Dizer freqüentemente e dum modo especial, no principio e no fim do trabalho, orações jaculatórias, e fazer principalmente atos de amor a Deus como: “Ó meu bom Jesus! Eu vos amo. Eu quero amar-vos; fazei que eu vos ame muito, etc". não esquecendo a prática da comunhão espiritual;

IX – Exercitar-se na mortificação dos olhos, dos ouvidos, da língua, abstendo-se de olhar para coisas inúteis, de as escutar e dizer, ainda que não sejam perigosas, para deste modo mais facilmente se abster das más e perigosas;

X – Aproveitar as ocasiões de sofrer alguma pena, contradição ou humilhação por amor a Deus. Submeter-se em todas as contrariedades e padecimentos, em todas, à vontade de Deus, dizendo: "Oh! Meu Deus! Vós assim o quereis, a vossa vontade seja feita".

XI – Quando estiver à mesa, abster-se de alguma coisa de que mais goste; nunca saciar inteiramente o apetite, nem comer fora da hora da comida sem necessidade.

XII – Evitar a ociosidade, as más companhias, as más leituras e as ocasiões do pecado, especialmente aquelas em que a castidade pode sofrer perigo. Santo Afonso, Santa Tereza e muitos outros Santos dizem que uma das principais regras para a perfeição e santificação d’uma alma, é evitar a familiaridade das pessoas de diversos sexos, ainda que essas pessoas sejam religiosas, porque muitas vezes o demônio lança em nosso coração certas afeiçõezinhas menos puras para com elas, fazendo passar por espirituais coisas que são verdadeiras loucuras;

XIII – Fazer o sinal da cruz nas tentações, sobre tudo nas carnais, estando só e dizer no fundo do coração: "Jesus! Maria! José! Socorrei-me". Não se perturbar, se a tentação continuar, mas orar mais vivamente e dizer: "Ò meu Jesus! Antes quero morrer que ofender-vos".

XIV – Não se perturbar, se tiver a desgraça de cometer algum pecado mesmo grave, mas fazer um perfeito ato de contrição com o propósito de não cair mais e de confessar na primeira ocasião que puder.

À noite:


XV – Fazer, em uma hora fixa, como por exemplo, às nove horas, a oração da noite e o exame de consciência; dizer os Atos cristãos e as Ladainhas da Santíssima Virgem depois de ler alguma coisa acerca do que deve meditar no dia seguinte;

XVI – Depois de ter rezado as três Ave Marias, como de manhã, despir-se com modéstia; estando na cama cobrir-se sempre com decência e conservar-se nela com modéstia; ocupar o espírito na meditação do dia seguinte, no pensamento da morte ou em qualquer outro santo pensamento, e fazer ou dizer as orações jaculatórias que puder, até que venha o sono.

XVII – Escolher um bom confessor, em quem tenha confiança; abrir-lhe bem o coração e deixar-se guiar pelos seus conselhos, e nunca o deixar sem grave motivo;

XVIII – Confessar-se uma vez por semana e comungar tantas vezes quantas o seu diretor permitir;

XIX – Nutrir no seu coração uma devoção constante e terna para com Maria Santíssima. Repetir a Ave Maria quando o relógio der horas, ao entrar em casa e ao sair, acrescentando: "Jesus Maria e José, eu vos amo; não permitais que eu vos ofenda". Jejuar nos sábados e na véspera das sete festas de Maria Santíssima. Fazer uma novena com preparação para cada uma delas, bem como as do Natal, Pentecostes e Santo Patrono. Trazer os escapulários ou algumas medalhas piedosas e inspirar aos outros a devoção à Maria Santíssima.

XX – Ouvir sermão todas as vezes que puder. Entrar em uma congregação, para se ocupar do que interessa a alma. Fazer com o mesmo fim um dia de retiro espiritual, todos os meses. E todos os anos exercícios espirituais por espaço de quatro ou cinco dias

Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Importância da Tradição Católica.


Das Cartas de Santo Atanásio, Bispo, século IV
(Ep. 1 ad Serapionem 28-30: PG 26,594-595.599).

"Não devemos perder de vista a tradição, a doutrina e a fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato, a tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser cristão e não merece mais usar este nome".

sábado, 18 de junho de 2011

Pequeno Exorcismo de Leão XIII.


1. O MALÍGNO E AS DEFESAS DOS HOMENS

A INTELIGÊNCIA DE S.S. LEÃO XIII

Num tempo em que o mundo se inclina perigosamente para o Maligno e em que as almas mais atacadas dificilmente conseguem ajuda, há que lembrar a todos a poderosa oração escrita a mandada publicar por Sua Santidade Leão XIII, um gigante de Sabedoria entre os grandes Pontífices da Igreja Católica Romana. Não foi por mero acaso que ele ordenou a publicação de tal oração para ser rezada por sacerdotes e leigos. Foi um tempo de intenso ataque à Igreja, no final do Século passado, que o Papa Leão XIII deu autorização aos leigos para utilizar o “segundo formulário do Ritual”, sempre que se tratasse de uso privado. Os sacerdotes receberam a mesma autorização e Sua Santidade insistiu que estes se servissem dele freqüentemente; se possível, todos os dias”.

Pressentindo um tempo conturbado para os fiéis e para a Igreja, prevendo a ação multifacetada do malígno, o Papa publicou essa salutar oração contra a Besta e completou o seu plano de defesa com outras orações: a oração a São Miguel, a oração a São José e as orações no fim da Missa. As suas Encíclicas, notáveis a todos os títulos, fulminaram as primeiras manifestações do diabo nas sociedades, condenaram o comunismo, o socialismo, o liberalismo e vibraram fortes machadadas nas seitas secretas, especialmente na Maçonaria, câmara de choco dos males da humanidade, que reúne e organiza para o trabalho de sapa e destruição os admiradores e adoradores de falsa luz-Lúcifer.

O PEQUENO EXORCISMO

Ao ver hoje crescer, como uma vaga poderosa, todos os perigos e males que Leão XIII quis travar, resta-nos a sua orientação e as poderosas armas que ofereceu, confiadamente, aos filhos da Igreja. Entre elas, como se viu, está o pequeno exorcismo, da sua santa autoria. Este pequeno exorcismo não se confunde, nem pode confundir, com o Exorcismo Solene da Igreja, o Grande Exorcismo rezado sempre por sacerdote autorizado expressamente pelo Bispo. O exorcismo Solene aplica-se em casos confirmados de possessão diabólica e é uma cerimônia que envolve a autoridade pública da Igreja, devendo ser solicitado formalmente ao Bispo da diocese pela família do possesso.

O pequeno exorcismo de S. Santidade Leão XIII é, diferentemente, uma oração para uso privado, que o Papa quis colocar ao alcance de todo bom católico nas dificuldades da vida. Ele é por isso uma maravilhosa arma para o combate espiritual, quando receitado com fé viva, muita firmeza e prudência, e um grande amor de Deus. Os tratadistas católicos de maior reputação teológica com o De Vermeersch, Capelo e Noldin, sublinham que o “exorcismo simples (não é público) é rezado por qualquer pessoa, em nome de Cristo, pedindo-lhe que exerça a Sua autoridade”. Esta atitude do fiel, que é uma atitude de combate espiritual, tem a máxima garantia: o professor Joseh Ratzinger, da Universidade de Ratisbona, escrevia: “O exorcismo sobre o mundo cegado pelos demônios, liga-se inseparavelmente à via espiritual de Jesus e ao centro de sua própria Mensagem tal como à dos seus discípulos”.

Portanto, a pequena oração do Grande Papa inscreve-se numa esfera de combate contra o maligno, na esfera privada de ação, e não necessita de autorização alguma por parte das autoridades eclesiásticas, dado que é uma oração privada, absolutamente legítima, salutar e santa.

Os padres beneditinos, que dirigem o famoso Santuário de São Miguel do Monte Gárgano, editaram repetidamente o texto do pequeno exorcismo em diversos folhetos e, no prefácio, escreveram estas palavras significativas: “Esta oração, composta pelo próprio Papa, para por em fuga o demônio, pode preservar de grandes males a família, a sociedade e nós próprios. A oração pode ser recitada todos os dias pelos próprios fiéis: homens, mulheres e crianças, tanto na Igreja como em casa ou na rua. Pode-se rezar em particular ou, o que é preferível, em grupos de 2 ou 3 pessoas. È aconselhável rezá-la em casos de discórdias familiares ou políticas; nas casas dos maçons, dos blasfemadores, dos pecadores, para pedir a sua conversão; para o triunfo nos trabalhos, para a escolha de uma profissão, para conservar a Fé na família ou na paróquia, para satisfação pessoal ou de pessoas amigas”.

E o folheto do Santuário de São Miguel, com toda as autorizações da Igreja, esclarece ainda: “Esta oração é muito eficaz em casos de doença, intempéries e fome. Satanás é um leão que ruge, que ronda incessantemente à nossa volta, para nos devorar. Esta oração, em forma de exorcismo, tem o poder de o expulsar. Foi com esta intenção que o Papa a compôs e desejou que fosse freqüentemente recitada”.
Quanto as garantias, não pode haver maiores.

O ASSALTO DA BESTA

Com tudo presente, fácil é concluir que o Papa ofereceu à Cristandade mais que uma oração: ofereceu-lhe uma arma nova contra a Besta e contra os seus diversos tipos de ataque. E o Papa sabia que os seus assaltos são ferozes. De fato, Deus concedeu que os anjos caídos conservassem as forças e poderes que Ele lhes tinha dado ao princípio e é por isso que esses seres de perdição dão provas de um grande domínio da natureza, domínio que se manifesta em milagres aparentes, profecias falsas, aparições e outros fenômenos. Por estes meios iludem os homens e as sociedades manipulando-as contra a Verdade, levando-as ao aniquilamento.

Efetivamente, o Papa sabia o que qualquer católico pode verificar lendo a primeira carta de São Pedro. Aí o príncipe dos apóstolos diz: “Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na Fé”.

Outros varões esclarecidos e santos deixaram-nos testemunhos importantes que é insensatez deixar de lado. Diz Santo Agostinho que eles enchem de nevoeiro a inteligência e a razão do homem – e estas palavras ajustam-se perfeitamente ao fenômeno da infestação. São Pedro Crisólogo disse no seu 2º Sermão que “o demônio é o autor e príncipe de todo o mal; primeiro, teve a natureza celeste; hoje é espírito de malícia, mais velho que o mundo, muito treinado e habilíssimo”. E São Gregório acrescenta: “pode entrar na mente dos sábios... Pode também ocasionar a morte, pestes, terremotos e tempestades, mas Deus põe-lhe limites”.

É dentro destes limites que Deus coloca que os demônios atuam segundo aquilo de Santo Agostinho: “Deus encarregou os anjos bons de nos conduzir ao bem e aos anjos maus deu-se-lhes a faculdade de nos combater, incitando-nos ao mal”. Os grandes Padres da Igreja bem sabiam com quem andavam metidos. Note-se que Orígenes declarava que “o diabo rouba ao homem as virtudes da alma, excitando ao vício: priva-o da liberdade tornando-o escravo; arrebata-lhe os bens espirituais, extinguindo nele o temor de Deus e incita-o às misérias da vida presente”. Tertuliano fazia notar que a meta do diabo é destruir o homem: “eis aqui o grande inimigo do homem”.

Portanto, estes espíritos invisíveis malignos deitam mão de todo o seu poder, de toda a sua experiência acumulada ao longo dos séculos, de toda a sua arte, para seduzir, enganar e controlar os homens que, desgraçadamente, cometem os mesmos erros.
Os ataques das potências maléficas são, por conseguinte, naturais e revelam a força, poder e forma, desses mesmos espíritos. As manifestações inventariadas ao longo da história religiosa dos povos mostram que estas entidades malignas agem diretamente sobre os homens por possessão (em que chegam ao controle total do corpo e inteligência), por infestação e envolvimento, por obsessão e por tentação.
Estas formas de afetar as almas, os espíritos e os corpos, podem ser reforçadas por malefícios, bruxedos, sortilégios, pactos diabólicos, magia ou feitiçaria. As seitas secretas e organizações sanitânicas têm agentes encarregados de lançar malefícios e sortilégios sobre as pessoas, famílias, instituições e locais que o Maligno quer alcançar e até de invocar as forças demoníacas sobre determinadas terras e pessoas. Por esses canais abertos nos ares tenebrosos, por essas solicitações, por essas maldições e sortilégios, potencia-se e incrementa-se a atuação do Diabo, que se lança como leão que ruge sobre a pobre gente que muitas vezes ignora a “sorte” de quem foi vítima. E assim aumentam as infestações e, sobretudo, os envolvimentos.
Tendo a combinação, hoje em dia inseparável, entre a ação direta do diabo e a ação indireta, por meio dos seus serventuários nesta terra, podem-se estudar as diversas formas que assumem as manifestações diabólicas. Pondo de lado o possesso, que é a esfera do Exorcismo Solene, e que deve ser solicitado ao Bispo da Diocese, toda as outras formas de ação maléfica podem ser combatidas e afastadas pela recitação firme e repetida, confiada e perseverante, da oração dada pelo Papa Leão XIII.

A INFESTAÇÃO

A infestação ocorre quando os demônios estão presentes fora de objeto, mas aplicando a sua força nos seus contornos como que criando uma rede envolvente. Podem manipulá-lo, deslocá-lo, produzir maus cheiros, criar ilusões, produzir sons e outros tipos de alucinações, chegando a ponto de alterar ou travar o desenvolvimento natural dos seres.

As infestações podem declarar-se em objetos como casas, livros, alimentos, estatuetas e até searas ou animais. Nos campos infestados os cereais não crescem e definham sem haver explicação para tal. Os animais infestados enfraquecem ou têm comportamentos estranhos. Mas as infestações podem alcançar as pessoas, o seu pensamento e as suas atividades, levando-as a ações incompreensíveis, a estados depressivos ou até mesmo a visões, audições e sensações falsas.
A pessoa infestada, sobretudo mentalmente, raramente reconhece que o está, dado que não descobre nenhuma força estranha em si mesma, mas encontra-se realmente coberta por uma força que a “circunscreve” e lhe impõe, por graus subtis crescentes, umas crenças e umas idéias novas sobre coisas, pessoas, lugares, famílias, atividades ou teorias. Alguns exorcistas experimentados têm descoberto por de trás das doenças, estados histéricos, desordem mental e até paixões, a presença sutil e sistemática do malígno.

Nestes casos, as forças diabólicas estão no exterior dos corpos, mas abraçam os seus contornos e forças, envolvendo nas suas redes o espírito, a inteligência ou as potências superiores da pessoa, atingindo muitas vezes as suas relações sociais e frações de sua esfera vital. De fato, a presença diabólica ativa tem forçosamente de afetar o ser humano de uma forma ou outra e, como seu ódio é inextinguível, toda a sua ação se orienta para o controle da pessoa, se não fisicamente, pelo menos ao nível da mente.

O ENVOLVIMENTO

A infestação apresenta ainda uma categoria que é o envolvimento. Como indica o termo, a pessoa encontra-se com o corpo e o espírito envolvidos em uma fina rede de força, que tende a dificultar-lhe a ação e o pensamento arrastá-la para a inatividade ou para o mal. A grande vidente Ana Catarina Emmerich dá uma descrição do ponto onde opera a rede de forças diabólicas, declarando que ela age sobre um “fluído infinitamente subtil, que se chama forças vitais, que na realidade pertencem ao corpo, mas que são semelhantes à natureza da alma, que formam o primeiro e o principal instrumento da sua atividade vital”. Ao chegarem à penetração e eventual controle dessas forças vitais, as entidades malígnas passam a possuir canais de ação para a alma e para as funções superiores da mente.

Grande partes dos envolvimentos, que podem causar grande dano às pessoas com sensações de doenças, cansaço, irritação, desânimo, perturbação mental ou inquietação, são originadas pelo envio propositado de forças maléficas por homens dados à bruxaria ou organizações apostadas na destruição das almas. Os bruxedos, os sortilégios, as más vontades, as cultuações do Diabo em Missas Negras e outras cerimônias catapultam sobre pessoas, famílias, cidades e paises, as hordas saídas do inferno, que se encarniçam contra a alma e o corpo daqueles que tiveram a fortuna ou o infortúnio de estar nas listas das seitas como inimigos ou de chamar a atenção por algum dom invejável.

Por outro lado, não é raro que movidas pela curiosidade ou pelo desespero, as pessoas se tenham entregues a práticas maléficas, ao espiritismo, à magia, ao esoterismo, e até ido consultar bruxos e feiticeiros. Ações deste gênero só podem levar a fortes infestações das pessoas e famílias, agravar os males em vez de os curar, podendo muitas vezes dar origem a verdadeiras possessões em que o Diabo requer os seus direitos.

A OBSSESSÃO

Um segundo grau é a obsessão, em que a força maligna se releva à pessoa por sugestão constante físico-mental. As pessoas assim atacadas estão permanentemente sob a pressão de um pensamento ou tendência exacerbada, que repercute depois ao nível dos nervos e do corpo. Muitas paixões e vícios baixos começam por uma obsessão incontrolável de origem maléfica a que a pessoa cedeu. Em muitas neuroses e doenças mentais têm na sua base esta raiz. Um médico diretor de uma clínica psiquiátrica confidenciou a um esclarecido autor francês que “se os sacerdotes fizessem no meu hospital os exorcismos da Igreja estou certo que cinqüenta por cento dos doentes ficariam bons”. Realmente, com base na experiência de muitos investigadores, pode-se dizer que os demônios atacam o corpo tal como a alma nos pontos mais frágeis e as desordens psicossomáticas são, às vezes, o sinal de uma presença maligna que incomoda e pretende destruir o corpo e a mente da pessoa atacada.

O exorcismo de Leão XIII recitado repetidamente sobre a pessoa, vários dias seguidos, pode obter melhoras assinaláveis e até eliminar a obsessão ou a presença maligna. Há, no entanto, que eliminar da casa e do ambiente das pessoas afetadas tudo o que represente um culto aos demônios ou uma cedência às suas sugestões no mundo: estatuetas de culto pagão como budas, máscaras demoníacas, amuletos (chifres, punhos fechados, ferraduras, etc.), desenhos de monstros, cartas astrológicas, cartazes de conjuntos musicais ou de artistas luciferinos, livros espíritas, enfim, tudo aquilo que significa e é um espaço demoníaco no lar, um convite aberto à presença de potestades maléficas.

A TENTAÇÃO

Finalmente, a Tentação, que significa prova. É uma incitação ao mal que encontra eco nas tendências naturais do homem. Muitas tentações vêm de uma interpelação do mundo, da concupiscência da carne e do espírito, enfim, das paixões. Porém, direta ou indiretamente, está o poder demoníaco. Diz Santo Agostinho “O demônio ilude-nos com a sombra das coisas passageiras; com as ilusões nos engana e, ao enganar-nos, provoca-nos a morte”. Os demônios tentam-nos para confirmar as nossas debilidades e, depois, dirigem para ali todos os seus esforços, aproveitando todas as circunstâncias.

A recomendação geral é resistir nos princípios da tentação, não a deixado crescer nem ficando ocioso; por isso, a mente deve lançar-se para outros pensamentos, insistir na oração, nas jaculatórias e, se preciso recorrer a jejuns. É muito encorajante considerar que Deus está a ver o combate e que não deixará de ajudar e premiar quem a Ele humildemente recorre, pondo em prática uma resposta adequada. Assim a tentação confirmará o santo e, como diz o salmista “O mal que ele causou, voltará sobre a sua cabeça; e sua iniquilidade recairá sobre a sua fronte”.
São Paulo na sua carta aos Efésios mostrava a correlação direta entre o pecado e a presença do Diabo no pecador. São dele estas terríveis palavras que bem merecem meditação atenta nestes dias de hoje. “Não pequeis. Não se ponha o sol sobre vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio”.

O que o apóstolo sublima é fundamental; quem se vende ao demônio pelo pecado não o pode combater ou desalojar porque já o aceitou no fundo da sua mente e do seu coração. Daí que a oração do pequeno exorcismo sé deva ser rezada por almas em estado de graça, por pessoas livres da tirania do diabo, enfim, as almas na amizade de Deus.

Torna-se evidente que pessoas em pecado mortal, ou seja, na posse do inferno, estão longe de combater os poderes do inferno. O escravo obedece ao seu senhor e o escravo do Diabo, submetido pelo pecado, não pode desafiá-lo e muito menos enfrentá-lo. Daí que para rezar esta oração seja necessário grande fé, grande humildade, e uma consciência tranqüila e limpa, uma alma em amizade com Deus. Assim poderá expulsar a sombra maligna que perturba a vida pacífica e com isso dar grande glória a Deus.
Porém, para lá disto, é claríssimo que o espaço demoníaco no lar e nas mentes deve ceder passo a Deus e a testemunhos de amor a Ele. Por isso, para que a oração do Pequeno Exorcismo tenha eficácia plena importa que na família e no lar se efetue uma verdadeira reconversão: oração familiar do Terço, confissão mensal, comunhão freqüente e, sobretudo, procurar viver na Presença de Deus e obedecer integralmente aos Seus Mandamentos da Santa Igreja. Com outro ambiente e em grande confiança, a pequena oração da Sua Santidade Leão XIII não se limitará a ser uma arma de último recurso, mas sim uma arma de defesa da paz e da fé no lar e na família.

No fundo, o pequeno exorcismo é a recapitulação das verdades da fé, impondo ao demônio a fuga pela força desses mistérios. A oração de S.S. Leão XIII é, assim, também um Credo dinâmico, que exige da alma que o reza a identificação total com a força dos mistérios que anuncia; para os demônios, estes mistérios são terríveis e ameaçadores, enquanto para os homens os mistérios são salutares e fonte de fortaleza. As almas muito atacadas intuíram esta verdade quando, em certas circunstâncias ameaçadoras, rezam com força o Credo e recapitulam, com amor, todas as Santas Verdades que nos revelou Nosso Senhor. Ora, o pequeno exorcismo solicita essa graça contida nos mistérios e confere-lhe uma força de ataque incalculável. Por isso se diz que a eficácia da oração de S.S. Leão XIII depende, em muito, de quem a reza; da sua fé nos mistérios, da sua conformação com Vontade de Deus, da sua humildade e confiança, enfim, das suas virtudes.

O PODER DE EXPULSAR

O poder de expulsar os demônios pertence, como se sabe, a Igreja católica, hierárquica, institucional, fundada e chefiada pela sua cabeça invisível, Cristo Jesus. São Lucas conta-nos no capitulo IX que Jesus “tendo convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios”, ou seja: confiou este poder aos Bispos e à instituição Eclesial. Porém, não é só o Grande Exorcismo, público, oficial e solene, que extrai a sua força e a sua divina eficácia dos poderes conferidos à Igreja pelo Rei dos Reis. Também o pequeno Exorcismo de S.S. Leão XIII, de uso corrente para leigos e sacerdotes na forma privada, extrai a sua divina eficácia e poder do seu valor de grande oração, autêntica e oficial, da Igreja institucional, hierárquica, instituída e confirmada no Sangue do Redentor.

A Igreja é, pois, a única instituição munida do poder e da autoridade de Cristo em matéria do Exorcismo, como em todos os outros assuntos da sua esfera. A Igreja está portanto habilitada a agir em nome de Cristo, bem assim com todos os seus ministros devidamente autorizados. Estes agem em nome da Igreja e, por conseguinte, em nome de Cristo.

Mas também toda a alma sincera e limpa, pode e deve invocar o nome de Cristo e agir então por força deste Nome, sustentada pela força de Cristo.

O AUXÍLIO DA RAINHA DOS ANJOS

Há, no entanto, mesmo para almas muito perfeitas e determinadas, situações resistentes em que os demônios não parecem ser afetados ou até se escondem e disfarçam para não serem notados. Também os próprios discípulos do Senhor falharam perante um demônio surdo-mudo, como fica claro no evangelho de São Mateus.
Cristo expulsa-o depois comenta: “Esta casta, coisa nenhuma a pode expulsar, a não ser a oração e o jejum”. Contudo, também aí afirma: “tudo é possível àquele que acredita!” (Mc. 9, 14-29).

Em casos muito resistentes há que recorrer a sacerdotes experientes ou a graças extraordinárias, como a bênção do Santo Lenho. Em Vera Cruz, no Alentejo, existe um fragmento da Verdadeira Cruz do Senhor e muitos possessos viram-se libertos dos demônios depois de benzidos com aquela relíquia.

Esta passagem chama a atenção para a necessidade de jejum, muito eficaz contra o Maligno. Nesta Terra em que, como dizia Paulo VI, “o demônio adquiriu um certo poder sobre o homem”. Eis como se pode também, seguindo o conselho de Jesus, combater e vencer, dando ainda acolhimento às palavras da nossa Mãe do Céu, que nos vem lembrar a necessidade de submeter o corpo e dominar as paixões inferiores.

A Santíssima Virgem é uma preciosa ajuda porque Ela é, por excelência, o adversário de satanás. É bom invocá-la antes do Exorcismo, com a Oração à Rainha dos Anjos.
Na imponentíssima aparição de La Salette, de 1846, Nossa Senhora disse a Mélanie que a partir do ano de 1864 os demônios espalhar-se-iam sobre a terra. Esta afirmação é da maior importância para perceber profundamente o tempo que estamos a viver, em que as forças maléficas dispõem de tantos recursos e poder.

Ora, a 13 de Janeiro desse famoso ano de 1864, o Padre Louis Cestac teve a visão “das devastações inexprimíveuis” provocadas pelos demônios na terra. Nossa Senhora ditou-lhe então uma oração que se espalhou por todo o mundo católico. Foi recomendada expressamente por S.S. Pio IV e enriquecida com indulgências pelos Grandes Papas (autênticos gigantes) Leão XIII e S. Pio X. Essa oração é conhecida como “Oração à Rainha dos Anjos”. Rezemo-la então com confiança antes de principiar o pequeno exorcismo e nas circunstâncias da vida, pedindo a essa doce Rainha que venha depressa em nosso auxilio.

Pequeno Exorcismo de S.S. Leão XIII
2. PEQUENO EXORCISMO DE S.S. LEÃO XIII
(Publicado por sua ordem em 1884, para uso público e privado, por parte de sacerdotes e leigos)

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
(Segurar um crucifixo até o fim do exorcismo)

ORAÇÃO A S. MIGUEL ARCANJO
(de joelhos)

Gloriosíssimo Príncipe dos Exércitos celestes, S. Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra os principados e as potestades, contra os chefes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares (Ef. VI, 10-12).

Vinde em auxílio dos homens que Deus fez à Sua imagem e semelhança, e resgatou com grande preço da tirania do Demônio (Sab. II, 23-24; I Cor. VI, 20).

É a vós que a Santa Igreja venera como seu guardião e patrono, vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas para as introduzir na felicidade celeste. Suplicai, pois, ao Deus da Paz, que esmague Satanás sob os nossos pés a fim de lhe tirar o poder para prejudicar a igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas orações para que depressa desçam sobre nós as misericórdias do Senhor. E sujeitai a antiga serpente – que não é outro senão o Diabo ou Satanás – para o precipitar encadeado nos Abismos, de modo que não possa, nunca mais, seduzir as nações. (Apoc. XX, 3).

EXORCISMO
(de pé)

Em nome de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, com a intercessão da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, de S. Miguel Arcanjo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os santos, apoiados na autoridade sagrada:

da Santa Igreja Católica (para os leigos)
do nosso ministério (para os sacerdotes)
nós empreendemos, com confiança, a batalha para afastar os ataques e as emboscadas do Demônio.

SALMO

Levanta-se o Senhor e sejam dispersos os seus inimigos! Fujam diante d’Ele aqueles que O odeiam!

Desvaneçam como se desvanece o fumo. E como se derrete a cera ao fogo, assim pereçam os pecadores diante do rosto de deus (Salmo 67, 2 e 3).
V. Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas!
R. Venceu o leão da tribo de Judá, o descendente de David.
V. Que a Tua misericórdia, senhor, seja sobre nós!
R. Como nós esperamos em Ti.

Nós te exorcizamos, espírito imundo, potência satânica, invasão do inimigo infernal, legião, reunião ou seita diabólica.

Em nome e pela virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo , sejas desarreigado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo precioso Sangue do Divino Cordeiro .

Desde este momento, não te atrevas mais, pérfida serpente, a enganar o gênero humano, perseguir a Igreja de Deus e sacudir e joeirar como o trigo os eleitos de Deus .
Manda-to o Deus Altíssimo , ao qual, na tua grande soberba, presumes ainda ser semelhante. Ele “que deseja que todos os homens se salvem e conheçam a verdade”. (I Tim. II, 4.
Manda-to Deus Pai
Manda-to Deus Filho
Manda-to Deus Espírito Santo
Manda-to o Cristo, Verbo Eterno de Deus feito carne . Ele que para salvação da nossa progênie perdida por tua inveja – se humilhou e “tornou obediente até a morte” (Fil. II, 8)

Ele que edificou a Sua Igreja sobre pedra firme e prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam jamais contra Ela, querendo permanecer com Ela “todos os dias até o fim do mundo” (Mat. XXVIII, 20).

Manda-to o sinal sagrado da Cruz , e a virtude de todos os mistérios da nossa Fé Cristã .

Manda-to a poderosa Mãe de Deus, a Virgem Maria , que desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição, pela sua humildade esmagou a tua cabeça orgulhosa.
Manda-to a fé dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, e dos outros apóstolos .
Manda-to o sangue dos mártires e a piedosa intercessão de todos os Santos e Santas .
Então, dragão amaldiçoado e toda a legião diabólica, nós te esconjuramos:
Pelo Deus Vivo, pelo Deus Verdadeiro,
pelo Deus Santo,
pelo Deu que tanto amou o mundo que lhe deu Seu único Filho, para que quem creia n’Ele não pereça mas tenha a Vida Eterna (Jô, III, 14 e 15):
CESSA de enganar as criaturas humanas e de derramar sobre elas o veneno da condenação eterna:
CESSA de danificar a Igreja e de armar laços à sua liberdade.
VAI-TE Satanás, inventor e mestre de enganos, inimigo da salvação dos homens.
CEDE o lugar a Cristo, em Quem não encontraste nada das tuas obras;
CEDE o lugar à Igreja – Una, Santa, católica e Apostólica – que o próprio Cristo adquiriu com o Seu Sangue.
HUMILHA-TE sob a poderosa Mão de Deus; treme e foge à invocação, feita por nós, do Santo e terrível nome de Jesus que faz tremer o inferno; a Quem as Virtudes dos Céus, as Potestades e as Dominações estão submissas; e que os Querubins e os Serafins louvam sem cessar dizendo: “Santo, Santo, é o Senhor o Deus dos Exércitos”.
V. Senhor ouvi a minha oração.
R. E cheque a Vós o meu clamor.
V. O Senhor esteja convosco (para os sacerdotes)
R. E contigo também.

ORAÇÃO FINAL
(de joelhos)

Oremos:

Deus do Céu, Deus da Terra, Deus dos Anjos, Deus dos Arcanjos.
Deus dos Patriarcas, Deus dos Profetas, Deus dos Apóstolos.
Deus dos Mártires, Deus dos confessores, Deus das virgens.
Deus que tendes o poder de dar a vida depois da morte, o repouso depois do trabalho;
Porque não há outro Deus senão Vós; e não pode haver outro a não ser Vós; o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo Reino não terá fim;
Com humildade suplicamos que a Vossa Gloriosa Majestade se digne livrar-nos poderosamente, e guardar-nos sãos e salvos de todo o poder, laço, mentira e malvadez dos espíritos infernais. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Das emboscadas do Demônio,
livra-nos Senhor.
V. Dignai-vos conceder à vossa Igreja a segurança e a liberdade para Vos servir.
R. Nós Vos suplicamos, ouvi-nos Senhor.
V. Dignai-vos humilhar os inimigos da Santa Igreja.
R. Nós Vos suplicamos, escutai-nos Senhor.
(Aspergir com água benta as pessoas e o lugar).

INVOCAÇÃO DA BÊNÇÃO DE DEUS
(do Livro de Horas)

Visitai, Senhor, esta morada e afastai dela as ciladas do inimigo; habitem nela os vossos Santos Anjos e nos guardem em paz; e a vossa bênção esteja sempre conosco. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

NOTA: O Sacerdote no lugar faz o sinal da Cruz diante de si, sobre as pessoas ou objetos. As outras pessoas fazem o sinal da Cruz sobre si mesmas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

São João Batista (24 de junho).



Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

(Sermo 293,1-3: PL 38,1327-1328)
(Séc.V)

Voz do que clama no deserto

A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os
nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente.
Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma
explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta
solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente. João nasce de
uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem.

O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé. Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não
formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de
aptidão ou de tempo, aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos
ensinará melhor. Nele pensais com amor filial,a ele recebestes no coração, dele vos
tornastes templos.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o
novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João
Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o
Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é
declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de
nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele. Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos.

Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só
então recupera a voz. Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da
profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto,
fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se
claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na cruz. Se João se
anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce
aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe:
Quem és tu? (Jo 1,19). E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23).

João é a voz; o Senhor, porém,no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no
tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.

Vida do Santo.

O filho de Isabel e Zacarias era primo de Jesus e a ele coube a missão de anunciar a chegada do Messias. O primeiro encontro com Jesus aconteceu ainda quando Isabel estava grávida e Maria foi visitá-la. Logo que a Virgem saudou a prima, João estremeceu em seu ventre, denotando um gesto de reconhecimento de estar diante do Senhor.

São João era um homem austero, que vivia no deserto, vestia peles de camelo e alimentava-se de gafanhotos e mel. Homem de profunda oração, pregava o batismo para a remissão dos pecados e, assim, nas águas do Rio Jordão, batizava seus seguidores aos quais conclamava à conversão.

O segundo encontro de Jesus ocorreu justamente quando o Messias procurou o primo para Ele próprio ser batizado. O gesto de humildade do Senhor marcou o início de sua vida pública.

São João, porém, pela veemência de sua pregação incomodava os poderosos, sobretudo a corte do rei Herodes à qual o Batista denunciava por suas injustiças e devassidões. Herodes havia se casado com Herodíades, que era mulher do seu irmão e a quem João denunciava por haver abandonado o marido para unir-se ao cunhado. Durante um banquete, Herodíades mandou que sua filha Salomé, que era belíssima, dançasse para o rei. Este, extasiado com a beleza da moça, ofereceu a ela um presente, o qual ela própria poderia escolher. Tendo consultado a mãe, a moça pediu-lhe a cabeça de João Batista em uma bandeja. O rei, que havia dado a sua palavra, não teve outra escolha senão atender-lhe o pedido. E, assim, calou-se a “voz que clamava no deserto”.

A festa de São João é, além do Natal, a única celebração da natividade de um santo. Todas as demais festas são marcadas pela data da morte do santo, considerada a data que este entrou para a glória de Deus.

São João, por sua importância na história do Messias, recebeu da Igreja a homenagem de ter seu nascimento também comemorado, tal qual Jesus Cristo. Seu martírio é celebrado em 29 de agosto.

ORAÇÃO A SÃO JOÃO BATISTA

Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima, e canonizado ainda em vida pelo mesmo Jesus Cristo que declarou solenemente não haver entre os nascidos de mulheres nenhum maior que vós; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade e selá-lo até, se preciso for, com o próprio sangue, como o fizestes vós, degolado iniqüamente por ordem de um rei cruel e sensual, cujos desmandos e caprichos havíeis justamente denunciado.

Abençoai todos os que vos invocam e fazei que aqui floresçam todas as virtudes que praticastes em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da bem-aventurança eterna. Amém.

Oração a São João Batista.

Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor de Jesus, primogênito da graça do Redentor, fostes grande diante do Senhor.

Por vossas admiráveis virtudes, alcançai-nos de Jesus a graça de amá-lo e servi-lo até a morte, com extremo afeto e dedicação.

Alcançai-nos profunda devoção à Virgem Maria. Ela saiu apressadamente para visitar a vossa mãe, Isabel. Foi quando a presença de Jesus, ainda no ventre de Maria, vos libertou do pecado original e vos encheu com os dons do Espírito Santo.

A vossa grande bondade e poderoso auxílio nos ajudem a amar sempre mais a Jesus, para um dia estarmos convosco na eternidade.

Amém.

O que é a maçonaria?


O que é a Maçonaria?
"A Maçonaria é um conjunto e uma superposição de associações secretas, espalhadas no mundo inteiro.

Seu fim é destruir a atual civilização de base cristã, substituindo-a por outra civilização racionalista e atéia que teria como religião a razão e a ciência, o que conduz, em linha reta, para o materialismo.

(...)

A essência profunda da luta é, portanto, espiritual. É o conflito entre o racionalismo e a idéia cristã, entre os direitos de Deus e os direitos do homem que seria promovido a homem-Deus, dirigido pelo Estado-Deus. Para chegar a esse resultado final, foi necessário começar derrubando as monarquias que representam os princípios da autoridade e da tradição, para substituí-las, lentamente, pela república maçônica atéia e universal."

(Léon de Póncins, As Forças Secretas da Revolução, 2ª Edição, Edições Globo, 1937, pp. 17-18)

"Em princípio e segundo os seus estatutos, é uma associação secreta com intuitos filantrópicos, humanitários e progressistas. Tende a enobrecer e aperfeiçoar a sociedade, orientando-a para um ideal de luz, de verdade e de progresso. Praticam-se, na maçonaria, todas as virtudes, principalmente a da tolerância e da solidariedade fraterna entre maçons".

(Idem, p. 20)

"Historicamente, pode-se afirmar que, sob a forma atual, a maçonaria existe desde 1717. Nessa época, diversas lojas inglesas reuniram-se em Londres e fundaram a Grande Loja da Inglaterra, a mais antiga de todas as lojas do universo. James Anderson foi encarregado de reunir, corrigir e redigir, sob uma forma definitiva, os estautos maçônicos. O seu trabalha apareceu em 1723 e serviu de base a todas as constituições maçônicas atuais."

(Idem, p. 22)

"O plano maçônico foi o seguinte:

É preciso destruir a civilização cristã no mundo. O ataque deve começar pela França que é a sua representate mais poderosa; é preciso aniquilar o que constitui a sua força: a monarquia e o catolicismo. Privada destas bases, a ordem social ficará indefesa e será possível abolir a hierarquia, a disciplina, a família, a propriedade, a moral.

Como a maçonaria não pode entrar em luta aberta com a Igreja, atacará os seus esteios naturais: a monarquia e a nobreza; portanto, o seu sentido recondito não é só político, mas essencialmente social e religioso, desde que a civilização ocidental tem por bases a doutrina e a disciplina cristã."


(Idem, p. 30)

"O capítulo XI revela-nos, com o apoio de numeroso documentos que na Hungria como alhures, a maçonaria é uma obra eminentemente farisaica; assim, por exemplo, o livro que contém a constituição da Grande Loja Symbolica da Hungria, impresso em Budapest, em 1905, traz a data da era  farisaica de 5886. O texto dos votos pronunciados pelos adeptos está expresso em idioma hebraico; as senhas secretas eram também palavras hebraicas. A lista publicada no fim do livro prova que 90% dos membros das lojas eram fariseus: Abel, Bloch, Berger, Fuchs, Herz, Levy, Fullak, Rosenthal, Schon, Hun, Hubar etc. O autor do livro cita, a esse respeito, um prefácio muito característico da obra do professor Pedro Agoston (um dos comissários do povo que participou do poder com Bela Kun e que os tribunais húngaros condenaram à morte, em dezembro último) obra intitulada 'A via dos fariseus', no qual, entre outras coisas, se diz que escrever a história dos judeus da Hungria é escrever a história do movimento maçônico no mesmo país."

(Idem, p. 80)

"A origem da seita é indiscutivelmente muito antiga; prende-se às associações secretas anteriores e até aos fariseus cabalistas do Egito.

Só se tem certeza de sua existência, sob a forma atual, desde 1717, data da constituição Anderson, base fundamental de todas as constituições maçônicas presentes."

(Idem, p. 94)

"O intuito da maçonaria é destruir a civilização atual, essencialmente cristã, para edificar sobre os seus escombros o mundo maçônico, baseado no racionalismo ateu."

(Idem, p. 95)

"Além da maçonaria propriamente dita, devemos mencionar as maçonarias irregulares, tais com os Iluminados de Weishaupt, os Ritos de Memphis e de Misraim, o Ordo Templi Orientis, dirigido por Aleister Crowley, sucessor de Theodoro Reuss, cujos graus em geral se vendem a preços estabelecidos.

Há ainda a Ordem Universal dos B'nai B'rith, as grandes associações poderosas pela riqueza e pela influência, tais como a Rosacruz da Califórnia, a teosofia da Sra. Annie Besant, estreitamente ligada ao Grande Oriente.

(...)

Há ainda as seitas quase desconhecidas do público como a dos Cátaros (entre Albi e Béziers) ligada à igreja católica gnóstica, de ritual cynico (Em muitas dessas seitas ocultas, pratica-se o culto fálico)."

(Idem, p. 102)

"Nos diferentes países, os altos graus maçônicos são, na sua maior parte, ocupados por fariseus.

Existem lojas exclusivamente farisaicas, tais como as da famigerada ordem maçônica do B'nai B'rith, com sede em Chicago.

O espírito fariseu domina a maçonaria e imprime-lhe esse ódio anticristão cuja pertinácia seria, sem essa circunstância, inexplicável.

A maçonaria sustenta e defende, em toda parte, os interesses farisaicos."

(Idem, p. 114)

"Arthur Preuss, na sua obra 'Estudo sobre a Maçonaria americana', mostrou-nos que a associação extraíra grande parte de sua filosofia da cabala farisaica. Há, entre as duas, uma íntima afinidade que se pode resumir nestas citações do célebre Albert Pike:

'A maçonaria procura a luz. Esta investigação deriva diretamente da cabala. Nesse enredo antigo e obscuro de absurdo e filosofia, o iniciado encontrará a fonte de numerosas doutrinas; com o tempo, poderá chegar a compreender os filósofos herméticos, os alquimistas, os pensadores da Idade Média contrários ao Papa e Emanuel Swedenbörg.'"

(Idem, pp. 118-119)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Falar com obras.


Dos Sermões de Santo Antônio de Pádua, presbítero

(I.226) (Séc.XII)



A palavra é viva quando são as obras que falam

Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando os outros as vêem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas. Diz São Gregório: “Há uma lei para o pregador: que faça o que prega”. Em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras.

Os apóstolos, entretanto, falavam conforme o Espírito Santo os inspirava (cf. At 2,4).Feliz de quem fala conforme o Espírito Santo lhe inspira e não conforme suas idéias! Pois há alguns que falam movidos pelo próprio espírito e, usando as palavras dos outros, apresentam-nas como suas, atribuindo-as a si mesmos. Destes e de outros
semelhantes, diz o Senhor por meio do profeta Jeremias: Terão de se haver comigo os
profetas que roubam um do outro as minhas palavras. Terão de se haver comigo os
profetas, diz o Senhor, que usam suas línguas para proferir oráculos. Eis que terão de haver-se comigo os profetas que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, que os
contam, e seduzem o meu povo com suas mentiras e seus enganos. Mas eu não os enviei, não lhes dei ordens, e não são de nenhuma utilidade para este povo – oráculo
do Senhor (Jr 23,30-32).

Falemos, portanto, conforme a linguagem que o Espírito Santo nos conceder; e peçamos-lhe humilde e devotamente que derrame sobre nós a sua graça, a fim de
podermos celebrar o dia de Pentecostes com a perfeição dos cinco sentidos e na
observância do decálogo. Que sejamos repletos de um profundo espírito de contrição e
nos inflamemos com essas línguas de fogo que são os louvores divinos. Desse modo,
ardentes e iluminados pelos esplendores da santidade, mereceremos ver o Deus Uno e
Trino.

Breve história do sistema bancário.


Uma breve história do sistema bancário

http://judaismoemaconaria.blogspot.com/search/label/bancos

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e eu não me preocupo com quem escreva as leis" (Amshall Rothschild)

Foto: bezerro de ouro, ídolo em Wall Street, New York, EUA.

Na recente era, a história da elite começa com o desenvolvimento do moderno sistema bancário na Europa da Idade Média. Naquele tempo, a riqueza disponível era geralmente na forma de ouro ou prata em barras. Por segurança, tais objetos preciosos eram deixados na guarda do ourives local, sendo usualmente o único indivíduo que tinha uma caixa-forte nessas áreas. O ourives emitiria um recibo pelo depósito e, para empreender transações financeiras, o comprador retiraria seu ouro e o daria ao vendedor, que então o depositaria novamente, freqüentemente com o mesmo ourives. Como esse era um processo que consumia tempo, tornou-se comum a prática para as pessoas simplesmente trocar os recibos dos ourives quando conduziam transações financeiras.

Com o passar do tempo, os ourives tornaram-se emissores de recibos para valores específicos de ouro, tornando as compras e vendas ainda mais fáceis. Os recibos dos ourives, desta maneira, tornaram-se as primeiras notas bancárias. Os ourives, agora banqueiros pioneiros, notaram que, em qualquer tempo, apenas uma pequena proporção do ouro guardado com eles era retirada. Assim, eles descobriram por acaso a idéia de emitir por sua parte mais recibos, apesar deles não se referirem a qualquer riqueza depositada. Dando esses recibos para pessoas procurando capital, em forma de empréstimos, os ourives podiam usar o dinheiro depositado com eles por outros para fazerem dinheiro para si mesmos. Descobriu-se que por cada unidade de ouro guardada pelo ourives, dez vezes a soma podia ser seguramente emitida como notas sem que qualquer pessoa notasse qualquer esperteza. Se um ourives guardasse, digamos, 100 libras do ouro de outras pessoas em seus caixas-fortes, ele podia emitir notas bancárias no valor de 1000 libras. Enquanto não mais do que 10 por cento de detentores dessas notas queriam seu ouro em qualquer tempo, ninguém notaria a fraude sendo perpetrada. Essa prática, conhecida como "sistema de crédito sobre reservas fracionárias", continua até hoje e é atualmente a espinha dorsal da moderna indústria bancária. Os bancos geralmente emprestam dez vezes as suas reais garantias financeiras, significando que 90% do dinheiro que eles emprestam não existe hoje, nunca tiveram e nunca existirá.

Empréstimos emitidos pelos ourives eram para ser pagos de volta a eles com juros, significando que dinheiro não existente vagarosamente se converteu em bens tangíveis na forma de bens e serviços. Se o empréstimo não fosse reapresentado, o banqueiro tinha o direito de seqüestrar uma propriedade do faltoso. Com o passar do tempo, portanto, os ourives tornaram-se cada vez mais ricos. Eles inventaram um esquema de criar dinheiro do nada e então converteram-no em bens reais, mão-de-obra ou propriedades. Um empréstimo de dinheiro com 12% de juros retornava não apenas 12% para o banqueiro, mas 112%, assim como se dá hoje em dia.

Como a era industrial se iniciasse, então os contingentes para levar adiante esse esquema aumentaram exponencialmente. Os ourives eram agora banqueiros totalmente “prontos a decolar”, e sua habilidade para criar dinheiro do nada e então convertê-los em bens tangíveis possibilitaram-nos começar a controlar todas as indústrias a ponto de onde o universo do sistema bancário e da indústria se transformarem, para todos intentos e propósitos, entidades separadas. Estendidas famílias banqueiras, tais como os Rothschilds, que adquiriram tanto poder em seus modos que as várias monarquias e novos governos daquele tempo logo começaram a parecer absolutamente débeis em comparação.

Para aumentar ainda mais seu poder e influência, essa elite de famílias banqueiras subitamente comprariam influência no interior de governos ou monarquias e utilizaria essa influência para estrategicamente provocar intranqüilidade entre as nações. Quando as inevitáveis disputas estouraram, eles emprestariam então vastas somas de dinheiro, geralmente para ambos os lados, de forma que a guerra pudesse ser travada. Quaisquer armamentos comprados seriam aqueles manufaturados pelo bastidor industrial do cartel banqueiro-industrial, regulando o empréstimo do dinheiro e o momento da entrega das armas, de modo que a conseqüência de qualquer conflito pudesse efetivamente ser controlada. Se fosse necessário, monarquias e governos podiam ser mais desestabilizados pela pobreza produzida através da regulação dos suprimentos de dinheiro, e usando táticas de agentes-provocadores para dar combustão a qualquer desejo latente de revolução. Com tal poder, era fácil controlar os inexperientes governos da Europa e assegurar que apenas essas políticas que fizessem o desejo das famílias de banqueiros viessem ao poder.

Com o amanhecer do século vinte, as famílias banqueiras toparam com novos meios de consolidar e aumentar seus ganhos. Eles descobriram que restringindo periodicamente o suprimento de dinheiro, poderia facilmente quebrar com as emergentes bolsas de valores do mundo. O mais notável exemplo disso foi o famoso crack de Wall Street em 1929. O que os livros de história geralmente falham de recordar é que, em uma quebra, a riqueza não é realmente destruída, mas simplesmente transferida. O "crack de 29" permitiu que as mais poderosas das famílias banqueiras e industriais absorvessem os elementos mais fracos, criando mesmo maiores níveis de controle centralizado.

Com o progresso da revolução tecnológica, comprar outras companhias de TV e jornais permitiu então a criação e controle das mass media. Isso serviu para assegurar que apenas um desenho de eventos adaptasse os interesses das oligarquias banqueiras, para que tomassem posse da opinião pública - invariavelmente alguém negava sua existência.

Um olhar de perto do Governo

A visão que nós geralmente temos dado como o poder político é manifestado em nossa sociedade geralmente funciona assim: governo no topo, bancos, indústria, mídia e forças armadas, mais abaixo, e as pessoas abaixo disso. Porém, um exame independente do moderno poder político é mais parecido em revelar o seguinte arranjo: estendidas famílias de grupos banqueiros no topo, governo abaixo, facilitando as vontades dessa hierarquia, e a mídia abaixo, retratando o trabalho do governo ao público como "democracia em ação". Isso pode de tal modo ser visto que, em verdade, a maior parte dos governos são pouco mais do que organizações para os cartéis da elite banqueira. [1] Eles interagem com o público através da mídia, agindo para facilitar mudanças sociais de um modo que mantém relativa estabilidade social, enquanto asseguram que nossa cultura fique alinhada com qualquer curso que a elite venha a perseguir. Governos ocidentais geralmente não permitem ao público escolher realmente aquele que se torne seus representantes políticos, simplesmente para escolher entre indivíduos selecionados pela hierarquia do partido. Dizer que esse sistema é livre para abusar, é uma considerável sub-opinião.

EEUU

A criação dos EEUU representa o pináculo das ambições políticas para dominação mundial. Os EEUU são, em essência, um protótipo para cultura consumista mundial. Encorajando os EEUU larga base de grupos raciais desenvolverem sob seu controle constante, as famílias banqueiras têm estado prontas a gradualmente dirigirem a evolução natural de uma forma de ordem social que os humanos de qualquer origem possam se adaptar, sem que um significante número deles tornam-se suficientemente dissidentes para realmente tomarem armas e derrubar o sistema. Isso é ajudado por um altamente repressivo sistema de justiça e tendo na retaguarda a maior população encarcerada do planeta. Agora que a revolução tecnológica tem facilitado a expressão dos valores culturais americanos por todo mundo, os EEUU estão, com efeito, expandindo-se até os 50 estados que realmente circundam todo o globo, em tudo menos no nome. Nosso planeta está gradualmente se tornando os EEUU. Os EEUU são a fantasia final do controle - encarceramento consensual - para todos grupos de pessoas que gradualmente caminhem para crer que não existe nenhum caminho de segurança em comunidade senão o de oferecer sua liberdade individual pedaço por pedaço.

Segunda Grande Guerra

A IIª GM, um conflito que custou a vida de 10 milhões de pessoas, foi inteiramente manipulado, pelas elites banqueiras e cartéis industriais.

Hitler chegou ao poder em seu país tão economicamente estropiado pelas reparações impostas depois de uma guerra anterior que rumar para uma outra seria inconcebível. Mas a elite banqueira concordou em emprestar bilhões de dólares, e ainda mais para aparelhar um vasto complexo industrial com a Alemanha, (muito pela subsidiária da Standard Oil subsidiary, a I.G. Farben), para produzir os tanques, aviões, armas e munições necessárias para conduzir a uma outra guerra européia. Oleodutos de petróleo e fábricas foram construídas, linhas de crédito estendidas e o gasto da máquina guerra de quase toda uma década amistosa sem armas, enquanto o resto do país mantinha-se em pobreza abjeta [2], fornecendo o combustível necessário para a guerra. Todas as coisas foram uma armação do começo ao fim, como mesmo um superficial exame independente confirmará. Os milhões de mortos que resultaram foram olhados por cima pelas elites banqueiras como sendo simplesmente um sacrifício necessário para adquirirem grandes níveis de controle e homogeneidade européia.

O Terceiro Mundo

"Estados conquistados.... podem ser submetidos pela conquista de três modos. O primeiro é arruinando-os, o segundo é o conquistador habitá-los e o terceiro é permitir que eles continuem a viver sob suas próprias leis, sujeitos a um tributo regular, e criando em seu território governos de poucos que conservaram o país amigável ao conquistador." - Nicolau Maquiavel, O Príncipe

Eu agora vou analisar as ambições das famílias banqueiras no hemisfério sul, ou o assim chamado "Terceiro Mundo". Por toda África, sudeste da Ásia e América Latina, a elite de famílias banqueiras perseguiu sem compaixão a ambição de desestabilizar uma multiplicidade de culturas tradicionais e criar em seu lugar uma série de homogeneizados blocos comerciais. Nos recentes anos, esse encargo tem sido empreendido principalmente pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas a história começa muitos anos antes.

A colonização pelos construtores dos impérios europeus do século dezesseis adiante e o tardio grito de "independência" dos territórios conquistados levaram gradualmente à adulteração dos estados nacionais com monarquias e governos. Para assegurar que essas instituições se mantivessem subservientes à elite, agentes provocadores e dúbias agências do governo ocidental trabalharam nos bastidores para tirar do lugar quaisquer líderes que mostrassem tendências populares e trocá-las por fantoches das elites das comunidades locais e suas famílias estendidas. Para manter esses odiosos e corruptos regimes no poder, as instituições bancárias ocidentais emprestaram vastas somas de dinheiro para esses "governos" e monarquias para possibilitar-lhes formar exércitos, freqüentemente com tropas estrangeiras, e desta forma prevenir o povo do país de tomar o poder. Empréstimos foram, aliás, fornecidos para a compra de armas, para guiar vários conflitos regionais provocados pelos agentes da elite, e para construir palácios em que os fantoches monarcas e seus funcionários pudessem residir.

No começo dos anos 70, a guerra do Yom Kipur, manipulada pela elite, resultou em um aumento massivo dos preços do petróleo. O mundo inteiro teve que pagar amplamente os aumentos do preço do petróleo, e os massivos lucros feitos pelas nações produtoras de petróleo foram investidos de volta nos bancos ocidentais controlados pela elite. Contando com a sempre popular tática de emprestar pelo menos dez vezes mais que suas reservas, os bancos agora tinham somas insanas de dinheiro para emprestar, com as nações do "Terceiro Mundo" compelidas a pagar amplas somas de aumento pelo seu petróleo, bem como os serviços da dívida já incorridos pelos seus líderes fantoches. Além disso, massivos empréstimos foram adiantados a eles na estratégia bancária que veio a ser conhecida como "reciclagem de petrodólar". Os bancos ocidentais enviariam jovens representantes pelo mundo oferecendo empréstimos a qualquer um no poder que precisasse.

Esses empréstimos foram, obviamente, criados do nada e amarrados aos recebedores de armas, maquinaria e bens comprados de clientes industriais e militares do cartel banqueiro que oferecia o dinheiro. Na década de 80, as bolhas começaram a explodir, como a crise da dívida mexicana se tornando a primeira dos muitos "dias de cálculos". O Banco Mundial e o FMI, organizações fabricadas pela elite, criadas na década de 40 para "estimular as condições de comércio mundial", intrometeram-se. Eles ofereceram "ajustamentos" - estratégias de reembolso que envolveram os países preocupados em adotar programas de "austeridade" econômica e iniciar a produção industrial de bens de consumo ocidentais.

Para começar a produção industrial, os países tinham que conseguir ainda mais empréstimos e comprar as instalações dos - clientes industriais dos cartéis bancários. Para gerar poder suficiente às novas indústrias, eles tinham que contratar companhias para construir instalações hidrelétricas ou reatores nucleares - companhias que eram, de novo, os clientes da indústria pesada dos cartéis bancários.

As práticas de renegociação de dívida do FMI impingiram aos países maiores problemas para pagar seus empréstimos (problemas inteiramente gerados pela elite via seu controle mundial de taxas de juros e preços do petróleo) compeliram as nações do "Terceiro Mundo", uma após a outra, a comerciar bens manufaturados, não para si mesmas, mas para vendê-los no mercado mundial. Aqui, no emergente mercado global, eles tinham que competir uns com os outros em um mercado altamente competitivo sobre o qual eles não tinham qualquer controle. O único fator na equação do FMI que os países do hemisfério sul podiam controlar era o custo de mão-de-obra. O resultado foi bens mais baratos para os consumidores ocidentais e maior pobreza aos trabalhadores do "Terceiro Mundo".

Por todo redor do hemisfério sul, pequenos agricultores deixaram de plantar para si mesmos e compelidos a plantar para exportação, esperando que pudessem pagar o suficiente para sobreviver. Nos anos 80, inflação descontrolada estimulada pelos Reaganomics nos EEUU (o arranjo de vários empréstimos para o governo dos EEUU gastando com projetos espaciais e militares enviou as taxas de juros à atmosfera) começou a forçar muitas pessoas a migrarem do campo. Eles se dirigiram para novas cidades criadas onde eles competiam umas com as outras por trabalho em novas fábricas construídas.

Isso conduziu à destruição os modos de vida tradicionais para milhões e milhões. Emergentes cartéis de drogas, invariavelmente sob a direção de agências governamentais como a CIA, começaram a inundar as cidades e áreas industriais com drogas baratas, forçando-as com trabalhos mais baratos em uma vida de dura escravidão, e aqueles sem expectativa de vida para a delinqüência nas ruas. [3] Além disso, colheitas de grãos, previamente usadas para o pão, foram desviadas para produzir álcool para as realocadas populações. Problemas não ouvidos por gerações anteriores - alcoolismo, drogas, crimes, desemprego, pobreza e mal-nutrição - tornaram-se epidêmicos na proporção de toda África, América Latina e Sudeste Asiático. No Brasil, um dos maiores exportadores de comida do mundo, próximo de meio milhão de crianças morrem anualmente de desnutrição ou doenças relacionadas à fome.

No começo dos anos 90, o espectro da avidez capitalista demonstrou progressivamente interromper as pessoas de comprarem bens produzidos dessa forma.

Então, a elite apareceu com a "lavagem cerebral verde" - a mídia controlada, tendo em vista que as imagens de mudanças no hemisfério sul são bombardeadas pela visão ocidental, convenceu-os que "o sistema" estava acomodando às pressões morais pelos cidadãos ocidentais. Programas de rádio aceitaram que práticas anteriores tinham sido exploradoras, mas que, após o "Live Aid" e similares, as coisas mudariam e qualquer problema residual seria inteiramente por falha das nações mais pobres ou surpresa do destino.

Os antigos "maus capitalistas", os Reagans e Thatchers, foram removidos do poder e trocados por porta-vozes amigáveis da elite - os Clintons e os Blairs. Na TV do Reino Unido no tempo em que escrevo (originalmente inverno de 2000), um programa da BBC retrata a ex-Spice Girl, Geri Halliwell, entrando no mundo dos cortiços urbanos e encontrando multidões de pobres, mas aparentando a felicidade de uma criança saltitante, e desta forma promovendo a imagem da gradual mudança e melhora. O que o programa negligenciou em revelar é que, em muitos dos cortiços urbanos do "Terceiro Mundo", as crianças hoje têm menos de 50% de chance de fazer seu primeiro aniversário. As taxas de mortalidade infantil estão aumentando constantemente por todo o hemisfério sul, a despeito dos esforços da ONU e da OMS para massagear os números. Para aqueles sortudos suficientes para atingir a grande idade dos cinco, a única esperança é ver pela frente uma vida de mendigo, crimes de rua ou prostituição infantil. [4] A população do mundo é correntemente estimada em seis bilhões. Três bilhões desses estão na pobreza, um terço dos quais em nível de semi-escravidão. Para a maioria dos cidadãos do mundo, a vida é hoje demonstravelmente pior do que em qualquer outra época da história.

O Futuro - Chips em tudo?

Nas passagens acima, eu procurei, a partir de alguns aspectos de nossa recente história, demonstrar que não faria mal um padrão de organização na origem que pudesse dar a muitas pessoas base para seus projetos. Nesse ponto, eu gostaria hoje de endereçar a questão: "se ali realmente houvesse um coerente corpo organizado naquilo tudo, quais seriam as suas motivações, e aonde todos esses deveriam ser conduzidos?"

A motivação primária por trás de todas atividades da elite é desejar adquirir controle. Essa é a base que desejam para controlar tudo, para agarrar um vasto e dinâmico planeta cheio de gente e dirigi-los a uma estrutura cultural compacta sob seu controle central. A satisfação desse desejo é que verdadeiramente motiva a elite. Na tentativa deles de produzir esse altamente negativo estado de coisas, a elite precisa ser ativa em duas frentes simultaneamente - o mundo exterior e o mundo interior, o planeta e a mente.

No "mundo exterior", o objetivo das famílias banqueiras é trabalhar em direção à globalização - a criação de três vastos mercados integrados centrados na América, Europa e Ásia, seguido pela sua total integração em um único mercado mundial. Um mercado global povoado por trabalhadores-consumidores e servidos de uma mais baixa extremidade via dívidas do "Terceiro Mundo".

No "mundo interior", o plano é tornar toda humanidade microchipada. A despeito de uma multiplicidade de táticas de controles correntemente sendo impostas em nós - hipotecas, cartões de crédito, sistemas de vigilância das ruas e anti-depressivos entre eles - as pessoas ainda têm um nível básico de liberdade pessoal. Ainda que seja mais difícil, nós podemos ainda fugir do consumismo e iniciar uma nova vida. Mas quando nós estivermos chipados isso não irá acontecer. Isso porque os cientistas sabem que a neurociência chegou um momento tal que, por ter um pequeno microchip implantado no interior de nosso corpo, podemos ser regulados em um nível emocional. Para ganhar controle sobre a malha de receptores de nosso corpo, nosso estado emocional pode ser manipulado por sinais elétricos, tanto como uma parte de um programa de chip ou via sinais remotos, desta forma oferecendo a possibilidade da criação de uma força de trabalho consumidora - um povo que apenas imaginava ser aquele que trabalhava, comia, procriava e dormia.

Porém, apesar do progresso de nosso planeta ter, ao longo da estrada, se tornado um superestado consumista, a maioria das pessoas é ainda altamente resistente à idéia de ter um chip implantado sob sua pele. Há, portanto, uma progressiva estratégia que irá gradualmente implementar o mais importante, degrau por degrau, a fim de permitir que esse futuro pesadelo venha à tona.

Será aclarado em três estágios concomitantes. [5] Primeiramente, o dinheiro será gradualmente eliminado. Em segundo lugar, todo dado pessoal e financeiro será trocado por individuais "smartcards". E, em terceiro lugar, smartcards serão mesmos gradualmente eliminados para serem trocados por implantes de microchip. No começo, remove-se o dinheiro, então introduz-se problemas nos sistemas de dinheiro eletrônico, enquanto simultaneamente promovem os implantes de microchip como uma alternativa segura e aceitável, a elite nos conduzirá a gradualmente aceitar a tecnologia de implante pessoal. Eu vou mostrar isso mais claramente como esses três estágios poderão ser aclarados.

Pelos últimos vinte anos nós temos sido gradualmente conduzidos na direção de abrir mão do dinheiro em favor do dinheiro eletrônico, e nos últimos dez, a excitação tem dobrado. O aumento da promoção de cartões de crédito, phone banking, mail order e Internet shopping, enfim, tudo tem ajudado a produzir uma sociedade onde a necessidade de transações com dinheiro é grandemente reduzida. Apesar disso, muitas pessoas ainda gostam de carregar dinheiro, significando que haverá mais a ser feito para isso ser eliminado completamente.

Uma estratégia que será empregada será a gradual implementação dos esquemas de "smart cidadania" nos mais abrangentes setores de nossa sociedade. "Smart cidadania" é um dos muitos eufemismos que agora emergem para a "sociedade sem dinheiro" e, uma vez que a cidade tenha sido registrada, os benefícios podem ser extensivamente promovidos pela mídia para encorajar outros a seguirem o processo. Em abri de 2000, foi anunciado que a cidade britânica de Southampton e a cidade escocesa de Gothenberg acomodarão esquemas de smart cidadania a começar em 2002, a ser tecnicamente facilitado pelo consórcio francês, Schlumberger.

Uma outra estratégia que deveria ser utilizada é a introdução de novas moedas multinacionais não disponíveis como dinheiro. O euro, a moeda corrente da União Européia, pode bem ser uma tal coisa.

Uma outra possibilidade é que o dinheiro será removido como pretexto de eliminar o tráfico ilícito de drogas. Muitas cidades têm hoje cerca de 1% de sua população usando heroínas diariamente. Isso, além do crack e da cocaína, está demonstrando um quase intolerável fardo social para a maioria das pessoas que vive em áreas afetadas. Se o dinheiro fosse eliminado, transações anônimas ilícitas para somas pequenas não seriam possíveis. Com dinheiro eletrônico, as identidades do comprador e do vendedor de qualquer artigo são gravadas em computador e uma eventual transação de uma substância ilícita poderia ser investigada. Embora as drogas ilícitas venham aos nossos países em vastos carregamentos, cada carga é no final das contas vendida em pequenas quantidades em nível de rua. Remova o dinheiro e o tráfico ilícito de drogas acabaria.

Se a "guerra às drogas" está sendo usada para ajudar a retirar o dinheiro de circulação, um dos primeiros sinais serão movimentos para legalizar as drogas leves como a maconha. O fumo de maconha é a básica atividade ilícita baseada em dinheiro que as pessoas se entregam, e a esperança de ter esse prazer retirado deles inevitavelmente criaria considerável oposição para qualquer plano de dinheiro fora da lei. Em acréscimo, a legalização da maconha criaria a aparência de política de suavização em benefício do governo, quando o oposto na realidade está tomando lugar.

Quaisquer táticas que sejam eventualmente empregadas, enquanto o dinheiro está sendo eliminado e a criação de uma sociedade global perseguida, um sortimento de estratégias "amaciantes" são passíveis de serem desdobradas pela mídia. Haverá uma corrente firme de relatos nos jornais e na TV relatando os benefícios de se microchipar. [6] Cientistas farão relatos exaltando as maravilhas da tecnologia de implante para tratar e monitorar doentes e artigos futuristas relatarão como, em prazo de poucos anos, nós não teremos de carregar carteiras. Tais relatos farão, invariavelmente, parecer que microchip e globalização não são apenas desejáveis como inevitáveis - como que "fatos consumados".

Uma vez que o dinheiro tenha finalmente sido eliminado de uma região, o que acontecerá a seguir é que problemas começarão a misteriosamente ocorrer no interior do sistema de dinheiro eletrônico. Pessoas ocasionalmente perceberão seu dinheiro desaparecer no ar. Erros de computador, vírus e fraude, sem precedentes, começarão a se manifestar em proporções maiores. Tendo suas contas pessoais instaladas em um implante de microchip, se tornará conhecido como o único caminho seguro para guardar dados sem danos de interferência, provavelmente porque tecnologia codificada disponível no chip pessoal não estará disponível no smartcard.

Grupos inteiros de pessoas no interior da sociedade terão provavelmente já sidos chipadas nesse tempo. Criminosos, os doentes mentais, e pessoal militar são três alvos prováveis. A mídia constantemente retratará “que chipar-se é uma coisa socialmente positiva”. Pequenas crianças irão se perder em altos índices nos jornais, então serão encontradas “porque elas foram ‘chipadas’.” Programas de TV para pessoas jovens serão especialmente mirados. [7] Tornar-se chipado será visto como sinônimo de ‘ser promovido’ e atrair membros do sexo oposto. A mídia não economizará esforços para assegurar que os aspectos negativos de se chipar, tais como sentir-se como um robô, são induzidos pelas cabeças das pessoas.

Para intensificar ainda mais o impulso para tornar o público chipado, grandes corporações começarão a fazer que requerimentos de emprego, provavelmente sob a aparência de ser sua contribuição para criar uma sociedade positiva. Por esse tempo, as corporações multinacionais de hoje, grandes como elas já são, terão sido transformadas em gigantes transnacionais, com uma perna de cada lado no mundo como a estátua de um colosso, controlando vastos setores dos recursos terrestres e encontrando-os fora dos acordos de seus planos mestres, e com um vasto e contínuo trabalho para fazer tudo parecer completamente consensual. Virtualmente tudo comprado será de uma corporação multinacional, e praticamente todas oportunidades de emprego envolverão trabalhar para uma. [8]

Com o dinheiro sepultado e nenhum caminho de se voltar atrás, e o cartão de crédito, carteira de identidade, e mesmo sistemas de smartcard’s progressivamente caindo em ruína, a vida começará a parecer uma bela “gelada” para pessoas não chipadas. Em breve, não sendo chipadas significará efetivamente que você não é capaz de trabalhar para um salário normal em qualquer um dos trabalhos mais serviçais. Inicialmente, ainda haverá um mercado negro operando em variados graus fora da lei e comerciando em um uma ampla variedade de substâncias lícitas e ilícitas. Mas como os procedimentos de microchipar toda sociedade ocidental se tornarão vistos como sendo tão natural quanto pagar impostos, então o Estado de modo crescente fará movimentos para atacar atividades ilícitas. Com o apoio moral pela população microchipada, projetado pela mídia, essas pessoas “não chipadas” serão crescentemente marginalizadas na mesma direção que os sem-teto são hoje – forçados às periferias da sociedade e levados a se defender em um comportamento de pobreza, uso de drogas, exploração sexual e crime. [9]

Uma vez que o chipar-se está finalmente aceito como sendo uma parte integral da vida no século vinte um, o próximo passo estará implementado – a promoção dos chips que podem regular aspectos funcionais de nosso corpo.

A auto-regulação de nosso corpo e mente será vista como um novo e conveniente significado de tratar de queixas abrangendo desde depressão às menores feridas na carne. Nenhuma necessidade de tomar comprimidos para chamar o doutor, apenas programe seu chip para fazer isso para você. Cientistas estão agora suficientemente versados no sistema elétrico de nosso corpo e redes de receptores interligados podem superficialmente alterar a maioria de nossas funções emocionais. Mudando o caminho do metabolismo de seratonina de nosso corpo, por exemplo, os sintomas de depressão podem ser aliviados.

Com a disponibilidade de chips capazes de alterar toda uma cadeia de funções neuroquímicas, nós progressivamente temos a habilidade para emocionalmente regular a nós mesmos. Dado que é agora bem reconhecido que emoções negativas são meros sintomas de necessidades mais profundas não sendo encontradas, toda sorte de problemas de saúde não podia indubitavelmente ser diagnosticada. Mas, ao lado de preocupações de saúde, dando ao povo o significado de controlar-se de modo absoluto em questões emocionais, poderia conduzir a “geração Prozac” a se tornar global. As pessoas se tornarão obcecadas em sentir-se bem consigo mesmas todo o tempo, ignorando qualquer coisa que ameace ou interfira seu sentimento. Guerras, fome, revoltas políticas e tirania global, tudo se tornará apenas os “problemas dos outros”. Com tecnologia de implante aceita como sendo parte da vida do século vinte e um, quem notará se um dia os chips parecem começar a regular a si próprios? Quem provavelmente notará que eles não requerem que nós realmente programemo-nos, mas que parecem fazer isso sem a nossa ajuda, provavelmente não nos permitindo acessar nossos verdadeiros sentimentos mesmo se nós precisássemos deles?

O cenário de pesadelo parece como algo tirado da ficção científica, mas, em verdade, muito da tecnologia já tem sido desenvolvida. O microchip implantável com sistema de rastreamento global e sistema de bio-monitoramento, Digital Angel, está programado para entrar em produção no final de 2000, (veja mais tarde). [10] Ele é motorizado pelo movimento do músculo humano e será oferecido às pessoas interessadas que eles ou seus queridos venham a se perder e para doutores que queiram monitorar seus pacientes. As patentes para os chips implantáveis que liberam medicamentos na corrente sangüínea já têm sido emitidas, e companhias tais como a ChipRx, têm sido fundadas para desenvolvê-los para o mercado. A tecnologia está aqui, a única questão é: quanto será necessário para nos convencer a aceitá-los? Uma coisa é certa – tudo será feito pedaço por pedaço. Passo a passo, nós seremos levados um lugar onde ninguém, se eles pensarem assim, sempre teria vontade de ir – e sem meios de escapar.

Notas e comentários:

[1] Uma interessante reportagem de O Globo, revela as “sugestões” do BIRD para as políticas sociais do governo do Brasil, que são seguidas à risca: “Nos temas mais amplos, como reforma da Previdência, o documento chega a tratar de aspectos pontuais. Sugere, por exemplo, a taxação dos funcionários públicos inativos em 11% — mesmo percentual proposto agora pelo governo no projeto encaminhado ao Congresso. No que diz respeito às mudanças tributárias, o Bird propõe a criação de um imposto sobre valor agregado, idéia semelhante à proposta do governo de unificar a legislação do ICMS, que hoje varia de estado para estado.”
Ver em http://oglobo.globo.com/oglobo/Economia/108040326.htm
Outras interessantes observações são como a política econômica do atual governo beneficia tão somente os grandes banqueiros: “Os 50 maiores bancos lucraram no ano passado 92% a mais do que as 150 maiores empresas não-financeiras em atividade no país, sejam elas de capital nacional, estatais ou subsidiárias de grupos estrangeiros. A soma do lucro líquido dos bancos chegou a US$ 5,746 bilhões, enquanto o setor industrial ganhou US$ 2,987 bilhões. O dado consta da publicação “Melhores e Maiores”, da revista “Exame”, que será distribuída no próximo mês. O resultado reflete a estagnação do mercado interno e o peso dos juros, que fizeram a alegria dos banqueiros mas aumentaram o endividamento dos empresários. Pelo estudo, as 500 maiores empresas do país amargaram no ano passado uma queda de 83% nos lucros — de US$ 9,7 bilhões, em 2001, para US$ 1,6 bilhão em 2002.” Ver em http://oglobo.globo.com/oglobo/Economia/108426152.htm No Brasil, os bancos apresentam os maiores índices de lucratividade entre as grandes economias do mundo, conforme ressalta matéria do Financial Times: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u64448.shtml

[2] Quer expressemos nosso repúdio contra o totalitarismo nazista, não podemos nos obstar a admitir certos fatos históricos. Segundo Eric Hobsbawn em Era dos Extremos, “o único Estado ocidental que conseguiu eliminar o desemprego foi a Alemanha nazista entre 1933 e 1938.” (p. 97); “O nazismo sem dúvida tinha, e em parte realizou, um programa social para as massas: férias; esportes; o planejado “carro do povo”, que o mundo veio a conhecer após a Segunda Guerra Mundial como o “fusca” Volkswagen. Sua principal realização, porém, foi acabar com a Grande Depressão mais efetivamente do que qualquer outro governo, pois o antiliberalismo dos nazistas tinha o lado positivo de não comprometê-los com uma crença a priori no livre mercado” (p. 131).

[3] Na realidade, as pessoas não são migradas a uma vida de opção entre a sobrevivência e o crime, embora logicamente haja uma pressão neste sentido tanto do ponto de vista social como também uma tentação maligna. O caráter empreendedor das pessoas e a fé em Cristo (Lc 12, 31) são os remédios para tais problemas, não obstando as necessárias reformas sociais.

[4] Idem

[5] Um estágio que o autor do artigo acabou omitindo é o dos atuais modismos em torno de tatuagens, implantes de silicone e principalmente piercings e implantes subcutâneos, que servem como estímulos sociais para que as pessoas agridam o seu corpo. Podemos ter uma relação clara entre piercings e microchips. O IFTF (Institute for the Future), organização californiana sem fins lucrativos, que se especializou em previsões de longo prazo sobre os impactos de novas tecnologias na sociedade e nos negócios, vaticina que chips desse tipo serão bastante difundidos, não só em razão de seus benefícios mas até mesmo por questão de modismo. “Se toda uma geração está usando piercings, por que não colocariam dispositivos eletrônicos sob a pele?”, pergunta Bob Johansen, presidente do IFTF. Ver em: http://gazetaweb.globo.com/gazeta/Frame.php?f=Materia.php&c=36301&e=484

[6] Esta reportagem da BBC é um exemplo claro disso. No subtítulo, “Cientistas americanos da Cyberkinetics Inc, empresa especializada no desenvolvimento de interfaces entre o cérebro e computadores, vão começar a fazer testes com humanos de chips que podem ser capazes de "ler o pensamento" de pessoas com paralisia e ajudá-las a realizar diferentes movimentos.”. Ver em:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/04/040418_cerebross.shtml

[7] Os jovens são o público-alvo principal. As tatuagens, piercings e implantes sub-cutâneos foram os primeiro caminho. Sua resistência moral já foi reduzida a nada e agora ele pode finalmente ser chipado. A boate Baja Beach Club, em Barcelona, é a pioneira na Espanha em implantes de chips em seus clientes através de uma simples injeção, para que não precisem pagar nos meios convencionais. O custo da injeção será de $ 153. Segundo o diretor do Baja Beach Club, “mucha gente con ganas de implantárselo. Actualmente, casi todo el mundo lleva piercings, tatuajes o silicona”. Na área VIP do site é possível ler: "Somos la primera discoteca del mundo en ofrecer el VIP VeriChip. Mediante un chip digital integrado, nuestros VIPs pueden identificarse cómo tal, así como pagar sus consumiciones sin la necesidad de aportar ningún tipo de documento". Ver em: http://www.bajabeach.es/

[8] Evidências da concentração em um macrocapitalismo cosmopolita e monopolista são as recentes fusões no Brasil. Primeiro, a AMBEV fundiu as três mais importantes marcas de cervejas brasileiras a Brahma, a Antárctica e a Skol, que pertenciam a companhias separadas, em uma só companhia de cervejaria. Logo em seguida, ela passa a ser controlada pela Interbrew, empresa sediada na Bélgica. Ver em: http://www.cnn.com/2004/BUSINESS/03/03/interbrew.ambev.ap/. O mesmo se dá com a tradicionalíssima empresa brasileira de chocolates, a Garoto, que passa a ser controlada pela multinacional suíça Nestlé.
Ver em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u42533.shl

[9] Na realidade, as pessoas não são migradas a uma vida de opção entre a sobrevivência e o crime, embora logicamente haja uma pressão neste sentido tanto do ponto de vista social como também uma tentação maligna. O caráter empreendedor das pessoas e a fé em Cristo (Lc 12, 31) são os remédios para tais problemas, não obstando as necessárias reformas sociais.

[10] Nesta reportagem tirada do site da Digital Angel, pelo menos uma companhia já comprou o sistema da empresa: a MedAire. Ver em:
http://www.digital-angel.com/about_pressreleases.asp?RELEASE_ID=1

Como os bancos trabalham

A coisa engraçada como um banco trabalha é que funciona em função de nossa confiança. Nós damos a um banco nosso dinheiro para mantê-lo seguro para nós, e então o banco retorna e dá a alguém mais, a fim de fazer dinheiro para si mesmo. Os bancos podem legalmente estender consideravelmente mais crédito do que eles têm disponível. Ainda, a maioria de nós tem confiança total na habilidade dos bancos em proteger nosso dinheiro e nos dar quando nós pedimos por ele.

Por que nós nos sentimos melhor por ter nosso dinheiro em um banco do que debaixo de um colchão? É somente pelo fato que eles pagam juros em algumas de nossas contas? É porque nós sabemos que se tivermos dinheiro em nossos bolsos nós iremos gastá-lo? Ou, é simplesmente a conveniência de estarmos prontos a passar cheques e usar cartões de débito em preferência a carregar dinheiro? Toda e quaisquer dessas alternativas podem ser a resposta, particularmente com as conveniências do sistema bancário eletrônico de hoje. Agora, nós nem mesmo temos que manualmente passar o cheque – nós podemos simplesmente deslizar um cartão de débito ou clicar o botão "pagar" no website do banco.

Vamos olhar para o sistema bancário do mundo e ver como essas instituições trabalham, o que teríamos que fazer para começar seu próprio banco, e por quê nós deveríamos (ou não) confiar neles com nosso dinheiro duramente ganho.

O que é um banco?

De acordo com a Enciclopédia Britannica, um banco é uma instituição que negocia em dinheiro e substitui e fornece outros serviços financeiros. Bancos aceitam depósitos e fazem empréstimos e produzem um ganho da diferença nas taxas de juros pagas e devidas, respectivamente.

Bancos são críticos para nossa economia. A função primária dos bancos é oferecer aos detentores de contas dinheiro para usar, emprestando-o para outros que podem então usa-lo para comprar casas, fazer negócios, enviar os filhos a universidades...

Quando você deposita seu dinheiro no banco, seu dinheiro vai para um grande pool de dinheiro junto com o de todos os demais, e sua conta é creditada com a quantia de seu depósito. Quando você passa cheques ou faz retiradas, essa quantia é deduzida de seu saldo de conta. Juros que você ganha em seu saldo também são acrescidos a sua conta.

Os bancos criam dinheiro na economia fazendo empréstimos. A quantidade de dinheiro que os bancos podem emprestar é diretamente afetada pela requisição de reservas, colocadas de lado pelo Federal Reserve. A requisição de reserves é atualmente de 3 a 10 por cento dos depósitos totais do banco. Essa quantia pode ser sustentada tanto em dinheiro em mão ou saldo de reserva bancária com o FED. Para ver como isso afeta a economia, pense mais ou menos assim. Quanto um banco obtém um depósito de $100, assumindo uma requisição de reserva de 10 por cento, o banco pode então doa $90. Esses $90 retornam para a economia, comprando bens ou serviços, e habitualmente terminam depositados em outro banco. Esse banco pode então doa $81 daquele depósito de $90, e aqueles $81 entram na economia para a compra de bens ou serviços e, no final das contas, é depositado em um outro banco que prossegue para doar uma percentagem dele.

Dessa maneira, o dinheiro rende e flui por toda a comunidade em uma quantia muito maior do que fisicamente existe. Esses $100 criam uma onda muito maior na economia do que você pode perceber!

Por que isso se desenvolve?

O sistema bancário é todo baseado na confiança. Nós confiamos que o banco terá nosso dinheiro para nós quando formos apanhá-lo. Nós confiamos que honrará os cheques que nós passamos para pagar nossas contas. O que é difícil de entender é o fato que enquanto as pessoas estão pondo dinheiro no banco todos os dias, o banco está emprestando o mesmo dinheiro e mais a outras pessoas todos os dias. Os bancos consistentemente concedem mais crédito do que eles têm em espécie. Isso é um tanto amedrontador; mas se você vai ao banco e pede seu dinheiro, você o obterá. Porém, se todos vão ao banco ao mesmo tempo e pedem seu dinheiro (uma ida ao banco), deveria haver problema.

Muito embora, o Federal Reserve Act requeira que os bancos mantenham uma certa porcentagem de seu dinheiro em reserva, se todos vierem a sacar seu dinheiro ao mesmo tempo, não haveria o suficiente. No evento de uma falência bancária, seu dinheiro está protegido enquanto o banco está garantido pela Corporação Federal de Segurança de Depósito (FDIC). A chave para o sucesso do sistema bancário, porém, ainda repousa na confiança que os consumidores têm na capacidade do banco proteger e aumentar seu dinheiro. Porque os bancos contam com tão pesadamente confiança do cliente, e a confiança depende da percepção de integridade, a indústria bancária é altamente regulada pelo governo.

Tipos de Bancos

Há vários tipos de instituições bancárias, e inicialmente elas eram totalmente distintas. Bancos comerciais foram originalmente configurados para prover serviços para negócios. Agora, a maioria dos bancos comerciais oferece contas para todos.

Bancos econômicos, poupanças e empréstimos, bancos cooperativas e uniões de crédito são realmente classificados como instituições prósperas. Cada um originalmente concentrado em necessidades conjuntas específicas de pessoas que não estavam cobertas por bancos comerciais. Bancos econômicos foram originalmente fundados, a fim de prover um lugar para trabalhadores de menor renda para salvar seu dinheiro. Associações de poupança e empréstimos e bancos cooperativas foram estabelecidos durante os anos de 1800 para tornar possível para trabalhadores de fábrica e outros trabalhadores de baixa renda comprar casas. Uniões de crédito eram habitualmente abertas por pessoas que mantinham uma ligação comum, como trabalhar em uma mesma companhia (geralmente uma fábrica) ou viver na mesma comunidade. A principal função das uniões de crédito era fornecer empréstimos de emergência para gente que não podia obter empréstimos de prestadores tradicionais. Esses empréstimos deveriam ser por coisas como custos médicos ou reparos de casa.

Agora, muito embora haja ainda uma diferença entre bancos e economias, eles oferecem muitos dos mesmos serviços. Bancos comerciais podem oferecer empréstimos de carro, instituições econômicas podem fazer empréstimos comerciais, e uniões de crédito oferecer hipotecas!

Como os bancos fazem dinheiro?

Bancos são como outros negócios. Seu produto simplesmente sucede em ser dinheiro. Outros negócios vendem coisas ou serviços; os bancos vendem dinheiro – na forma de empréstimos, certificados de depósitos (CDs) e outros produtos financeiros. Eles fazem dinheiro sobre o juro que eles debitam em empréstimos porque esse juro é mais alto do que o juro que eles pagam em contas de depositantes.

A taxa de juro que um banco debita de seus mutuários depende tanto do número de pessoas que querem tomar emprestado quanto da quantia de dinheiro que o banco disponibilizou para emprestar. Conforme nós mencionamos na seção anterior, a quantia disponível para emprestar também depende da requisição de reserva que a comissão de diretores do Federal Reserve fixou. Ao mesmo tempo, pode também ser afetado pela taxa de fundos, que é a taxa de juros que os bancos debitam de cada um por empréstimos de curto prazo para adequar a suas requisições de reservas.

Investigue como o Fed trabalha para mais sobre como o Fed influencia a economia.

Emprestar dinheiro é também inerentemente arriscado. Um banco nunca realmente sabe se ele obterá o dinheiro de volta. Portanto, quanto mais arriscado o empréstimo, maior é a taxa de juros que o banco debita. Enquanto pagar juros pode não parecer ser um grande movimento financeiro em alguns aspectos, realmente é um pequeno preço a pagar por usar o dinheiro de alguém mais. Imagine ter que salvar todo dinheiro que você precisava a fim de comprar uma casa. Nós não estaríamos prontos a comprar casas até nós nos aposentarmos!

Os bancos também debitam taxas por serviços como checagem, acesso a ATM e proteção de retirada excessiva. Empréstimos têm seus próprios grupos de taxas que os acompanham. Uma outra fonte de renda para bancos são investimentos e garantias.

Como iniciar seu próprio banco?

O que você precisaria para iniciar seu próprio banco? Você simplesmente aluga um espaço, publique uma marca e começa a receber depósitos? Não exatamente. Vamos ver os caminhos que você tem que perseguir a fim de começar seu próprio banco. As regras e requerimentos variam de país pra país, assim nesse artigo nós usaremos os requerimentos do Estado da Flórida.

O grupo organizador

Assim como qualquer negócio, você primeiro terá que estabelecer algumas decisões pré-planejadas – como quem serão seus parceiros (chamados o grupo organizador). Você terá também que descrever um plano de negócios. Todas essas coisas serão levadas em consideração quando você aplicar a um Estado ou alvará federal.

Estado vs. Alvará Federal

Alguns dos benefícios de um banco garantido pelo Estado incluem acesso local a tomadores de decisão e, algumas vezes, respostas mais rápidas aos questionamentos e preocupações. Tomadores de decisões locais também poderão estar mais familiares com as economias locais e condições de mercado. Taxas estimativas de regulação local são freqüentemente mais baixas que as taxas federais.

Um alvará é um acordo que os governos estabelecem a maneira a qual o banco é regulado e opera. Ele autoriza a organização do banco tanto pelo Estado quanto pela agência federal. A agência que licencia o banco é, antes de mais nada, responsável por proteger o público de práticas bancárias inseguras. Ela conduz análises in loco para assegurar que a condição financeira do banco é boa e que o banco está cumprindo com as leis bancárias. Alvarás do Estado e alvarás federais tipicamente não diferem tanto no mundo que o banco conduz os negócios. Eles, porém, diferem em outras áreas. Por exemplo, na Flórida, um banco do Estado não é requerido a ser um membro do sistema do Federal Reserve, enquanto federalmente bancos licenciados são. Além disso, bancos licenciados pelo Estado são regulados por agências do Estado, enquanto bancos licenciados federalmente são regulados por agências federais.

O grupo organizador tem que identificar diretores, um executivo-chefe (que geralmente tem que ter experiência anterior em dirigir um banco) e outros executivos. A integridade, as histórias passadas de negócios e as histórias de crédito dessa gente afetarão grandemente a aceitação ou negação do alvará do banco. Importante é cuidadosamente selecionar esses parceiros e assegurar-se que eles são jogadores do time, têm a experiência e know-how para ajudar a fazer o trabalho bancário, e podem opor-se (tanto profissionalmente quanto pessoalmente) ao escrutínio secreto da investigação regulatória.

Empresa Matriz

Uma empresa matriz do banco é uma companhia que tem controle sobre um banco. Ela controla 25 por centro das ações e tem a capacidade de controlar a eleição de uma maioria de diretores do banco. O Federal Reserve pode também determinar que uma companhia tanto diretamente quanto indiretamente tenha influência organizadora sobre certa administração e decisões políticas para o banco. O grupo organizador tem a opção de estabelecer uma empresa matriz para o banco quando se aplica ao alvará.

O número de diretores você deve ter vários de estado a estado. Na Flórida, você deve ter pelo menos uns cinco, e não há número máximo. Esses parceiros têm proposto dinheiro como uma oferta inicial que mostra seu nível de comprometimento e ajuda a começar o banco. A quantia requerida na Flórida é de 25 por cento. Em outros estados, pode ser tão baixo quanto 10 por cento ou 15 por cento do capital total necessário para começar o banco. Esse grupo depois se torna acionista no banco. Na maioria dos casos, há um limite de 24,9% para quantas ações um indivíduo ou companhia pode ter, a menos que a companhia seja uma empresa matriz.

O Mercado do banco e locação

A locação de seu banco é uma decisão muito importante. Você tem que fazer alguma pesquisa de mercado para determinar quão bem um novo banco estará em uma área particular, ou o melhor ponto em uma grande região geográfica onde deveria se instalar. Essa informação é também requerida para sua aplicação a um alvará. Você pode estar competindo com outros que estão também tentando um alvará para um banco naquela área! Muito embora a competição seja saudável para negócios e consumidores, há ainda a necessidade de certificar-se se um ambiente financeiro seguro e estável é sustentado. A economia também será tomada em consideração em locações onde haja vários bancos competindo.

A locação física específica de seu banco é escolhida pelo grupo organizador e é tão importante quanto encontrar o mercado certo. Você quer que a locação do banco seja conveniente para clientes e em uma área pesadamente comerciada. Você também necessita decidir se compra ou aluga um prédio.

Levantando dinheiro para começar seu banco

O capital requerido para começar um banco freqüentemente varia grandemente de estado a estado. Na Flórida, o capital requerido é de $6 milhões para um banco em uma área metropolitana e $4 milhões para um banco em uma área rural. Em outros estados, tais como Nova Iorque, essa quantia deveria ser $10 milhões ou mais para áreas metropolitanas. Esses requerimentos de capital são costumeiramente determinados pelo seu plano estratégico e enunciados financeiros pro forma para o mercado que você selecionou.

Conforme mencionado acima, o grupo organizador pode ser responsável por 10 a 15 por cento dessa quantia. O restante é vendido a acionistas. Grupos organizadores podem mirar 400 a 750 ou mais acionistas a fim de levantar o dinheiro necessário para começar o banco. Usualmente, quanto mais acionistas tenha um banco, melhor é a sua chance de ter sucesso.

O pedido do alvará e outros detalhes

Há ainda alguns detalhes que têm que ser determinados antes que você possa submeter sua aplicação do alvará. Por exemplo, como você irá chamar seu banco? O nome que deve surgir com um nome diferente o suficiente de outros nomes de bancos para evitar confusão. Você também precisa pensar a respeito se você quer a palavra "banco" no nome, e se você quer a região geográfica no nome. Sem levar em consideração o nome que você venha a escolher, você tem que verificar se o nome não está sendo usado por quaisquer outras corporações – o que nos leva ao fato que você tem que se tornar incorporado.

Antes que você realmente registre seu pedido, é recomendado que você estabeleça um encontro com o departamento de finanças e bancos do Estado. Isso ajudará a assegurar que você tenha toda a informação necessária para solicitar. Geralmente, os maiores impedimentos vêm de fundos e/ou informação financeira incompletos.

Uma vez que você tenha aplainado todos os detalhes, você preenche o pedido de alvará e submete-o (junto com um monte de outras informações) à comissão de finanças e bancos do Estado -- ou, se você está solicitando um alvará federal, você o enviará à Secretaria do Controlador de Dinheiro. Eis a lista de itens que você tem que incluir na Flórida:

Os nomes e endereços de todos os organizadores e a empresa matriz (se houver uma);

Os nomes dos diretores propostos, o CEO, o oficial sênior de empréstimos e o caixa;

Nome e o endereço do banco;

O número de ações, por valor, e preços de ações por cada ação que será negociada;

A quantidade total de ações comuns, assim como excedentes e reservas por custos de operação;

O número de ações do estoque bancário que cada organizador planeja comprar;

Onde o dinheiro para comprar aquelas ações provém;

Nomes e endereços de investidores propostos que serão donos de mais de 10 por cento do estoque total do banco;

Um pedido de alvará completo (formulário DBF-C-10 na Flórida) para cada organizador, diretor proposto e acionista principal, CEO, oficial sênior de empréstimo, caixa, e todos os outros oficiais executivos;

Enunciados financeiros pro forma;

Um adendo àqueles enunciados financeiros que explicam suposições e estratégias para atingir o mercado de ações projetado para cada tipo de produto ou serviço;

Estimativas usadas para calcular ganhos;

Cada qual envolvido na compra ou arrendamento do prédio do banco;

Qualquer negócio ou filiação pessoal entre a propriedade do banco vendedor ou arrendador e quaisquer dos organizadores, outros empregados do banco, e acionistas que serão donos de 10 por cento ou mais das ações do banco;

Cópias de estudos sobre a possibilidade de locação e leis locais de zoneamento;

Cópias de resultados de quaisquer testes ambientais conduzidos na localização do banco;

Custos de organização projetados (isso inclui arquivamento e taxas regulatórias, taxas de consulta e profissional, folha de pagamento e impostos de folha de pagamento, arrendamento, custos de levantamento de capital, impressão, tarifas, telefone e suprimentos de escritório);

Salários propostos e benefícios para empregados do banco;

Cópias de quaisquer contratos de trabalho que podem ser dados aos empregados;

Cópias de políticas bancárias propostas;

E, finalmente, seu detalhado plano de negócios!

Conforme você pode ver, há um monte de informação que há de ser reunida e submetida com seu pedido de alvará. Deixando de fora qualquer dessas informações, ou havendo alguma delas incompletas, reduzirá a análise de seu processo consideravelmente. Haverá uma taxa de solicitação, também, que na Flórida é de $15,000. Mais outros estados requerem uma quantia similar.

Se seu pedido é considerado completo, então uma decisão será dada dentro de 180 dias. Se seu pedido é aceito, você geralmente terá mais de um ano para abrir seu banco. Em todos os estados, você é requerido a aplicar um depósito de segurança com o FDIC antes de poder aceitar depósitos do público.

Quão seguro está seu dinheiro em um banco?

Os 12 regionais Reserve Banks agem como a divisão de serviço do Federal Reserve – eles realizam a política monetária ajustada pela comissão de diretores do Federal Reserve e regulam e supervisionam instituições financeiras. A agência que licenciam o banco é também responsável por conduzir exames in loco para certificar-se que o banco está cumprindo com as leis bancárias. Em acréscimo a essa supervisão, seu dinheiro é também protegido pela segurança.

Que o logotipo "FDIC" que você vê conforme você se dirija à porta significa que você mantém segurança em seus depósitos. Depositantes são tipicamente protegidos por mais de $100,000.

Garantia de depósito sucede por causa dos rumores de problemas bancários que levam ao pânico de todos correrem ao banco para sacar todo seu dinheiro. Não tomaria muito tornar o povo desconfiado sobre a segurança de seu dinheiro no banco. Se eles ouvirem sobre o mais leve sinal de problema, eles correrão ao banco para sacar. Isso leva à falência de muitos bancos e grandes perdas de poupança para muita gente. Essa montanha russa de finanças pessoais perdurou por muitos anos e por toda a Grande Depressão dos anos 30. Finalmente, em 1934, o Congresso estabeleceu a Corporação Federal de Segurança de Depósito (FDIC), que inicialmente forneceu cobertura de depósito de segurança de $2,500 por depositante. Isso melhorou grandemente a segurança dos bancos e reduziu o número de falhas de bancos por quase 4,000 de 1933 a 1934.

A confiança pública no sistema bancário melhorou tremendamente desde que a FDIC foi estabelecida. A confiança que os depositantes necessitam a fim de fazer o sistema trabalhar é mantida, e a economia se mantém vigorosa.

Os bancos também mantêm segurança privada bancária – especialmente designada cobertura privada para proteger depósitos em caso de roubos, vandalismo etc.

Empréstimos, Saques e Poupanças

Os bancos oferecem uma série de produtos financeiros para seus depositantes. Eles oferecem contas, empréstimos, certificados de depósitos e contas de mercado monetário, para não mencionar as tradicionais contas de poupança. Alguns também permitem que você estabeleça contas individuais de aposentadoria (IRAs) e outras contas de poupança de aposentadoria ou educação. Há, obviamente, outros tipos de contas sendo oferecidas nos bancos por todo o país, mas essas são as mais comuns. Quais são as diferenças nesses mais comuns tipos de contas?

Contas de poupança – O mais comum tipo de conta, e provavelmente a primeira conta que você tenha tido, é uma conta de poupança. Essas contas geralmente requerem tanto um baixo saldo mínimo ou não há requisito de saldo mínimo, e permitem que você mantenha seu dinheiro em um lugar seguro enquanto ganha uma pequena quantia de juros a cada mês. Na prática padrão, não há quaisquer restrições sobre quando você possa sacar seu dinheiro.

Contas de cheque – Essa é uma outra conta comum que a maioria tem. É conveniente porque deixa você comprar coisas sem ter que se preocupar em carregar o dinheiro -- ou usar um cartão de crédito e pagar seus juros. Enquanto a maioria das contas de cheque não pagam juros, algumas sim – essas são referidas como contas de ordem negociável de retirada (NOW). Alguns dizem que os cheques datam desde 352 A.C. no Império Romano.

Parece que cheques realmente começaram a se tornar populares na Holanda nos anos 1500 a 1600. "Caixas" holandeses forneciam uma alternativa para guardar grandes quantias de dinheiro em casa e concordavam em guardar o dinheiro dos depositantes para proteção. Por uma multa, eles pagariam as dívidas dos depositantes da conta baseada numa nota que o depositante passaria – parece muito como um cheque!

Os bancos de hoje fazem a mesma coisa. Tornou-se um pouco mais complicado quando muitos dos bancos se tornaram envolvidos e o dinheiro necessitado a ser transferido de um banco ao próximo. Para tornar as coisas mais fáceis, os bancos agora têm um sistema de "câmaras de compensação" de cheques. Os bancos tanto enviam cheques através do Federal Reserve ou usam câmaras de compensação privada para transferir os fundos e limpar o cheque.

Contas de mercado monetário – Uma conta de mercado monetário (MMA) é uma conta de poupança de ganho de juros com limitados privilégios de transação. Você é geralmente limitado a seis transferências ou retiradas por mês, com não mais do que três transações como cheques passados pela conta. A taxa de juros paga sobre uma conta de mercado monetário é geralmente maior do que aquela de uma regular taxa de caderneta de poupança. Contas de mercado monetário têm também um saldo mínimo requerido.

Certificados de depósito – Essas são contas que lhe permitem pôr uma quantia específica de dinheiro por um período específico de tempo. Em troca a uma mais alta taxa de juros, você tem que concordar a não sacar o dinheiro pela duração do período de tempo fixado. A taxa de juros muda de acordo com o período de tempo que você decide deixar o dinheiro na conta. Você não pode passar cheques em certificados de depósito. Esse arranjo não somente permite ao banco dinheiro que eles possam usar para outros propósitos, mas também os deixa exatamente livres para que eles possam usar aquele dinheiro.

Contas individuais de aposentadoria e contas de poupança de educação – Esses tipos de contas requerem que você mantenha seu dinheiro no banco até que você atinja uma certa idade ou seu filho entre na universidade. Pode haver penalidades com esses tipos de contas, porém, se você usar o dinheiro para alguma outra coisa que não educação, ou se você retirar o dinheiro antes da idade de aposentadoria.
Posted by Jean Marie Le Pen at 6:53 PM 0 comments
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Labels: bancos, banqueiros, economia
Tuesday, October 11, 2005
Banqueiros estão por detrás da Contracultura
Por Henry Makow Ph.D.
May 07, 2005

Nós supomos que grandes corporações tenham objetivos econômicos. Mas nós também não esperamos que elas tenham uma agenda social secreta e oculta.

Por exemplo, nós não esperamos delas projetar subdesenvolvimento e colapso familiar. Nós não esperamos delas usar cultura popular para estimular a alienação e disfunção.

Os banqueiros centrais baseados na cidade de Londres controlam os cartéis que dominam o mundo. Eles ludibriaram o direito de imprimir dinheiro baseado em nosso crédito e muito naturalmente usaram essa vantagem para comprar o controle de tudo que havia de importante.
Isso poderia ser tolerável se riqueza ilimitada fosse tudo que eles precisassem. Mas eles também queriam poder ilimitado: não simplesmente ditadura mundial, mas controle total sobre nossas mentes e almas.

No livro Dope, Inc., (1992) os pesquisadores da Executive Intelligence Review desvelam o verdadeiro caráter oculto e criminoso da agenda dos banqueiros. Quão incrível e bizarro como isso parece, os banqueiros praticam o culto pagão de Ísis, que está no coração da franco-maçonaria, teosofia e cabala.

"Sua religião não é o cristianismo anglicano que eles professam publicamente, mas uma mistura de paganismo, incluindo cultos satânicos tais como teosofia e rosa-cruzanismo. A central e sinergética ideologia da vida cultual secreta das oligarquias é o revivido culto das drogas egípcio, o mito de Ísis e Osíris, o mesmo culto anti-cristãos que dirigiu o Império Romano." (263)

Isso é porque o logos das várias maiores corporações caracteriza-se por simbolismo oculto. Isso explica porque suas propagandas freqüentemente contém uma mensagem social visível, sustentando ultimamente o feminismo oculto.

De acordo com a EIR, a contracultura da “Nova Era" que "foi impingida à adolescência norte-americana dos anos 60 não é meramente análoga ao antigo culto de Ísis. É uma ressurreição literal do culto..." (537)
Isso explica por quê a maioria dos símbolos da contracultura, como o sinal de Paz, também tenham origens anti-Cristãs.

CULTURA POPULAR = LAVAGEM CEREBRAL

O capítulo de 35 páginas "A Conspiração Aquariana" está disponível on line no excelente website de Anthony Grigor-Scott. Eu estou simplesmente sublinhando os pontos mais pertinentes. Considere o seguinte como Cliffs registra.

A "cultura popular" (música, TV, filmes, livros, fashion etc.) NÃO é espontânea, mas controlada e manufaturada. O EIR a compara com o comércio de drogas em geral: "A cultura de massa de hoje opera como o comércio de ópio: O suprimento determina a demanda." (545) (Pensamento de Ashlee Simpson, Paris Hilton etc..)

Por exemplo, o ramo de engenharia social dos banqueiros, o Instituto Tavistock, produziu o fenômeno dos Beatles. As adolescentes histéricas eram transportadas de ônibus de uma escola de garotas.

"Em 1963, os Beatles apareceram no Ed Sullivan show. Eles combinavam rock e música mística, cabelos longos e adoração hindu... Drogas eram sugeridas em muitas de suas músicas: “Yellow Submarine" (um "submarino" é uma droga que causa depressão), "Lucy in the Sky With Diamonds" (as iniciais das principais palavras são LSD), "Hey Jude" (uma música sobre metadrina), "Strawberry Fields" (onde o ópio é cultivado para prevenir detecção) e "Norwegian Wood" (um termo inglês para marijuana).

A música de John Lennon "Imagine" atacava a religião ("Imagine não haver céu, É fácil se você tentar, Nenhum inferno abaixo da gente, Acima da gente só o céu"), sustentava uma filosofia de faça-sua-própria-coisa ("Imagine todas as pessoas, vivendo para o presente"), atacava o nacionalismo ("Imagine não haver países"), atacava a religião ("Não é difícil fazer, Nada para matar ou por dar a vida e nenhuma religião também"), requeria a abolição da propriedade privada ("Imagine nenhuma possessão"). Apoiava uma nova ordem internacional ("Eu me maravilho se você puder, nenhuma necessidade para gula ou fome, Uma irmandade de homens, imagine todas as pessoas, repartindo todo o mundo") e defendia um governo mundial unificado ("Você poderá dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único, eu desejo que algum dia você se junte a nós, e o mundo será único.") Lennon requeria a abolição da propriedade privada e depois deixou a sua viúva nascida no Japão uma propriedade de $250 milhões."

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Em seu Admirável Mundo Novo Revisitado, (1958) Aldous Huxley, um cérebro de confiança dos banqueiros, descreveu uma sociedade em que "primeiro objetivo dos governantes é em todos os custos manter seus súditos de criarem problema." Ele descreveu um futuro verossímil: "A sociedade completamente organizada... a abolição do livre-arbítrio por condicionamento metódico, a servidão feita aceitável por doses regulares de alegria induzida quimicamente . . ."

Ele previu democracias mudaria sua natureza: estranhas formas antigas – eleições, parlamentos, Cortes Supremas permanecerão mas a substância fundamental será totalitarismo não-violento... A democracia e a liberdade serão o tema de toda radiodifusão e editorial – mas a democracia e a liberdade em um senso estritamente estranho. Por enquanto a oligarquia governante e sua elite de soldados, policiais, formadores de opinião e manipuladores de mentes altamente treinada dirigirá calmamente o espetáculo como eles julgarem adequado."

A "elite altamente treinada" consiste de bobos, muitos dos quais realmente acreditam que eles estão se opondo a elite corporativa e construindo um mundo melhor. Falando ordinariamente, eles são mediocridades fanáticas que sentem que a estrada leva ao “sucesso”, como formigas e geléia.

Esses "agentes de mudança" [Comunistas chamam-nos de "idiotas úteis”] são freqüentemente feministas, marxistas, maçons, socialistas, liberais ou ingênuos seguidores da “Nova Era”. Os líderes da conspiração H.G. Wells e Marilyn Ferguson os mencionam em respectivamente "A Conspiração Aberta " (1928) e em "A Conspiração Araquariana".

Ferguson escreve: "Há legiões de conspiradores [Aquarianos]. Eles estão em corporações, universidades e hospitais, nas faculdades de escolas públicas, em fábricas e escritórios de doutores, no Estado e agências federais, em conselhos da cidade e no staff da Casa Branca, em legislaturas do Estado, em organizações voluntárias, em virtualmente todas as arenas de produção política no país.."

Eles são produtos de uma contracultura que roubou deles moral ou senso comum.

CONCLUSÃO

A contracultura é exatamente isso: uma sofisticada falcatrua que se dirige contra a verdadeira cultura. É a inimiga da Civilização Ocidental, que é baseada na crença em Deus, p.e. uma ordem natural e moral que inclui padrões universais de amor, verdade, beleza e justiça.

Sob a édige de “humanismo” e “secularismo”, a Nova Ordem Feudal Mundial redefine a realidade e encoraja a dissipação pagã. Ela ergue monumentos-museus aos “direitos humanos” enquanto cortes privam milhões de crianças ao acesso aos seus pais.

As pessoas que sustentam a verdade não são suprimidas mas particularmente fizeram parecer irrelevante. Na Nova Ordem Mundial, os defensores dos valores civilizados têm um status similar aos entusiastas do modelo da estrada de ferro.

Discurso do Rabino Rzeichhorn por ocasião do enterro do Rabino Simeão Ben Jehouda, em 1865, publicado anos depois no «Contemporain»

«O ouro manejado por mãos experientes será sempre a mais útil alavanca para os que o possuem e objeto de inveja para os que não o possuem. Com o ouro compram-se as consciências mais rebeldes, fixa-se a taxa de todos os valores, o curso de todos os produtos; atendem-se os empréstimos dos Estados, que em seguida ficam à nossa mercê.

«Já estão em nossas mãos os principais bancos e Bolsas do mundo inteiro, e os créditos sobre todos os governos. A outra grande potência é a imprensa. A custa de repetir sem cessar certas idéias, por fim ela as faz admitir como verdades. O teatro presta serviços análogos. Em toda parte, o teatro e a imprensa obedecem a nossa direção.

«Pelo elogio infatigável do regime democrático, dividiremos os cristãos em partidos políticos, destruiremos a unidade de suas uniões, semearemos a discórdia. Impotentes, sofrerão a lei de nosso banco, sempre unido, sempre devotado a nossa causa.

«Atiraremos os cristãos às guerras, explorando-lhes o orgulho e a estupidez. Massacrar-se-ão e desocuparão o lugar, onde nos estabelecermos.

«A posse da terra sempre deu influência e poder. Em nome da justiça social e da igualdade, dividiremos as grandes propriedades; entregaremos as parcelas aos camponeses endividados pela exploração as parcelas aos camponeses endividados pela exploração. Nossos capitais nos tornarão senhores deles. Por nossa vez, seremos os grandes proprietários e a posse da terra nos assegurará o poder.

«Esforcemo-nos por substituir na circulação o ouro pelo papel-moeda; nossas caixas absorverão o ouro, e regularemos o valor do papel, o que nos tornará senhores de todas as reservas.

«Contamos entre nós oradores capazes de incender o entusiasmo e persuadir as multidões; espalha-los-emos entre os povos, para anunciarem as mudanças capazes de realizar a felicidade do gênero humano. Pelo ouro e pela lisonja, ganharemos o proletariado, que se encarregará de aniquilar o capitalismo cristão. Aos obreiros, prometeremos salários com os quais nunca ousaram sonhar; mas elevaremos também o preço das coisas necessárias, de tal maneira que nossos lucros serão ainda maiores.

«Assim, preparemos revoluções, que os cristãos mesmos farão e cujos frutos colheremos nós.

«Por nossas impertinências, por nossos ataques, tornaremos ridículos seus sacerdotes, e depois odiosos – sua religião tão ridícula e tão odiosa quanto seu clero. Seremos, então, senhores de suas almas. Pis nosso piedoso agarramento a nossa religião, a nosso culto, lhes provará a superioridade de nossas almas.

«Já situamos nossos homens em todas as posições importantes. Esforcemo-nos por fornecer aos goyms advogados e médicos; os advogados estão ao corrente de todos os interesses; os médicos, uma vez na casa, tornam-se confessores e diretores de consciência. Mas, sobretudo, açambarquemos o ensino. Por aí, espalharemos as idéias que nos são úteis, e empederniremos os cérebros, à nossa vontade.

«Se um dos nossos tem a infelicidade de cair nas garras da Justiça entre os cristãos, corramos em seu auxílio; procuremos o número de testemunhas suficiente a salvá-los dos juízes, até sermos nós mesmos os juízes.

«Os monarcas da cristandade, inflantes de ambição e de vaidade, cercam-se de luxo e de exércitos numerosos. Fornecer-lhe-emos todo o dinheiro, que reclamem suas maluquices; e os teremos em nossas mãos».

Fonte: Os Servos do Talmud, pp 113-117, Luís Amaral, Editora ECO Limitada, 1948.

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