sábado, 26 de maio de 2012

Marido e mulher; pai e mãe.

Carne da minha carne

Por Peter Chojnowski

Traduzido por Andrea Patrícia* (FONTE: http://rosamulher.wordpress.com)


Ao escrever sobre mulheres e seu papel na sociedade e na vida familiar, é extremamente interessante consultar o relato da criação de Eva, a primeira esposa, no Livro do Gênesis. A característica mais particular da narração, no capítulo 2, é o fato de que Eva é criada como uma esposa. Não há relato feito sobre qualquer rito nupcial ou ação após a criação de Eva por Deus a partir da costela de Adão. Considerando que, Adão é criado e imediatamente é dada a ele a tarefa de subjugar a terra, Eva é criada a partir do ser primordial de Adão, a fêmea do macho, o feminino do masculino, como companheira nesta tarefa de alcançar o domínio sobre o mundo. Aqui Adão tem uma tarefa e chamado antes de gritar na sua solidão. Ele está sozinho, e ainda assim ele faz o seu trabalho. Sua ocupação é alcançar o domínio sobre o que foi dado a ele. Este impulso para o domínio tem um aspecto duplo, que é tanto físico quanto intelectual. O primeiro homem deve ter agrupado os animais diante dele para nomeá-los e classificá-los de acordo com o tipo. Isso é “capturá-los” dentro dos limites do conceito, é abri-los com uma incisão intelectual que revela o conteúdo essencial de cada um. Adão, o primeiro homem, alcança essas conquistas, imitando o domínio fácil do Criador sobre a não ordem, ao invés da desordem, do nada, com certa auto-suficiência, que é característica da mente masculina.

O relato do Gênesis sobre a criação de Eva retrata um ser de um caráter diferente. Aqui, não há essa auto-suficiência por parte da primeira mulher. Depois de terminar seu trabalho, Adão fica solitário, e é por isso que Eva é criada. Desde seu início, o papel de Eva foi derivativo. É Adão, que não tinha ainda perdido a plenitude de clareza racional, que reconhece em sua mulher o caráter derivativo tanto do seu ser quanto da sua ocupação temporal. No capítulo 2, lemos: “E Adão disse: Esta agora é osso dos meus ossos e carne da minha carne; ela será chamada mulher, porque ela foi tirada do homem”. É assim, o primeiro homem que define o caráter feminino essencial da primeira mulher. Eva atinge o pleno auto-entendimento só depois de Adão revelar seu próprio raciocínio a ela através da palavra falada.

É interessante, que na tentativa de trazer a queda do homem de seu estado de inocência primal e graça, Satanás deve tentar seduzir o entendimento de Eva, em vez de Adão. Como ele vai fazer isso é ainda mais interessante e esclarecedor. Ao invés de simplesmente confiar em argumentos que lhe dão a aparência de racionalidade, Satanás seduz a razão de Eva provocando a sua imaginação, na esperança de que a sensação e imaginação de Eva logo seriam seguidas pela sua razão. Ao manipular a tendência feminina de aplicar declarações gerais para si com uma rapidez que vai muito além da intenção da declaração em si, Satanás usa como parte de sua sedução uma palavra que pode ser facilmente tanto ser personalizada quanto materializada, foi a palavra “olhos”.

É no capítulo 3 de Gênesis, lemos que, “Então a serpente disse à mulher: Não, você não sofrerá a morte. Porque Deus faz saber que no dia em que você comer dele, seus olhos serão abertos: E sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal”. Ao focar sua atenção sobre o que viu, e não naquilo que ela sabia, Satanás alcança seu objetivo. No que se segue, lemos: “E a mulher viu que a árvore era boa para comer, e bela aos olhos, e deliciosa de se ver, e tomou do seu fruto, e comeu.” As condenações individuais e maldições apontadas por Deus sobre Adão e Eva por seus respectivos atos de rebeldia também são indicativos dos respectivos papéis os quais ambos foram feitos para desempenhar e desempenhariam na história da humanidade. Os castigos de Eva são apontados em sua vida como esposa e mãe “em dor darás à luz filhos, e tu estarás sob o poder de teu marido, e ele terá domínio sobre ti.” Adão, no entanto, será condenado porque ele “escutou a voz de tua mulher”, é punido por Deus tornando mais difícil a sua tarefa de dominar o mundo: “maldita é a terra em teu trabalho; com trabalho e fadiga comerás dela todos os dias da tua vida… Com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até tu voltares à terra, da qual foste tirado.”

Mulher como esposa-do-homem(1)

Nesta época de Feminismo triunfante, que tem como aspecto mais irritante a unidade para o uso de linguagem “inclusiva”, as raízes etimológicas do termo “mulher” não podem ser muito reconfortantes para aqueles empenhados em erradicar da natureza feminina qualquer orientação intrínseca para aqueles com uma natureza masculina. A própria palavra é uma contração das palavras para “mulher-homem” [wife-man] no idioma Anglo-Saxão. Se as feministas, que na palavra Ms.(2), deram-nos uma abreviação para um, ainda, título desconhecido, procurando conforto do “chauvinismo” da língua Inglesa, com certeza não vão encontrar nenhum na Latina (mulier), Francesa (femme), Alemã (Frau), ou Espanhola (mujer) todas essas palavras usadas para designar uma “mulher” podem ser usadas, sem alterações, para designar uma “esposa”. A maioria das feministas, é claro, percebem isso, daí a sua tendência a empregar o termo genérico “pessoa.” Há certa ironia presente até mesmo no uso deste termo, no entanto, uma vez que a palavra tem sua origem etimológica na palavra etrusca phersu(3)que significa “máscara”, ou aquele que esconde uma verdadeira identidade! Assim, “chairperson” (4)! Seu uso constante, em seus escritos, de s/he (5) é, aparentemente, contraproducente.

Então, uma mulher madura tem sido, tanto biblicamente quanto linguisticamente, conceituada como uma “esposa”, como alguém que se entregou a um homem com o propósito principal e expresso de trazer seres à vida e, além disso, seres perfeitos (ou seja, educar) da descendência humana. Um ponto interessante a considerar aqui é o significado profundo da designação bíblica de Eva como uma “ajudante” de Adão. Ser uma “ajudante” é ter um papel cooperativo, mas secundário. As implicações aparentemente pejorativas da denominação “secundária” podem ser moderadas, se olharmos para a relação de uma forma mais filosófica, em vez de depender dos significados das palavras comumente entendidos.

A forma como podemos trazer os respectivos papéis masculino e feminino na união conjugal ao nível filosófico é pelo entendimento que o marido é o agente ativo na relação, enquanto a mulher pode ser vista como a receptora passiva da ação iniciada pelo parceiro ativo. O papel impulsionador do marido existe, como tal, nos domínios físico, psicológico, econômico e social. Assim como se fosse colocar o macho a trabalhar para estabelecer a relação nascente, pela mostra de interesse e pela luta para ganhar a afeição da mulher, que só deve retribuir se ele se esforça de maneira viril para ganhar a atenção dela, assim também ele deve ser o escolhido, o que deve buscar o sucesso dos empreendimentos sociais e econômicos da família, o que injeta suas idéias, talentos e trabalho tanto na vida familiar quanto na ordem cívica. Este poder de transmissão pertence, ou deveria pertencer, ao marido. Do sexo masculino vêm as sementes da vida e os insights.

A passividade da esposa e da natureza feminina em geral não implica, de qualquer modo, a inatividade ou o “não-ser” da fêmea. O que implica é a qualidade receptiva do caráter feminino e sua constituição. Aqui faço um apelo a um princípio filosófico Tomista: a potência em si não existe sem o seu próprio ato. Será minha afirmação que as mulheres têm seu ser como mulheres atualizado somente através de sua relação com os homens. As mulheres precisam dos homens para ser verdadeiramente as mulheres. Os homens, no entanto, não precisam das mulheres a fim de ser realmente homens. As forças armadas, o mosteiro, e o seminário confirmam isso. Cada convento tem seu padre confessor e o Noivo Eucarístico.

Como já foi dito acima, a natureza “passiva” de uma mulher, afinal, não implica a inatividade ou qualquer tipo de falta de substancialidade. Em vez disso, o termo é usado para enfatizar a dependência que a mulher tem sobre o potencial formativo e realizador da mente masculina. Quer as feministas queiram ou não, o relacionamento de uma mulher com seu pai e/ou seu marido é formativo, imprime um selo fixo ou caráter em sua existência que ela nunca poderá apagar. Essa fixidez que é dada ao caráter de uma mulher e sua situação na vida por seu marido é ainda mais uma manifestação do ensinamento bíblico de que, enquanto Deus criou o homem à Sua própria imagem, a fêmea foi criada segundo a imagem do macho. Ela, seja em seu ser primal ou pessoal, carrega sua imagem e semelhança determinante.

A forma, impressa pelo marido sobre a vida de sua esposa e, conseqüentemente, a vida da família, não é algo que está estagnado. Pelo contrário, a vida da família, a qual o caráter básico é dado pelo pai, é desenvolvida e encarnada pela mãe. É assim que a mulher participa plenamente na transmissão da vida e geração iniciada por seu marido. Ela deve manter vivo o que ele fez viver. Ela deve alimentar, de uma maneira que só ela pode, o que ele quis.

Em seu Symposium, Platão afirma que o homem naturalmente procura por uma ou ambas as formas de imortalidade temporal. A primeira é realizada pelo professor que, ao colocar a semente da verdade na mente de seu discípulo, garante que suas idéias continuarão a viver muito tempo depois de que ele mesmo esteja morto. A segunda forma de imortalidade temporal, que é procurada pela grande maioria dos homens, é a imortalidade física que se tem através da geração das crianças. Não é coisa pequena que o chamado para ser a “ajudante” de seu marido inclua, como seu aspecto mais nobre e sublime, a garantia da imortalidade. Claro que, em uma união conjugal em que o vínculo é de natureza sacramental, existem três formas de “imortalidade” que são o fruto do esforço cooperativo dos cônjuges. Primeiro, a “imortalidade” física que perpetua no tempo, tanto a linha a paterna quanto a materna. Segundo, a imortalidade possuída por uma alma humana que vem a existir através da atividade de Deus e da cooperação material do pai e da mãe. Terceiro, a imortalidade sobrenatural que é a conseqüência da vida sacramental, que é cultivada na criança, através da agência do sacerdote, por causa dos esforços de ambos os cônjuges. Mesmo que no céu não haja casamento ou se dar em casamento, a realização do matrimônio é a imortalidade. Não é coisa pequena.

Dever de uma mãe

A tradução etimológica de “matrimônio”, como matris munium ou “dever de uma mãe”, nos dá uma visão sobre uma das necessidades fundamentais do casamento bem-sucedido. Esta necessidade é a estrita separação dos respectivos papéis do marido e da esposa. A racionalidade desta separação e a simplificação da separação dos papéis de cada um não é apenas baseada na posição natural do marido e da mulher no contexto da família, mas é, além disso, enraizada na natureza essencialmente ativa dos homens e na natureza essencialmente passiva das mulheres que discutimos acima. Ao considerar a conformação e divisão natural dessas diversas funções, também não devemos nunca nos esquecer que a tarefa maior de formação, que não seja a procriação física, que o marido possui é de imprimir sua própria racionalidade, informada pela verdade objetiva sobre todos os vários aspectos da vida de uma família, tanto a sua vida interna quanto suas ações coletivas dentro da comunidade. É um chamando exclusivamente masculino ao marido para “carimbar” a vida da família com a sua imagem intelectual, dando assim à família a sua própria forma e caráter. Depois de carimbar sua imagem racional em todos estes reinos de atividade, o marido e pai é encarregado de assegurar que toda a família esteja de acordo com esta forma. É, portanto, a tarefa do pai, como uma parte necessária de seu cargo patriarcal, impor a disciplina dentro da família.

Em paralelo com esta impressão de seu próprio entendimento racional da verdadeira natureza das coisas sobre a vida da família, o marido é chamado para tentar imprimir, com sucesso, seu próprio selo sobre alguns, não importa o quão obscuros, aspectos do mundo exterior. É esta tentativa do homem de imprimir sua imagem racional sobre algum aspecto do mundo exterior, que chamaremos de seu “projeto”. Todo homem deve ter um “projeto”. Um “projeto” é muito mais do que um mero “emprego”. É um desejo de transformar e mudar para melhor. Que todos os homens, intencionalmente ou não, tem tal “projeto” é algo que uma mulher e uma esposa deve apreciar se elas compreendem adequadamente como elas devem ser as “ajudantes” de seu próprio cônjuge.

Em vez de se ressentir com essa separação de papéis dentro do contexto da família, a mulher deve encontrar uma grande consolação. Primeiro, é o meio mais óbvio e eficaz de evitar os conflitos que, normalmente, são o choque de vontades sobre um curso de ação projetado. Se uma mulher aprecia claramente os domínios sobre os quais ela delegou jurisdição e aqueles sobre os quais ela, normalmente, não tem jurisdição, ao longo do tempo haverá uma redução inevitável de conflitos entre ela e seu marido.

Parece ser uma característica da nossa era pós-1960 que, seja em “bons” casamentos ou fora de um bom casamento, a mulher está tendo que lidar com um fato incontestável. A maioria dos homens não sabe qual é o que seu papel na vida familiar ou eles simplesmente se recusam a cumprir o seu papel. Por conta disso, o desejo natural de uma mulher de confiar no poder e na prudência de seu marido está frustrado; sua reação a esta situação é usurpar a autoridade de seu marido, e ao mesmo tempo desafiar diretamente a legitimidade dessa autoridade. Se estamos sempre a restaurar a paz na alma feminina, o Feminismo sendo a manifestação mais evidente da falta de paz, a mulher deve ser capaz de confiar que um homem, seu homem, especificamente, tanto compreenda suas obrigações quanto coloque toda a sua força em cumpri-las. Para as mulheres serem mulheres, os homens devem ser homens.

Senhora da alma do homem (6)

Uma vez que um homem deve “conquistar” na esfera cível, se quiser manter o âmbito doméstico em que sua família pode crescer e prosperar, o dever de uma esposa para ajudar o marido deve se estender além de tender às necessidades diárias de seus filhos. Deve incluir uma tentativa de facilitar, tanto psicologicamente quanto materialmente o “projeto” de seu marido. Antes que uma mulher possa, realmente, prestar essa ajuda, ela deve superar qualquer ressentimento que ela possa ter por ter de “compartilhar” o seu marido com seu projeto. Isto é extremamente difícil, já que o fato de o macho colocar seu projeto no mesmo nível, se não maior, do de sua preocupação com a manutenção das relações pessoais é estranho para a mentalidade feminina. Muitas vezes para ela isso parece mais do que um tanto absurdo! O que uma mulher deve perceber é que isso é uma realidade, no entanto. Está abaixo da dignidade de uma mulher competir com o projeto de seu marido. Ao invés de competir com ele, ela deve apoiá-lo nesse projeto e, então, ela irá unir os aspectos civis e domésticos da vida do marido e ganhar sua afeição eterna. Um homem deve conquistar e uma mulher deve conquistar com ele!

É claro, uma esposa e mãe tem o direito e o dever de lembrar ao marido que seu casamento e sua família são “projetos” que ele voluntariamente começou e deve, portanto, cuidar. Não se deve cuidar da esposa e da família como se cuida de um negócio. É ajudando seu marido a focalizar na dimensão pessoal de seus vários “projetos”, que uma mulher pode entrar na vida psicológica do marido de forma mais proveitosa e, posteriormente, contribuir para o seu acréscimo. Aqui encontramos uma tarefa para esposas que poucos podem apreciar plenamente. Isso é corrigir uma tendência para objetivar e instrumentalizar relações sociais e profissionais normais. Uma vez que um homem normalmente está imerso em sua luta para tornar dóceis as dificuldades específicas que ele assumiu, há uma tendência real para ver outros homens como meros “colaboradores” em sua tarefa e não como homens.

Assim como a preocupação feminina psicológica com pessoas individuais – as suas necessidades, sua afetividade e suas circunstâncias pessoais – faz com que a mulher seja mais qualificada do que um homem para atender às necessidades diárias das crianças, assim também essa ocupação psicológica das pessoas, ao invés de projetos, pode permitir que uma esposa ajude seu marido a desenvolver os aspectos pessoais de sua vida social e profissional. Claro que para que isso aconteça a mulher deve, na medida em que ela pode, compreender e realmente apreciar o trabalho de seu marido, suas implicações e sua importância a longo prazo.

O que, também, deve ser entendido é porque este trabalho é importante para seu marido. Qual ideal o motiva? Pois eu afirmo que todos os homens são motivados por um ideal, seja esse ideal verdadeiro ou falso. Se não forem, eles não são verdadeiramente homens. Mais. Se eles não são motivados por um ideal verdadeiro (ou seja, um ideal fundado na Mente de Deus), eles não atualizam seu potencial para a verdadeira masculinidade. Mulheres, procurem um homem que tem os olhos para nos céus, mas seus pés firmemente plantados no chão!

Esposas reais em uma época andrógina

Em nosso próprio tempo, esposas ou mulheres buscando serem esposas, são confrontadas com um problema não encontrado por seus ancestrais do sexo feminino, o ideal de masculinidade, que era a coisa, à exceção da religião, verdadeira ou falsa, mais cultivada por todas as civilizações importantes, foi agredida e fugiu da cena cultural pelos asseclas da Revolução.

Este exílio oficial do ideal masculino se manifesta melhor na discussão incessante sobre a lista cada vez maior de “direitos” humanos. À medida que a aplicação destes “direitos” se expande, a esfera disponível de ação verdadeiramente masculina diminui. Um “direito” é uma proibição contra a aplicação masculina de verdade! O desamparo constitucional do marido face ao desejo de sua mulher de abortar a sua criança por nascer é uma das mais graves manifestações desta castração jurídica e social.

A tentação mais óbvia da mulher que experimenta um patriarcal “vácuo de poder” em sua própria família é tentar preencher o cargo e exercer as funções destinadas a ser exercidas pelo marido. Tentar “vestir as calças” na família, seja metaforicamente ou literalmente, não vai resolver o problema da mulher. Uma mulher, mesmo uma mulher forte, não pode realmente tomar o lugar de um marido e pai. É antinatural e contrário à ordem divina das coisas. As crianças vão, além disso, deixar de aprender as distinções adequadas entre o papel do pai e da mãe, do marido e da esposa. Isso irá garantir que o fracasso do patriarcado e da verdadeira masculinidade continue e, muito provavelmente, se tornará ainda mais exagerado nas gerações vindouras. Uma mulher ao cumprir com seu dever como esposa e mãe e, portanto, como uma mulher, deve sempre deixar ser reconhecido por seus filhos que a função do pai é necessária e deve ser respeitada, mesmo se não houver um ou ao menos um ocupante que caiba nesse cargo.

As mulheres, em nossa época andrógina, devem recusar-se a usurpar o lugar natural do marido e pai. Em vez disso, elas devem aprender a encorajar seus maridos e pretendentes a exercer o cargo de governador prudente, que é seu por direito. Isto pode ser feito por uma mulher chamando o marido para tomar as decisões que lhe são devidas a tomar, enquanto que, também, indicando-lhe que ele deve fazer cumprir essas decisões. Se um homem sente, não importa quão “subconscientemente”, que sua família é uma república, em vez de uma monarquia, ele não vai exercer seu ofício patriarcal com ousadia e virilidade. Ele não vai sentir nenhuma necessidade. Como o dinheiro é uma das alavancas do poder, é quase certo que uma família que ”depende” da renda da esposa acabe como uma república. Nesse caso, o modelo tradicional da família terá sido posto de lado e o problema virá, sem dúvida.

Em nossos dias, quando, ao contrário de todas as épocas anteriores da história da humanidade, os modelos normativos de verdadeira feminilidade e da condição de mulher foram perdidos, temos de voltar à realidade da noiva a fim de descobrir a natureza mais permanente de uma mulher. Na noiva, que é apenas uma noiva no dia do seu casamento, encontramos as virtudes que devem ser refletidas na alma feminina. Estas são as virtudes da fé, da esperança permanente, e da caridade desinteressada, com a virtude fortificada da coragem para proteger os outros. A noiva tem fé, porque ela, mais do que o noivo, assume um “risco”, quando ela oferece seu ser inteiro, e ela sempre oferece o seu ser inteiro, no amor e na submissão ao seu esposo. A noiva confia que aquele a quem ela oferece a si mesma irá suportar providencialmente, a ela e dela. A noiva tem amor, um amor que não conhece conflito, que não conhece outros, que não pode ficar sem. É nessas virtudes que uma esposa melhor se assemelha a Esposa do Senhor, a Santa Madre Igreja. Para que como ela, após as núpcias terem sido consumadas, a fé se transforme em conhecimento e compreensão, a esperança se transforme em posse, e amor, o amor será sempre amor.

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Notas da tradutora:

*Artigo com muita profundidade, do tipo que poucos hoje conseguem compreender, por causa do envenenamento causado pelo liberalismo e feminismo nas mentes das pessoas. Para ler, reler e refletir.

(1)Mulher como wife-man: Na língua inglesa esposa é wife. A palavra woman (mulher) é uma contração deste termo wife-man, esposa do homem. A mulher derivada do homem.

(2) “Ms.” é um título dado a mulheres (casadas ou não), na língua inglesa. Passou a ser usado com freqüência por causa das feministas que não gostavam de Miss (senhorita) nem de Mrs. (senhora, abreviatura do antigo Mistress que vem de Mister, senhor) por acharem que tais formas de tratamento seriam sexistas. Mistress é um termo que foi usado no passado para designar a dona de casa e que caiu em desuso.

Madame vem do francês Ma (minha) Dame (senhora). Dame vem do latim Domina, senhora, dona de casa (Domus em latim significa lar, casa).

(3)De onde vem a palavra “personagem”.

(4) Chairperson é a palavra inglesa para “presidente”, que passou a ser usada pelas feministas em vez de chairman que designa homem presidente.

(5) s/he – uma contração das palavras “she” e “he”, ela e ele, em inglês.

(6) no original “Mistress of a man’s soul”- a apalavra Mistress possui vários significados: amante, senhora, dona de casa, mestra, patroa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

João XXIII: maçom e excomungado?

Papa João XXIII: um provável Franco-maçom
Diário de Notícias de Portugal
(11 de Novembro de 2002)


Fátima International (FI), uma organização de revisão histórica com escritórios na Austrália, EUA, Paraguai e Portugal, publicou um comunicado à imprensa alegando que o Cardeal Angelo Roncalli, que foi eleito Papa João XXlll em 1958, foi um Franco-maçom. Em 1994, os jornais portugueses “O Dia” e “Correio de Domingo” publicaram um sumário das investigações da FI sobre o caso, que declaravam que o Papa João XXlll [Roncalli] havia sido iniciado em uma sociedade secreta, a Ordem dos Rosacruzes, enquanto servia como diplomata do Vaticano em Paris, durante 1935.

Um porta-voz do FI contou as notícias que Virgilio Guito, ex-chefe do Grande Oriented as Lojas Maçônicas Italianas, em um relato publicado pelo jornal francês “30 Dias”, disse: “Parece que o Papa João XXIII foi iniciado em Paris, e participou nos trabalhos das Lojas em Istanbul”. O porta-voz disse que, como líder da maçonaria italiana, Guito estaria em uma posição a ponto de saber com certeza se Angelo Roncalli fora iniciado na Ordem em Paris. “Seria incrivelmente precipitado para ele dar uma tal opinião se ela não fosse verdadeira”, disse ele.

De acordo com o livro de Carpi, durante sua Nunciatura na Turquia, Roncalli foi admitido "em uma seita do Templo" recebendo o nome de "Irmão João" – Profecias de João XXIII, Pier Carpi, p. 52.

As implicações das revelações da FI são de uma importância tremenda aos católicos de todo mundo. Sob a Lei Canônica, qualquer católico que [...] se torna um Maçom é excomungado ipso facto da Igreja. A conseqüência com respeito a Angelo Roncalli, teria sido que como um excomungado teria sido impossível para ele ser eleito papa. FI também acentua que quaisquer decretos publicados por Roncalli sob o manto do Papado seriam, portanto, nulos e sem valor, incluindo a convocação ao Concílio Vaticano II, em 1962.

Suspeições de longa data a respeito de vínculos de João XXIII à maçonaria foram estimulados mais além em 1977, catorze anos depois de sua morte. De particular interesse foi um anúncio publicado nos EUA, no Boston Pilot Magazine, que oferecia à venda réplicas da cruz peitoral de João XXIII. A cruz era decorada com vários símbolos maçônicos e foi autorizada à venda pelo Arcebispo de Loreto, Itália, com o apoio do Vaticano.

O australiano Robert Bergin, um membro-fundador do FI, que morreu em 1996, gastou os últimos anos de sua vida em Portugal, onde financiou várias publicações detalhando os fatos vinculado o empenho de Roncalli às profecias dadas pela Virgem Maria em Fátima, em 1917. Seus esforços para persuadir o Vaticano a investigar as conexões maçônicas de Roncalli não foram bem-sucedidas. Isso foi de pequena surpresa, na medida em que em 1976 o Vaticano faltou em responder ao jornal Italiano, Burghese, que havia publicado uma lista de mais de uma centena de bispos e cardeais que alegava ser Franco-maçons. A lista foi proposta ter sido extraída do Registro Maçônico Italiano e incluia as datas de iniciação e nomes secretos designados a cada um dos clérigos envolvidos.

Siri é um Papa?


Alguns católicos tradicionalistas acreditam que o Cardeal Giuseppe Siri foi de facto eleito Papa no conclave de 1958, mas que teve que dar o seu lugar a Roncalli (Papa João XXIII) devido às ameaças dos comunistas (nomedamente dos soviéticos). Os apoiantes desta teoria afirmam também que esta suposta resignação do Cardeal Siri era ilegal, por isso eles acreditam que Siri é que era o verdadeiro e legítimo Papa (eles até acreditam que Siri escolheu o nome papal de Gregório XVII). Eles acham por isso que João XXIII era só um mero usurpador ilegal da cátedra de São Pedro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cristianofobia e catolicofobia.


Os cristãos são hoje, o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo.

Vários estudiosos da Cristianofobia, nomeadamente o sociólogo Italiano, membro da OSCE, Maximo Introvigne, elencam quatro áreas: Hostilidade, Discriminação, Violência e Perseguição.

1. Em alguns países islâmicos, dominados por radicais intolerantes, há verdadeira intolerância, discriminação, violência e perseguição. Na Coreia do Norte, onde impera um totalitarismo comunista feroz, os cristãos sofrem de modo igual.

2. Na Índia (em algumas regiões) e no Sri Lanka, entre outros países o chamado Etnonacionalismo dominante promove verdadeira perseguição a quem não professar o Hinduísmo. Tal como nos países referidos em 1, também aqui as conversões são objecto de feroz perseguição, chegando a morte dos convertidos ao cristianismo e a destruições do templos e dos equipamentos sociais e culturais cristãos.

3. No Ocidente, dito cristão (p. ex. Espanha, EUA, Inglaterra, etc) verificam-se gravíssimos casos, com grande frequência, de intolerância e fortíssima discriminação contra os cristãos e os seus símbolos, nomeadamente contra a cruz. Em muitos países (ex.: Espanha) têm ocorrido graves atentados contra a liberdade religiosa dos católicos, proibidos ou impedidos de exporem publicamente alguns aspectos relevantes da Doutrina Social da Igreja, como a natureza e função da família ou do direito a vida desde a concepção até a morte natural.

Face a este cenário, o Circulo “Shahbaz Bhatti” convoca e convida os cristãos a rezarem pelos seus irmãos perseguidos, particularmente no dia 7 de cada mês.

“Hoje, como ontem, profética e libertadora, a mensagem de Cristo não se pode submeter á lógica do mundo. É a semente de uma nova humanidade a caminho, que só atingirá a sua plenitude no fim dos tempos.” (Bento XI, 11-05-2012)

Um exemplo recente:

Cruz de 1600, Incendiada em 10/05/2012 na Eslovénia, por Andrej Medved e Dean Verzel – “a cruz é o símbolo da hierarquia, do servilismo e do embrutecimento”. A Conferencia Episcopal Eslovena respondeu: “… um acto público de incitamento à promoção do ódio e da intolerância religiosas através da difamação dos símbolos religiosos da cristandade, como uma tentativa de estigmatizar os cristãos na nossa sociedade (a cristianofobia) e como um insulto deliberado aos sentimentos religiosos. (fonte: www.christianophobie.fr/)

Fonte: Militia Sanctae Mariae, Portugal.

OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL.


OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL.

1. Amai a Deus sobre todas as coisas. E em segundo lugar, amai o seu cônjuge. Amai-o mais que a vossos filhos. Amai-o até o ponto de dar sua própria vida por ele.

2. Rezem juntos. A prece individual é excelente e imprescindível pra todo cristão. Mas a prece conjunta, com o cônjuge, é excelente e imprescindível pra todo casal. É ótimo quando um ouve o que o outro está pedindo e agradecendo a Deus. Assim um conhece os anseios e aspirações do outro no sublime momento da oração, e isso facilita muito a comunhão. Sempre que possível, rezar juntos o Santo Rosário, ou o Terço.

3. Seja a Santa Missa a vossa prioridade no Domingo, dia do Senhor. Ide primeiro à Santa Missa, depois às outras atividades. Ide à Santa Missa sempre juntos, como convém ao casal católico, e se tiverem filhos, que eles os acompanhem desde tenra idade, e cresçam em um lar onde se aprende desde cedo a importância da Santa Missa e do dia do Senhor.

4. Não hesitem em exercer a vossa autoridade dentro do vosso lar. Não deixem que entre em vosso lar qualquer coisa que possa comprometer a busca da santidade na vossa família. Assim, vocês serão pais e mães dignos de serem honrados.

5. Não desautorize, nem agrida, nem ofenda o seu cônjuge. Nunca. Muito menos na frente dos filhos.

6. Vivam castamente o vosso casamento. O matrimônio não é, e nem nunca foi, uma “licença para a luxúria”. Não aceitem rebaixar a vossa união (que é um Sacramento) ao patamar das uniões ilícitas. Respeitem o vosso leito como se fosse um altar.

7. Jamais durmam brigados. Se houver algum desentendimento, fiquem acordados até fazerem as pazes, mas jamais durmam brigados, como se isso fosse normal. Dormir separados então, nem pensar. Nada de um dos dois ir dormir na sala.

8. Não minta nem esconda nada de seu cônjuge. Conquiste a sua confiança, e confie também nele. Vocês devem ser sempre um pelo outro acima de tudo. Esteja sempre pronto a se sacrificar pelo teu cônjuge. E aqui, com sacrifício, não falo exatamente de morrer literalmente, mas de morrer simbolicamente, abrindo mão de toda paixão ou vício que possa atrapalhar a vossa união.

9. Estudem juntos a Fé Católica. É impossível amar aquilo que não se conhece. Por isso, estudem juntos a Fé Católica, o catecismo, os 10 mandamentos, as virtudes cardeais e teologais. E façam juntos obras de caridade e de misericórdia. Aprendam juntos para ensinarem bem a vossos filhos.

10. Tenha em vossa casa um crucifixo em lugar bem exposto, a fim de que Cristo, modelo de noivo, esteja a todo momento a vos lembrar até que ponto vocês devem se amar. E também para que todos os que entrarem em vossa casa saibam de que tipo de seres humanos é composta a família que estais a construir.

Créditos ao excelente blog O Segrego do Rosário
FONTE: http://catolicostradicionais.blogspot.com.br

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Confraria do Rosário: indulgências.




Privilégio da Confraria

Se os privilégios de uma confraria e a conveniência de unir a ela devem ser julgados de acordo com as indulgências que se obtêm dela, então pode-se dizer que a Confraria do Santíssimo Rosário é a mais valiosa e que os fiéis devem se ingressar a ela com urgência. Eis porquê tem sido recompensada com mais indulgências, mais do que qualquer outra confraria da Igreja, e desde sua fundação quase não houve um Papa que não tem aberto os Tesouros da Igreja a ela a fim de enriquecê-la com mais privilégios.

Sabendo que o bom exemplo persuade mais que palavras eruditas ou favores, o Sumo Pontífice percebeu que não havia maneira melhor de indicar sua profunda admiração pela Confraria, que ele mesmo ingressou nela.

A seguir um resumo das indulgências que de todo coração foram garantidas à Confraria do Santíssimo Rosário e que foram confirmadas novamente pelo nosso Santo Padre Papa Inocêncio XI em 31 de Julho de 1679 tendo recebido e tornado público em 25 de Setembro do mesmo ano por sua Excelência, o Arcebispo de Paris; (1)

(1) N.T. Leão XIII modificou esta lista de indulgências. Nós a pusemos aqui, porque assim é que se encontram nos manuscritos de São Luiz. – Atualmente vigoram somente as que estão relacionadas no manual das indulgências.




1- Os membros podem ganhar uma indulgência no dia em que se ingressarem à Confraria;

2- Um indulgência plenária na hora da morte;

3- Para cada três grupos de Cinco Mistérios (Terço) rezados; dez anos e dez quarentenas.

4- Cada vez que os membros dizem os santos nomes de JESUS e Maria devotamente; sete dias de indulgências;

5- Sete anos e sete quarentenas podem ser ganhos por aqueles que devotamente participam ou assistem à Procissão do Santo Rosário;

6- Os membros que fizerem uma boa confissão e que estejam genuinamente arrependidos de seus pecados podem ganhar uma indulgência plenária em certas datas quando se visitam a Capela do Santo Rosário na igreja onde a Confraria é estabelecida. Esta indulgência plenária pode ser ganha nos Primeiros Domingos de cada mês, e nas festas de Nosso SENHOR e Nossa Senhora.

7- Por participar da procissão Salve Rainha, cantada pelos dominicanos, cem dias de indulgência;

8- Aqueles que usam o Rosário no corpo (pescoço ou cintura) em público por devoção e como bom exemplo poderão ganhar cem dias de indulgência;

9- Membros doentes que não podem ir à igreja, podem ganhar uma indulgência plenária, confessando, comungando e rezando neste mesmo dia o Rosário completo, se possível, ou pelo menos um Terço;

10- Nossos Sumo Pontífices têm mostrado sua generosidade em relação aos confrades do Rosário, permitindo-lhes ganhar as indulgências ligadas às Estações de Roma, em se visitar cinco altares na igreja onde a Confraria do Rosário é estabelecida, em se rezar o PAI Nosso e a Ave Maria cinco vezes diante de cada altar, para santificação da Igreja. Se existir somente um ou dois altares na igreja da Confraria, deve-se recitar o PAI Nosso e a Ave Maria vinte e cinco vezes diante de um deles.

Este é um favor maravilhoso concedido aos membros da Confraria, pois nas Igreja Estacionais em Roma, pode-se adquirir indulgências plenárias, livrar Almas do Purgatório e muitos outras grandes indulgências podem ser obtidas com pouquíssimo esforço, sem despesas e sem ter que sair de seus próprios países. E mesmo se uma Confraria não foi fundada na região onde os membros vivem, pode-se ganhar as mesmas indulgências visitando cinco altares de qualquer igreja. Esta concessão foi concedida por Leão X.





A Sagrada Congregação das Indulgências relacionou uma lista de certos dias definidos para aqueles que não se encontram em Roma a fim de poderem adquirir as indulgências das Estações de Roma. O Santo Padre aprovou esta lista em 7 de Março de 1678, e ordenou que seja estritamente observada. Estas indulgências podem ser obtidas nos seguintes dias:

Em todos os domingos do Advento; nos dias de jejum prescritos pela Igreja, na noite de Natal; nas Missas da Noite de Natal; nas Missas da Madrugada; na Terceira Missa; na Festa de São Estevão; na de São João Evangelista; na Festa dos Santos Inocentes (28 de Dezembro).

Na Circuncisão e Epifania;

Na Ascensão de Nosso SENHOR; na Vigília de Pentecostes.

Caro membro da Confraria, há várias outras indulgências que você pode obter. Se você pretende conhecê-las melhor, procure na lista completa das indulgências, que são distribuídas aos membros da Confraria do Rosário. Você encontrará junto o nome dos Papas em questão, os anos que foram outorgados e muitos outros particulares que não pude incluir neste livreto.


34º Capitulo - Extraído do Livro "O Segredo do Rosário" São Luiz M. Grignion de Montfort

FONTE: osegredodorosario.blogspot.com.br

Inscreva-se numa Confraria do Rosário (em inglês): http://www.rosary-center.org/nconform.htm

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Inferno.

Em 543 no Concílio de Constantinopla, essa teoria foi condenada pela Igreja, e se afirmou o seguinte: “Se alguém afirmar ou crêr que o sofrimento e o castigo dos demônios e dos ímpios estão limitados no tempo e que algum dia terão fim e que haverá também reconciliação universal com os demônios e com os ímpios, que este seja condenado(DS 411)” (14)

“Da existência do inferno falaram já a Profissão de fé de Damaso e a de Atanásio (DS 72,76). O Concílio Ecumênico de Latrão em 1215 (DS 801), o Concílio de Lião (DS 858) e o de Florença (DS 1351), afirmaram a existência do inferno (Cf também o Concílio de Trento – DS 1575)” (16)


Quem concluiu a doutrina do inferno foi o Papa Bento XII na constituição Benedictus Deus em 1336 (DS 1000). Por esta constituição, que permanecerá perpetuamente em vigência, Nós, com apostólica autoridade, definimos:

Que, conforme a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos que partiram deste mundo antes da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim como as dos santos apóstolos, mártires, confessores, virgens e dos outros fiéis que morreram após o recebimento do santo batismo de Cristo – dado que não tinham necessidade de serem purificadas ao morreram, ou não há de ser quando no futuro morrerem, ou se, então, nelas tiver havido algo a purificar e tiverem sido purificadas após a morte – e as almas das crianças renascidas pelo mesmo batismo de Cristo e das que serão quando forem batizadas, e morreram antes do uso do livre-arbítrio, logo depois de sua morte e da purificação mencionada aos que precisavam de tal purificação, mesmo antes de reassumir os seus corpos e antes do juízo universal, após a ascensão ao céu de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, estiveram, estão e estarão no céu, no reino dos céus e no paraíso celeste, com Cristo, junto da companhia dos santos Anjos.

E que depois da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face – sem a mediação de qualquer criatura como objeto de visão, mas a essência divina se revela a eles de forma imediata, desnuda, clara e manifesta –; e que aqueles que vêem assim, gozam plenamente da mesma essência divina, e, dessa forma, por essa visão e fruição, as almas daqueles que já morreram são verdadeiramente bem-aventuradas e possuem a vida e o descanço eterno, como também as dos que mais tarde hão de morrer verão a essência divina e gozarão dela antes do juízo universal; e que esta visão da essência divina a sua fruição fazem cessar nessas almas os atos de fé e de esperança, uma vez que a fé e a esperança são propriamente virtudes teologais; e, depois que esta visão intuitiva face a face e esta fruição teve e tiver nelas início, esta visão e fruição – sem qualquer interrupção ou privação desta visão e fruição –, permanecem ininterruptos e hão de assim continuar até o juízo final e, a partir dele, por toda a eternidade.

Definimos também que, de acordo com a geral disposição de Deus, as almas daqueles que morrem em pecado mortal atual, logo depois de sua morte descem ao inferno, onde com as penas infernais são atormentadas, e que, todavia, no dia do juízo, todos os homens hão de comparecer “diante do tribunal de Cristo” com os seus corpos para prestar contas de suas ações, “para que cada um receba o que lhe toca segundo o que fez quando estava no corpo, seja de bem ou de mal” (II Cor. 5, 10).

A Escritura sagrada claramente atesta a existência de um lugar de condenação eterna chamado inferno ou às vezes referido a como Geena. Os exemplos são os seguintes: Jesus disse que o homem que desprezar seu irmão “incorrerá no fogo da Geena” (Mt 5,22). O Senhor advertiu: “não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, temam quem pode destruir tanto corpo como alma na Geena” (Mt 10,28). E Jesus prosseguiu: “Se tua mão te faz cair, corta-a. Melhor você entrar na vida com uma só mão que manter ambas as mãos e ir para a Geena com seu fogo inextinguível” (Mc 9, 43).

FONTE:http://escravasdemaria.blogspot.com.br/2012/05/salvacao.html

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Freud: propulsor da revolução sexual.

Freud, propulsor da revolução sexual

Passeando por Viena, ainda hoje sentimos que pairam no ar, em alguns lugares, restos do perfume que fez desta cidade imperial, durante muitos séculos, a cidade européia do charme por excelência.

Como neste mês cumprem-se 150 anos do nascimento de Sigmund Freud (6 de maio de 1856), meus passos se dirigiram ao famoso nº 19 da Bergstrasse. Uma rua comum, não longe do prédio central da Universidade de Viena. Ali viveu por quase 50 anos o inventor da psicanálise. Além de seu domicílio, ele tinha ali também seu consultório.

No local onde examinava seus pacientes, não encontramos nada de especialmente pessoal. Chama a atenção apenas o famoso “divã”, onde se recostavam os que aceitavam submeter-se a seus exames.

Nada fazia prever que naquele lugar, pacato durante os anos em que Freud exerceu suas atividades, montava ele uma verdadeira revolução dos costumes.

Com efeito, as tendências desordenadas da sensualidade sem freios, que vinham crescendo ao longo de todo o século XIX, lutavam para encontrar no terreno ideológico uma doutrina que as justificasse; e assim mais facilmente as libertasse das leis, da moral, dos costumes e da mentalidade provenientes de épocas de fé católica, que contrariavam profundamente essas más tendências.(1) Tal foi o papel da doutrina freudiana.

Contagiando com a “peste”

Freud e o freudismo estão intimamente ligados à "revolução sexual".(2) Conta Ernest Jones –– discípulo de Freud que escreveu sua vida –– que, chegando ambos a Nova York, comentou Freud olhando do convés do navio para o porto dessa cidade: “Estamos lhes trazendo a peste”,(3) referindo-se ao método de psicanálise que iria espalhar entre os americanos. Com efeito, das doutrinas de Freud surgiu e se afirmou a “revolução sexual” do século XX, expandindo-se sobretudo a partir dos EUA.

Fabricou-se então o homem dito do século XX –– “descomplexado”, quer dizer, sem barreiras morais –– o qual assistiu sem espanto à instalação da inteira liberdade sexual dos jovens antes do matrimônio, o aborto, a queda das barreiras do horror diante da homossexualidade, etc. Este foi o resultado da revolução freudiana — até o momento, pois uma locomotiva sem freios não se detém numa rampa descendente.

Surgimento do “homem novo”

É possível cair mais baixo? Infelizmente, sim. Freud o tentou quando quis divinizar o instinto sexual, como fizeram algumas religiões pagãs da Antiguidade na Grécia e na Índia, por exemplo.

Para consegui-lo, não basta dar livre curso às tendências desordenadas do homem, que o levam a afastar-se de Deus e até odiá-lo. É preciso dar-lhes uma nova visão do mundo, idéias e meios para modificar tudo aquilo em que se acreditava”.

O marxismo e o freudismo estão intimamente ligados, na revolução do século XX. A filosofia marxista é uma práxis que pretende modificar o mundo. “Os filósofos não fizeram mais do que dar diversas interpretações ao mundo; mas o de que se trata é de transformá-lo", dizia Engels. E acrescentava: "Marx Über Feuerbach" (Marx acima de Fuerbach).(4) De maneira semelhante, o freudismo não é apenas uma teoria sobre a psicologia humana, mas sobretudo uma práxis — a técnica psicanalítica tem como meta transformar o homem a partir de seus fundamentos instintivos e tendenciais. De tal maneira as metas da Revolução comportam uma mudança radical na cultura e na civilização, que a natureza do homem range ao tentar acomodar-se ao novo mundo desejado por ela. É necessário pois que surja um "homem novo".

Um "homem novo" coletivizado, não “egoísta”, amoral, em uma nova relação com a natureza, que terá repudiado especialmente a Religião católica como uma "ilusão". Tal é a meta da evolução da psique, segundo a teoria freudiana, e que vem ao encontro das necessidades dos teóricos do comunismo, que edificam sua utopia sobre a base desse homem-massa, homem escravo.

O "deus" Eros

Segundo Freud, existem dois instintos básicos que governam absolutamente a vida do homem e da sociedade: o instinto de morte, que prevaleceu até agora por meio da civilização moderna, industrial, dominada pela técnica, que tende a impor a violência de uns sobre os outros e dos homens sobre a natureza, levando pouco a pouco e inevitavelmente à destruição da humanidade. Opondo-se a thanatos (o instinto de morte), surge das profundidades da psique o instinto sexual, o "deus" Eros, que tende a unir todos os homens pelo amor. A maturação final desse instinto deve resultar — mediante a união panteística de todos os seres humanos no seio desse "deus" — numa paz universal e perfeita.

"Poderes obscuros, insensíveis e com desamor determinam o destino do homem", escrevia Freud em seu artigo “Weltanschauung”,(5) onde expunha sua visão do mundo. Poderes ocultos estes que, para ele e seus mais imediatos colaboradores, foram tomando cada vez mais claramente a forma de uma religião.
“Freud tinha um interesse apaixonado pelo diabo. Rodeou-se de pessoas interessadas pelo diabólico, como Jung, Frenczi, Rank, Reik, Lou Salomé, etc. Vivia atraído por dois pólos: o racional e o irracional. Materialista e mecanicista por um lado, e interessado em ocultismo, parapsicologia, religião e magia por outro”.(6) Que relação existia, na mente de Freud, entre o "homem novo" psicanalítico e sua fascinação pelo ocultismo?
No museu da Bergstrasse 19, após lançar um último olhar sobre as figurinhas esotéricas, que evocam o preternatural, sobre a escrivaninha de Freud, saímos à rua, onde o homem do século XXI se agita inquieto, cheio de ilusões de felicidade; e onde a fé encontra apenas um pequeno espaço, na grande maioria das pessoas, enquanto o neopaganismo avassalador torna-se terreno fértil para a aceitação dos mitos religiosos do mundo antigo, que não conheceu Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, que nos redimiu com seu sangue, nos ensinou ser "o caminho, a verdade e a vida”. É a única senda para alcançarmos o Céu.

(Escrito por Carlos Eduardo Schaffer
Revista Catolicismo número 665 de maio de 2006)

Notas:
1. Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, I, 5, Artpress, 4ª ed., S. Paulo, 1998.
2. Cfr. Wilhem Reich, La Révolution sexuelle, prólogo da 4ª edição.
3. "Ils ne savent pas que nous leur apportons la peste", Freud a Jung, lorsqu'ils arrivent en Amérique www.grigri.tv/blablas/livre-noir-psychanalyse-
4. Quelle: Marx-Engels Werke, Band 3, Seite 553 ff. Dietz Verlag Berlin, 1969.
5. Std. Ed. tomo XXII, p.167.6. Cfr. Freud e o Diabo, Luise Urtubey.
FONTE: http://vandeanosdafe.blogspot.com.br

Freud, o charlatão.

FREUD um charlatão a serviço do anti-cristianismo?



Sigmund Freud - Uma das figuras de realce na historia do pensamento moderno, a partir da psicanálise, que criou, passou a exercer ampla influencia na própria vida cotidiana dos homens de seu tempo. Freud fez parte de um conjunto de idéias revolucionarias, tais como, Marx, Darwin, etc. Na verdade, a psicologia até então era tida como o estudo da alma. Como pode um materialista estudar psicologia sem acreditar na alma? A psicologia sofreu varias modificações e ramificações: uma delas foi a psicanálise de Freud.

Freud emerge, da biografia que dele fez seu discípulo Ernest Jones, não só como homem de gênio, mas como figura humana de marido, pai, e criador da psicanálise.

Dos quatro aos oitenta e dois anos Freud viveu em Viena. Em 1938, depois da anexação da Autria pelos nazistas, foi para Londres, onde morreu a 23 de setembro. Duas datas fundamentais no desenvolvimento da obra de Freud foram seu trabalho em 1885 com Jean Charcot em Paris, que confirmou a determinação de Freud de investigar a histeria do ponto de vista psicológico e sua colaboração com o medico e pensador austríaco Josef Breuer. Este confiara a Freud como havia curado sintomas de histeria fazendo o paciente relembrar em estado hipnótico, as circunstâncias que tinham dado origem às manifestações histéricas, com reprodução das emoções originais. Ao regressar de Paris, Freud propôs a Breuer que publicassem o caso, com alguns outros de que ele próprio havia tratado nesse meio tempo. O livro sobre aquilo, que os autores chamaram de método "catartico" de tratamento constituiu o ponto de partida do que um dia se chamaria psicanálise.Pouco depois, entretanto Freud deu o passo decisivo de usar, em lugar do hipnotismo, o método da livre associação de idéias.

Recentemente, num artigo da revista jesuíta"Civiltá Católica", cujo autor é o consagrado padre Giuseppe de Rosa, diretor da revista, diz o seguinte:

"Um problema muito delicado se coloca para um cristão que necessite de terapia psicológica quando o analista, especialmente se de formação freudiana, tem uma visão da vida puramente materialista e assim amoral e arreligiosa ou até pansexual."

"Pode acontecer que, apos uma terapia com um analista de formação freudiana, cristãos e religiosos sofram danos de caráter moral e religioso. Por isso a proibição aos religiosos de submeter-se à psicoterapia, a não ser com permissão explicita." Entre os danos citados por De Rosa está a perda da fé apos um período de analise.

Freud falseava dados, diz pesquisa nos Estados Unidos:

Uma serie de revelações feitas por pesquisadores norte americanos causou um golpe ao mito do "pai da psicanálise", Sigmund Freud. Investigações feitas por um grupo de psicanalistas e historiadores mostram que Freud manipulava a vida sexual e matrimonial de seus pacientes, solicitava doações, distorcia resultados para adapta-los às suas teorias e fazia com que pacientes portadores de problemas de personalidades passassem por curados.

Sintetizados em um artigo publicado em um jornal norte americano "The New York Times", os documentos, encontrados pelos investigadores em vários arquivos universitários mostram numerosas discordâncias entre os resultados narrados por Freud e os testemunhos de pessoas envolvidas com ele.

Como exemplo a pesquisa levantou que o celebre caso da cura de histeria de "Anna O" não relatava a verdade. Seguindo os passos da mulher (cujo nome verdadeiro era Bertha Pappenheim) ate um sanatório Suíço, eles descobriram que ela continuou apresentando os mesmos sintomas da doença durante toda a sua vida.

Um bombardeio inclemente sobre o edifício freudiano vem do instituto de tecnologia de Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos. O historiador Frank Sulloway, do MIT, esquadrinhou os relatos de casos tratados por Freud e concluiu: Pelo menos 99% da teoria psicanalítica estão errados. O pouco que se salva, como o conceito de transferência, nada tem de novo - deriva da biologia do séc. XIX.

Através das lentes criticas de Sulloway, 44, desaparece o Freud gênio solitário, que erigiu uma ciência baseado em dados empíricos e uma heróica auto analise. Surge o clinico ávido por propagandear sua capacidade de cura, sem pudor de manipular fatos, datas e recorrer a uma enganadora habilidade retórica.

Dos casos mais famosos que mais se nota a fraude, temos:

a) Pequeno Hans - O garoto de cinco anos tinha fobia por cavalos. Freud só o atendeu uma vez. Era filho de Max Graf, discípulo freudiano. Freud tentou explicação edipiana para o caso, ignorando o fator mais obvio: um acidente de charrete que Hans assistiu.

b) Mulher homossexual - Tratamento falhou. Para ela, homossexualismo não era problema. Só procurou terapia forçada pelos pais. A analise não passou da fase de avaliação do caso.

c) Daniel Schreber - Achava que sua cabeça estava sendo comprimida, que o peito era esmagado. Freud o "analisou" a partir da auto-biografia, concluindo que era homossexual de relacionamento problemático com o pai. Ignorou que as sensações de Schreber eram idênticas às experimentadas quando testava aparelhos de postura inventados pelo pai, ortopedista.

d) Homem dos ratos - Tinha medo obsessivo de ratos. "Curado" por Freud em poucos meses. Uma semana antes de anunciar a "cura" no primeiro congresso internacional de psicanálise, Freud tinha escrito a Jung: "não tenho nenhum caso completo, que possa ser visto como um todo."

e) Homem dos lobos - Longo tratamento com Freud e outros. Ao todo 60 anos de terapia. Obsessão por lobos. Jamais se curou, entrando em estagio avançado de paranóia.

f) Dora - Histérica. Perdia a fala, entre inúmeros outros sintomas. Nenhuma evidencia histórica de melhora no curto tratamento. abandonou a terapia por causa dos "modos enervantes" de Freud.

CONCLUSÃO

A psicologia é uma matéria muito interessante, pois sendo estudada corretamente e de forma honesta faz de seu objeto um importante traço de desenvolvimento e conhecimento. Porem as várias convulsões do pensamento revolucionário tem abalado a historia do homem. Essas Revoluções influenciaram fortemente as tendências, que por sua vez agiram nas idéias e por fim culminaram nos fatos. Assim o homem decadente e afastado de Deus mergulhou em sua crise, sendo que essa crise se estendeu para todos os campos de ação do próprio homem.

Fonte: Jornal "Folha de São Paulo" de 09/09/92; Jornal "Folha de São Paulo" de 07/03/90 e Jornal "Folha de São Paulo" de 05/04/91

FONTE: http://vandeanosdafe.blogspot.com.br

CARTA ABERTA DO PE. CARDOZO, FSSPX.







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N. Friburgo, 13/05/2012. 95º aniversário da 1ª aparição de Nossa Senhora de Fátima

Carta aberta aos meus confrades sacerdotes, fiéis e amigos.


Após ler a carta dos três Bispos da Fraternidade à Casa Geral, e a resposta desta por parte de Mons. Fellay e seus seguidores (que tem mais ou menos os mesmos erros que os manifestados, em outra época, por Dom Gérard, P. Rifan, P. Muñoz), nada mais me resta que manifestar:

1° Nossa total adesão à Fraternidade São Pio X e a seu Fundador e, portanto, meu apoio absoluto aos três Bispos que permanecem fieis à obra de Mons. Lefebvre, em quem coloco minha obediência.

2º Meu desconhecimento da autoridade de Mons. Fellay, dada sua pertinácia e afastamento dos princípios do Fundador, e de todos os que compartilham sua posição de entrega a Roma, independente do cargo que ocupam, e, portanto, minha repulsa à postura deste Monsenhor, baseada em seus pareceres e políticas totalmente apartadas do sim-sim, não-não do Evangelho e dos fundamentos dados por Mons. Lefebvre. (*)

3º Nossa rejeição absoluta, também, a qualquer acordo com a Roma modernista a que esse bispo, Mons. Fellay, está descaradamente nos arrastando em uma operação suicida, ignorando os conselhos:

a: do Fundador;
b: de seus três irmãos no Episcopado;
c: de diversos sacerdotes que, ao longo dos últimos anos, lhe refutaram, com as devidas razões, os passos dados em direção à comunhão com uma igreja que ela própria se define “pós-conciliar” e não católica, que é inimiga de Nosso Senhor e do seu reino universal(¹), e acabaram expulsos ou renunciando, para não acabar na lamentavel situação a que hoje chegamos.

4º Por isto, faço meu chamamento aos três Bispos fiéis e que têm a autoridade legada a eles pelo Fundador, para que assumam o comando da Fraternidade para evitar seu desmantelamento e dispersão.

5º Convoco aos membros e aos fiéis que ainda guardam um mínimo de lealdade, fidelidade e obediência ao Fundador, para apoiarem, de forma clara e eficaz, os nossos três Bispos leais, retirando todo apoio aos obsequiosos seguidores de quem permitiu, com seu consentimento, colaboração e silêncio, o atual estado de coisas, levando a Fraternidade a esta divisão irremediável.

Devido ao nosso caráter de confirmados, isto é, de soldados de Cristo Rei, pelo juramento anti-modernista que fizemos antes da nossa ordenação, para não acabarmos no perjúrio e na apostasia, insto todos a assumirem claramente a postura da Tradição, a apoiar com todos os nossos esforços a defesa da Fraternidade, barco seguro no qual tantos objetivos alcançamos e pelo qual sobrevivemos à apostasia destes tempos, enquanto esperamos uma real e completa conversão do Papa, e de Roma à Roma Eterna.

Confiantes na consagração de nossa família religiosa feita outrora ao Imaculado Coração de Maria, combatamos com Ela e por Ela, até o fim. Amém.


P. E.J.J.Cardozo


(*) Em declarações desta sexta-feira à agência Catholic News Service, da Casa generalícia em Menzingen (Suíça), o superior da Fraternidade São Pio X (SSPX), Bernard Fellay admitiu as discrepâncias na congregação quanto a um possível acordo com a Santa Sé: “Não posso excluir que possa haver uma ruptura”, afirmou ele.
Mons. Fellay explicou à CNS que, em sua opinião, “o movimento do Santo Padre - porque realmente veio dele - é genuíno”: “Não parece haver alguma armadilha (...) SIC! (...) Por isso, teremos que examiná-lo cuidadosamente e, se é possível, ir adiante”.
Em referência ao impulso de Bento XVI, Fellay é muito claro: “Pessoalmente, gostaria de ter esperado um pouco mais para ver as coisas mais claramente, mas é bastante claro que o Santo Padre quer que aconteça agora”.

Mas não estamos sozinhos a defender a fé. O próprio Papa o faz,... (SIC!)...
(¹) Mons. Lefebvre em carta datada de 18/08/1988, por causa do acordo feito por D. Gerard, escreveu a Dom Thomas, prior do Mosteiro de Santa Cruz: “...manter sua liberdade e rejeitar todos os laços com esta Roma modernista”.

Florilégio de D.Lefebvre.


Florilégio de textos de M.Lefebvre. (Pelos dominicanos de Avrillé).


O Fundamento de nossa posição.

A verdadeira oposição fundamental é o reino de N.S.J.Cristo.”Oportet
illum regnare”, é preciso que ele reine, nos diz S.Paulo. N.Senhor
veio para reinar. Eles dizem não, e nós, nós dizemos sim, com todos os
papas.N.Senhor não veio para ser escondido no interior das casas sem
sair delas. Por que os missionários tanto se fizeram massacrar?Para
pregar que N.S.J.Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos
pagãos de se converter. Então os pagãos quiseram fazê-lo desaparecer,
mas eles, não hesitaram em dar sua vida para continuar a pregar
N.S.J.Cristo. Então, agora seria preciso fazer o contrário, dizer aos
pagãos: “Vossa religião é boa, conservai-a desde que sejais bons
budistas, bons muçulmanos ou bons pagãos!”É por isto que não podemos
nos entender com eles(Roma), porque obedecemos a N.Senhor dizendo aos
apóstolos: “Ide ensinar o evangelho até as extremidades da terra.” É
porque não é preciso espantar-nos que não cheguemos a nos entender com
Roma. Não é possível enquanto Roma não voltar à fé no reino de
N.S.J.Cristo, enquanto ela der a impressão que todas as religiões são
boas. Nós nos chocamos sobre um ponto da fé católica, como se chocaram
o cardeal Bea e o cardeal Ottaviani, e como se chocaram todos os papas
com o liberalismo. É a mesma coisa, a mesma corrente, as mesmas idéias
e as mesmas divisões no interior da Igreja. (1)

Nós devemos ser incólumes do todo compromisso, tanto a respeito dos
sedevacantistas quanto a respeito daqueles que querem absolutamente
ser submetidos à autoridade eclesiástica. Queremos permanecer ligados
a N.S.J.Cristo. Ora, o Vaticano II descoroou N.Senhor. Queremos
continuar fiéis a N.Senhor, rei, príncipe e dominador do mundo
inteiro. Não podemos mudar nada nesta linha de conduta. Quando nos
colocam a questão de saber quando haverá um acordo com Roma, minha
resposta é simples: quando Roma recoroar N.S.J.Cristo. Não podemos
estar de acordo com aqueles que descoroaram N.Senhor. No dia em que
eles reconhecerão de novo N.Senhor rei dos povos e nações, não serão
nós que religarão, mas a igreja católica na qual permanecemos.(2)

Recomendações de M.Lefebvre antes das sagrações.

Duas semanas antes das sagrações de 30 de junho de 1.988, M.Lefebvre
convidou em Écone os quatro padres designados para colocar em ordem os
preparativos da cerimônia. Por cerca de dois ou três dias que eles
passaram no seminário neste momento, dirigiu-lhes dois discursos
privados, no pequeno quarto do seminário ao lado do seu, que é agora o
oratório S.Marcel. A partir de nossos apontamentos, enquanto ele
falava com sua habitual calma e doçura, pode-se reconstituir o texto
aproximado do que ele disse. É de um grande interesse;estas palavras
revelam o estado de espírito no qual este gigante da história da
Igreja colocou este ato que foi, para a tradição católica, sua
“passagem de Rubicon” e para o próprio M.Lefebvre, como o coroamento
de sua gloriosa carreira a serviço de N.S.J.Cristo.

12 de junho.

M.Lefebvre: Acabou. Sem colóquios. Quanto mais se reflete, mais nos
damos conta que as intenções de Roma não boas. A prova: o que se
passou com D.Agustin e o padre de Blignières.(3). Eles querem tudo
juntar ao Concílio, deixando-nos um pouco de tradição. M.de
Saventhem(4) pretende que ainda há modo de se entender com Roma. Mas
não se trata aqui de coisas pequenas. Em Roma, eles continuam o que
são; não se pode colocar-se nas mãos destas pessoas. Não queremos nos
deixar comer. É uma ilusão de D.Gérard(5) pensar que um acordo nos
daria um imenso apostolado. Sim, mas em um quadro equívoco, ambíguo,
que nos corromperia. Dizem-nos: “Vocês terão mais vocações se
estiverem com Roma.” Mas estas vocações, se dissermos o que quer que
seja contra Roma, se oporiam e se corromperiam nos seminários. E os
bispos lhes diriam: “Então, vinde conosco!”Muito docemente, a mistura
se faria. As irmãs de S.Michel-em Brenne, os dominicanos de Fanjeaux e
de Brignolles são todos contra um acordo:”Não é preciso depender de
Ratzinger, dizem. Imaginai: se ele viesse nos fazer conferencias!...e
nos dividir!” E se alguns nos deixam? Não seria tão grave quanto em
1.977. Os clérigos Blin, Gottlieb e Cie estão hoje reunidos e
dispersados. (6)

É preciso uma segunda decisão contra a Roma neomodernista (depois da
primeira, em 1.976).Que quereis fazer?É mais grave desta vez? O
problema de fundo continua o mesmo: Roma quer aniquilar a tradição.
Quanto aos sedevacantistas, eles são rabujentos contra nós.

É em relação à Igreja, ao serviço da Fraternidade S.Pio X, que faço
estas sagrações, como estipulado no protocolo de 5 de maio. É a
Fraternidade que é o interlocutor válido perto de Roma. Caberá ao
Superior Geral retomar contato com Roma no tempo escolhido. O papel
dos bispos consagrados: as ordenações, as confirmações, e a manutenção
da fé(7) por ocasião das confirmações. Ser-vos-á preciso proteger o
rebanho. Será um grande sustento para a Fraternidade. Será preciso uma
grande compreensão, sem muitas iniciativas pessoais, por exemplo, em
caso de pedidos de ordenações. Não ordenais pessoas sós. E examinai
bem a comunidade de onde vêm os candidatos. Roma quer nos fazer mudar.
Depois de 30 de junho, fico aqui; terei acabado, tendo dado à
Fraternidade o quadro que lhe é preciso. Ao papa, eu digo: quando a
tradição voltar à Roma, não haverá mais problema.

A excomunhão? Ela não valerá nada, já que eles não procuram o bem da
Igreja. Mas excomungar vai lhes convir. Eles são um pouco desvairados
.Eles buscam atingir-me por todos os meios: de Saventhem , um bispo
tcheco, etc. Buscam impedir-me de agir. Quiseram enviar-me Madre
Teresa de Calcutá. Mas não vale a pena recebe-los. Não é preciso
lembrar indefinidamente sobre isso. É somente ler a carta do clérigo
C, que corrompeu nossos seminaristas afastando-os de nós: ele confessa
que os trata como parias, que os obriga a tirar a batina, que a gente
não os recebe. Ele descobriu o que é Roma. “Mater Ecclesiae” : eis o
que querem fazer de nós! (8) E Ratzinger, no momento deste negócio, se
alegrava da partida destes seminaristas. Então porque manteriam eles
hoje palavra conosco?Deus nos protegeu fazendo com que o acordo não
acontecesse.

13 de Junho.

M.Lefebvre: Sejam agradecidos da parte da Fraternidade. No fundo, Roma
não responde nunca à questão essencial. Eles nos pedem uma declaração,
obrigam-nos a aderir a um mínimo do que eles pensam, mas nunca é
questão de seu fundo liberal e modernista. Enquanto que eu, eu me
volto sempre sobre o tapete de seu modernismo.

A respeito da carta de 2 de junho(9).
Os colóquios, se bem que curtos, nos convenceram que o momento de um
entendimento ainda não veio. Falta-nos uma proteção contra o espírito
de Assis. Não temos nunca respostas às nossas objeções, nunca!Todas as
rixas não serviram de nada. Nós perseguimos, eles e nós, dois fins
diferentes nestes colóquios. Nós esperamos que a tradição volte à
Roma; mas eles nunca mudam. A resposta do Santo Padre à minha carta
diz isto(em substancia):”Preocupado com a unidade, faço fazer estes
colóquios. O 5 de maio(data da assinatura do protocolo)permitia à
Fraternidade de continuar na Igreja, segundo os 21 concílios, ali
compreendido o Vaticano II. “ Fiz uma resposta oral. Nenhuma resposta
de Roma até o momento.

Um de nossos padres da Fraternidade me propôs fazer uma carta de
perdão. Mas respondi que, diante de Deus, somos que deveríamos lhes
pedir de pronunciar o juramento antimodernista e aceitar “Lamentabili,
quanta cura”Somos nós que devíamos questioná-los sobre a fé. Mas
eles não respondem. Não fazem mais que confirmar seus erros. Em 12 de
junho, M. de Saventhem disse-me: “É o senhor que levará a
responsabilidade.” Eu lhe respondi: “Veja a carta do clérigo C. sobre
Mater Ecclesiae. O clérigo escreve: “Lamento tudo.” Há igualmente sua
carta de súplica ao cardeal Ratzinger. Ele fez muitas cartas ao
cardeal: nenhuma resposta!Durante dois anos, zombaram destes jovens
que são obrigados a se alinhar.” Garrone, Innocenti, Ratzinger: é o
mesmo espírito em relação a nós...Fontgombault, Port-Marly, sempre a
mesma coisa: o bispo local tem razão, a tradição está errada.

Saventhem diz que são pequenos detalhes! Mas há toda uma porção de
conseqüências, atrás: eles desejam levar nossas obras para o espírito
conciliar. Se tivéssemos aceitado, estaríamos mortos! Não teríamos
durado um ano. Seria preciso viver em contato com os conciliares,
enquanto que atualmente, estamos juntos. Se tivéssemos dito sim, teria
sido a divisão no interior da Fraternidade; tudo nos teria dividido.
Novas vocações viriam porque estaríamos com Roma, nos dizem. Mas estas
vocações não suportariam nenhuma distancia com Roma, nenhuma crítica:
seria a divisão! Atualmente as vocações se escolhem por elas mesmas.
Vejam: M.Decourtray oferece ao clérigo Laffargue uma paróquia
tradicional, na condição de deixar a Fraternidade... Eles acolhem
nossos fiéis, nos levam ao Concilio...É porque salvamos a Fraternidade
e a tradição afastando-nos prudentemente. Fizemos uma tentativa leal,
nós nos perguntamos se podíamos continuar esta tentativa, estando
protegidos: isto se assegura impossível. Eles não mudaram, senão para
pior. Um exemplo: as diligencias de M.Casaroli em Moscou...Nossos
fiéis estarão loucos de alegria.Dirão: “A tradição continua.”Isto
estará fora em 90%. Não teríamos bispo para o 15 de agosto. M. Schwery
disse na televisão e no rádio que o Vaticano recusou nossos
candidatos. Então eles seriam recolhidos, recolhidos
indefinidamente....Em todo caso, M. de Saventhem raciocina como se ele
fosse dos deles.

Vosso papel, enquanto bispos seria dar os sacramentos e assegurar a
predição da fé. Estais a serviço da Fraternidade. Roma tratou comigo
por causa da Fraternidade que é um órgão válido. Tenhais uma grande
união entre vós para dar força à tradição. Caberá ao Superior Geral
tomar as decisões. Atenção às reordenações sob condição: quase todas
que estão neste caso, nos abandonam. É preciso mais reconfirmar que
reordenar.

O mesmo padre fez-me saber que, no Osservatore romano, Roma diz que
haverá uma declaração de excomunhão. Respondi ainda que consagrar
bispos não é em si cismático. A excomunhão não figuraria no antigo
código. Foi só depois de Pio XII e da consagração patriótica de bispos
chineses que isto foi declarado cismático. Em Roma, são muito
nervosos. Saventhem dá-me o número de telefax do cardeal Ratzinger.
Eles têm Aids espiritual. Não têm mais a graça, não têm sistema de
defesa. Não creio que se possa dizer que Roma não perdeu a fé. Os
desgostos das sanções diminuíram com o tempo. O povo simples compreenderá, é o clero que reagirá...As testemunhas da fé, os mártires, sempre tiveram que
escolher entre a fé e a autoridade. Nós vivemos o processo de Joana
D´Arc ; mas em nosso caso, não se passa de um só golpe, é sobre vinte
anos.


ANEXO

Roma e a reconciliação: a carta do clérigo C.

Eis os extratos da carta escrita por este seminarista que deixou Écone
pelo seminário Mater ecclesiae em Roma, carta a qual M. Lefebvre faz
alusão acima. Estabelecimento querido por João Paulo II, aberto por
ele em 15 de outubro de 1.986 e protegido por uma comissão
cardinalícia, Mater ecclesiae deveria acolher os seminaristas saídos
de Écone e “aqueles de sensibilidade análoga.” É o que descreve esta
carta, não é o que está sendo realizado pela Fraternidade S.Pedro e
aqueles que seguiram a mesma via, muito mais lentamente, sem dúvida, e
de maneira bem mais hábil?Com efeito, o papa não declarou a estes
últimos, por ocasião de sua recente peregrinação à Roma pelos dez anos
de “Mater Dei afflicta” que não era questão de voltar sobre a
experiência do Vaticano II e da reforma litúrgica? Eu lamento! Sim,
tenho tudo , absolutamente tudo a lamentar desta “empresa” Mater
Ecclesiae. Antes de minha despedida, por ter feito muitas petições e
com insistência, em favor por exemplo, da maior freqüência da missa de
S.Pio V, do hábito eclesiástico, da correção no seminário, dos cursos
da Universidade Angelicum, etc.... A reposta a estas petições, muitas
vezes reiteradas, foi o silencio e sobretudo o alinhamento progressivo
e hoje completo da casa e de cada um dos seminaristas. Toda empresa é,
neste dia, a zombaria dos progressistas, bispos franceses à frente, e
dos mais tradicionais!Dia após dia, vimos a situação se degradar, os
seminaristas se “desvestir”, fazer aceitar bispos renunciando a tudo,
estando prontos a tudo...Em seguida, foi o tempo das sanções: todos
aqueles que eram encarregados de nos ajudar, intimados pelas
autoridades de não mais se ocupar de nós...De hoje em diante, para
aquele que não quiser ter ligação com os bispos da França ou de outro
lugar, não há absolutamente solução...Vago! E o papa não fez nada, e
sem dúvida, no próximo ano a casa Mater Ecclesiae será fechada, o que
aliás será talvez bom. Muitas vezes tive ocasião de tornar a dizer, seja ao cardeal
Ratzinger, seja a certos monsenhores da cúria, que ai, era-se obrigado
a constatar que M.Lefebvre tinha razão sobre a maioria das coisas e
que eu me tinha enganado. Tenho muita pena de vos escrever estas
linhas, a idiotice de ter abandonado Écone malgrado vossos conselhos,
a negligencia das autoridades (peso minhas palavras)quando se trata de
tradição, e sua igual negligencia quando se trata de “ecumenismo” com
os outros, o abandono e a renegação de quase todos aqueles que se
tinham entretanto engajados a nada abandonar. Tudo, sim, tudo leva-me
a lamentar! (Roma, 2 de junho de 1.988)

A carta de M.Lefebvre ao papa

Écone, 2 de junho de 1.988.

Caro Santo Padre,

Os colóquios e entrevistas com o cardeal Ratzinger e seus
colaboradores, se bem que tiveram lugar em uma atmosfera de cortesia e
de caridade, nos convenceram que o momento de uma colaboração franca e
eficaz ainda não chegou. Com efeito, se todo cristão está autorizado a
pedir às autoridades competentes da Igreja que lhe guardem a fé de seu
batismo, que dizer dos padres, religiosos e religiosas? É para guardar
intacta a fé de nosso batismo que devemos nos opor ao espírito do
Vaticano II e às reformas que ele inspirou. O falso ecumenismo, que é
a origem de todas as inovações do Concílio, na liturgia, nas relações
novas da Igreja e do mundo, na própria concepção da Igreja, conduz a
Igreja à sua ruína e os católicos à apostasia. Radicalmente opostos a
esta destruição de nossa fé, e resolvidos a permanecer na doutrina e
na disciplina tradicionais da Igreja, especialmente no que concerne à
formação sacerdotal e à vida religiosa, experimentamos a necessidade
absoluta de ter autoridades eclesiásticas que desposem nossas
preocupações e nos ajudem a precaver contra o espírito do Vaticano II
e o espírito de Assis. É porque nós pedimos vários bispos, escolhidos
na tradição, e a maioria dos membros na comissão romana, afim de nos
proteger de todo compromisso. Sendo dado a recusa de considerar nossas
petições, e sento evidente que o fim desta reconciliação não é o mesmo para a Santa Sé que para nós, acreditamos preferível esperar tempos mais propícios ao retorno de Roma àtradição. É porque nós nos daremos nós mesmos os meios de prosseguir a
obra que a Providencia nos confiou, assegurada pela carta de Sua
Eminência o cardeal Ratzinger, datada de 30 de maio, que a consagração
episcopal não é contrária à vontade da Santa Sé, já que ela foi
acordada para 15 de agosto. Continuaremos a rezar para que a Roma
moderna, infestada de modernismo, retorne à Roma católica e reencontra
sua tradição bimilenar. Então o problema da reconciliação não terá
razão de ser e a Igreja reencontrará uma nova juventude. Digne-se
aceitar, caro Santo Padre, a expressão de meus sentimentos muito
respeitosos e filialmente devotados em Jesus e Maria.

M.Marcel
Lefebvre.

Outros textos de M.Lefebre

O secretário para a unidade dos cristãos, por concessões mútuas – o
diálogo- conduziu à destruição da fé católica, à destruição do
sacerdócio católico, à eliminação do poder de Pedro e dos bispos. O
espírito missionário dos apóstolos, dos mártires, dos santos, foi
eliminado. Tanto que este secretariado guardará o falso ecumenismo
como orientação, e as autoridades romanas e eclesiásticas o aprovarão,
pode-se afirmar que eles se tornam em ruptura aberta e oficial com
todo o passado da Igreja e com seu Magistério oficial. É um dever
estrito para todo padre querendo continuar católico, de separar-se
desta Igreja conciliar enquanto ela não reencontrar a tradição do
Magistério da Igreja e da fé católica.

M. Lefebvre, Itinerário espiritual, capítulo 3.


Roma perdeu a fé, meus caros amigos. Roma está na apostasia. Não são
palavras, palavras ao ar que vos digo. É a verdade. Roma está na
apostasia. Não se pode ter confiança neste mundo. Ele deixou a Igreja,
eles deixaram a Igreja, eles deixam a Igreja. É certo, certo, certo.
Eu o resumi ao cardeal Ratzinger em algumas palavras. Eu disse-lhe:
Eminência, mesmo se o senhor nos concede um bispo, mesmo se nos
concede uma certa autonomia em relação aos bispos, mesmo se nos
concede toda a liturgia de 1.962, se nos concede continuar os
seminários da Fraternidade como o fazemos atualmente, não podemos colaborar, é impossível; porque trabalhamos em direções diametralmente opostas: o senhor trabalha pela descristianização da sociedade, da pessoa humana, da Igreja, nós
trabalhamos pela cristianização. Não podemos nos entender. O senhor
acaba de dizer-me que a sociedade não pode ser cristã.

M.Lefebvre, conferencia aos padres de Écone pela aposentadoria
sacerdotal. 01.09.1.977

Eu lhes conferirei esta graça(do episcopado)confiando que sem tardar a
Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente
católico entre as mãos do qual podereis depositar a graça de vosso
episcopado para que ele a confirme.

M.Lefebvre, carta aos quatro futuros bispos, 28 de agosto de 1.987.



1. Conferencia em Sierre(Suíça)em 29 de novembro de 1.988 extraido de
Fideliter 89 (setembro de 1.982) p. 12.
2. Conferencia em Flavigny, dezembro de 1.988, extraído de Fideliter,
68 (março de 1.989)p.16.
3. O mosteiro beneditino de D.Augustin, foi pouco a pouco reunido à
nova missa em fins dos anos 1.980; a formação de terciários
dominicanos do padre de Blignières passou do sedevacantismo à reunião
com Roma e à liberdade religiosa.(NDLR).
4. Na época, presidente de Una Voce Internacional (NDLR).
5. Na época, prior do mosteiro S.Madalena du Barroux e que escolheu de
se reunir às propostas de Roma em 1.988.(NDLR).
6. M.Lefebvre faz alusão aos padres que o tinham deixado em 1.977;
foram recuperados pelas dioceses e dizem hoje a nova missa. (NDLR).
7. Sublinhado nas notas originais.(NDLR).
8. MLefebvre faz alusão a um empreendimento de recuperação
orquestrado por Roma( e o cardeal Ratzinger)em 1.986-1.987: um
seminário de “sensibilidade tradicional” , levando o nome de Mater
Ecclesiae, tinha sido aberto em Roma para recuperar os saídos de
Écone.O seminarista que tinha servido de instrumento para este
empreendimento, escreveu em Écone pouco tempo antes das sagrações de
1.988, para reconhecer que tinha sido enganado pelas autoridades romanas. Eis esta carta em anexo. (NDLR).
9. Trata-se da carta na qual M.Lefebvre significava ao papa que, em
consciência, não podia prolongar os colóquios devido à deslealdade de
Roma e porque o fim da reconciliação considerada “não é o mesmo para a
Santa Sé e para nós.” Ver esta carta em anexo. (NDLR).

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