terça-feira, 31 de julho de 2012

A criação de filhas conservadoras.




(...)Minha filha, a única que eu criei, não teve moleza alguma. Porque? Por que eu me preocupei com ela e queria que ela se tornasse uma adulta funcional, apta a se casar e ser uma boa mãe e esposa, assim como sua biologia demanda.

Pais que pegam leve com suas filhas estão na verdade as machucando, e bons pais sabem disto quase que por instinto. Não confundam pais ruins que se auto proclamam conservadores com bons pais. Eles são pais terríveis. Mesmo se eles odiassem suas filhas eles não fariam pior. Na verdade, da minha geração de pais conservadores, todos eles que conheci usavam o mesmo método para criar suas filhas que eu usei. Será que esses dias fazem parte do passado?

Quando ela começou na faculdade, assumi que provavelmente ela teria que lidar com feministas. Um dia ela veio a mim e me perguntou “Pai, porque você acha que mulheres não devem servir o exército?”

Eu respondi, “imagine comigo que você está no meio de um lugar perigoso e escuro com o seu irmão, e a ambos dão uma M-16 (nota: fuzil automático) carregada para poder sair de lá. Quanto tempo você acha que iria durar lá?”

Ela pensou um pouco e falou, “provavelmente pouco tempo.”

Eu falei “e provavelmente está certa. Agora entenda que você é uma mulher já crescida, grande e forte como deveria ser, e se irmãozinho tem apenas 11 anos e é magrinho. Agora imagine como ele estará quando tiver 18 anos?”

Ela pensou mais um pouco, deu um grande sorriso e falou “obrigado, pai. Eu queria entender.”

Não queria ser cruel, então não falei q se desse a ela um fuzil carregado e a ele apenas uma faca, ela também não ia durar muito mais que ele. Mas, ela entendeu logo de primeira.

Eu nunca ouvi uma única palavra feminista da boca dela, nunca. Nem uma.

Ela é uma cristã, uma que leva a sério a religião. Tempos atrás, eu a dei o livro “Eu? Obedecê-lo?“. É um livro escrito por uma esposa de um pastor batista (1), com a permissão dele, para ensinar mulheres cristãs porque é pro próprio bem delas se submeter a seus maridos. Ela se casou em 1997, e me falou, o que confirmei com seu marido, que eles nunca tiveram uma única discussão nesses últimos 15 anos. Quando eles tem que tomar uma decisão, se eles não conseguem se decidir ela fala, com clareza “Você é o marido. Eu farei da forma que você decidir, já que você é o responsável por nós.”. Ela andou observando e percebeu que quase sempre quando os dois discordam em algo, ele realmente estava certo e ela errada. E, nas raras vezes que ele tinha errado, era algo sem muita importância. Ela me falou “em troca disto, eu tenho paz em minha casa!”

A maioria das mulheres não querem saber de paz em suas casas. Elas querem é lutar, brigar e discutir, e depois se separam porque o marido era um canalha, que vivia brigando com ela por coisas bobas. [/sarcasmo]

Enfim, é assim que um bom pai cria suas filhas, evitando que ela seja uma princesinha perversa que não serve para nada e é incapaz de casar e manter este casamento.


FONTE: http://canal.bufalo.info (Não apoiamos certas opiniões escritas nesse website, mas concordamos com a maioria delas no tocante ao feminismo e à misandria.)

(1)Nota da Confraria: algo que os católicos "esqueceram", já que assumiram a religião maçônica do Concílio Vaticano II.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Imitação de Cristo

Imitação de Cristo, livro 3, capítulos 50,51,52,53.






Como o homem angustiado se deve entregar nas mãos de Deus



1. Senhor Deus, Pai santo! Bendito sejais agora e sempre; porque como quisestes assim se fez, e bom é quanto fazeis. Alegre-se em vós o vosso servo, não em si, nem em algum outro, porque só vós sois a verdadeira alegria, vós a minha esperança e coroa; só vós, Senhor, minha delícia e glória. Que tem vosso servo, senão o que de vós recebeu, ainda sem o merecer? Vosso é tudo o que destes e fizestes. Pobre sou e vivo em trabalho desde a juventude (Sl 87,16), e minha alma se entristece algumas vezes até às lágrimas, e outras se perturba pelos sofrimentos que a ameaçam.



Desejo a alegria da paz, suplico a paz de vossos filhos, a que apascentais na luz da consolação. Se vós me derdes a paz, se vós me infundirdes santa alegria, será a alma de vosso servo cheia de júbilo, entoando devotamente vossos louvores. Mas se vos afastardes, como muitas vezes fazeis, não poderá ele trilhar o caminho dos vossos mandamentos, mas antes se prostará de joelhos, para bater no peito, porque não lhe vai como nos dias passados, "quando resplandecia vossa luz sobre sua cabeça" (Gn 31,2), e encontrava refúgio contra as tentações violentas debaixo da sombra de vossas asas.



2. Pai justo e sempre digno de louvor! Chegada é a hora em que será provado o vosso servo. Pai amoroso! Justo é que nesta hora sofra alguma coisa o vosso servo por vosso amor. Pai sempre adorável, chegou a hora que de toda a eternidade prevíeis havia de vir, que por pouco tempo sucumba vosso servo exteriormente, mas vivendo interiormente sempre unido a vós. Por pouco tempo seja desprezado e humilhado, abatido diante dos homens e oprimido de sofrimentos e enfermidades, para que ressuscite convosco na aurora de uma nova luz e seja glorificado no céu. Pai santo! foi esta vossa ordem e vontade, fez-se o que ordenastes.



3. Pois é uma graça que concedeis ao vosso amigo: o sofrer e penar neste mundo por vosso amor, quantas vezes e de quem o permitireis. Sem o vosso desígnio, sem a vossa providência, ou sem causa, nada acontece na terra. É bom para mim, Senhor, que me tenhais humilhado para que aprenda vossos justos juízos (Sl 118,71), e deponha toda a soberba e toda presunção. Proveitoso é para mim "ter o rosto coberto de confusão" (Sl 68,8), para que busque a consolação em vós e não nos homens. Também aprendi por este meio a temer vossos insondáveis juízos; pois afligis o justo com o ímpio, mas sempre com eqüidade e justiça.



4. Graças vos dou, Senhor, que não poupastes minhas maldades, antes me castigais com duros açoites, enviando-me dores e afligindo-me exterior e interiormente de angústias. De tudo quanto existe debaixo do sol, nada há capaz de me consolar, senão vós, Senhor meu Deus, médico celestial das almas, que feris e sanais, pondes em grandes tormentos e deles livrais (1Rs 2,6; Tb 13,2). Vosso castigo está sobre mim, e vossa disciplina me ensinará (Sl 17,36).



5. Pai querido, em vossas mãos estou e me inclino debaixo da vara de vossa correção. Feri-me as costas e o pescoço, para que sujeite minha vontade teimosa à vossa. Fazei-me discípulo devoto e humilde, como sabeis fazer, para que obedeça ao vosso menor aceno. Entrego-me, com tudo que é meu, à vossa correção; pois é melhor ser castigado neste mundo que no outro.



Vós sabeis tudo e todas as coisas e nada se vos esconde da consciência humana. Vós sabeis o futuro antes que se realize, e não precisais de quem vos ensine ou advirta das coisas que se fazem na terra. Vós sabeis o que serve para meu progresso e quanto vale a tribulação, para limpar a ferrugem dos vícios.



Disponde de mim segundo o vosso beneplácito e não olheis para a minha vida pecaminosa, de ninguém melhor e mais claramente conhecida do que de vós. Concedei-me, Senhor, que eu saiba o que devo saber, ame o que devo amar; fazei-me louvar o que mais vos agrada, estimar o que vós apreciais, desprezar o que a vossos olhos é abjeto. Não me deixeis julgar pelas aparências exteriores, nem criticar pelo que ouço de homens inexperientes, mas dai-me o discernimento certo das coisas visíveis e das espirituais, e sobretudo, o desejo de conhecer sempre vossa vontade.



Enganam-se, freqüentemente, os homens em seus juízos, e não menos se enganam os mundanos, porque só amam as coisas visíveis. Porventura ficará melhor o homem porque outro o louva? O mentiroso engana ao mentiroso, o vaidoso ao vaidoso, o cego ao cego, o doente ao doente, em lhe fazendo elogios; e na verdade, antes o confunde em lhe tecendo vãos louvores. Porque, quanto cada um é aos olhos de Deus, tanto é e nada mais, diz o humilde S. Francisco.


Que devemos praticar as obras humildes quando somos incapazes para as mais altas


1. Jesus: Filho, não podes conservar-te sempre no desejo fervoroso de todas as virtudes, nem perseverar no mais alto grau de contemplação; mas às vezes te é necessário, por causa de tua natureza viciada, descer a coisas humildes e carregar, em que te pese, o fardo desta vida corruptível. Enquanto viveres neste corpo mortal, sentirás tédio e angústias do coração. Convém, pois, que na carne gemas muitas vezes debaixo do seu peso, porque não podes ocupar-te dos exercícios espirituais e da contemplação das coisas divinas, sem interrupção.



2. Então te convém recorrer a humildes ocupações exteriores e recrear-te nas boas obras; esperar, com firme confiança, minha vinda e visita celestial; levar com paciência o teu desterro e secura de espírito, até que de novo venha a visitar-te e te livre de todas as penas. Porque eu te farei esquecer os trabalhos e gozar do sossego interior. Abrir-te-ei o jardim delicioso das Sagradas Escrituras, para que, com o coração dilatado, comeces a correr pelo caminho dos meus mandamentos. E então dirás: Não têm proporção as penas desta vida com a futura glória que se nos há de revelar (Rm 8,18).



Que o homem se não repute digno de consolação, mas merecedor de castigo


1. A alma: Senhor, eu não sou digno da vossa consolação, nem de visita alguma espiritual, e por isso me tratais com justiça, quando me deixais pobre e desconsolado. Porque, mesmo que pudesse derramar um mar de lágrimas, ainda assim não seria digno de vossa consolação. Outra coisa não mereço, pois, senão ser flagelado e punido por tantas ofensas e tão graves delitos que cometi.



Assim, portanto bem considerado tudo, não sou digno nem da menor consolação. Vós, porém, Deus clemente e misericordioso, que não quereis que pereçam vossas obras, para manifestar as riquezas de vossa bondade nos vasos de misericórdia, vos dignais de consolar vosso servo, sem merecimento algum, de todo sobre-humano. Porque vossas consolações não são como as consolações humanas.



2. Que fiz eu, Senhor, para que me désseis alguma consolação celestial? Não me lembra ter feito bem algum, mas antes fui sempre inclinado a pecados, e tardio na emenda. É esta a verdade, não há negá-lo. Se dissesse outra coisa, vós estaríeis contra mim e não haveria quem me defendesse. Que outra coisa mereci pelos meus pecados, senão o inferno e o fogo eterno? Confesso com sinceridade que sou digno de todo escárnio e desprezo, e que não mereço ser contado no número de vossos servos. E ainda que ouça isso muito a contragosto, por amor à verdade, acusarei contra mim os meus pecados, para alcançar mais facilmente a vossa misericórdia.



Que direi eu, coberto de culpa e confusão? Não posso abrir a boca senão para dizer esta palavra: Pequei, Senhor, pequei; tende piedade de mim, perdoai-me! Deixai-me um pouco de tempo para desafogar a minha dor, antes de descer para a terra tenebrosa, coberta das sombras da morte ( Jó 10,20-21). Que mais exigis do culpado e mísero pecador senão que se humilhe e tenha contrição dos seus pecados? Pela contrição sincera e humilde do coração nasce a esperança do perdão, reconcilia-se a consciência perturbada, recupera-se a graça perdida, preserva-se o homem da ira futura, em ósculo santo une-se Deus à alma arrependida.



A humilde contrição dos pecados é para vós, Senhor, sacrifício muito aceito, que rescende mais suave em vossa presença do que o perfume do incenso. É este também o precioso bálsamo que quisestes ver derramado em vosso pés sagrados, pois nunca desprezastes o coração contrito e humilhado (Sl 50, 19). Lá se encontra o refúgio contra o furor do inimigo, ali se emendam e lavam as manchas algures contraídas.



Que a graça de Deus não se comunica aos que gostam das coisas terrenas



1. Jesus: Filho, preciosa é a minha graça; não sofre mistura de coisas estranhas, nem de consolações terrenas. Cumpre, pois, remover todos os impedimentos da graça, se desejas que te seja infundida. Busca lugar retirado, gosta de viver só contigo, e não procures conversa com os outros, mas a Deus dirige tua oração fervorosa, para que te conserve na compunção de espírito e pureza da consciência. Avalia em nada o mundo todo; antepõe o serviço de Deus a todas as coisas exteriores. Pois não podes há um tempo tratar comigo e deleitar-te nas coisas transitórias. Cumpre apartares-te dos conhecidos e amigos, e desprenderes teu coração de toda consolação temporal. Assim exorta também instantemente o apóstolo São Pedro que os fiéis cristãos vivam neste mundo como estrangeiros e peregrinos (1Pd 2,11).



Oh! Quanta confiança terá aquele moribundo que não tem afeição a coisa alguma do mundo. Mas desprender assim o coração de tudo, não o compreende o espírito ainda enfermo, bem como o homem carnal não conhece a liberdade do homem interior. Entretanto, se quiser ser verdadeiramente espiritual, cumpre-lhe renunciar aos estranhos como aos parentes e de ninguém mais se guardar do que de si mesmo. Se te venceres perfeitamente a ti mesmo, tudo o mais sujeitarás com facilidade. Pois a perfeita vitória é triunfar de si mesmo. Porque aquele que se domina a tal ponto, que os sentidos obedeçam à razão e a razão lhe obedeça em todas as coisas, este é realmente vencedor de si mesmo e senhor do mundo.



2. Se aspiras a galgar estas alturas, cumpre-te começar varonilmente e pôr o machado à raiz, para que arranque e cortes o secreto e desordenado apego que tens a ti mesmo, e a todo bem particular e sensível. Deste vício do amor excessivo e desordenado que o homem tem a si mesmo provém quase tudo que radicalmente se há de vencer; vencido este e subjugado, logo haverá grande paz e tranqüilidade estável. Mas já que poucos tratam de morrer a si mesmos e desapegar-se de si, por isso ficam presos em si mesmos e não se podem erguer em espírito acima de si. A quem, todavia, deseja livremente seguir-me, cumpre-lhe mortificar todos os seus maus e desordenados afetos, e não se prender, com amor apaixonado, a criatura alguma.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Multiculturalismo e Diversidade: Islâmicos na Europa.

Multiculturalismo floresce por toda a Europa



Uma vez que o multiculturalismo já está perfeitamente enraizado na Europa, é altura de se fazer uma avaliação do seu "sucesso". Para quem não sabe, o multiculturalismo apela a imigração em massa de pessoas com culturas distintas e impede ao mesmo tempo que sejam feitos movimentos que visem a assimilação das mesmas.

Eis então a forma como isso está a funcionar na Europa.

Grã-Bretanha:

Na área Tower Hamlets do Este de Londres (também conhecida como "A República Islâmica de Tower Hamlets"), clérigos maometanos, conhecidos como Talibãs de Tower Hamlets, regularmente emitem ameaças de morte dirigidas às mulheres que se recusam a usar o véu. As estradas foram invadidas por cartazes contendo frases como:

Acabou de entrar numa área controlada pela sharia. As leis islâmicas estão em operação.

Em Luton os maometanos foram acusados de levar a cabo uma "limpeza étnica" ao assediarem os não-muçulmanos ao ponto de muitos deles simplesmente se mudarem para fora das áreas muçulmanas.

Em West Midlands, dois Cristãos foram acusados de "crimes de ódio" por oferecerem panfletos Bíblicos nesta área predominantemente muçulmana de Birmingham.

Em Leytonstone, Este de Londres, o extremista maometano Abu Izzadeen perturbou o discurso público do Home Secretary John Reid dizendo “Como é que te atreves a vir para uma área islâmica?”

França:
Largo número de vizinhanças muçulmanas são agora consideradas zonas "no-go" pela polícia local. Zonas "no-go" são aquelas áreas onde os não-muçulmanos não se atrevem a entrar ou só se atrevem a entrar acompanhados por uma escolta policial.

Segundo contagem recente, existem cerca de 751 Zonas Urbanas Sensíveis (Zones Urbaines Sensibles, ZUS), como elas são eufemisticamente conhecidas. Cerca de 5 milhões de maometanos vivem nas ZUS, parte da França que o governo já perdeu o controle.

Os imigrantes maometanos estão, ao mesmo tempo, a tomar conta de outras partes da França. Em Paris e em outras cidades com elevada presença muçulmana - tais como Lyon, Marselha e Toulouse - milhares de muçulmanos fecham as estradas e as passadeiras - e, por extensão, fecham o comércio local, encerrando os não-maometanos nas suas casas e escritórios - de modo a acomodar as multidões que se juntam para as rezas de 6-Feira.

Algumas mesquitas começaram já a emitir sermões e gritos de "Alá é o maior" pelos megafones e altifalantes. Apesar das inúmeras queixas públicas, as autoridades declinaram levar a cabo qualquer tipo de iniciativa temendo dar início a tumultos.

Bélgica:

Na capital belga de Bruxelas (onde 20% da população é maometana) várias vizinhanças maometanas tornaram-se também em zonas "no-go" para a polícia local - onde são frequentemente atacados por pedras provenientes de jovens muçulmanos.

No distrito de Kuregem em Bruxelas, que aparenta ser uma zona de guerra urbana, a polícia é forçada a patrulhar a área com dois carros: um carro para fazer o serviço de patrulha e outro para prevenir que o primeiro seja atacado.

No distrito de Molenbeek em Bruxelas a polícia foi ordenada a não beber café ou comer sandwiches em público durante o mês islâmico do ramadão.

Alemanha:

Numa entrevista dada ao Der Westen, o Comissário policial Bernhard Witthaut revelou que os imigrantes estão a impor zonas “no-go por toda a Alemanha a um ritmo preocupante.

Itália:

Os maometanos têm vindo a ocupar a Piazza Venezia em Roma para as suas rezas de 6ª Feira. Em Bolonha os muçulmanos repetidamente ameaçam bombardear a catedral de San Petronio devido ao facto dela conter um fresco com 600 anos exibindo o Inferno de Dante e Maomé a ser atormentado no inferno.

Holanda:

Um tribunal ordenou ao governo que publica-se a politicamente incorrecta lista de 40 zonas “no-go” da Holanda.

Suécia:,

Largas zonas da cidade de Malmö -- que é mais de 25% muçulmana -- são agora zonas "no-go" para os não-maometanos. Por exemplo, os bombeiros e os serviços de emergência médica recusassem a entrar na predominantemente muçulmana área do distrito de Rosengaard sem escolta policial. Estima-se que a taxa de desemprego dos homens em Rosengaard seja superior a 80%. Na cidade sueca de Gotemburgo jovens muçulmanos têm estado a atirar bombas de petróleo aos carros policiais.

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Enquanto esta destruição vai ocorrendo, a elite esquerdista dominante continua a subsidiar os invasores e a propagandear em seu nome. Críticas à conquista islâmica têm que ser criminalizadas.

A menos que a Europa morra de forma tranquila e se torne em algo análogo ao Médio Oriente, pobre, violento e retrógrado, o continente está em vias de entrar num momento bastante colorido da sua história onde a população nativa irá reclamar o seu território de forma violenta depois de se ver livre da elite politica - tanto da esquerda como da direita - que os traiu .

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Por incrível que pareça, as coisas estão a evoluir tal como a elite esquerdista pretende. Eles sabiam que a imigração maciça de pessoas não assimiláveis traria desorganização social, e como tal, deram o seu apoio activo a essa traição dos europeus.

O multiculturalismo foi instalado não para acomodar as várias culturas no ocidente, mas sim para destruir a unidade social ocidental. Depois dessa unidade social ter sido reduzida a cacos, a elite esquerdista irá usar a força policial para "restaurar a ordem" - ordem essa que foi destruída pelas suas políticas.

É assim que funciona o esquerdismo. Eles criam os problemas e depois colocam-se a eles mesmos como agentes capazes e de resolver os problemas que eles mesmos criaram.

FONTE: http://perigoislamico.blogspot.com.br/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Imitação de Cristo

LIVRO - TERCEIRO

CAPÍTULO 54 - Dos diversos movimentos da natureza e da graça



1. Jesus: Filho, observa com diligência os movimentos da natureza e da graça: pois são muito opostos uns aos outros e tão sutis que só a custo podem ser discernidos, mesmo por um homem espiritual e interiormente iluminado. Todos, sim, desejam o bem e intentam algum bem nas suas palavras e obras; por isso se enganam muitos com a aparência do bem. A natureza é astuta; a muitos atrai, enreda e engana, e não tem outra coisa em mira senão a si mesma. Mas a graça anda com simplicidade, evita a menor aparência do mal, não usa de enganos, e tudo faz puramente por Deus, no qual descansa como em seu último fim.

2. A natureza tem horror à mortificação, não quer ser oprimida, nem vencida, nem sujeita, nem submeter-se voluntariamente a outrem. A graça, porém, aplica-se à mortificação própria, resiste à sensualidade, quer estar sujeita, deseja ser vencida e não quer usar da própria liberdade: gosta de estar sob a disciplina, não cobiça dominar sobre outrem, mas quer viver, ficar e permanecer sempre debaixo da mão de Deus, sempre pronta, por amor de Deus, a se curvar humildemente a toda criatura humana. A natureza trabalha por seu próprio interesse e só atenta no lucro que de outrem lhe pode advir. A graça, porém, pondera não o que lhe seja útil ou cômodo, mas o que a muitos seja proveitoso. A natureza gosta de receber honras e homenagens; a graça, porém, refere fielmente a Deus toda honra e glória.

3. A natureza teme a confusão e desprezo; mas a graça alegra-se de sofrer injúrias pelo nome de Jesus. A natureza aprecia a ociosidade e o bem estar do corpo; a graça, porém, não pode estar ociosa e abraça com prazer o trabalho. A natureza gosta de possuir coisas esquisitas e lindas e aborrece as vis e grosseiras; mas a graça se compraz nas simples e modestas, não despreza as ásperas, nem recusa vertir-se de hábito velho. A natureza cuida dos bens temporais, alegrase por um lucro pequeno, entristece-se por um prejuízo e irrita-se com uma palavrinha injuriosa. A graça, porém, cuida das coisas eternas, não se apega às temporais, não se perturba com a sua perda, nem se ofende com palavras ásperas; porquanto pôs o seu tesouro e sua glória no céu onde nada perece.

4. A natureza é cobiçosa, antes quer receber do que dar; gosta de ter coisas próprias e particulares. Mas a graça é generosa e liberal, foge de singularidades, contenta-se com pouco e considera "maior felicidade o dar que o receber"( At 20,35). A natureza inclina-se para as criaturas, para a própria carne, para as vaidades e passatempos. Mas a graça nos conduz a Deus e às virtudes, renuncia às criaturas, foge do mundo, detesta os apetites carnais, restringe as vagueações e peja-se de aparecer em público. A natureza gosta de ter qualquer consolação exterior com que deleite os sentidos. A graça, porém, só em Deus procura seu consolo e se delicia no sumo bem, mais que em todas as coisas visíveis.

5. A natureza tudo faz para seu próprio interesse e proveito, nada sabe fazer de graça, mas espera sempre, pelo bem que faz, receber outro tanto ou melhor em elogios ou favores e deseja que se faça grande caso de seus efeitos e dons. A graça, porém, não busca nenhuma coisa temporal, nem deseja outro prêmio, senão Deus só, e do temporal não deseja mais do que quanto lhe possa servir para conseguir a vida eterna.

6. A natureza preza-se de muitos amigos e parentes, ufana-se de sua posição elevada e linhagem ilustre, procura agradar aos poderosos, lisonjeia os ricos, aplaude os seus iguais. A graça, porém, ama os próprios inimigos, não se gaba do grande número de seus amigos, não faz caso de posição e nobreza, se lhes não vê unida maior virtude. Favorece mais ao pobre que ao rico, tem mais compaixão do inocente do que do poderoso, alegra-se com o sincero, e não com o mentiroso. Estimula sempre os bons e maiores progressos, para que se assemelhem, pelas virtudes, ao Filho de Deus. A natureza logo se queixa da penúria e do trabalho. A graça sofre com paciência a pobreza.

7. A natureza atribui tudo a si, em proveito seu peleja a porfia. A graça, porém, atribui tudo a Deus, de quem tudo dimana como de sua origem; nenhum bem atribui a si com arrogante presunção, não questiona, nem prefere a sua opinião à dos outros, mas em todo juízo e parecer se sujeita à sabedoria eterna e ao divino exame. A natureza deseja saber segredos e ouvir novidades, quer exibir-se em público e experimentar muitas coisas pelos sentidos; deseja ser conhecida e fazer aquilo donde lhe resultem louvor e admiração. A graça não cuida de novidades e curiosidades, porque tudo isso nasce da corrupção antiga, pois nada há de novo e estável sobre a terra. Ensina, pois, a refrear os sentidos, a evitar a vã complacência e ostentação, a ocultar humildemente o que provoque admiração e louvor, busca em todas as coisas e ciências proveito espiritual e a honra e glória de Deus. Não quer que a louvem, nem às suas obras, mas que Deus seja bendito em seus dons, que ele prodigaliza a todos por mera bondade.

8. A graça é uma luz sobrenatural e um dom especial de Deus; é propriamente o sinal dos escolhidos e o penhor da salvação eterna, pois eleva o homem das coisas terrenas ao amor das celestiais, e de carnal o torna espiritual. Quanto mais, pois, é oprimida e dominada a natureza, tanto maior graça é infundida, e tanto mais cada dia é renovado o homem interior, conforme a imagem de Deus.

sábado, 21 de julho de 2012

ORAÇÃO A JESUS AGONIZANTE.



Oração a Jesus Agonizante

Ó Jesus, meu Salvador, Filho de Deus vivo, pelos méritos da dor amarga com a qual vossa Alma santíssima foi inundada no Jardim das Oliveiras, quando entrastes em agonia e vossa oração tornou-se cada vez mais insistente, vindo-Lhe então, um suor como que gotas de Sangue rolando sobre a terra; nós Vos imploramos que, em nossa última hora, quando nossa alma e nosso corpo estiverem nas supremas angústias, nos socorra e fortifique em nossa agonia.
Não nos abandoneis nesta aflição extrema. Que a virtude de vossos sofrimentos traga a força aos nossos corações; que ela nos sustente na doença, contra o infortúnio, a impaciência e o murmúrio, de tal sorte que nós repitamos vossa santa palavra: "Meu Deus, seja feita a vossa vontade e não a minha!. Amém

(Oração a Jesus Agonizante. Vigiai e Orai. Editora Divina Misericórdia. p. 11)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Imitação de Cristo

Imitação de Cristo, livro 3, capítulos 47,48,49.






Que todas as coisas graves se devem suportar para ganhar a vida eterna.



1. Jesus: Filho não te deixes quebrantar pelos trabalhos empreendidos por meu amor, nem desanimes nas tribulações; mas em tudo que te suceder, te consolem e fortifiquem minhas promessas. Sou assaz poderoso para te recompensar além de todo limite e medida. Não lidarás aqui muito tempo, nem sempre estarás acabrunhado de dores. Espera um pouco e verás em breve o fim de teus males. Hora virá em que cessará todo trabalho e inquietação. É de pouco valor e duração o que passa com o tempo.



2. Faze o que podes fazer, trabalha fielmente em minha vinha, e "eu serei tua recompensa" (Gn 15,1). Escreve, lê, canta, geme, cala, ora e sofre varonilmente toda adversidade; a vida eterna é digna dessas e outras maiores pelejas. Virá a paz um dia que o Senhor sabe, e não haverá mais nem dia nem noite, como no presente, mas luz perpétua, claridade infinita, paz firme e seguro repouso. Não dirás então: Quem me livrará deste corpo de morte? (Rm 7,24), nem exclamarás: Ai de mim, que se tem prolongado o meu desterro! (Sl 119,5). Porque a morte será destruída e a salvação será eterna; livre de toda ansiedade gozarás deliciosa alegria, em meio de agradável e brilhante companhia.



3. Oh! se visses as coroas imarcescíveis dos santos no céu, e a glória em que já exultam aqueles que outrora, aos olhos do mundo, eram desprezados e reputados quase indignos da vida; com certeza, logo te humilharias até ao pó e desejarias antes obedecer a todos que a um só a mandar. Nem cobiçarias os dias felizes desta vida, mas antes te alegrarias de ser atribulado por amor de Deus, e considerarias grande vantagem o ser tido por nada entre os homens.



4. Oh! Se achasses gosto nessas coisas e elas penetrassem profundamente no coração, como poderias ousar proferir uma só queixa? Porventura haverá pena que não se deva sofrer pela vida eterna? Certo que não é pouco perder ou ganhar o reino de Deus. Ergue, pois, os olhos ao céu. Eis-me aqui com todos os meus santos; eles, que neste mundo sustentaram grandes combates, ora se rejubilam, ora estão consolados e estão seguros, ora gozam o repouso e permanecerão para sempre comigo no reino de meu Pai.


Do dia da eternidade e das angústias desta vida



1. Ó mansão beatíssima da celestial cidade! Ó dia claríssimo da eternidade, que a noite não obscurece, mas a Verdade soberana sempre ilumina; dia sempre festivo, sempre seguro, que nunca muda no contrário! Oh! se já amanhecera aquele dia e acabaram todas as coisas temporais! Para os santos, sim, brilha este dia com o fulgor de sua perpétua claridade; para nós, peregrinos da terra, só de longe se mostra e como por espelho.



2. Sabem os cidadãos do céu quão ditoso é aquele dia; sentem os desterrados filhos de Eva quão triste e amargo é este da vida presente. Os dias deste tempo são curtos e maus, cheios de dores e angústias. Neles se vê o homem manchado de muitos pecados, enredado de muitas paixões, angustiado de muitos temores, inquietado com muitos cuidados, distraído com muitas curiosidades, emaranhado em muitas vaidades, cercado de muitos erros, oprimido de muitos trabalhos, acossado por tentações, enervado pelas delícias, atormentado pela penúria.



3. Oh! Quando virá o fim de todos estes males? Quando me verei livre da triste escravidão dos vícios? Quando me lembrarei somente de vós, Senhor? Quando em vós plenamente me alegrarei? Quando viverei em perfeita liberdade, sem nenhum impedimento, sem aflição da alma e do corpo? Quando gozarei a paz sólida, imperturbável e segura, paz interna e externa, paz de toda parte estável? Ó bom Jesus, quando estarei diante de vós para nos ver? Quando contemplarei a glória do vosso reino? Quando me sereis tudo em todas as coisas? Oh! Quando estarei convosco no reino que preparastes desde toda a eternidade para os que vos amam? Pobre e desterrado estou, em terra de inimigos, onde há guerras contínuas e misérias extremas!



4. Consolai-me no meu desterro, mitigai-me a dor, para vós se dirige todo o meu desejo. Tudo quanto o mundo oferece de consolo é para mim tormento. Desejo gozar-vos intimamente, mas não o consigo. Desejo aplicar-me às coisas do céu, mas as coisas temporais e as paixões imortificadas me abatem. Com o espírito desejava elevar-me acima de todas as coisas, mas a carne me obriga a sujeitar-me a elas contra a minha vontade. Assim eu, homem desgraçado, pelejo comigo e "sou a mim mesmo pesado" (Jó 7,20), pois o espírito aspira às alturas, mas a carne às baixezas.



5. Oh! Quanto padeço interiormente, quando, ao meditar nas coisas celestiais, logo uma multidão de idéias carnais vêm perturbar-me a oração! Deus meu, em vossa ira, não vos aparteis de vosso servo! (Sl 26,9). Lançai os vossos raios e dissipai estes pensamentos! (Sl 143,6). Despedi vossas flechas, e se desfarão todos esses fantasmas do inimigo. Concentrai e recolhei em vós meus sentidos; fazei-me esquecer todas as coisas do mundo; concedei-me a graça de logo rebater e desprezar todas as imaginações do pecado. Socorrei-me, Verdade eterna, para que nenhuma vaidade me possa seduzir. Vinde, doçura celestial, e diante de vós fuja toda impureza.



Perdoai-me também e relevai-me, pela vossa misericórdia, todas as vezes que, na oração, penso em outra coisa, fora de vós. Confesso sinceramente que costumo ser muito distraído. Pois muitas vezes não estou onde tenho o corpo, mas onde me levam os pensamentos. Estou onde está o meu pensamento, e meu pensamento está, de ordinário, onde está o que amo. Ocorre-me com facilidade o que naturalmente me deleita ou por costume me agrada.



6. Por isso vós, Verdade eterna, dissestes claramente: Onde está teu tesouro, aí se acha também teu coração (Mt 6,21). Se amo o céu, gosto de pensar nas coisas celestiais. Se amo o mundo, alegro-me com seus deleites e entristeço-me com suas adversidades. Se amo a carne, com gosto me ocupo dos pensamentos carnais. Se amo o espírito, deleita-me o pensar nas coisas espirituais. Porque, seja qual for o objeto do meu amor, dele falo e ouço falar com gosto e trago comigo a sua imagem. Mas bem-aventurado o homem que por amor de vós, Senhor, abre mão de todas as criaturas, faz violência à natureza e crucifica a concupiscência da carne com o fervor do espírito, para, de consciência serena, oferecer-vos uma oração pura e, desprendido interior e exteriormente de tudo que é terreno, merecer entrar no coro dos anjos.



Do desejo da vida eterna e quantos bens estão prometidos aos que combatem



1. Jesus: Filho, quando sentires que o céu te inspira saudades da bem-aventurança e o desejo de deixar o tabernáculo do corpo para contemplar minha glória sem sombra de mudanças, alarga o teu coração e recebe esta santa inspiração com todo afeto. Dá muitas graças à Bondade soberana, que usa de tanta liberdade para contigo, com tanta clemência te visita, tanto te anima, tão poderosamente te levanta, para que teu próprio peso não te arraste para as coisas terrenas. Pois isto não te vem por teus pensamentos ou esforços, mas só pela mercê da graça celeste e do beneplácito divino para que te adiantes nas virtudes, sobretudo na humildade, e te prepares para futuras pelejas; para que te entregues a mim com todo o afeto do teu coração e me sirvas com ardente amor.



2. Filho, muitas vezes arde o fogo, mas não sobe a chama sem fumo. Assim também os desejos de alguns se abrasam pelas coisas celestiais, e, contudo, não estão livres da tentação e dos afetos carnais. Por isso não fazem unicamente pela glória de Deus o que, aliás, com tanto desejo lhe pedem. Tal é também muitas vezes teu desejo, que manifestastes com tanta ansiedade; pois não é puro nem perfeito o que está contaminado de algum interesse próprio.



3. Pede-me, não o que te é agradável e cômodo, senão o que a mim me é aceito e honroso; pois, se julgares retamente, deves preferir minha lei a todos os teus desejos e cumpri-la. Conheço teus desejos e ouvi teus freqüentes gemidos. Quiseras já agora estar na gloriosa liberdade dos filhos de Deus, já te deleita o pensamento da morada eterna, na pátria celestial repleta de gozo; - mas não é ainda chegada essa hora, outro é o tempo atual, tempo de guerra, trabalho e provação. Desejas gozar a plenitude do Sumo Bem, mas por enquanto ainda não o podes conseguir. Sou eu esse Bem supremo; espera-me, diz o Senhor, até que venha o reino de Deus.



4. Hás de passar ainda por muitas provações na terra e ser exercitado em muitas coisas. Consolações se te darão de vez em quando, mas plena satisfação não podes receber. Esforça-te, pois, e tem coragem, para fazer e sofrer o que repugna à natureza. Importa que te revistas do homem novo e te transformes em outro homem. Cumpre-te fazer muitas vezes o que não queres e deixar o que queres. O que agrada aos outros terá bom sucesso; o que te agrada não se fará. O que os outros dizem está atendido; o que tu dizes será desprezado. Pedirão os outros e receberão; tu pedirás, e não alcançarás.



Serão grandes os outros na boca dos homens; mas de ti nem se dirá palavra. Os outros serão encarregados de diversas comissões, e tu não serás julgado capaz de coisa alguma. Com isto se contristará, às vezes, a natureza; mas muito ganharás, se o sofreres calado. Nessas e noutras coisas semelhantes costuma ser aprovado o servo fiel do Senhor, para ver como sabe negar-se e mortificar em tudo. Dificilmente haverá coisa em que mais te seja preciso morrer a ti mesmo, do que em ver e sofrer o que é contrário à tua vontade, mormente quando te mandam fazer coisas que te parecem inúteis ou desarrazoadas. E porque não ousas resistir à autoridade do superior, sob cujo governo estás, duro te parece andar à vontade de outrem e deixar de todo o teu próprio parecer.



5. Mas considera, filho, o fruto destes trabalhos, o fim breve e o prêmio excessivamente grande, e não te serão molestos, mas acharás neles consolo para teus sofrimentos. Pois, por um pequeno desejo que agora sacrificas, tua vontade será sempre satisfeita no céu onde acharás tudo que quiseres, tudo o que podes desejar. Ali possuirás todo o bem, sem medo de o perder. Ali tua vontade, sempre unida com a minha, nada desejará fora de mim, nada que te seja próprio. Ali ninguém te fará oposição ou de ti se queixará, ninguém te causará estorvo ou contrariedades; antes, tudo quanto desejares já estará presente, para preencher e satisfazer plenamente todos os teus desejos. Ali te darei a glória pela injúria padecida, uma túnica de honra pela tristeza, e, pela escolha do ínfimo lugar, um trono em meu reino para sempre. Ali brilhará o fruto da obediência, alegrar-se-á a austera penitência e será gloriosamente coroada a sujeição humilde.



6. Sujeita-te, pois, agora, humildemente à vontade de todos, sem te importar quem foi que tal disse ou mandou. Mas cuida muito em acolher de bom grado qualquer pedido ou aceno, seja de teu superior, ou embora de teu igual ou inferior, e trata de o cumprir com sincera vontade. Busque um isto, outro aquilo; glorie-se este numa coisa, aquele em outra, e receba mil louvores; tu, porém, não te deleites numa nem noutra coisa, mas só no desprezo de ti mesmo e na minha vontade e glória. Este deve ser o teu desejo: que tanto na vida como na morte Deus seja sempre por ti glorificado.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Controle da natalidade e superpopulação: mais uma enganação.




O que há por trás do controle da natalidade?

FONTE: http://judaismoemaconaria.blogspot.com.br

O interesse em torno do controle de natalidade é manter o eixo de dominação entre países ricos (EEUU, Europa e Japão) e países pobres.

O temor pela mudança deste eixo de dominação é um dos motivos que se ocultam por trás do controle da natalidade ou planejamento familiar. Por isso, movem essa guerra silenciosa especialmente direcionada aos países em desenvolvimento, com vistas a frear seu crescimento demográfico e seu desenvolvimento econômico. Para isso inventaram até um termo chamado "desenvolvimento sustentável" que compreende políticas que terão como contrapartida toda e qualquer técnica contraceptiva para frear o crescimento populacional.

Alardearam exaustiva propaganda de que havia gente demais para o planeta e que esta população estava sendo a responsável pelo desequilíbrio ecológico, quando se sabe que as maiores agressões ambientais não provêm dos países em desenvolvimento, mas das indústrias dos países desenvolvidos e a propulsão consumista dos seus povos. Chegou-se a falar de "superpopulação".

Superpopulação é um termo relativo.

Em primeiro lugar, a área ocupada pelos seres humanos alcança 1% da superfície da Terra.

É verdade que o mundo experimentou um aumento populacional que começou no século dezoito. A população aumentou seis vezes nos 200 anos seguintes. Mas isso é um aumento, não uma explosão, porque tem sido acompanhado, e em grande parte feito possível, por uma explosão de produtividade, uma explosão de recursos, uma explosão de comida, uma explosão de informação, uma explosão de comunicações, uma explosão científica, e uma explosão médica. O resultado é que o aumento de seis vezes na população mundial é definhado pelo de oito vezes na produtividade mundial durante o mesmo período de 200 anos.

A corrente histérica da superpopulação começou nos anos sessenta, quando o cientista de Stanford, chamado Paul Ehrlich, escreveu um livro chamado "The Population Bomb" (A bomba populacional). Quase que como tubarões, assustando milhões de pessoas nadando no oceano, esse livro teve sucesso em amedrontar pessoas com suas profecias de fome, morte e destruição.

O relato da divisão de população da ONU de 2001, World Population Monitoring 2001, estudou o relacionamento entre o crescimento e o desenvolvimento. Ao contrário das predições apocalípticas malthusianas, esse relatório da ONU declarou: "De 1900 a 2000, a população mundial subiu de 1.6 bilhões a 6.1 bilhões de pessoas. Porém, enquanto a população do mundo aumentou próximo de 4 vezes, o produto doméstico bruto mundial (GDP) [produtividade real de bens e serviços] aumentou de 20 à 40 vezes, permitindo o mundo não apenas sustentar um aumento quadruplicado de população mas também fazer isso tão amplamente os padrões mais altos de vida."

Uma proponente liderança desta visão do nexo de população/desenvolvimento foi o demográfo econômico Professor Colin Clark, a quem é creditado o desenvolvimento do conceito de Produto Nacional Bruto (GNP). Enfatizando a função positiva do crescimento populacional no processo de desenvolvimento, Clark costumava detalhar comparações estatísticas entre nações em desenvolvimento para demonstrar uma relação positiva entre taxa de crescimento populacional e taxa de crescimento de produto per capita. Quando ele morreu em setembro de 1989, o London Times pagou um tributo ao trabalho de Clark dizendo: "Foi o fruto de uma mente independente dedicada à perfeição e apresentação de fatos mensuráveis... Ele nunca aceitou a visão pessimista de crescimento populacional, e em um simpósio internacional em 1963, com um número de autoridades eminentes presentes, a contribuição de Clark para o assunto primeiro atraiu mais fogo; mais depois, as críticas foram aceitando sua estimativa como a base para uma discussão racional.

Jornalistas ocidentais culparam a "superpopulação" pela fome etíope, o que simplesmente não foi verdade. O Governo Etíope causou-a pelo confisco de estoques de comida de mercadores e fazendeiros e exportando-os para comprar armas. Esse regime de esquerda do país, não sua população, causou a tragédia.

É freqüente invocado que a pobreza na China é resultado da "superpopulação". Mas Taiwan, com uma densidade populacional cinco vezes maior que a China continental, produz muitas vezes mais per capita. A República da Coréia, com uma densidade populacional 3,6 vezes maior que a China, tem uma produtividade per capita quase que 16 vezes maior.

Os países com altas taxas demográficas são países com força de trabalho nova, são países que podem renovar-se tecnicamente com novas idéias, enquanto os países com baixas taxas demográficas tendem a ser envelhecidos, com menor número de pessoas dispostas a trabalhar, gastando muito com previdência social e depositando esse custo nos ombros do seu setor produtivo.

Os impérios geralmente caíram com o decréscimo brutal de suas populações. O Império Romano do Ocidente caiu em 650, quando sua população em pouco mais de cem anos caiu violentamente em 6 milhões de pessoas. Em 1453, caía o Império do Oriente, quando a peste negra havia causado quase 20 milhões de mortes em cerca de 100 anos.

A densidade populacional realmente mede o "abarrotamento" e trabalha mais ou menos assim: Holanda, por exemplo, consiste em 37.466 quilômetros de terra. A população é de 14,9 milhões. Portanto, a Holanda tem 397 pessoas por quilômetro quadrado em seu território e 397 é sua densidade demográfica. A Inglaterra consiste em 245.778 quilômetros quadrados com uma população de 57.4 milhões, dando a esse país uma densidade de 233 pessoas por quilômetro quadrado. Na Alemanha, há 221 pessoas por quilômetro quadrado.

Na China, a nação mais populosa do planeta, tem uma massa territorial total de 9.6 milhões de quilômetros quadrados com uma densidade populacional de apenas 116. Indonésia e Tailândia - dois países que têm estado sujeitos a particularmente cruéis campanhas de redução populacional - têm densidades de apenas 99 e 108 respectivamente. A proporção de pessoas por quilômetro no México é muito pequena: 45. Na Etiópia é 42, significando que a Grã Bretanha é mais do que dezesseis vezes mais populosa que uma Etiópia. Em outro lugar, os números são mesmo mais impressionantes. No Senegal, por exemplo, há 37 pessoas por cada quilômetro quadrado de terra. No Brasil, há menos do que 18. A densidade populacional da Somália é meramente 13. E em alguns lugares - Namibia e Mauritânia, por exemplo - há menos que duas pessoas por quilômetro quadrado de território. Isso significa que o problema não é com população e recursos, mas com desenvolvimento e a desigualdade econômica.

A maioria dos 549.146 quilômetros quadrados de terra que constituem a França pode produzir safras para apenas cerca de meio ano. Mas no Quênia tropical, com aproximadamente a mesma quantidade de espaço, a terra pode produzir por volta de um ano.

O objetivo de diminuir as taxas de natalidade dos países pobres, alcançando as dos países ricos é manter o atual equilíbrio econômico e político.

Os principais agentes dessa guerra silenciosa são os organismos multilaterais de crédito (FMI, Banco Mundial, AID etc.), todos os organismos ligados a ONU (FNUAP, OMS, PNUD, UNICEF, UNESCO, FAO e PNUMA), grupos parlamentares internacionais especialmente cooptados para esse fim, organismos de planejamento familiar como principalmente a IPPF e suas centenas de filiais nacionais, várias e várias fundações (nos EEUU as principais são a The Ford Foundation, Pathfinder Fund e The Rockefeller Foundation) a mídia controlada, além de várias e várias ONG's.

A principal instituição de planejamento familiar, a IPPF (Planned Parenthood) , teve como fundadora Margaret Sanger, que apoiou publicamente as políticas implantadas pelo Terceiro Reich, entre as quais de esterilizar o setor da população com menor desenvolvimento intelectual e o controle dos nascimentos para a criação de uma raça superior.

Esta agenda populacional pode ser melhor compreendida pela leitura do Memorando de Estudo para a Segurança Nacional nº 200 - Implicações do crescimento da População Munidal para a segurança dos Estados Unidos da América e seus interesses ultramarinos (NSSM 2000), de 24/04/74, vulgarmente conhecido como "Relatório Kissinger". Surge ali a doutrina de segurança demográfica, segundo a qual com 80% da humanidade vivendo em países pobres (majoritariamente no hemisfério Sul), suas maiores taxas de crescimento demográfico lhes fazem presumir conflitos sociais futuros que poriam em perigo a segurança dos países ricos.

No memorando é possível ler que:

"As empresas multinacionais aparecem aqui como um mecanismo essencial do sistema global da dominação; levam a cabo uma industrialização que ao mesmo tempo em que se encarregam de limitar. Graças aos centros de decisão da metrópole, tornam possível o controle dos custos de mão-de-obra. Mantém uma chantagem baseada na ameaça do traslado de fábricas, caso considerem exorbitantes as reivindicações dos trabalhadores locais. Organizam a competência e, ao mesmo tempo, a controlam, já que as relações de competência ficam limitadas ao mundo dos trabalhadores, entre aqueles em que as desigualdades de retribuição constituem, em nível mundial, um fator de divisão que á preciso alimentar para seguir dominando. Em suma, as multinacionais velam sobre seus mercados, protegem, caso necessário, seus oligopólios e vigiam e, ocasionalmente, freiam o desenvolvimento econômico das nações satélites".

Em síntese, não é uma guerra contra a pobreza, mas contra os pobres.

Quanto ao financiamento para desenvolvimento dos países pobres, afirma que: "seria muito mais eficiente usar esses aportes para fins de controle populacional que elevar a produção através de investimentos diretos em irrigação, projetos de energia e indústrias", com o objetivo mundial de "modificar os níveis de fertilidade para o ano 2000". Prossegue dizendo:

"A economia dos EEUU vai requerer maiores e crescentes quantidades de minerais de outros países, especialmente dos menos desenvolvidos. Esse fato realça o interesse dos EEUU na estabilidade econômica e social dos países abastecedores. Sempre que se produzir um declínio nas prestações populacionais exteriorizada em índices de natalidade reduzidos, ali podem aumentar as perspectivas da dita estabilidade. A política populacional chega a ser assim de grande importância quanto ao fornecimento de recursos e aos interesses econômicos dos EEUU".

...

"Os EEUU deverão alentar os dirigentes dos países em vias de desenvolvimento a avançar no planejamento familiar ... e a relacionar as políticas de população e planejamento familiar com os maiores setores de desenvolvimento: saúde, nutrição, agricultura, educação, serviços sociais, trabalhos organizados, atividades femininas e desenvolvimento da comunidade".

...

"O governo dos EEUU teria que se interessar pelos problemas e pelos programas de população de alguns países para reduzir a taxa de natalidade. Ademais, naqueles países de grande prioridades, nos que a assistência à população é agora limitada por uma ou outra razão, devemos estar dispostos a expandir nossos esforços para mostrar a seus dirigentes as conseqüências de um crescimento demográfico rápido e os benefícios das ações para reduzir a fertilidade".

...

"Além de buscar como chegar a influenciar os dirigentes, as melhoras dos aportes no mundo dirigidas ou relacionadas aos problemas populacionais deveriam ser encaradas através de uma crescente ênfase sobre programas de educação e motivação para a população influenciada pelos mass media e a população restante, pela ONU, a USIA e a AID. Devemos dar prioridade a nossos programas mundiais de informação relacionados a esta área e considerar a expansão de convênios colaborativos com instituições multilaterais em programas de educação".

...

"... em um esforço internacional colaborativo na investigação sobre a reprodução e o controle da fertilidade humana abarcando a biomedicina e dos fatores socioeconômicos. Os EEUU, mais adiante, se oferecem para colaborar com outros países doadores interessados e organizações em atividades de planejamento familiar".

...

"O Departamento de Estado dos EEUU e da AID julgaram um importante papel estabelecer o Fundo das Nações Unidas para as Atividades de População (FNUAP), o qual atuará como ponta de lança no esforço multilateral em população,como um complemento das demais ações bilaterais da AID e dos emais países contribuintes".

...

"os programas de planificação populacional deverão induzir a ter famílias pequenas".

O FNUAP administra a quarta parte dos recursos destinados ao controle de natalidade. Os maiores doadores do Fundo são os países desenvolvidos. Estes recursos são revertidos para programas de esterilização forçada na China e de apenas um filho. Para conseguir seus objetivos, o governo chinês leva a cabo um espantoso programa de aborto forçados. Alguns recém-nascidos chegavam a ser assassinados mediante injeções letais na moleira. Dr. Blake Kerr, médico que trabalhou no Tibe, publicou um artigo no Washington Post relatando que dois monges budistas refugiados contaram-lhe que haviam visto mulheres grávidas de nove meses sendo conduzidas à força às tendas de aborto: "vimos muitas mulheres chorando, ouvimos seus gritos quando estavam esperando sua vez de entrar na tenda, e vimos o monte de fetos empilhados fora da tenda, exalando um fedor horrível". As principais vítimas do genocídio infantil são as mulheres.

Estão lançadas as bases do imperialismo anticonceptivo. Ao mesmo tempo, trabalham para a transformação do sexo em mera recreação, junto aos agentes da indústria pornográfica, financiando grupos de orgulho e direitos dos gays, movimentos ecológicos, seitas orientais do movimento da Nova Era e outros grupos anti-vida.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Imitação de Cristo

LIVRO - PRIMEIRO

CAPÍTULO 5 - Da leitura das Sagradas Escrituras



1. Nas Sagradas Escrituras devemos buscar a verdade, e não a eloquência. Todo livro sagrado deve ser lido com o mesmo espírito que o ditou. Nas Escrituras devemos antes buscar nosso proveito que a sutileza da linguagem. Tão grata nos deve ser a leitura dos livros simples e piedosos, como a dos sublimes e profundos. Não te mova a autoridade do escritor, se é ou não de grandes conhecimentos literários; ao contrário, lê com puro amor a verdade. Não procures saber quem o disse; mas considera o que se diz.

2. Os homens passam, mas a verdade do Senhor permanece eternamente (Sl 116,2). De vários modos nos fala Deus, sem acepção de pessoa. A nossa curiosidade nos embaraça, muitas vezes, na leitura das Escrituras; porque queremos compreender e discutir o que se devia passar singelamente. Se queres tirar proveito, lê com humildade, simplicidade e fé, sem cuidar jamais do renome de letrado. Pergunta de boa vontade e ouve calado as palavras dos santos; nem te desagradem as sentenças dos velhos, porque eles não falam sem razão.

sábado, 14 de julho de 2012

Mistério da Coroa de Espinhos - parte 1.





DE O Mistério da Coroa de Espinhos por um padre passionista, 1879

Publicado por Preserving Christian Publications, Inc.

"Naquele dia o Senhor dos exércitos será uma coroa de glória e uma guirlanda de alegria para o restante de seu povo." (Is. 28,5)

De duas maneiras diferentes, ou seja, em um prisma meramente humano, ou em um ponto de vista cristão, verdadeiramente, podemos considerar os sofrimentos e humilhações de Jesus, nosso Senhor. Se olharmos para eles, com um olhar meramente humano como os judeus carnais, e os pagãos orgulhosos, vamos gostar deles, incorrermos no risco de sermos escandalizados com a sua loucura aparente. O excesso dos sofrimentos de nosso querido Redentor, a profundidade de suas humilhações, seu aparente desamparo completo, têm sido muitas vezes uma pedra de tropeço de escândalo para os homens orgulhosos. Daí São Paulo podia dizer: "Nós pregamos Cristo crucificado, para os judeus uma pedra de tropeço, e loucura para os gentios." (1 Coríntios. 1,23) Se, no entanto, com o olhar iluminado pela fé cristã, tentamos penetrar nos profundos mistérios da Paixão de nosso Salvador, vamos descobrir as maravilhas do poder de Deus e os desígnios misericordiosos de Sua Divina sabedoria. "Para os que são chamados, ou seja, para os cristãos sinceros e meditativos, Cristo é o poder de Deus e sabedoria de Deus." (1 Coríntios. 1,24). À luz da fé cristã, portanto, vamos considerar os mistérios da coroa de espinhos. No presente capítulo teremos a oportunidade de admirar os desenhos da sabedoria e misericórdia de nosso Senhor Divino. Teremos em breve ser capaz de descobrir significados importantes, e aprender lições práticas dos espinhos, cana, e as zombarias utilizados por seus inimigos cruéis e maliciosos contra o nosso Salvador.

Primeira Seção:
A coroa de espinhos

Os espinhos, com a qual a adorável cabeça de nosso Senhor foi coroado, não foram plantados na terra pela mão paternal de Deus, mas eles foram maliciosamente semeados por um inimigo traiçoeiro. A partir do Evangelho, aprendemos que este inimigo era o diabo e o pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva, foi a semente nociva. A maldição de Deus os fez crescer longos e afiados. Esses espinhos e cardos foram mais intencionados a picar a consciência do pecador, do que a mão insensível do trabalhador industrioso. Esta é a sábia reflexão de São João Crisóstomo: "quando Deus disse aos nossos pais caídos: Maldito é a terra em teu trabalho; espinhos e cardos ele deve trazer diante de ti." Ele pretendia significar: a tua consciência O pecador, nunca cessará de produzir espinhos e picadas, o que vai picar a tua alma culpada. (S. João Crisóstomo. Em Marcos 10,19) Os espinhos desta terra maldita, portanto, são as figuras de nossos pecados. Eles são a marca da maldição de Deus imprimiu na testa dos pecadores. Mesmo o erudito protestante Grotius descobriu esta verdade e disse: ". A maldição do pecado foi a origem de espinhos" "Maledictio em spinis coepit." (Grot. comm. Em Marcos 15:17)

Ora, nosso Senhor Jesus Cristo, sendo a segunda Pessoa da Trindade mais adorável, santidade essencial em carne humana, Verbum Caro factum e o objeto mais precioso da predileção eterna de Seu Pai celestial, nunca poderia ser contaminado pelo menor sombra de pecado e conseqüentemente, Ele nunca poderia ser sujeito à maldição de Deus. Em Sua infinita misericórdia Ele poderia, no entanto consentir a experimentar os efeitos temporários de ambos. Jesus poderia assumir e usar em nosso benefício o emblema infame do pecado. Ele poderia em misericórdia para nós provar e beber a amargura repugnante do copo cheio até a borda com o fel e vinagre de maldição de Deus.

Nosso Divino Redentor de fato consentiu para usar durante toda a sua vida mortal, traje do pecador e Ele bebeu diariamente em grandes doses a poção nojento espremido dos corações corrompidos de homens pecadores, a partir de uvas verdes pelo peso da maldição de Deus. Mas porque o navio grande e profunda que contém o veneno do pecado não foi esgotado, sendo reabastecido diariamente ea cada hora por novos crimes, por isso o nosso querido Senhor foi obrigado a fazer um esforço a mais dolorosa, a fim de drenar tudo de uma vez e completamente durante o Seu amargo Paixão. Este ato heróico foi realizada no jardim do Getsêmani onde Ele estava tão copiosamente banhado com o cálice grande de pecado que Ele foi lançado em um desfalecimento mortal e sangue de sua vida foi forçado a sair por todos os poros de seu corpo agonizante.

Agora, devemos observar com atenção que o mesmo plano foi seguido por nosso misericordioso Redentor em usar o emblema imundo do pecado. Uma vez tendo assumido em sua encarnação com a nossa natureza humana, Ele tinha que usá-lo continuamente durante toda a sua vida mortal. Na época, no entanto, da Sua Paixão de nosso Senhor teve que ser pública e solenemente instalado como o Rei dos Pecadores e tristezas. Oh! o mistério grandioso e sublime da coroa de espinhos.

Foi então na cidade de Jerusalém, a capital da Judéia, foi no salão de Pilatos, governador romano, que o nosso Divino Senhor escolheu para ser coroado de espinhos e assumir o uniforme completo do pecador e da grinalda infame do pecado . Foi nesta ocasião memorável que o grande e eterno Filho de Deus, o Verbo encarnado foi instalado como o Rei dos Pecadores e, conseqüentemente, como o mais profundo do homem na infâmia maior e na tristeza: "Desprezado e o mais abjeto dos homens ..." Nossos pecados são Coroa de espinhos. "Corona ex spinis peccata sunt ... (Theopil. em Matt. 27) espinhos, sendo o ramo eo estigma da maldição de Deus contra o pecado, portanto, ao consentir ser coroado de espinhos, nosso Senhor misericordioso voluntariamente se tornou o chefe responsável e da vítima voluntária de anátema de Deus dirigida e destinada a apenas os pecadores. É, portanto, de acordo com São Paulo que "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós." (Gálatas 3,13) Assim, usando a coroa de espinhos, mais nosso santo Redentor recebeu em Sua cabeça adorável a maldição pronunciada pela justiça irritada de Deus contra a nossa raça pecadora, e através deste ato de misericórdia Ele protegeu-nos da sua terrível golpe ". Em corona Spinea maledictum solvit antiquum ", diz Orígenes.

Nosso Salvador misericordioso efetuava ainda mais em nosso nome. Espinhos e cardos, como já observamos, é o ramo principal da maldição de Deus contra o pecado. Agora, por consentir a tomar estes espinhos sobre Sua cabeça adorável, Ele tirou essa maldição e transformou em uma bênção para a humanidade. Desta forma, nosso Senhor Jesus Cristo diminuiu a quantidade ea intensidade dos nossos sofrimentos temporais, e através de Sua bênção, graça e exemplo, Ele a todos os nossos esforços e labutas meritórias da recompensa eterna. Filhos de pais pecadores, concebidos e nascidos em pecado, temos realmente muito que sofrer ainda, mas não tinha o nosso bendito Senhor vem ao nosso socorro de nossos sofrimentos temporais deve ter sido por muito mais numerosos em quantidade e mais intensa em termos de qualidade como a experiência diária demonstra entre as nações infiéis e pagãos. Além disso deveríamos ter sido condenado a passar de temporal para a miséria eterna. Através de Sua Coroa de Espinhos misericordioso, nosso Salvador removeu da humanidade a marca da infâmia eterna e garantiu aos seus servos fiéis a coroa da glória celeste. "Naquele dia, o profeta diz Isaias, o Senhor dos exércitos será uma coroa de glória, e uma guirlanda de alegria para o restante de seu povo." (Is. 28,5) Assim, São Jerônimo pôde com razão dizer que: Através do mérito da coroa de espinhos de cabeça de Jesus, adquirimos o direito do diadema do reino celestial. "Corona Spinea capitis ejus diadema regni Adepti sumus". (Em Marc. 15)

Em todos os nossos sofrimentos, em seguida, vamos olhar para o Rei das Dores coroado de espinhos. Isto deve ser feito mais, especialmente quando por neuralgia cansativa, e dores de cabeça graves, que são convidados a suportar uma parte da coroa de espinhos de nosso Divino Mestre. S. Bernardo justamente observa que: "Os cristãos devem ter vergonha de ser membros muito delicados de uma cabeça do Divino coroado de espinhos." Devemos no entanto reconhecer que as pessoas que sofrem com estes sofrimentos merecem compaixão mais caridade do que eles geralmente recebem. Estas aflições sejam de origem interna e invisível, não excitam a comiseração sobretudo aqueles que nunca tinham experimentado seus efeitos dolorosos e triste. Também devemos refletir que dores de cabeça são muitas vezes causados ​​por um excesso de sangue para a cabeça que produz um rubor na face e isso é confundido por muitos observadores superficiais como um sinal de saúde vigorosa. Daí elogios que são oferecidos para os ouvidos de quem sofre como ironia. Além disso, estes ataques dolorosos da cabeça são, naturalmente, a causa de erros e de falhas embaraçosas, que trazem à vítima ridicularizações e humilhações imerecidas. O melhor e talvez o único conforto e consolo nestas ocasiões mortificantes será um olhar piedoso para Jesus coroado de espinhos e escarnecido na sala de Pilatos Ele tem plena consciência de nossos sofrimentos e provações. Ele sofreu mais do que nós, tanto na dor física e humilhações. Nosso Senhor pode ser compassivo à nossa miséria e abundantemente recompensará a nossa humildade, mansidão e paciência.

Na vida dos Padres do Deserto, lemos que São Pacômio, para o fim de sua vida, enquanto que com dor intensa na cabeça e oprimidos com a angústia interior da mente, recorreu à oração para obter algum alívio e consolo de Deus . Nesta ocasião, nosso Senhor lhe apareceu acompanhado por muitos dos santos anjos e usando uma coroa de espinhos, mas ao mesmo tempo, brilhando com a glória deslumbrante. Surpreso com a visão celestial o servo sofredor de Deus se prostrou com o rosto para o chão quando um dos anjos muito carinhosamente o levantou e informou-lhe que Jesus Cristo veio para consolá-lo em sua aflição. Nosso Senhor então falou com palavras de conforto celestial a Pacômio encorajando-o a suportar as suas provações e sofrimentos com resignação, assegurando-lhe que eles foram destinados para a purificação de sua alma, e por um grande aumento de mérito, que foi logo para ser coroado de glória correspondente e felicidade para toda a eternidade no céu.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Neomalthusianismo, superpopulação, controle da natalidade e outros mitos espalhados pela imprensa.

Superpopulação: Mitos, Fatos e Políticas
Por Abid Ullah Jan



A ONU está planejando observar o Dia da População Mundial em 11 de Julho de 2003. Nos países em desenvolvimento, o dia é observado com grande fanfarra e os altos funcionários do governo publicam fortes opiniões em favor de programas de redução da população. Um exército de jornalistas na imprensa e na mídia eletrônica, além disto, apóiam-nos sem prestar qualquer atenção às realidades não declaradas.

Para facilitar a compreensão, alguém precisa descobrir se a superpopulação é uma realidade e se isso é a verdadeira razão para a pobreza e o subdesenvolvimento. Se nós descobrirmos que não é verdade o que a mídia, livros textos e outros meios de comunicação nos contam, nós então precisamos ponderar o que, de fato, são os verdadeiros objetivos dos patrocinadores da redução da população.

A superpopulação é uma realidade?

Por anos vários pesquisadores têm autenticamente provado que o problema, de nenhuma maneira, é de tantos seres humanos. Ao contrário do clamor dos planejadores de famílias e especialistas em controle da população, o aumento da população mundial está em rápido declínio. Os cálculos da ONU mostram que os 79 países que compreendem 40% da população mundial têm hoje taxas de fertilidade demasiado baixas para prevenir o declínio da população. A taxa na Ásia diminuiu de 2.4 em 1965-70 à 1.5 em 1990-95. Na América Latina e Caribe, a taxa caiu de 2.75 em 1960-65 à 1.70 em 1990-95. Na Europa, a taxa caiu para 0.16 – que é, efetivamente zero – em 1990-95. E a taxa anual de variação na população mundial caiu de 2% em 1965-70 para menos de 1.5 por cento em 1990-95. Projeções oficiais de tamanho da população está em constate queda. Em 1992-93, o Banco Mundial previu que a população mundial excederia 10 bilhões pelo ano de 2050. Em 1996, a ONU profetizou que seriam 9 milhões por volta de 2050. Se a tendência continuar, a próxima estimativa será ainda menor.

Superpopulação é um termo relativo. Em excesso para quê? Comida? Recursos? Espaço vital? Os dados mostram que nenhum julgamento pode ser feito sobre superpopulação com respeito a todas três variáveis. Dr. Osterfeld, Professor de Ciência Política na Faculdade Saint Joseph em Rensselaer, Indiana, conclui que embora haja hoje mais gente no mundo do que em algum tempo atrás, "por qualquer medida significante o mundo está realmente tornando-se relativamente menos povoado”.

De 1900 a 2000, a população mundial aumentou de 1.6 bilhões para 6.1 bilhões. Porém, enquanto a população mundial aumentou próximo de 4 vezes, o produto real mundial bruto aumentou de 20 a 40 vezes.

É verdade que o mundo experimentou um aumento populacional que começou no século dezoito. A população aumentou seis vezes nos 200 anos seguintes. Mas isso é um aumento, não uma explosão, porque tem sido acompanhado, e em grande parte feito possível, por uma explosão de produtividade, uma explosão de recursos, uma explosão de comida, uma explosão de informação, uma explosão de comunicações, uma explosão científica, e uma explosão médica. O resultado é que o aumento de seis vezes na população mundial é definhado pelo de oito vezes na produtividade mundial durante o mesmo período de 200 anos.

A corrente histérica da superpopulação começou nos anos sessenta, quando o cientista de Stanford, chamado Paul Ehrlich, escreveu um livro chamado “The Population Bomb” (A bomba populacional). Quase que como tubarões, assustando milhões de pessoas nadando no oceano, esse livro teve sucesso em amedrontar pessoas com suas profecias de fome, morte e destruição. Ele predisse massivos aumentos na fome, diminuição e encarecimento de recursos naturais, pilhas de lixo e dejetos, e destruição comportamental. O exato oposto tem ocorrido. Menos que metade das pessoas morrem de fome a cada ano agora do que um século atrás, mesmo que nossa população tenha quadruplicado. Muitas dessas mortes hoje são resultado de ação política por cruéis ditadores e não um falta de comida. Gente de países do Terceiro Mundo consome mais calorias de comida em sua dieta diária do que em qualquer tempo na história. E o número de calorias está aumentando todo ano.

Comida: O relato da divisão de população da ONU de 2001, World Population Monitoring 2001, estudou o relacionamento entre o crescimento e o desenvolvimento. Ao contrário das predições apocalípticas malthusianas, esse relatório da ONU declarou: “De 1900 a 2000, a população mundial subiu de 1.6 bilhões a 6.1 bilhões de pessoas. Porém, enquanto a população do mundo aumentou próximo de 4 vezes, o produto doméstico bruto mundial (GDP) [produtividade real de bens e serviços] aumentou de 20 à 40 vezes, permitindo o mundo não apenas sustentar um aumento quadruplicado de população mas também fazer isso tão amplamente os padrões mais altos de vida."

Em 1990, o Relatório da FAO sobre a Situação da Comida e Agricultura estimou que com as tecnologias presentes amplamente empregadas, o mundo poderia alimentar de 30 a 35 bilhões de pessoas. Roger Revelle, Diretor do Harvard Centre for Population Studies, estima que os recursos agrícolas mundiais são capazes de sustentar 40 bilhões de pessoas. O economista indiano Raj Krishna estima que a Índia sozinha é capaz de aumentar suas safras a ponto de prover o suprimento de comida do mundo inteiro. A Índia é de notável importância por ter quatro vezes terra arável por pessoa mais que o Japão e duas vezes mais que a Grã-Bretanha.

Recursos Naturais: A inflação ajustada ao preço de mercado de todos maiores recursos naturais tem constantemente diminuído pelo último século, e continua a se reduzir. Devido ao desenvolvimento em gestão de desperdícios, o gasto projetado com refugos para os EEUU (um relativamente massivo produtor de desperdício) para o próximo século inteiro podia ser armazenado em uma área de refugos só 18 milhas em cada lado. O "World Population Monitoring 2001," enfatiza que muitas das principais previsões a respeito das conseqüências de crescimento população têm se provado infundadas, e permanecem não razoáveis a ocorrerem mesmo se a população mundial aumentar para 8.9 bilhões pelo ano de 2050.

Os defensores do controle populacional argumentam que o crescimento esvaziará o universo de recursos não renováveis como petróleo e minerais, relacionado a economias projetadas à desordem. Mas, o relato da Divisão de População diz que, "Durante recentes décadas novas reservas têm sido descobertas, produzindo o aparente paradoxo que mesmo que o consumo de muitos minerais tenha aumentado, da mesma forma tem a quantidade estimada de recursos que até agora não foi aproveitada."

Então a superpopulação ficará na mesma medida que um mito no século 21, assim como foi no século 20 e que o New York Times corretamente listou como “um dos mitos do século 20”, em sua edição do Milênio de 1º de janeiro de 2000.

A superpopulação é a causa da pobreza e do subdesenvolvimento?

Vários estudos têm provado que a pobreza e o subdesenvolvimento não têm vínculo direto ao crescimento populacional por si. As causas do subdesenvolvimento podem ser tanto internas quanto externas. Causas internas podem incluir débil administração política e econômica, corrupção freqüente, excessivo orçamento militar combinado com inadequado gasto com educação e saúde, guerras civis, falhas de mercados, liberdade empresarial entendida erroneamente como o direito à busca desordenada do lucro, violações do princípio da subsidiariedade, fatores históricos e culturais que definem normas de comportamento desfavoráveis à perseguição de desenvolvimento integral. Para pôr isso de modo mais simples, a fome é fome porque eles estão excluídos da terra ou não podem ganhar o suficiente para sobreviver e não por causa de um limite natural de quantidade de comida que pode ser produzido. Na América Latina, por exemplo, 11% da população estava sem terra em 1961, por volta de 1975 esses eram 40%. Aproximadamente 80% de toda terra agrícola do Terceiro Mundo é controlada por 3% de latifundiários.[1]

Externamente, as nações menos desenvolvidas podem ser as vítimas de uma distribuição desigual dos recursos do mundo assim como do mercado internacional e arranjos financeiros, que trabalham contra eles. O FMI e o Banco Mundial, que reclamam estarem trabalhando para aliviar a pobreza e assistir os mais pobres dos pobres, estão realmente fazendo suas vidas miseráveis. Países pobres estão freqüentemente sobrecarregados por débitos estrangeiros e sem capacidade para ganhar acesso a recursos às tecnologias que eles precisam para dar prosseguimento ao processo de desenvolvimento. Problemas tais como esses podem ser erradicados apenas através da perseguição de justiça social, que disponibilizará desenvolvimento integral.

A Academia Nacional de Ciências (NAS) nos EEUU concluiu em seu relatório de 1986 que é equivocado equacionar a pobreza com crescimento populacional por si.

Uma proponente liderança desta visão do nexo de população/desenvolvimento foi o demográfo econômico Professor Colin Clark, a quem é creditado o desenvolvimento do conceito de Produto Nacional Bruto (GNP). Enfatizando a função positiva do crescimento populacional no processo de desenvolvimento, Clarke costumava detalhar comparações estatísticas entre nações em desenvolvimento para demonstrar uma relação positiva entre taxa de crescimento populacional e taxa de crescimento de produto per capita. Quando ele morreu em setembro de 1989, o London Times pagou um tributo ao trabalho de Clark dizendo: “Foi o fruto de uma mente independente dedicada à perfeição e apresentação de fatos mensuráveis... Ele nunca aceitou a visão pessimista de crescimento populacional, e em um simpósio internacional em 1963, com um número de autoridades eminentes presentes, a contribuição de Clark para o assunto primeiro atraiu mais fogo; mais depois, as críticas foram aceitando sua estimativa como a base para uma discussão racional."

Um outro pioneiro dessa posição foi Lord Peter Bauer da Escola de Economia de Londres. Esse ano ele foi premiado com o Prêmio Milton Friedman “pelo avanço da liberdade” mas ele morreu de repente na idade de 85, antes que pudesse recebê-lo. Ele assegurou que a assim chamada “explosão populacional” dos século vinte “deveria ser vista como uma benção ao invés de um desastre, porque isso decorre de uma queda na mortalidade, uma aparente evidência do aprimoramento do bem-estar do povo."

A Academia Nacional de Ciências (NAS) nos EEUU concluiu em seu relatório de 1986, intitulado Crescimento Populacional e Desenvolvimento Econômico, que é equivocado equacionar a pobreza com crescimento populacional por si. Achou que a afirmação que crescimento populacional conduz à exaustão de recursos era errada e apontou para uma grande extensão de problemas ambientais, podia ser resolvido por apropriadas políticas governamentais designadas para corrigir as falhas de mercado. Esse estudo foi confirmado posteriormente pelo Independent Inquiry Report in to Population and Development (IIRPD) comissionado pelo Governo Australiano em 1994. Reconheceu uma correlação positiva entre crescimento populacional e desenvolvimento sustentável.

Bangladesh: Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, argumentou convincentemente que a fome no Terceiro Mundo não é causada pela carência real de comida, mas por falência institucional. Por exemplo, ele demonstrou que a fome de Bangladesh de 1974 "ocorreu em um ano de maior disponibilidade de comida por cabeça do que em qualquer outro ano entre 1971 e 1976." Defensores de controle populacional culpam a “superpopulação” pela pobreza em Bangladesh. Mas o governo domina a compra e processamento de juta, a maior quantia em safra, de forma que os fazendeiros recebem menos pelos seus esforços do que eles receberiam em um mercado livre. Fazendeiros empobrecidos correm paras as cidades, mas o governo domina 40 por cento da indústria e regular o resto com controles de preço, altas taxas e não publicadas práticas administradas por uma gigante, corrupta e dependente de ajuda externa burocracia. Empregos são difíceis de encontrar e a pobreza é excessiva. Esse tumulto leva a problemas tais como distribuição de comida esporádica ou ineficiente, mas esse problema é causado pelas defeituosas políticas domésticas.

A fome de Bangladesh de 1974 “ocorreu em um ano de maior disponibilidade de comida por cabeça do que em qualquer outro ano entre 1971 e 1976.”

Etiópia: Jornalistas ocidentais culparam a “superpopulação” pela fome etíope, o que simplesmente não era verdade. O Governo Etíope causou-a pelo confisco de estoques de comida de mercadores e fazendeiros e exportando-os para comprar armas. Esse regime de esquerda do país, não sua população, causou a tragédia.

De fato, a África, cerca-se de problemas freqüentes culpando a “superpopulação”. Tendo apenas um quinto da densidade populacional da Europa, tem um inexplorado potencial de crescimento de comida que poderia alimentar duas vezes a população atual do mundo, de acordo com estimativas de Roger Revelle da Universidade de Harvard e de San Diego.

O governo da Filipinas conta com a ajuda estrangeira para controlar o crescimento populacional, mas protege monopólios que compram produtos dos fazendeiros em preços artificialmente baixos, e vendem-nos com preços artificialmente altos, causando a expansão da pobreza.

China: É freqüente invocado que a pobreza na China é resultado da “superpopulação”. Mas Taiwan, com uma densidade populacional cinco vezes maior que a China continental, produz muitas vezes mais per capita. A República da Coréia, com uma densidade populacional 3,6 vezes maior que a China, tem uma produtividade per capita quase que 16 vezes maior. O governo malaio abandonou o controle populacional em 1984, conduzindo um excelente crescimento econômico sob as reformas de livre mercado, enquanto Equador, Uruguai, Bulgária e outros países queixaram-se na International Conference on Population and Development em Cairo, apesar deles terem reduzido seu crescimento populacional, que ainda tinham economias deterioradas.

Os mitos de superpopulação são cômodos para os exploradores, dando-nos uma desculpa “científica” para a miséria que eles causam de modo que eles possam curtir seus dinheiros cheios de sangue sem remorso. A menos que uma transformação de valores ocorra, a fim de que se reconheça a importância de viver ao invés de consumir, a crise de desigualdade e pobreza irá piorar. Como Murray Bookchin argumenta, “Se nós vivemos em um “cresça ou morra”, a sociedade capitalista em que a acumulação é literalmente uma lei de sobrevivência econômica e a competição o motor do “progresso”, qualquer coisa que nós temos a dizer sobre população, que causa crises ecológicas, é basicamente sem sentido. Sob tal sociedade, a biosfera no final das contas será destruída com cinco bilhões ou cinqüenta milhões de pessoas vivas no planeta.

Motivos reais

Como vimos acima, a superpopulação é um mito e não tem nenhum vínculo direto com a pobreza, desenvolvimento, escassez de comida ou meio-ambiente, a questão que aparece então é: qual a força motriz por detrás da campanha do controle da população?

Para uma resposta, nós podemos voltar a um artigo do London Times de 07, 2002, intitulado "A Inglaterra está perdendo ingleses." O medo é que a migração do Terceiro Mundo quadruplique a taxa de crescimento populacional inglesa e crie uma cidade de imigrantes do tamanho de Cambridge a cada seis meses. Isso, The Times diz, que está transformando a Grã-Bretanha em “uma terra estrangeira, contra os desejos da maioria da população, causando perdas de qualidade de vida e coesão social, exacerbando a crise de moradia e congestão, e sobrecarregando o serviço de saúde até o ponto de quebrar." O editor do The Times escreve que o "silêncio não é mais uma opção." A Grã-Bretanha está literalmente desaparecendo. Em muitas cidades britânicas, “você pode errar ao redor de horas sem ver um único rosto branco, uma monocultura sendo substituída por outra."[2]


Paul Craig Roberts ecoou os sentimentos no Washington Times: "Demografia é o destino. Em 1960, o povo da Europa armazenava um quarto da população mundial. Hoje, o povo branco constitui um sexto da população mundial. Por volta de 2050, a população da Europa compreenderá apenas um décimo da população mundial.

O governo malaio abandonou o controle populacional em 1984, conduzindo um excelente crescimento econômico sob reformas de livre mercado.

Os brancos estão contraindo-se em uma minoria mesmo no interior de seus próprios países. A imigração massiva descontrolada legal e ilegal, junto com o colapso das taxas de fertilidade dos brancos em todo lugar, prognostica uma raça em extinção."

Patrick J. Buchanan contou no NPQ em uma entrevista que, de acordo com sua pesquisa, “não há uma única nação ocidental que tenha uma taxa de natalidade hoje que permitirá continuar viva em sua presente forma depois de meio século." Ele expressou seu medo com franqueza nas seguintes palavras: "Os povos islâmicos do Norte da África e do Oriente Médio estão se mudando em centenas de milhares para a Europa a cada ano."

A edição de 25 de julho de 1994 do Executive Intelligence Report (EIR) publicou um artigo por Hassan Ahmed e Joseph Brewda, intitulado "Genocidas da ONU miram o Islam." Esse artigo cita Jean-Claude Chesnais, um diretor do Instituto Nacional para Estudos Demográficos em Paris, que escreve em seus artigos de 1990: "A Europa encara uma islamização ou africanização como a lacuna demográfica e econômica entre as duas margens da expansão do Mar Mediterrâneo, e os povos movem-se do sul ao norte. Poderes “verdes” emergirão, baseando-se na força em grande parte do tamanho de sua população e do estímulo que ela cria, e velhos poderes desaparecerão à medida que suas populações declinarem.''

A alegação que poder e tamanho da população sempre andam junto é discutível. Em termos absolutos, a população do Ocidente quando estava em seu pico foi muito menor do que é hoje. Uns poucos milhares de ingleses correram para a Índia por mais de 100 anos. Brancos correram para a África do Sul por mais de três séculos e assim por diante. Sua organização, concentração e riqueza ajudou-os a dominar a despeito de suas populações. Buchanan mesmo admite que “a correlação entre poder e população não é absoluta”.

Todavia, isso não é suficiente para confortar seu medo mórbido ao Islam. Buchanan não está satisfeito com a bravura militar dos EEUU e de seus aliados quando vem a confrontar-se com o número de muçulmanos. Ele diz que: "alguns países europeus costumavam ter exércitos de milhões de homens quando suas populações eram muito menores do que hoje. Hoje, a União Européia está tendo o tempo do diabo de botar em campo uma Força de Reação Rápida de 60.000 homens!" Ele esquece que esses dias os EEUU e seus aliados não lutam com homens tanto quanto lutam com mísseis e bombas. Afeganistão e Iraque são os exemplos recentes. É um outro assunto se Buchanan quer manter a população muçulmana sob botas militares para sempre.

Fluindo dessa análise defeituosa é a política de planejamento da população com o objetivo de controlar a crescente população muçulmana. A evidência é o relatório de Anisa Abd el Fattah do Afeganistão. Ela diz que: "A medida que as nações do mundo se alinham com os EEUU em sua “guerra contra o terrorismo”, uma outra guerra já começou. A “outra” guerra é contra mulheres e crianças afegãs, e está sendo travada pela infame Agência de Planejamento Familiar da ONU (UNFPA). Liderada por Olivier Brasseur, e fiscalizada pelo diretor executivo da UNFPA, Thoraya Obaid, a campanha da UNFPA opera sob o pretexto de “cuidados com a saúde reprodutiva” e mira as mulheres afegãs no Paquistão, Irã, Tajikistão, Turcomenistão e Uzbequistão”. Seu objetivo de longo prazo é estabelecer uma permanente presença no Afeganistão. Os planos da UNFPA são gastar cerca de $20 milhões em serviços de aborto no Afeganistão.

Um manual de atividades de população internacional publicado pelas ONU lista um programa para “revisar documentos fonte sobre Islã e planejamento familiar para teólogos e professores." O índice da ONU revela que o programa, mirando a Nigéria, teve um orçamento de $30,000 em um ano, em meados da década de 80. Em 1986, a Universidade Johns Hopkins em Baltimore recebeu $35 milhões em fundos de ajuda para conduzir uma campanha de mídia de massa desenhada para aumentar o uso de contraceptivos na África, mirando especialmente as populações muçulmanas. Obviamente, isso é apenas um dos incontáveis exemplos. Um típico projeto fundado pela universidade em benefício daquele programa foi realizado em Gâmbia, cuja população é 90% muçulmana.

Se nós dividirmos 6 bilhões de pessoas em famílias médias de quatro e dermos a cada uma delas um acre de terra para cultivar comida para suas famílias, você poderá ver que os EEUU poderiam facilmente sustentar todos povos no mundo com espaços de reserva (Ralph Epperson em seu livro The Unseen Hand)

A equipe de pesquisa também concluiu que o programa de rádio tinha que “dar evidências convincentes que os ensinamentos islâmicos apóiam o uso de moderno planejamento familiar.” “Mensagens deveriam contar a crença que crianças são um presente de Deus,” eles escreveram, e deveriam sugerir ao invés que “Deus tem nos dado o planejamento familiar, para assim nós podermos escolher em dar à luz a apenas aquelas crianças que nós formos cuidar." A mensagem deveria também ser feita, a equipe escreveu, que enquanto “o profeta Maomé (PBUH) disse para ter tantas crianças quanto possível em um tempo quando a população do mundo era pequena," que isso não mais se aplica. Porque o islã “proíbe gravidez durante a lactação,” o relatório reclama que deveria ser dito que o “islã apóia o planejamento familiar.” [O islã não proíbe a gravidez durante a lactação. Ed.]

Hassan Ahmed e Joseph Brewda revelam que um índice da ONU de 1986-87 que lista um outro projeto com intento de pesquisar os escritos islâmicos para “aspectos positivos de espaço para a prole e planejamento familiar." Ambos projetos foram realizados pelo Pathfinder Fund of Boston, fundado por um herdeiro da fortuna da Procter and Gamble. Um memorando interno do fundo, de 27 de junho de 1986, intitulado "Grupo de Trabalho no Islã e Planejamento Familiar," descreve os projetos cujo objetivo é “explorar a possibilidade de trabalhar com organizações envolvidas em planejamento familiar onde a atitude e opinião islâmicas são importantes para programar o desenvolvimento e operações."

Sem levar em consideração como você observar as variações demográficas, a maioria dos homens e mulheres com qualquer senso de moralidade achará impossível justificar uma guerra à população baseada em tais temores. Mas de acordo com Stanley K. Monteith, M.D. há realmente aqueles que tenham publicamente defendido a eliminação de "ervas daninhas humanas" e "a limpeza da sociedade." Ele se refere a organizações, tais como a Planned Parenthood fundada por Margaret Sanger. Durante os anos 30, Margaret Sanger apoiou abertamente o plano nazista de engenharia genética da população germânica, e a propagação de uma “super raça”. No “Relatório Anual” do Planned Parenthood de 1985, líderes dessa organização proclamaram que eles eram “Orgulhosos de nosso passado, e planejando para nosso futuro".

Bem vindo ao Dia Mundial da População!

[1] O problema da concentração excessiva de propriedade fundiária pode até existir, mas está distante de ser causado o problema da fome. Mesmo depois de uma Reforma Agrária que compreendeu o assentamento de centenas de milhares de famílias em quase 20 milhões de hectares, o Brasil persiste como um modelo de sub-desenvolvimentismo. Questões agrárias e agrícolas devem ser analisadas minuciosamente, levando-se em conta a capacidade técnica do agricultor e a produtividade de seu empreendimento. Do contrário, uma tal distribuição de terras ou incentivos como projeto social não fixaria o homem no campo, mas apenas acarretaria o desperdício de dinheiro público e a proliferação de favelas rurais.

[2] O artigo pode ser visto em http://www.timesonline.co.uk/article/0%2C%2C7-376133%2C00.html

FONTE: http://judaismoemaconaria.blogspot.com.br

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