sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como honrar o Sagrado Coração de Jesus.

Os quatro meios de honrar o Sagrado Coração de Jesus. 
  
Escrito pelo Pe. François Zannini. 
  
Extraído do Jornal Stella  Maris – Junho 2011 Nº481 
  
Se o Senhor nos revela os cinco espinhos que magoam e ferem intensamente Seu Coração divino, Ele nos dá como bom médico de almas e como Pai indulgente, quatro meios de honrar Seu Coração Misericordioso e tão amável para todo homem arrependido e aberto a Seu Amor e a Sua Palavra de vida. 
  
primeiro meio de honrar o Coração de Jesus é recebê-lo na Comunhão muitas vezes e se possível, todos os dias ou ao menos, cada domingo, com fé, devoção e amor sincero. 
Com efeito, a maior prova de gratidão e amor que posamos dar para Aquele que se doa a nós é recebê-Lo. 
 

Santa Theresa d’Ávila morria por não poder morrer de amor, tanto ela suspirava depois da comunhão: 


“Não é mais possível, diz o sábio, trazer em si o fogo divino e não ser abrasado nele.” 


O coração do cristão é todo palpitante de amor desde que recebe Jesus Hóstia com fé e devoção, pois, Jesus é um centro de ternura e 


Toda alma piedosa e devota do Sagrado Coração deseja participar do banquete divino e se rejubila em poder comungar muitas vezes do Corpo e Sangue de Cristo para permanecer eternamente com Ele. 


De toda maneira, quanto mais uma alma comunga Jesus, mais ela deseja se unir a Ele na Comunhão freqüente para viver por Ele e para Ele. 


Santa Margarida Maria disse: 


“Sem o Santo Sacramento eu não poderia viver” 


Comungai muitas vezes e tantas vezes quanto possível em estado de graça, a fim de crescer pela Eucaristia em santidade. 


“tenho imenso desejo de partilhar a Páscoa convosco. Tomai e comei, isto é Meu Corpo, isto é Meu Sangue.” nos disse Jesus. 


Se os cristãos da Igreja primitiva se amavam muito e refletiam uma grande caridade mútua, é porque eles tinham uma grande devoção ao Santo Sacramento e comungavam todos os dias a Eucaristia. 


Comungai muitas vezes em reparação pela frieza, a indiferença, todas as negligencias e traições dos homens. 


Santa Margarida declarou: 
“Tenho tão grande desejo da Santa Comunhão que voluntariamente para buscá-La eu caminharia de pés descalços num trajeto em chamas”. 


Nada espantoso que com tal amor pela Eucaristia, santa Margarida ouvisse o Senhor lhe confirmar que Ele escolheu sua alma para ser um céu de repouso na terra e seu coração um trono de delícias para Seu divino Amor. 


Deus tem necessidade de nutrir o coração humano com Sua Eucaristia. 


E a todos aqueles que vêm a Ele em estado de graça, aprendem a crescer na fé, a permanecer na esperança, a partilhar na caridade e a progredir em todas  as virtudes. 
Feliz aquele que se nutre humildemente do Corpo de Cristo, porque recebe a plenitude da graça eucarística que absolve seus pecados veniais e eleva seu espírito e coração para mais sabedoria e amor. 


Assim, o homem unido ao Cristo eucarístico se torna ele mesmo, um outro Cristo que completa pela sua liberdade entregue à vontade de Deus. E encontra nesta união a Deus, a alegria perfeita e o repouso da alma tanto desejada. 
  
segundo meio de honrar o Coração de Jesus são as visitas freqüentes ao Santo Sacramento. Jesus se faz prisioneiro do tabernáculo para me libertar de mim mesmo e de minha natureza preguiçosa. 


Depois da santa Missa e Comunhão nada é mais agradável a Jesus do que nossa visita ao Santo Sacramento. 


Ir contemplar e adorar o Corpo o Sangue , a Alma e a Divindade deste Deus Salvador no Sacramento de Seu Amor é a mais bela prova de amor que se possa testemunhar a Jesus Hóstia. 


Jesus está lá com Seu Amor e Seu devotamento sem limites por nós.está lá na espera de ser amado, adorado, receber agradecimento e comido pelos cristãos para se tornarem por sua vez cordeiros de Deus, capazes de se imolar para fazer reviver o homem e chamá-lo a modificar sua vida, orientando-a mais para a oração, a meditação evangélica e a caridade fraterna. 


Quem ama seus amigos deseja encontrá-los e partilhar com eles momentos intensos de alegria, reflexão e consolo. 


Vir a Jesus para encontrá-Lo na Eucaristia é pegar nEle o conforto de Sua Graça oferecida, as luzes do espírito tão desejadas e a paz do coração tão procurada. Numa palavra, a graça do repouso em Jesus Cristo, o único que pode cobrir nossa alma com todo amor da sabedoria que procura. 


É diante do Santíssimo Sacramento que o Cura d’Ars vinha buscar sua força de pastor e de confessor. 


É diante de Jesus Hóstia que São Francisco Xavier vinha recobrar novas forças para evangelizar, suportar o rigor e preparo do apostolado em terra pagã. 


É ainda diante do Santo Sacramento que Padre Pio vinha oferecer sua cruz suas tristezas e sofrimentos de seus estigmas para expiar os pecados dos homens e merecer para eles, graças de conversão, de cura e de discernimento. 


A adoração do Coração de Jesus escondido sob os véus do Santo Sacramento foi a grande devoção de todos os santos da Igreja. E nós, cristãos de hoje, sabemos tomar um pouco de tempo para visitar o Santo Sacramento, para nos recolher diante deste Deus de Amor que nos espera para derramar graças em nossos corações e nossos espíritos? 


Ou preferimos tardes mundanas , distrações fúteis, visitas entre amigos onde se misturam o vazio, a vaidade, a inveja e o ciúme? 


Lembremo-nos humildemente que é sempre ao pé do tabernáculo que encontraremos consolação, esperança e força diante das nossas tentações, nossos desencorajamentos, desgostos e lassidão. 


Feliz aquele que passa todo dia um pouco diante do Santíssimo Sacramento para fazer como o camponês de Ars, que dizia: “Eu olho para Ele e Ele olha para mim.” 


E descobrir no face a face mútuo, toda a riqueza do filho com seu Pai e do homem com seu Deus. 


O homem que sabe contemplar cada dia silenciosamente o Rosto e o Coração do Senhor no Santíssimo Sacramento, retira de sua oração, três verdades reconfortantes: a grandeza da humildade divina, a sabedoria da inteligência divina e o infinito do amor divino que é paciência e misericórdia para todo pecador arrependido e em marcha para sua salvação. 
  
terceiro meio de honrar o Coração de Jesus é santificar a primeira sexta-feira do mês, festa de Seu Sagrado Coração. 


Jesus disse à santa Margarida Maria: 
“Tu comungarás todas as primeiras sextas-feiras do mês para honrar Meu Coração ultrajado.” 


Margarida Maria permaneceu fiel a esta recomendação do Senhor e recebeu graças abundantes. Naquele dia, o Senhor dilatou Seu Coração e abriu mais ainda para espalhar sobre os homens rios de bênçãos e de graças. 


Felizes as almas fervorosas que sabem nesse dia se aproximar deste coração adorável que tanto amou os homens e se unir a Ele na Eucaristia. Adorá-lo um momento no Sacramento de Seu Amor e aquecer neste ardente fogo de amor, o fogo de sua devoção, de seu zelo apostólico e seu ardor pela santidade. 


Estes cristãos escolhem nesse dia, entrar neles mesmos e examinar diante de Deus como passaram o mês e tomar a resolução de fazer melhor para se santificar e agradar ao Senhor no presente e no futuro. 


Nas comunidades religiosas, nos mosteiros, nas paróquias, o Santíssimo Sacramento é exposto nesse dia e termina com uma bênção do Santíssimo. 


Milagres de proteção, de cura e de conversão acontecem nesse dia, atestando que a primeira sexta-feira do mês é um dia de festa privilegiada onde se pode pedir tudo e obter tudo do Coração Misericordioso de Jesus. 


Nós sabemos como cristãos que a primeira sexta-feira do mês é o dia escolhido por Cristo para nos dar Suas graças em abundancia. 


Saibamos fazer um dia de recolhimento, de adoração e de ação de graças. 


Desde pela manhã, façamos nossa oração sobre as riquezas do Coração de Jesus e peçamos para abrir nosso espírito a Sua Sabedoria, para bem servi-Lo durante esse dia. 
Vamos comungá-Lo na Eucaristia com todo o fervor possível, oferecendo a Jesus (para suprir nossa insuficiência) os méritos da Santa Virgem e de todos os santos que souberam amá-Lo na terra e daqueles que sabem preferi-Lo a tudo o que existe neste mundo. 


Aproveitemos este dia para purificar nossa alma e fazer uma boa confissão para avançar na verdade, na virtude e na caridade do Senhor. 


E aproveitemos a nossa adoração diante do Santíssimo Sacramento, para nos consagrar ao Sagrado Coração, nós e nossa família, atraindo sobre nós e nossos próximos, as bênçãos e as graças das quais temos necessidade para Lhe ser fiel na fé e na caridade. 


Quantos cristãos tíbios se tornaram fervorosos pela devoção ao Sagrado Coração! 


Quantos lares infelizes, divididos encontraram a alegria e a paz da união por uma devoção comum ao Sagrado Coração! 


Quantas comunidades religiosas, grupos de ação social ou caritativa encontraram mais coesão fraterna e coragem apostólica, rezando ao Sagrado Coração de Jesus. 


Todos aqueles que souberam guardar esta devoção ao Sagrado Coração e vivê-la intensamente no dia da primeira sexta-feira do mês, durante toda sua vida, receberam muitas graças para dominar o espírito mundano e nunca afundar nos vícios e males que poderiam matar o corpo e a alma. 


Então, agradeçamos a Jesus que nos convida através de santa Margarida Maria, a venerar Seu Sagrado Coração e respondamos com alegria e entusiasmo Seu apelo para aliviar de todas as aflições os homens descrentes, indiferentes e hostis a Seu Amor. 


Receberemos largamente as graças das quais temos necessidade para sermos fiéis a Sua vontade de Amor. 
  
quarto meio de honrar o Coração de Jesus é venerar Suas imagens. 


E a imagem de Seu Coração de carne coroado de espinhos com uma cruz em cima, foi para Ele, o meio de mostrar aos homens de todos os tempos, quanto Ele os amou sobre a terra, a ponto de morrer pela sua salvação e quanto continua a amá-los na esperança de sua conversão e reconhecimento de Seu Amor infinito pelo gênero humano. 


Ele prometeu à santa Margarida Maria que espalharia com abundância sobre aqueles que O honrassem, os tesouros de graças das quais Seu Coração está repleto e que em toda parte, onde Sua imagem é exposta para ser ali muitas vezes honrada, atrairia todas as graças e bênçãos. 


Santa Margarida Maria tomou cuidado em fazer gravar esta imagem do Sagrado Coração e espalhar. 


Ela queria que todos a conhecessem. Todos os pecadores para convertê-los. Todos os justos para inflamar ainda mais seu amor a Deus e ao próximo. 


Santa Margarida Maria amava tanto o Coração divino que molhou uma destas imagens no seu sangue e compôs uma oração e consagração notável, na qual ela se consagrava a Jesus sem reserva e sem partilha. 


Confortados pela promessa de Jesus os cristãos devotos do Sagrado Coração de Jesus gostam de venerar esta santa imagem e espalhá-la ao redor deles. 


A vista desta imagem os consola e encoraja. Se a sombra dos apóstolos curava os doentes, é preciso se espantar que a imagem do Sagrado Coração de Jesus seja tão poderosa para curar os males da alma e do corpo? 


Santa Theresa d’Avila queria encontrar o divino Coração de Jesus por toda parte onde olhava e dizia: “Se as pessoas amassem Nosso Senhor, elas se rejubilariam em ver Seu retrato, como no mundo somos felizes com as fotografias de entes queridos.” 


Se nós amamos o divino Coração de Jesus, vamos espalhar Sua imagem santa e rezemos para que toque o coração dos homens, desde os mais endurecidos até os mais exigentes. Desde os mais ricos até os mais pobres. Desde os mais tíbios até os mais indiferentes. 


Que cada um aprenda a conhecer os tesouros do Coração de Deus e buscar nele, as graças infinitas que contém e que Ele deseja tanto espalhar no coração humano tão só, tão abandonado, tão ferido pelo mal e tão ignorante de todo o bem que poderia dali retirar, se soubesse confiar no Coração tão amável de Jesus. 


Saibamos rezar, oferecer nossas tristezas, nossas eucaristias pela conversão dos pecadores e dos pagãos a fim de que um dia, eles sejam tocados pela graça da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e recebam desta devoção, as graças e as bênçãos sem limites, que os conduzirão a uma verdadeira conversão e a um amor profundo do Senhor. 


Também para animar a coragem, a fé e a caridade dos justos, a fim de que munidos deste amor do Sagrado Coração eles saibam retirar dEle, a força de imitá-Lo, para amar como Ele até a morte e dar aos homens o sentido da Vida eterna. 
  
  
Tradução livre 
Izabel dos Santos Koscianski 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Maria e os Muçulmanos.

Maria e os Muçulmanos.

O artigo a seguir foi escrito em 1952 e reeditado, em outubro de 2001, pela Fundação Cardeal Mindzenty – tradução para o português de Fratres in Unum.com.

Por Fulton Sheen *

O maometanismo é a única grande religião pós-cristã no mundo. Como teve seu início com Maomé no século VII, pôde reunir certos elementos do cristianismo e do judaísmo, juntamente com outros costumes da Arábia. O islã toma a doutrina da unidade Deus, Sua majestade e Seu poder criador, e a usa para repudir a Cristo, o Filho de Deus.

O poder do Islã

Compreendendo mal a noção da Trindade, Maomé fez de Cristo um profeta, anunciando-O tal como, para os Cristãos, Isaías e João Batista são profetas que anunciam a Cristo.

Dezenas de milhares de pessoas acompanham missa em homenagem à Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima, em Portugal. Nos últimos dias, uma multidão de peregrinos se dirigiu ao local para celebrar o aniversário da primeira aparição da santa, em 13 de maio de 1917, segundo a crença católica. Nesta sexta-feira (13), são esperadas 250 mil pessoas no Santuário Francisco Leong/AFP Photo

O Ocidente Europeu Cristão dificilmente escapou da destruição nas mãos dos muçulmanos. Em certo ponto, eles foram bloqueados próximo a Tour e, em outro, mais tarde, fora dos portões de Viena. A Igreja, por todo o norte da África, foi praticamente destruída pelo poder muçulmano e, no presente momento, eles começam a avançar novamente. Se o islamismo é uma heresia, como acreditava Hilaire Belloc, é a única heresia que nunca declinou. Outras tiveram um momento de vigor, e depois entraram em decomposição doutrinal com a morte do líder, para finalmente evaporar em um vago movimento social. O islamismo, pelo contrário, apenas passou pela primeira fase. Nunca houve um tempo no qual tenha retrocedido, seja em número ou na devoção de seus seguidores.

O esforço missionário da Igreja para com esse grupo foi, ao menos aparentemente, um fracasso, pois os muçulmanos são, até agora, quase inconvertíveis. A razão é quea um seguidor de Maomé se tornar cristão é quase como que um cristão se tornar um judeu. Os muçulmanos crêem ter a última e definitiva revelação de Deus ao mundo e que Cristo foi apenas um profeta anunciando Maomé, o último dos verdadeiros profetas de Deus.

No momento, o ódio dos países muçulmanos contra o Ocidente está se tornando um ódio contra o próprio Cristianismo. Embora os chefes de Estado não tenham se dado conta, há ainda o ameaçador perigo de que o poder temporal do islã possa retornar e, com ele, a ameaça de abalar um Ocidente que deixou de ser Cristão, afirmando-se como um grande poder mundial anti-cristão. Escritores muçulmanos dizem: “quando os enxames de gafanhotos escurecem países, trazem em suas asas estas palavras árabes: somos os mensageiros de Deus, cada um de nós tem noventa e nove ovos, e se tivéssemos cem, devastaríamos o mundo e tudo que há nele”.

O problema é: como evitar que o centésimo ovo seja chocado? Cremos firmemente que os temores que alguns nutrem em relação os muçulmanos não se realizarão, mas que o islamismo, pelo contrário, finalmente será convertido ao Cristianismo — e de uma forma que mesmo alguns de nossos missionários nunca suspeitou. É nossa convicção que isso acontecerá não pelo ensino direto do Cristianismo, mas por um chamado dos muçulmanos à veneração à Mãe de Deus. Esta é a linha de raciocínio:

Maria, Mãe de Deus

O Corão, a bíblia dos maçulmanos, tem muita passagens relativas à Santíssima Virgem. Primeiramente, o Corão crê em sua Imaculada Conceição e também em seu parto virginal. O terceiro capítulo do Corão cita a história da família de Maria em uma genealogia que remonta a Abraão, Noé e Adão. Quando se comparam os relatos do Corão e do evangelho apócrifo sobre o nascimento de Maria, somos tentados a crer que Maomé dependia muito deste último. Os dois livros descrevem a avançada idade e a esterilidade da mãe de Maria. Quando, apesar de tudo, concebe, a mãe de Maria proclama, segundo o Corão: “Senhor, ofereço-vos e consagro-vos o que fizestes em mim. Aceitai-a”.

Quando nasce Maria, sua mãe exclama: “E eu a consagro à Vossa proteção, com toda sua descendência. Ó Deus, contra Santanás!”

O Corão passa por alto quanto a José na vida de Maria, mas a tradição muçulmana conhece seu nome e tem alguma familiaridade com ele. Nesta tradição, José fala com Maria, que é virgem. Ao lhe perguntar como foi que ela concebeu a Jesus sem pai, Maria responde: “Não sabeis que Deus, quando criou o trigo, não necessitou da semente, e que Deus, por Seu poder, fez crescer as árvores sem ajuda da chuva? Tudo o que Deus fez foi dizer ‘faça-se’ e se fez”.

O Corão também contém versos sobre a Anunciação, a Visitação e o Nascimento. Contém pinturas dos Anjos acompanhando a Santa Mãe e dizendo: “Ó Maria, Deus vos escolheu e purificou, e vos elegeu sobre todas as mulheres da terra”.

No décimo nono capítulo do Corão, há 41 versos sobre Jesus e Maria. Há tal defesa da virgindade de Maria que o Corão, em seu quarto livro, atribui a condenação dos judeus à monstruosa calúnia deles contra Virgem Maria.

O significado de Fátima

Maria, então, é para os muçulmanos a verdadeira Sayyida, ou Senhora. A única séria rival em seu credo seria a filha do próprio Maomé, cujo nome é Fátima. Porém, depois da morte de Fátima, Maomé escreveu: “Sereis a mais bendita entre todas as mulheres do paraíso, depois de Maria”. Em uma variante do texto, Fátima diz: “Supero a todas as mulheres, exceto Maria”.

Isso nos leva a nosso segundo ponto: Por que a Santíssima Mãe, no século XX, revelou-se na pequena aldeia de Fátima, para que todas as futuras gerações a conhecessem como “Nossa Senhora de Fátima”? Já que nada acontece do céu sem a maior fineza de detalhe, creio que a Santíssima Virgem escolheu ser conhecida como “Nossa Senhorade Fátima” como promessa e sinal de esperança para o povo muçulmano, e como que assegurando-lhes que, uma vez que manifestam tanto respeito para com ela, um dia aceitarão também a Seu Divino Filho.

A evidência para respaldar essa opinião se encontra no fato de que os muçulmanos ocuparam Portugal durante séculos. Quando, ao fim, foram expulsos, o último chefe muçulmano tinha uma bela filha chamada Fátima. Um jovem católico se apaixonou por ela e, por ele, ela não só permaneceu quando todos se retiraram, como também abraçou a Fé. O jovem esposo estava tão apaixonado por ela que mudou o nome do povoado onde vivia para Fátima. Portanto, o local onde a Virgem apareceu em 1917 tem uma conexão histórica com Fátima, a filha de Maomé (e com a conversão dos muçulmanos).

A última prova da relação de Fátima e os muçulmanos é a recepção entusiástica que os muçulmanos na África, na Índica e em outros lugares deram à imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Eles assistiram às cerimônias da Igreja em honra a Nossa Senhora e permitiram procissões religiosas, e até oração diante de suas mesquitas. Em Moçambique, os muçulmanos que não se converteram começaram a ser cristãos depois que se erigiu uma imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Missão estratégica

Os missionários do futuro irão, cada vez mais, ver que o seu apostolado entre os muçulmanos terá êxito na medida em que proclamem Nossa Senhora de Fátima; Maria é o advento de Cristo, que traz Cristo ao povo antes que Cristo nascesse. No trabalho apologético, é sempre melhor começar com o que o povo aceita. Já que os muçulmanos tem devoção à Virgem, nossos missionários deverão se satisfazer com o único fato de aumentar e desenvolver essa devoção com a plena consciência de que Nossa Senhora conduzirá os muçulmanos pelo restante do caminho até Seu Divino Filho… Tal como os que perdem a devoção à Virgem perdem a fé na divindade de Cristo, aqueles que intensificam essa devoção gradualmente adquirem fé na divindade de Cristo.

Muitos de nossos grandes missionários na África conseguiram quebrar o ódio amargo e os preconceitos dos muçulmanos para com os Cristãos por meio de seus atos de caridade, escolas e hospitais. Agora, resta-nos tomar outro caminho: pegar o capítulo 41 do Corão e lhes demonstrar que foram retirados do Evangelho de Lucas, que Maria não poderia ser, mesmo aos olhos deles, “a bendita entre todas as mulheres do céu” se não tivesse dado à luz o Salvador do mundo. Se Judite e Ester, do Antigo Testamento, prefiguravam Maria, então pode ser que Fátima seja uma figura posterior de Maria. Os muçulmanos deverão ser preparados para conhecer que, se Fátima deve dar espaço à honra da Santíssima Mãe, é porque ela é diferente de todas as mães do mundo e que, sem Cristo, ela não seria nada.

* Fulton Sheen foi um arcebispo católico norte-americano, pioneiro na propagação da Fé por rádio e televisão. Seus programas, na década de 50, contavam com uma audiência semanal de cerca de 30 milhões de espectadores. Em 2002, sua causa de canonização foi aberta e suas “virtudes heroicas” foram reconhecidas em 2012 — sendo, portanto, já um “Venerável”.

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